CESP6 – Cesp reverte lucro e tem prejuízo de R$ 2,351 bi em 2008

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou prejuízo de R$ 2,351 bilhões em 2008, segundo dados do balanço divulgado hoje ao mercado. Em 2007, a empresa havia apurado lucro líquido de R$ 178,591 milhões. O resultado foi impactado pelo reconhecimento de provisão de redução ao valor recuperável de ativos, no total de R$ 2,467 bilhões.A receita operacional, que envolve fornecimento de energia, suprimento (contratos), suprimento em leilões e energia de curto prazo totalizou R$ 2,986 bilhões, o que representou crescimento de 13,76% sobre o ano anterior.Descontadas as deduções com impostos e outros, a receita operacional líquida aumentou 13,55%, para R$ 2,479 bilhões na mesma base de comparação.Tanto o custo com energia elétrica quanto o custo com a operação apresentaram incremento no período. O primeiro teve elevação de 17,19%, para R$ 572,335 milhões, e o segundo, de 171,47%, para R$ 746,437 milhões. Dentro do item custo operacional, a maior despesa foi no item entidade de previdência a empregados, que saiu de uma receita de R$ 284,495 milhões em 2007 para uma despesa de R$ 177,285 milhões.As despesas operacionais, por sua vez, que foram de R$ 654,155 milhões em 2007, cresceram para R$ 2,818 bilhões. Esse incremento foi provocado pela provisão de redução ao valor recuperável de ativos, no total de R$ 2,467 bilhões.Dessa forma, o resultado financeiro saiu de R$ 314,276 milhões negativos para R$ 1,394 bilhão negativos.

Carteira Recomendada Schwabb de Abril e comentários sobre Março de 2009

Prezados,

Antes de mais nada, quero alertar aos leitores deste blog para que avaliem com cuidado os papéis indicados na Carteira Schwabb. Apesar de a carteira ser , disparada, a mais rentável desde o ano passado, peço a todos atenção, pois por maior cuidado que se tenha na configuração mensal da Carteira Schwabb, esta não está isenta de adversidades e, consequentemente, resultados indesejados.

Carteira de Março

Como foi explicitado anteriormente, a Carteira de Março foi divulgada no dia 03/03 ( terça ), devido ao feriado de Carnaval. Um dos papéis ( Chiarelli ) já tinha valorizado 57.14% no dia anterior (02/03). Para evitar comentários sobre a escolha de um papel já altamente valorizado, estarei DESCONTANDO o dia 02/03 da valorização do mês da Carteira. Ou seja, o ponto de partida será a partir do dia de recomendação 03/03. O mais importante em todo o trabalho desenvolvido neste blog é o resultado real do investidor e não os números finais apresentados no final do mês na lista de melhores carteiras recomendadas. Estes são uma consequência da seriedade, dedicação e estratégias aqui apresentadas.

A rentabilidade do Ibovespa foi de + 7,18% quando a Carteira Schwabb obteve rendimento de + 26.11%. Ou seja, rentabilidade mais de 3 vezes maior . Ainda não há dados sobre as outras carteiras, mas é certo que novamente a Carteira Schwabb foi a mais rentável de Março, e provável diferença de mais de 2 vezes sobre a segunda colocada.

No acumulado de 2009, a Carteira Schwabb alcança nada menos que valorização de 58.15% enquanto que o Ibovespa acumula 8.98% , diferença de mais de 6 vezes.

No acumulado desde 2008, a Carteira Schwabb é a única que está positiva, mostrando a superior rentabilidade sobre as carteiras baseadas em análise de múltiplos , fluxos de caixa e outros métodos de investigação. A segunda melhor carteira da listagem tem valorização negativa em mais de 19% desde 2008.

ABNB3: – 3.77%
Papel mais conservador, AB Note precisou primeiro fazer uma correção na primeira metade do mês para oferecer um ótimo ponto de entrada. Mesmo com o desempenho abaixo da meta, o papel AB Note continua tendo potencial e boas perspectivas para os próximos meses. ( 10.60 – 10.20)

CCHI3: + 40.9%
Seguiu as expectativas , com ótimo desempenho com as especulações sobre o processo de recuperação judicial. O risco relativamente baixo se confirmou e se manteve até o final do mês com perspectivas positivas. ( 0.22 – 0.31)

CYRE3: + 41.22%

Aproveitando-se da valorização Ibovespa e com o pacote habitacional divulgado pelo Governo, os papéis Cyrela seguiram as projeções alcançando uma valorização além da esperada para o mês. ( 6.55 – 9.25)

Carteira de Abril

Mantem-se a idéia dos 40000 sendo o divisor entre melhores e piores perspectivas. A tendência seria os 45000 , mas pressões maiores vindas do setor automobilístico ainda tendem a pressionar o desempenho dos mercados acionários. Em um primeiro momento há leve melhora nas condições macroeconômicas, mas é preciso atenção pois pode se tratar de uma melhoria pontual. As ações dos Bancos Centrais tem surtido efeito e criado melhores perspectivas não só no meio empresarial , mas tb entre consumidores.

Para Abril, projeções de HOJE são para retorno próximo aos 40000 pontos e novamente uma tentativa de se aproximar dos 45000. Em caso de piora do cenário, alvos prováveis estariam próximos a 38700 ou ainda 36500.

Com base nestas projeções e oportunidades do momento, segue a Carteira de Abril:

ABNB3 : Segue em carteira pelos mesmos motivos do mês passado ( projeções positivas para o resultado financeiro , preço atraente , menor exposição à crise ).  Fechamento Março: 10.20  Alvo Primário:  12

HOOT4 : O papel oferece risco abaixo da média do mercado , com suporte bem formado e preços atraentes. Pertence a um dos setores menos afetados pela crise, e o desempenho ( como postado anteriormente no blog ) tem sido acima das expectativas do setor. Fechamento Março: 0.23  Alvo Primário: 0.40

OHLB3 : Início de arrecadação em postos de rodovias federais , capital para investimentos , reajuste tarifário e bom desempenho , aliado a preços atraentes no momento levaram à escolha dos papéis OHL Brasil.  Fechamento Fevereiro: 14  Alvo Primário: 16.20

Não deixe de ler sobre o Estilo Schwabb e como se trabalha a Carteira Recomendada Schwabb, para otimizar resultados e proteger o seu capital.

Grande abraço e sucesso !

Schwabb

Aviso sobre divulgação da Carteira de Abril

Prezados,

A divulgação da Carteira de Abril será feita até no máximo 2 horas após o fechamento do after market, ou seja, até às 21h ( 9 PM).

MMXM3 – MMX pode ser colocada à venda

A mineradora MMX, controlada pelo empresário Eike Batista, informou nesta segunda-feira que estuda a possibilidade de vender uma parte ou o total de seus ativos.

A companhia já havia vendido seus projetos de mineração em estágio mais avançado para a mineradora Anglo American em meados do ano passado.

A operação contemplou 51% da MMX Minas-Rio e 70% da MMX Amapá, ambas transferidas à Anglo American. Essa transação alcançou 5,5 bilhões de dólares e Eike, como controlador, recebeu a maior fatia – 3,4 bilhões.

Sem muitos detalhes, a mineradora divulgou que nomeou um assessor financeiro para auxiliá-la na possível venda do que restou. A empresa detém ativos de mineração em locais como Serra Azul (Minas Gerais) e Corumbá (Mato Grosso do Sul).

MAGG3 – Magnesita reverte lucro e tem prejuizo de $53 mi em 2008

A Magnesita Refratários S/A informou que registrou prejuízo líquido de R$ 136,182 milhões no quarto trimestre de 2008, revertendo lucro de R$ 18,712 milhões no mesmo período do ano anterior. No ano, a empresa também reverteu lucro (de R$ 108,474 milhões em 2007) e fechou com prejuízo de R$ 53,861 milhões. A receita operacional líquida somou R$ 451,629 milhões no último trimestre do ano passado, aumento de 47,6% em relação ao mesmo período de 2007 (R$ 305,986 milhões). Já o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) considerando as novas regras contábeis diminuiu 46,5%, atingindo R$ 10,624 milhões, ante R$ 19,839 milhões no quarto trimestre de 2007. No ano, a receita operacional líquida subiu 22,37%, para R$ 1,466 bilhão, ante R$ 1,198 bilhão em 2007, enquanto o Ebitda cresceu 96,78%, somando R$ 394,873 milhões, ante R$ 200,665 milhões no ano anterior. Os números incluem resultados da LWB, adquirida em novembro.

ABYA3 – Abyara reverte prejuizo e tem lucro de $30 mi em 2008

A Abyara Planejamento Imobiliário registrou lucro líquido de R$ 30,296 milhões em todo o ano passado, ante prejuízo líquido de R$ 1,912 milhão em 2007. Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida cresceu 121%, para R$ 261,032 milhões. Em 2008, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de R$ 133,292 milhões, ante R$ 14,078 milhões em 2007.

No fim do ano passado, a dívida líquida da construtora e incorporadora era de R$ 391,784 milhões, ante R$ 387,744 milhões no fim de 2007. A dívida bruta da companhia era de R$ 420,612 milhões no fim do ano passado, valor que deve ficar R$ 185 milhões após a reestruturação do endividamento com os bancos credores.

Conforme a diretora de Relações com Investidores da Abyara, Ana Graciela Granato, a melhora do Ebitda resultou da venda de parte da corretora e de alguns terrenos e participações em projetos.

4º trimestre

A Abyara registrou um total de vendas contratadas de R$ 105 milhões no quarto trimestre de 2008. O valor é três vezes menor que os R$ 322 milhões vendidos no último trimestre de 2007. No acumulado de 2008, porém, as vendas cresceram 168%, de R$ 391 milhões para R$ 1,046 bilhão.

Na avaliação do presidente da companhia, Astério Safatle, a queda das vendas no quarto trimestre resultou tanto da piora do mercado decorrente da crise financeira internacional quanto do desgaste da imagem da companhia. No ano passado a Abyara enfrentou problemas decorrentes de seu endividamento. A construtora negociou com bancos o alongamento de dívidas que vencem em 2009. Parte das dívidas foi contraída como empréstimo-ponte para o follow-on, ou seja, a nova oferta de ações que a companhia considerava fazer desde meados de 2007. No ano passado, a empresa desistiu de realizar nova oferta de ações e vendeu 51% da corretora para a Brasil Brokers.

IDNT3 – Lucro liquido Ideasnet cai 63% em 2008

A Ideiasnet anunciou hoje lucro líquido de R$ 2,202 milhões no quarto trimestre de 2008, queda de 41,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, R$ 3,792 milhões. No acumulado do ano, o lucro líquido somou R$ 3,581 milhões, 63,1% inferior aos R$ 9,701 milhões, alcançados em 2007. No trimestre passado, a receita líquida totalizou R$ 229,640 milhões, alta de 11,17% na comparação com igual período de 2007 (R$ 205,640 milhões). Em 2008, a receita líquida atingiu R$ 865,648 milhões, crescimento de 12,2% ante o ano anterior, quando atingiu R$ 771,605 milhões. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) somou, no quarto trimestre de 2008, R$ 12,351, incremento de 95,1% em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 6,329 milhões). No ano, o Ebitda cresceu 33% na comparação com 2007, passando de R$ 21,454 milhões para R$ 28,527 milhões.

Lucro liquido MRS sobe 19.47% em 2008

A MRS Logística registrou lucro líquido de R$ 663,190 milhões em 2008, alta de 19,47% em relação ao ano anterior, quando registrou R$ 555,104 milhões. A receita líquida da companhia, no ano passado, somou R$ 2,955 bilhões, crescimento de 36,38% na comparação com 2007, quando totalizou R$ 2,166 bilhões. De acordo com comunicado dos resultados, a companhia pretende continuar investindo este ano, assegurando capacidade de atendimento da demanda de transporte, quando o mercado voltar à normalidade. Além disso, irá manter um plano de austeridade de gastos para garantir capacidade de geração de caixa e equilíbrio econômico.

Industria do fumo quer alteração na forma de tributação

A Philip Morris informou que não se opõe ao aumento do imposto sobre os cigarros, mas defendeu mudança no sistema de tributação do produto. A empresa é contrária ao critério atual, que considera a embalagem para definição de diferentes taxações. Uma marca que só tenha versão em maço é tributada em R$ 0,62 (por embalagem com 20 unidades). O produto vendido apenas em caixinha paga R$ 0,92, e o que tem versão em maço e caixinha paga R$ 0,81.

“Esse sistema tem levado apenas o consumidor a migrar da caixinha para o maço”, disse o diretor de assuntos corporativos da Philip Morris, Guilherme Athia. “Todos os cigarros são nocivos à saúde e devem pagar o mesmo tributo.”

Ele afirmou que já vem conversando com o governo há um ano sobre o assunto e acredita que seria oportuno aproveitar a definição do novo IPI para fazer também as mudanças no sistema. A Souza Cruz, , que detém participação de 62,1% das vendas de cigarros no país, não quis se pronunciar sobre o aumento do IPI.

O aumento de preços já teve reflexos na redução dos volumes de vendas nos últimos dois anos. Em 2007, quando houve alta de 30% no IPI, o total vendido caiu 1,4% em relação a 2006. No ano passado, a queda em volume, segundo dados da Nielsen, foi de 1,5%. Mas como os preços subiram em média 14%, o faturamento cresceu 11,6%.

PRVI3 – Lucro liquido Providência chega a $40mi em 2008

O quarto trimestre foi bom para a Providência, companhia que tem sede em São José dos Pinhais (PR) e fabrica não-tecidos, matéria prima usada na produção de descartáveis higiênicos e hospitalares. A receita líquida da empresa foi de R$ 126,5 milhões, 9% maior que em igual período do ano anterior, e o lucro líquido da companhia aumentou 164%, de R$ 7,2 milhões de outubro a dezembro de 2007 para R$ 19 milhões nos últimos três meses de 2008.

Como é exportadora, a empresa foi beneficiada pela valorização do dólar. No trimestre, as vendas externas responderam por 51% das receitas, enquanto no ano a participação foi de 36%. Os Estados Unidos são os maiores compradores, por isso a Providência anunciou no ano passado plano de abrir uma subsidiária e construir uma fábrica lá, para atender melhor os clientes. O projeto, orçado em US$ 120 milhões, vai depender agora do cenário econômico daquele país, responsável pelo início da crise financeira internacional.

“Estamos indo mais devagar”, disse o presidente da empresa, Hermínio Freitas. “Decidimos acompanhar o mercado e ver a reação da economia americana.” A entrada em operação da primeira linha de produção estava prevista para julho de 2009, mas agora não há mais prazo para que isso aconteça, embora já exista opção de terreno na Carolina do Norte e linhas de crédito aprovadas.

A Providência encerrou o ano com R$ 235 milhões em caixa e tem endividamento de longo prazo de R$ 492 milhões, sendo 38% em dólar. No ano passado, a companhia vendeu para a belga Aliaxis sua divisão de tubos e conexões, a Provinil, por R$ 82 milhões, e não descartava aquisições. Mas, de acordo com Freitas, “o momento é confuso” para investimentos.

Em março do ano passado, a Providência inaugurou sua 9ª linha de produção de não-tecidos, na sede, na qual investiu R$ 110 milhões. A capacidade instalada da companhia é de 80 mil toneladas por ano, e a empresa produziu 68 mil toneladas em 2008, porque no primeiro trimestre do exercício passado a estrutura estava menor.

Por isso, para o primeiro trimestre de 2009 havia a expectativa de aumento nos resultados, mas Freitas explicou que as encomendas, que cresceram em outubro e novembro, tiveram queda em dezembro e não se recuperaram ainda.

“Foram feitos ajustes de estoque na indústria e no varejo, para fazer caixa”, disse o executivo. Segundo ele, o volume do primeiro trimestre deve ser semelhante ao de janeiro a março de 2008 – “ou um pouco melhor” – e a retomada é esperada para abril. Freitas contou que a demanda no Brasil e nos Estados Unidos está estável, mas houve queda em outros países da América Latina.

No ano, a Providência teve receita líquida de R$ 500 milhões, com crescimento de 15,5% em relação a 2007. A empresa apresentou lucro líquido de R$ 40,3 milhões no ano passado. Para 2009 a empresa planeja investir em produtos com maior valor agregado, como descartáveis médicos e especialidades em descartáveis higiênicos.

GLOB3 GLobex – Inadimplência pode ter forçado processo de venda da Ponto Frio

O aumento da inadimplência tem sido um problema para o Ponto Frio e pode ter apressado o processo de venda da companhia. A varejista reduziu a taxa de aprovação de crédito aos consumidores de 72% no quarto trimestre de 2007 para apenas 35% no último trimestre de 2008, o que prejudicou suas vendas no Natal.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa do Banco InvestCred, que responde pela operações da rede, cresceu 50% em 2008 , para R$ 354,7 milhões.

O retorno sobre o patrimônio líquido do InvestCred registra uma forte queda, de 48,7% no quarto trimestre de 2007 para 20,4% no fim do ano passado. A Globex, controladora da rede, é sócia do Unibanco na instituição financeira.

A crise e a escassez de crédito tornaram remotos os planos de expansão do Ponto Frio, que perdeu nesta década a liderança do varejo de eletroeletrônicos para a Casas Bahia. Sob o comando de Manoel Amorim, na presidência executiva, e de Pedro Malan, na presidência do conselho, a empresa se reestruturou para ganhar participação, mas o cenário é desanimador para o setor de bens duráveis.

As vendas líquidas do Ponto Frio tiveram forte desaceleração no quarto trimestre. A receita cresceu só 5,4% sobre igual período de 2007, atingindo R$ 1,1 bilhão, enquanto, em todo o ano 2008, o aumento nas vendas foi de 9,6%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização totalizou R$ 37,9 milhões no trimestre, cifra 64,2% inferior a de igual período de 2007.

CLSC6 – Lucro liquido Celesc cai 25% em 2008

A Celesc, estatal catarinense de energia elétrica, fechou o quatro trimestre com prejuízo líquido de R$ 5,3 milhões. O resultado reverteu um lucro líquido de R$ 110 milhões obtido no mesmo período do ano anterior.

O gerente de relações com investidores, Aldo Schumacher, descartou que o desempenho pior tenha relação com a crise econômica mundial, já que não foi registrada queda no consumo de energia.

A receita operacional líquida da empresa no quatro trimestre foi de R$ 845,1 milhões, 4% menor que a do mesmo período de 2007. No acumulado do ano, a receita atingiu R$ 3,5 bilhões, aumento de 11% em relação a 2007.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização caiu 60% no trimestre, para R$ 69,2 milhões. Ainda assim, o indicador cresceu 18% no ano.

Segundo Schumacher, o prejuízo do último trimestre do ano reflete o aumento de custos não-gerenciáveis, como impostos, e o incremento no preço pago pela energia de Itaipu, cotada em dólar e que ficou mais cara quando convertida em reais, dada a desvalorização da moeda brasileira no período. No caso dos impostos, houve incremento de 8% em ICMS, de 9% em Cofins e de 10% no PIS na comparação com o quatro trimestre de 2007. Como reflexo, a empresa registrou no quatro trimestre um resultado operacional negativo de R$ 18,5 milhões, enquanto no mesmo período do ano anterior ele foi positivo em R$ 59 milhões.

Ainda que o último trimestre tenha sido um período mais difícil para as empresas em geral honrarem seus compromissos, principalmente pela restrição de crédito, a Celesc não verificou aumento da inadimplência entre seus clientes. Os atrasos até 90 dias mantiveram-se estáveis em 2,6%. Parte dessa não elevação, segundo Schumacher, tem relação com uma política de parcelamento que a empresa iniciou em setembro do ano passado com os principais devedores, que estão ainda pagando as últimas parcelas neste início de ano.

O desempenho do quatro trimestre reduziu o lucro líquido de todo o ano passado para R$ 258,4 milhões, 25% menor do que o lucro líquido de R$ 345, 9 milhões obtido em 2007.

Mesmo diante de um cenário mais difícil em 2009, que poderá ainda causar redução de consumo de energia e postergação de novos investimentos, a projeção da empresa é otimista, com crescimento do volume distribuído. Segundo Schumacher, a expectativa é de um incremento, mesmo que a um ritmo mais lento do que o registrado nos últimos anos. O crescimento esperado é de 4% no consumo em 2009, enquanto nos últimos dois anos a elevação foi de 7%.