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Prefácio by Schwabb
Venho observando ao longo do tempo o mal uso tanto da análise técnica como principalmente da análise fundamentalista, resultando em investimentos mal sucedidos. No caso da fundamentalista, costumam avaliar uma empresa apenas por um múltiplo isoladamente, e fazem dele a base de sua decisão de entrada no mercado. O pior é dizer que isto significa que a “empresa tem fundamento”. A análise de uma empresa é complexa, possui uma variedade de metodologias, abordagens, perspectivas, somados ao tipo de investidor ( aqui incluem a psicologia, o comportamento) e suas estratégias.
Para ajudar aos iniciantes e àqueles que querem saber um pouco mais das análises técnicas e fundamentalistas, disponho abaixo um texto coletado da Fator Corretora, Bovespa, e da CBLC para que se possa ampliar seus conhecimentos e melhorar sua “performance”. Lembrando que aquelas possuem os direitos reservados sobre o conteúdo, e advertem que não assumem nenhuma responsabilidade sobre decisões tomadas a partir das informações disponibilizadas.
Bons estudos !
Schwabb
1. Introdução
As Informações fornecidas por este guia, permitirão a você investidor, aprofundar seus conhecimentos no Mercado de Ações, e se informar de conceitos essenciais para comprar e vender ações, tomando as suas próprias decisões.
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O que são ações?
Ações são títulos nominativos, de renda variável, que representam uma fração do capital social de uma empresa. Quando adquirimos ações de uma empresa nos tornamos sócios desta, participando de seus resultados .
Estas ações podem ser convertidas em dinheiro pela sua negociação em Bolsas de Valores ou mercado de balcão. O preço da ação é fruto das condições de mercado (oferta e demanda),refletindo as condições estruturais e comportamentais da empresa, de seu setor econômico e da
economia do País.
Tipos de ações
- Ordinárias: as ações ordinárias além de proporcionarem a participação nos resultados da empresa, conferem o direito de voto nas assembléias da empresa.
- Preferencial: adquirindo ações preferenciais, o Investidor terá preferência no recebimento de dividendos, porém, não terá o direito a voto nas assembléias.
- Units: combinação de ações preferenciais e ordinárias.
- American Depositary Receipts (ADR) Certificado com lastro em ações de empresas não sediadas nos Estados Unidos , emitidas por um banco norte-americano, que podem ser negociadas nas Bolsas dos Estados Unidos. O ADR é utilizado para captar recursos no exterior, e para reforçar a liquidez das ações da companhia. Cada certificado corresponde a um determinado número de ações, que varia de empresa para empresa. Existem três tipos de ADR, sendo o terceiro o que possui maiores exigências:
- ADR nível 1 – Negociado apenas no mercado de balcão norte-americano. Não pode haver oferta pública nos Estados Unidos.
- ADR nível 2 – Negociado na Bolsa Nasdaq – National Association of Securities Dealers Automated Quotation.Não pode haver oferta pública nos Estados Unidos. As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP – United States Generally Accepted Accounting Principles.
- ADR nível 3 – Negociado numa bolsa de âmbito nacional dos Estados Unidos ou na Nasdaq, vinculados a uma oferta pública nos Estados Unidos das ações depositadas. Emitido com base em ações novas emitidas pela companhia. As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP – United States Generally Accepted Accounting Principles.
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2. Rentabilidade
A rentabilidade de uma Ação é variável, podendo ser composta por diversas maneiras de istribuição de resultados em forma de benefícios concedidos pela empresa (Proventos) aos sócios portadores de ações.
Proventos
As empresas propiciam benefícios a seus acionistas, sob a forma de proventos (dividendos,bonificações) ou de direito de preferência na aquisição de ações (subscrição), os quais veremos a seguir.
Dividendos
Quando uma empresa gera Lucro, parte deste Lucro é destinado aos acionistas em percentual definido pela empresa. Por lei, esse percentual deve ser de no mínimo 25%. Estes dividendos são isentos de tributação e conferidos em dinheiro, de acordo com o período correspondente, ou seja,
o exercício a que se refere. O retorno de dividendos (dividend yield) consiste no dividendo pago por ação dividido pelo preço da mesma.
Juros Sobre Capital Próprio
A empresa pode distribuir o capital aos acionistas através de Juros Sobre o Capital Próprio, onde existe uma vantagem fiscal para a empresa, pois estes juros são contabilizados como despesas antes do lucro.
Nesta modalidade de rentabilidade, o acionista é tributado em 15% na Fonte sobre o total recebido.
Bonificação em Ações
Advém do aumento de capital de uma sociedade, mediante a incorporação de reservas e lucros, quando são distribuídos gratuitamente novas ações a seus acionistas, em número proporcional às já possuídas.
Direito de Subscrição
É o direito de aquisição de novo lote de ações pelos seus acionistas, com preferência na subscrição, em quantidade proporcional às já possuídas, em contrapartida a estratégia de aumento do capital da empresa.
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3. Tributação
Existem outros fatores que impactam diretamente a rentabilidade das ações, como a incidência de impostos, taxas de corretagem e emolumentos. Esses fatores são originados da tributação sobre a negociação e sobre os lucros obtidos. A seguir, veremos os principais tributos que incidem no
mercado de ações.
Imposto de Renda (IR)
O ganho adquirido no Mercado de Ações está sujeito ao Imposto de Renda nos casos de Fundos de Ações ou Clubes de Investimento.
Nas operações de “Day Trade”, o Imposto de Renda será de 20%, com 1% de IR retido na Fonte como antecipação.
Nas Operações em Mercados à vista, opções, a termo e futuros, o Imposto de Renda será de 15%, com 0,005% de imposto de renda retido na fonte como antecipação; exceto em day trade e no exercício de opções.
Nas operações mensais em até R$ 20 mil, para pessoas físicas em operação no mercado à vista, ocorrerá a isenção do Imposto de Renda.
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4. Corretagem
A corretagem é a taxa de remuneração de um intermediário financeiro na compra e venda de títulos. A Bovespa possui uma tabela padrão utilizada como referência para a cobrança de corretagens.
Taxas Operacionais
Para a execução das operações, são cobradas algumas taxas como os Emolumentos, Taxas de liquidação, cobradas pela Bovespa e CBLC.
Emolumentos
Emolumentos são taxas cobradas para a execução das operações, ligadas aos custos de negociação na Bolsa de Valores.
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5. Estrutura do Mercado de Capitais
Sistema Financeiro Nacional
No sistema Financeiro Brasileiro, temos a Participação de diversos órgãos responsáveis pela normatização e regulamentação do Sistema Financeiro Brasileiro. Dentre os participantes podemos destacar alguns de participação fundamental para o Mercado de Capitais: O Conselho Monetário Nacional (CMN), O Banco Central do Brasil (BCB), a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as Bolsas de Valores, Corretoras e as Empresas de Liquidação e Custódia.
Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
A CVM é vinculada ao Ministério da Fazenda e é responsável pela atividade de fiscalização e normatização do mercado de valores mobiliários. Desenvolve estudos e pesquisas no intuito de definir políticas para promover o desenvolvimento do mercado de capitais.
Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA)
Associação sem fins lucrativos, com as finalidades de manter local ou sistema de negociação eletrônico, adequados ao encontro de seus membros e à realização de transações de compra e venda de títulos e valores mobiliários, registrados na CVM – Comissão de Valores Mobiliários, em
mercado livre e aberto, especialmente organizado e fiscalizado pelos seus membros, pela autoridade monetária e, em especial, pela própria CVM.
A auto-regulação da Bolsa de Valores visa a preservar elevados padrões éticos de negociação, e divulgar as operações executadas com rapidez, amplitude e detalhes.
Índice Bovespa
Índice que acompanha a evolução média das cotações das ações negociadas na Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo. É o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira teórica de ações, constituída em 1968 a partir de uma aplicação hipotética. O Índice Bovespa tem como finalidade servir como indicador médio do comportamento do mercado. Representa mais de 80% do número de negócios no mercado à vista da Bovespa. Considerando-se seu rigor metodológico e o fato de que a Bovespa concentra mais de 90% dos negócios do País, trata-se do mais importante índice disponível, permitindo tanto avaliações de curtíssimo prazo como observações de expressivas séries de tempo.
Corretoras de Valores
São instituições financeiras membros das bolsas de valores, credenciadas pelo Banco Central, pela CVM e pelas próprias bolsas, e estão habilitadas, entre outras atividades nos mercados financeiro e de capitais, a negociar valores mobiliários com exclusividade no sistema de negociação das Bolsas.
Para comprar ou vender títulos na BOVESPA, é necessário o intermédio de uma Corretora de Valores. O cliente investidor dá as ordens de compra ou venda e as Corretoras as executam.
As Corretoras dão a assessoria necessária para que os investidores esclareçam suas dúvidas e saibam as tendências e oportunidades de mercado, possibilitando o alcance de melhores resultados, pois podem ajudar você a escolher as melhores opções de investimento, de acordo
com o seu perfil, já que elas contam com profissionais especializados em análise de mercado, de setores da economia e de companhias.

6. Como as Ações são Ofertadas na Bolsa?
Oferta Pública Inicial (IPO – Initial Public Offering)
As ofertas de Ações no Mercado podem ser de feitas através do Mercado Primário ou Secundário.
- Mercado Primário
O mercado Primário representa as novas emissões de ações ou título de uma empresa. É definido o valor nominal de cada ação e estipulada sua representação no capital social da empresa.
- Mercado Secundário
No mercado Secundário ocorrem as negociações dos títulos lançados (no caso do Brasil temos a Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo)
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7. Governança Corporativa
A Governança Corporativa consiste em uma normatização de práticas e relacionamentos entre Acionistas/Cotistas, Conselho de Administração, Diretoria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal, com a finalidade de otimizar o desempenho da empresa e facilitar o acesso ao capital.
Estas práticas abrangem os assuntos relativos ao poder de controle e direção de uma empresa, bem como as diferentes formas e esferas de seu exercício e os diversos interesses que, de alguma forma, estão ligados à vida das sociedades comerciais.
A governança corporativa proporciona aos proprietários (acionistas ou cotistas) a gestão estratégica de sua empresa e a monitoração efetiva da administração.
As principais ferramentas que asseguram o controle da propriedade sobre a gestão são o conselho de Administração, a Auditoria Independente e o Conselho Fiscal.
A empresa que opta pelas práticas de governança corporativa adota como linhas mestras a transparência, a prestação de contas (accountability) e a equidade.
No Brasil, os conselheiros profissionais e independentes começaram a surgir tanto como conseqüência do crescimento da necessidade das médias empresas se profissionalizarem rapidamente, tendo em vista o processo de globalização, quanto das primeiras privatizações de empresas estatais no país.
Existem diversos níveis de Governança, classificadas de acordo com o número de regras ou práticas adotadas: Nível 1, Nível 2 e Novo Mercado.
- Nível 1
Comprometem-se com a manutenção de no mínimo 25% do capital de ações em circulação, com a melhoria de suas informações contábeis, que devem ser prestadas trimestralmente. Devem, também, disponibilizar um calendário anual de eventos corporativos, e apresentar o fluxo de caixa
em suas demonstrações financeiras.
- Nível 2
Além de aceitar as obrigações contidas no Nível 1, se comprometem com a apresentação de suas demonstrações financeiras em padrão internacional; dão o direito de voto às ações preferenciais em algumas matérias, como transformação, incorporação, cisão e fusão da companhia; permitem o
Tag Along mínimo de 80% para minoritários e a adesão à Câmara de Arbitragem para a resolução de conflitos societários.
- Novo Mercado
A entrada de uma empresa no Novo Mercado significa a adesão a um conjunto de regras societárias, genericamente chamadas de boas práticas de governança corporativa, mais rígidas do que as presentes na legislação brasileira.
No Novo Mercado, estão as empresas que aceitam todas as obrigações contidas no Nível 1 e no Nível 2 de Governança Corporativa e possuem na composição de seu capital social somente ações ordinárias.
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8. Como Comprar e Vender Ações?
Para comprar ou vender ações, é necessário procurar uma Corretora de Valores, uma Distribuidora de Títulos e Valores ou um Banco de Investimento. Como as Corretoras são as únicas instituições autorizadas a operar na BOVESPA, as Distribuidoras e os Bancos de Investimentos se utilizam dos serviços de uma corretora para realizar os negócios de seus clientes.
Formas de Comprar e Vender Ações
Existem várias formas de investir em ações. Podemos investir individualmente, onde o investidor procura um intermediário, preenche uma Ficha Cadastral e escolhe as ações que deseja adquirir.
Ainda, podemos investir também através de um Fundo de Ações, o investidor compra cotas de um fundo de ações, administrado por uma Corretora de Valores, um Banco ou um Gestor de Recursos independente, autorizado pela CVM.
Informações de Preço de uma Ação
As ações são negociadas em um Lote Padrão, ou seja, uma quantidade mínima de ações negociadas. Abaixo desta quantidade, só podem ser negociadas no Mercado Fracionário.
O Preço Último, é o preço pelo qual foi realizado o último negócio da ação. É utilizado durante o Pregão da Bolsa como referência para novos negócios.
As ações estão sujeitas a variações, chamada de oscilação, que é a variação percentual do preço da ação , preço atual em relação ao preço de fechamento anterior.
Durante o Pregão do dia, as Ações sofrem alterações em seu preço, resultado das pressões de vendedores e compradores. Elas abrem no preço de Abertura, que é o primeiro preço pelo qual esta ação foi negociada, atingem durante o dia, Preço Máximo, que é o maior preço pelo qual essa
ação foi negociada, o Preço Médio, que no mercado à vista é calculado e divulgado pela Bovespa e o Preço Mínimo, ou seja, o menor preço pelo qual a ação foi negociada. Ao final do Pregão o Preço Último, se transforma no Preço de Fechamento do dia.
Negociação de Ações
Através dos intermediários, os Investidores podem obter informações e orientações sobre o mercado com profissionais qualificados. Os intermediários recebem as ordens dos investidores e as repassam aos operadores que têm acesso ao sistema de negociação das Bolsas.
Os Investidores podem, ainda, enviar sua ordem de compra e de venda via Internet, por meio do site de seu intermediário, utilizando-se de seu Home Broker.
O Home Broker possibilita maior facilidade para pequenos investidores, pois o investidor estará enviando sua ordem diretamente ao sistema da Bolsa, podendo operar nele Lotes Fracionários.
O que é Home Broker?
O Home Broker é o instrumento que permite a negociação de ações via Internet. Ele permite que você envie ordens de compra e venda de ações através do site de sua corretora na internet.
Para realizar operações via Internet, é necessário que você seja cliente de um banco de investimentos, uma distribuidora ou de uma Corretora que disponha do sistema Home Broker.
De forma semelhante aos serviços de Home Banking, oferecidos pela rede bancária, os Home Brokers são interligados ao sistema de negociação da BOVESPA e permitem que o investidor envie, automaticamente, através da internet, ordens de compra e venda de ações.
Vantagens
Além da praticidade e rapidez nas negociações, o Home Broker oferece outras vantagens. Confira algumas delas:
· agilidade no cadastramento e no trâmite de documentos;
· acompanhamento de sua carteira de ações;
· acesso às cotações poderão oferecer também notícias e análises sobre o mercado);
· envio de ordens imediatas de compra e venda de ações;
· recebimento da confirmação de ordens executadas, etc.

9. Riscos de investir em Ações
Ações são ativos de renda variável, ou seja, não oferecem ao investidor uma rentabilidade garantida, previamente conhecida. Por não oferecer uma garantia de retorno ao investimento, este é um investimento considerado de risco.
O retorno do investimento dependerá de uma série de fatores, tais como desempenho da empresa, comportamento da economia brasileira e internacional etc.
Por esse motivo, é aconselhável que o investidor não dependa do recurso aplicado em ações para gastos imediatos e que tenha um horizonte de investimento de médio e longo prazos, quando eventuais desvalorizações das ações poderão ser revertidas.
Segurança no Mercado de Ações
A BOVESPA exerce, em defesa do interesse dos investidores, um rigoroso acompanhamento de todas as transações, o que assegura elevados padrões éticos no cumprimento dos negócios realizados.
Garantias
Com a finalidade de oferecer o máximo de segurança nas operações realizadas em seu sistema de negociação, a BOVESPA as acompanha minuciosamente. Além disso, exige limites e garantias para a execução dessas operações. A CBLC administra o risco que essas operações podem
associar aos mercados, estabelecendo limites operacionais para os Agentes de Compensação; estes, por sua vez, aos intermediários; e as mesmas a seus clientes.
Os limites operacionais são estabelecidos de acordo com as respectivas capacidades de liquidação das operações. Esses limites podem ser aumentados diariamente por meio do depósito adicional de garantias.
A CBLC exige ainda depósito de margens ou cobertura para posições de risco nos mercados a termo e de opções, além do serviço de empréstimo de títulos – BTC.
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10. Custódia e Liquidação
Para a guarda de títulos e exercício de direitos, o investidor pode dispor de serviço especializado, prestado por instituições credenciadas pela CVM para esse fim.
A CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, empresa ligada e que presta esse tipo de serviço à BOVESPA, oferece custódia com padrão de qualidade internacional, tendo conquistado a certificação ISO 9002. A CBLC tem o serviço de custódia fungível com movimentação “on-line” e “real time” dos ativos da conta de custódia. Além disso, adota a codificação de títulos ISIN, mundialmente utilizada.
Cuidados na escolha do Intermediário
A escolha do intermediário que irá administrar os recursos do investidor exige muita atenção.
É importante que o investidor certifique-se de que esse intermediário atende a alguns requisitos básicos:
· tradição e solidez da instituição como administradora de recursos;
· idoneidade pessoal do administrador;
· experiência no gerenciamento de recursos, relacionado à capacidade de indicar as melhores alternativas e os momentos mais adequados para a realização dos negócios;
· situação legal regular com autorização de funcionamento dada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários;
· alto padrão de qualidade na prestação de serviço. Competência e ética para atender às necessidades do investidor.
A liquidação é realizada por empresas de liquidação de negócios, que podem ou não ser
vinculadas a Bolsa. A empresa de Liquidação da BOVESPA é a CBLC – Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia, responsável pela Liquidação em seus Mercados. As instituições financeiras são os Agentes de Compensação da CBLC, responsáveis pela boa liquidação das operações que
executam para si ou para seus clientes.
Na Liquidação, ocorre a transferência de propriedade dos títulos e o pagamento ou recebimento dos valores financeiros envolvidos, onde cada bolsa utiliza-se do seu próprio calendário.
No mercado à vista, vigora o seguinte fluxo de liquidação:
- D+0 – dia da operação;
- D+1 – prazo para os intermediários financeiros (Corretoras) especificarem as operações por eles executadas junto à Bolsa;
- D+2 – entrega e bloqueio dos títulos para liquidação física da operação, caso ainda não estejam na custódia da CBLC;
- D+3 – liquidação física e financeira da operação.
11. Técnicas para analisar e escolher ações
As duas técnicas mais utilizadas para o investidor que procura decidir que ações comprar ou vender e quando realizar suas operações são a Análise Técnica e a Análise Fundamentalista.





Agosto 1, 2007 às 2:10 am
yeah
Agosto 6, 2007 às 5:00 pm
muito bem explicado!!!!!!!!!
Setembro 4, 2007 às 1:41 am
olá. tenho acomoanhado seus comentários no blog e realmente vejo que suas observações são ponderadas e não fica achando que o papel vai valorizar na base do grito.De um tempo pra cá, resolvi aprender a analise fundamentalista, mas confesso que nao to entendendo muito. Sempre usei a analise tecnica ,mas to querendo diversificar meu conhecimento. Formei em Física, e portanto nada aprendi sobre “fundamentos” de empresas. Gostaria muito que vc me indicasse um livro adequado para mim q sou leigo demais no tema. Se tiver algo na net é melhor. Fico grato desde já e parabéns pelo seu blog. Se puder, me responda por email.
Setembro 4, 2007 às 3:51 pm
Caro fisixx,
Grato pelas palavras referente ao blog !
Acho interessante alguém de outra área entrar neste mercado. Uma pena que não se possa usar as leis da física para as altas e quedas da bolsa. Vc ia ficar milionário !
Bem, confesso que a leitura é massante. Para quem está com dificuldades no assunto, eu sugiro sempre isto e funciona muito bem , mas exige disciplina. Pode começar da seguinte forma:
Se vc tiver uma lista de papéis que tem interesse, pegue uma e leia notícias sobre a mesma. Não precisa ler tudo, mas leia o que possa ser interessante. Vendas maiores/ menores , exportações/ importações, crise, acordos, etc.
Entre na página da empresa, e leia o q ela faz, produz. Saiba a qual setor ela pertence e quais os fatores principais que possam influenciar nos resultados da empresa.
FAça isto com todas que escolher. Lhe garanto que será muito melhor que qualquer livro ou curso. Se vc fizer isto todo dia, após 2 ou 3 meses, vc terá construido uma base de informações e de conhecimento. O próximo passo é aprofundar o conhecimento, e ai sim vc parte para teoria (caso deseje). Ai será preciso vc ler sobre a analise fundamentalista ( teoria , metodologia) e a seguir partir para a contabilidade.
Vc pode pular fases, mas estará prejudicando sua qualificação. Se quiser ser mais direto e rápido, pode estudar apenas Análise de Balanços. Neste caso, recomendo o Sergio Iudicibus da Editora Atlas.
Vc pode tb utilizar apenas os Múltiplos, como no texto acima. Isto tudo vai depender do tipo de investidor que vc é ou deseja ser.
Ainda será disponibilizado textos sobre macroeconomia, contabilidade , matemática financeira neste blog. Enquanto isto, pode seguir a minha primeira sugestão e vc verá que os textos ficarão bem mais fáceis de entender.
Abraço e sucesso !
Setembro 6, 2007 às 9:21 pm
Por exemplo, se eu aplicasse 1 milhão em carteira de ações com estimativa de dividendos de 160 mil a.a. e valorização 18%a.a. no 1• ano, eu devo aplicar a valorização sobre o montante investido e acrescer os dividendos após ou a valorização é aplicada ao montante + dividendos?
Outubro 5, 2007 às 5:59 pm
Belissimo blog, Schwabb!
Tb gostei de ver q vc recomenda a leitura dos Aximas de Z. Excelente recomendação — o livro é uma biblia, não?
Só faltou, na minha opinião, links para fontes de dados online. Especialmente de multiplos downloadable.
Alguma dica?
Outubro 15, 2007 às 2:12 pm
Caro Mmello,
Obrigado! Fico feliz q tenha gostado !
É um excelente livro e todas as pessoas que desejam entrar neste mercado deveriam ler.
O único sitio gratuito q eu conheço para dados é o http://www.economatica.com.br
Abraço !
Outubro 16, 2007 às 1:40 am
Caro Schwabb,
parabéns pelo blog! Tenho aprendido muito com os seus comentários e após esse curso prático, eu só tenho uma dúvida:
Eu e meu marido estamos iniciando no mercado de ações a vista e gostaríamos de atuar de forma independentes. Possuímos conta conjunta em 02 bancos, onde ele é titular em um deles e eu sou a titular no outro (são contas salário). Pergunta: Cada um atuando em um banco, as tributações sobre as negociações de nossas carteiras seguem o padrão citado neste curso, mas de forma independente? A isenção de 20 mil valerá para cada conta/ CPF do titular?
Outubro 16, 2007 às 2:27 pm
Cara Silvana,
Obrigado pelas palavras ! Se vcs vão operar independentemente, então todas as tributações são como explicado para cada um. Apenas atente para o IRPF quando fizer a declaração anual. Aconselho entrar em contato com a Receita Federal quando na ocasião para evitar problemas futuros. Veja em APRENDIZADO —> IMPOSTO DE RENDA os endereços e telefones que atendam à sua região.
Abraço !
Outubro 23, 2007 às 11:26 pm
Gostaria de saber o siguinificado dos numero após a simblogia q identifica a empresa que esta negociando as ações.
exemplo: vale5. Vale = vale do Rio doce
5 = ?
atenciosamente,
João Olimpio.
Outubro 23, 2007 às 11:43 pm
Caro João,
O número após o nome no pregão é o tipo da ação, podendo ser ON ou PN. Exemplo: ALLL3= ON , ALLL4=PN
Abraço !
Novembro 4, 2007 às 7:57 pm
Espetacular!
Novembro 15, 2007 às 4:07 pm
http://carteiradeinvestimento.wordpress.com/aprendizado/curso-pratico-de-acoes/