TAMM4 – Santander espera prejuizo de $747 mi no 4t08 para TAM

A TAM deve anunciar que registrou um prejuízo líquido de 747 milhões de reais no quarto trimestre, segundo previsão da corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco.

A empresa fez “hedge” (proteção) contra a alta do petróleo no ano passado quando o barril custava mais de 100 dólares. Com a queda da cotação para menos de 50 dólares, a empresa terá de lançar a diferença como prejuízo em seu balanço do quarto trimestre.

Apenas no terceiro trimestre de 2008, a TAM perdeu 287 milhões de reais com o hedge dos combustíveis, um prejuízo considerado surpreendentemente acima das estimativas pela corretora. Essas despesas foram as principais responsáveis pelo prejuízo líquido de 113 milhões de reais no período.

O prejuízo de 747 milhões de reais do quarto trimestre deve ser causado por despesas financeiras estimadas em 1,640 bilhão de reais – sendo 822 milhões de reais em perdas com o impacto da variação cambial e 769 milhões de reais com as operações de hedge.

O número negativo contrasta com as projeções de crescimento de 31% na receita da TAM durante os três últimos meses de 2008, chegando a 2,996 milhões de reais. O Ebitda (lucro antes de impostos e amortizações), por sua vez, deve avançar 139% no comparativo com o mesmo período de 2007, atingindo 543 milhões de reais.

A corretora destacou ainda que a demanda no mercado internacional cresceu 30% no quarto trimestre, enquanto a demanda doméstica avançou 4,6% – número considerado favorável em comparação com a contração de 8,4% nas operações da concorrente Gol no país.

PETR4 – Petrobras pode iniciar perfurações em Cuba em 1 ano

A Petrobras pode começar a perfurar poços de petróleo no litoral de Cuba dentro de cerca de um ano, afirmou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, que está participando do 4º seminário internacional da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), realizado em Viena. O Brasil ainda está em negociações finais com Cuba, que precisam ser concluídas antes que a perfuração realmente possa começar, segundo o ministro.A Petrobras e a estatal Cuba Petróleo (Cupet) assinaram em outubro do ano passado um acordo de exploração e produção de 32 anos que prevê sete anos de exploração no bloco 37, na costa cubana. O diretor internacional da Petrobras, Jorge Zelada, disse em janeiro que a companhia está em processo de contratação de estudos sísmicos para Cuba.

MULT3 – Lucro liquido Multiplan sobe 18,9% em 2008

A Multiplan, uma das maiores administradoras de shopping centers do País, registrou lucro líquido ajustado de R$ 57,97 milhões no quarto trimestre do ano passado, o equivalente a um recuo de 4,8% ante o apurado no mesmo intervalo de 2007, considerando-se também os ajustes à Lei 11.638. Desconsiderando-se os ajustes à nova lei contábil, a Multiplan registrou lucro líquido ajustado de R$ 59,24 milhões no quarto trimestre, com recuo de 2,7% ante o apurado no mesmo trimestre de 2007.No período entre outubro e dezembro do ano passado, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado da companhia saltou 17,8% na mesma base de comparação, para R$ 79,21 milhões, e a receita líquida cresceu 22,5%, para R$ 125,134 milhões.No acumulado de 2008, o lucro líquido ajustado da Multiplan totalizou R$ 209,2 milhões, um recorde para a companhia, com crescimento de 18,9% ante o verificado em 2007. O Ebitda ajustado anual da empresa somou R$ 250,621 milhões, com alta de 18,1%, e a receita líquida subiu 22,2%, para R$ 411,231 milhões. Antes da aplicação da Lei 11.638, o lucro líquido ajustado anual da Multiplan foi de R$ 210,457 milhões, uma alta de 19,6%.Entre a carteira de shoppings centers que a Multiplan gerencia, estão o Barra Shopping, no Rio de Janeiro; o Morumbi Shopping e o Shopping Anália Franco, em São Paulo; o Diamond Mall e o BH Shopping, em Belo Horizonte.

CGAS3 – Lucro liquido Comgas sobe 16% em 2008

A Companhia de Gás de São Paulo (Comgás) registrou lucro líquido de R$ 102,806 milhões no quarto trimestre do ano passado, o que representa um crescimento de 2,3% em relação ao lucro obtido um ano antes.No período entre outubro e dezembro de 2008, a receita líquida da empresa foi de R$ 1,054 bilhão, contra R$ 836,377 milhões em iguais meses de 2007. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) da Comgás no período totalizou R$ 225,803 milhões, equivalente a uma queda de 3,7% na comparação com a geração de caixa registrada de outubro a dezembro de 2007.No acumulado de 2008, a Comgás teve alta de 16% no lucro líquido, para R$ 514,045 milhões. A receita líquida subiu 24,2% ante 2007, para R$ 3,989 bilhões. O Ebitda apresentou expansão de 11,9% no ano passado, atingindo R$ 1,034 bilhão.

SAPR4 – Lucro liquido Sanepar cai 9.6% em 2008

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) divulgou há pouco que no acumulado do ano passado seu lucro líquido foi de R$ 141,88 milhões, queda de 9,6% em relação a 2007, quando somou R$ 156,954 milhões. Em 2008, a receita operacional líquida totalizou R$ 1,292 bilhão, alta de 6,3% na comparação com o ano anterior (R$ 1,215 bilhão). O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) atingiu R$ 577 milhões, aumento de 6,6% ante 2007, quando registrou R$ 541 milhões.

SLED4 – Lucro liquido Saraiva sobe 3,1% em 2008

A Saraiva Livreiros Editores divulgou nesta manhã que no quarto trimestre do ano passado, seu lucro líquido consolidado foi de R$ 40,65 milhões, alta de 21,1% em relação ao mesmo período de 2007, quando somou R$ 33,573 milhões. No acumulado de 2008, o lucro líquido consolidado atingiu R$ 72,033 milhões, crescimento de 3,1% na comparação com o ano anterior (R$ 69,836 milhões). No último trimestre do ano, a receita líquida consolidada atingiu R$ 395,733 milhões, incremento de 47,9% ante igual período de 2007, quando alcançou R$ 267,626 milhões. No ano, a receita líquida consolidada cresceu 49,1% em relação a 2007, passando de R$ 733,492 milhões para R$ 1,093 bilhão. O Ebtida ajustado (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações), incluindo as despesas não recorrentes, a provisão do Programa de Integração Social (PIS) e do “stock options”, no quarto trimestre do ano passado, totalizou R$ 65,409 milhões, aumento de 33,8% na comparação com igual período de 2007 (R$ 48,894 milhões). No ano, o Ebtida ajustado subiu 26,9% ante o ano anterior, passando de R$ 113,341 milhões para R$ 143,803 milhões.

CCPR3 – Lucro liquido Cyrela CP sobe 45.8% em 2008

A Cyrela Commercial Properties (CCP) anunciou na noite de ontem que seu lucro líquido, no quarto trimestre de 2008, somou R$ 9,57 milhões, alta de 12,45% em relação ao trimestre imediatamente anterior. O balanço da empresa não trouxe dados para a comparação dos resultados do último trimestre de 2008 com o mesmo período de 2007. No ano, o lucro líquido totalizou R$ 33,81 milhões, crescimento de 45,8% na comparação com 2007 (R$ 23,18 milhões). A receita líquida da empresa no último trimestre do ano foi de R$ 31,55 milhões, incremento de 13,8% ante os R$ 27,72 milhões apresentados no terceiro trimestre. No acumulado do ano passado, a receita líquida atingiu R$ 107,76 milhões, 24% a mais do registrado no ano anterior (R$ 86,84 milhões). No trimestre passado, o Ebtida (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) teve alta de 13,9% na comparação com o terceiro trimestre, passando de R$ 23,11 milhões para R$ 26,32 milhões. No ano, o Ebtida foi de R$ 88,70 milhões, alta de 29,6% ante 2007, quando somou R$ 68,39 milhões.

BRSR6 BBAS3 – Banco do Brasil nega conversas com Banrisul

O presidente do Banco do Brasil (BB), Antonio Francisco Lima Neto, afirmou hoje que não há nenhuma “conversa organizada” com o governo do Rio Grande do Sul para a compra do Banrisul (Banco do Estado do Rio Grande do Sul). A declaração foi dada em resposta a uma pergunta do senador Pedro Simon (PMDB-RS) sobre rumores na imprensa de que o BB estaria interessado na aquisição do banco gaúcho.

Lima Neto explicou que no Estado de São Paulo, a recente compra da Nossa Caixa foi estratégica para o BB se consolidar no Estado. Ele explicou que o BB ocupava o quarto lugar em São Paulo e que a diferença era de 500 a 600 agências entre o Banco do Brasil e o bloco de bancos que lideravam o mercado.

Em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Lima Neto disse também que o BB não está restringindo crédito para o setor de frigoríficos e de proteína animal. “Nós temos mantido o nível de ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio) e ACE (Adiantamento sobre Cambiais Entregues) para frigoríficos e empresas de proteína animal, porque consideramos esses setores importantes”, afirmou.

Caixa

A presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Coelho, disse que a instituição está fazendo uma pesquisa de mercado para adquirir novos negócios. “Estamos fazendo uma prospecção de negócios e aqueles que são importantes para a instituição estão sendo analisados pelas equipes”, disse, após a audiência pública na CAE do Senado.

Sem revelar em quais segmentos a Caixa deve adquirir esses negócios, ela afirmou que não há nenhuma negociação no curto prazo para ser concluída. Ela explicou que a criação da Caixa Participações (CaixaPar) está sendo finalizada juntamente com seu estatuto. Há rumores no mercado de que a Caixa estuda a compra de bancos de pequeno porte que estão sem liquidez de crédito.

MILK11 SDIA4 PRGA3 – Com problemas de caixa , Sadia pode vender fábricas para se capitalizar

Na próxima segunda-feira, a Sadia vai inaugurar a já prevista fábrica de embutidos em Pernambuco. A primeira unidade da Sadia no Nordeste, anunciada em outubro de 2007, está instalada na cidade de Vitória de Santo Antão, em Recife, e recebeu investimentos de R$ 300 milhões.Apesar do início da operação desta unidade, especula-se que a companhia estuda a possibilidade de vender outras fábricas no Brasil, além da unidade na Rússia, segundo fontes do mercado. A especulação foi levantada por conta da ociosidade do parque fabril da empresa e, portanto, da “folga” para cortar produção, sobretudo em fábricas mais antigas, menos eficientes. “A Sadia investiu muito em ampliação da capacidade produtiva apostando no crescimento da demanda, que agora não está mais acontecendo”, diz a fonte do mercado financeiro. Por outro lado, a situação de caixa da empresa está complicada com expectativa de no quarto trimestre de 2008 registrar prejuízo de R$ 2 bilhões, segundo estimativa da Brascan.De acordo com dados da empresa, nos últimos dois anos a companhia investiu R$ 2,7 bilhões em novas unidades e na ampliação da capacidade produtiva, o maior valor dos últimos 64 anos. Desse total, R$ 1,6 bilhão ocorreu em 2008. Agora em 2009, a Sadia prevê aplicar mais R$ 500 milhões para continuar as obras já iniciadas em anos anteriores. A venda de ativos estratégicos seria apenas uma das maneiras buscadas hoje pela companhia para se capitalizar. As outras duas seriam a busca de um novo sócio e a venda de ativos não-operacionais.

Segurados e as perspectivas para o setor até 2015

Nos próximos dias, a Accenture divulgará os resultados da pesquisa “Indústria seguradora do Brasil – Visão executiva da situação atual e perspectivas para 2015″. O trabalho, que a Gazeta Mercantil antecipa com exclusividade, foi elaborado a partir de depoimentos de líderes das 25 principais companhias de seguros do País, cujo desempenho representa 90% da receita do setor – volume de quase R$ 70 bilhões em 2008 (sem considerar capitalização e saúde). Desenvolvido em parceria com a consultoria Rating de Seguros, do especialista Francisco Galiza, o estudo apresenta o olhar dos profissionais sobre desafios, questões estratégicas e projeções de crescimento expostas de maneira segmentada, sem falar nas preocupações que podem comprometer o desenvolvimento da indústria brasileira de seguros nos próximos seis anos. Como a coleta de dados começou em outubro e novembro do ano passado, em pleno ápice da crise financeira, o cenário econômico mundial foi eleito pelos executivos como o principal fator negativo a influenciar os negócios até 2015. De 25 respostas, quase 20 destacaram o assunto. Os profissionais também estão ressabiados com os rumos da inflação e da política monetária como fator que pode se configurar em pedra no sapato para o negócio.”Num cenário de queda dos juros, as seguradoras têm sua margem financeira afetada e precisam buscar mais eficiência operacional para compensar”, analisa Silas Devai, executivo da Accenture e coordenador da pesquisa. O arcabouço legal do setor e o acirramento da concorrência também inquietam os diretores. Por outro lado, a perspectiva de melhora da distribuição de renda do brasileiro é uma razão que influencia a atividade positivamente, indica a pesquisa. Os executivos também identificaram a oferta de novos produtos, a utilização de novos canais e a abertura do mercado de resseguros como pontos altos.Apesar do ceticismo, a expectativa de crescimento econômico é outro item considerado favorável. Para 70% dos participantes do levantamento, o faturamento do mercado segurador deverá manter a atual faixa de 3%, 3,5% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) até 2015; 17% acreditam que a participação pode ficar entre 4% e 6%; enquanto outros 13% preveem que a contribuição do setor para o total de riquezas produzidas no País fique entre 6% e 8% no período. Produtos e operações – A segunda parte da pesquisa da Accenture destaca produtos e canais de distribuição, com destaque para as apostas no crescimento dos microsseguros e dos planos de previdência privada e dos canais internet e corretores. Mais de 70% das respostas apontam o prestamista (seguro de baixo custo para cobertura de calote em financiamentos) como o produto com as maiores chances de expansão nos próximos anos, seguido pelo seguro desemprego, garantia, vida, de ramos elementares e por títulos de capitalização. “É uma operação de baixo custo, mas complexa por seu volume elevado. Sem processos automatizados e eficientes a conta pode não fechar”, ressalva Devai. Para produtos de pessoa física em geral, a pesquisa destaca crescimento maior das vendas de seguro de vida e planos de previdência privada até 2015, em detrimento das vendas das apólices de automóveis, que representam o segmento mais rentável do setor. “À medida que o mercado evoluí, os processos se tornam mais complexos, agregando novos componentes. Isso gera mais custos – caso do seguro auto. É mais barato trabalhar com vida e previdência.” Para empresas, os empresários veem expansão mais intensa em ramos elementares. O estudo também aborda a questão da administração das despesas em todos os ramos da atividade de seguros. Na maioria dos casos, os executivos enxergam um tendência de redução de gastos até 2015, acompanhada de ampliação dos investimentos em tecnologia para corroborar essa diminuição e atingir melhor desempenho de subscrição de riscos e eficiência operacional.

Usinas de açucar e alcool devem fechar com faturamento 10,8% maior

Apesar da crise financeira pela qual diversas usinas de açúcar e álcool passam atualmente, o segmento deverá fechar esta safra, a 2008/09, com um faturamento de R$ 51 bilhões, 10,8% maior que no ciclo 2007/08. A elevação da receita reflete sobretudo o maior volume de cana processado, mas também a recuperação dos preços médios do açúcar nos últimos meses, segundo Josias Messias, diretor do Procana – Centro de Informações Sucroalcooleiras.

A expectativa para a nova safra, a 2009/10, é de que a receita do setor aumente até 12%, atingindo, se confirmadas as estimativas, R$ 57 bilhões, impulsionada pela valorização do açúcar no mercado internacional. Esse valor considera as vendas de açúcar, álcool, energia a partir da biomassa, melaço, levedura e outros subprodutos da cana de 373 usinas em operação no país.

“O aumento do faturamento na safra 2009/10 terá maior influência da recuperação dos preços da commodity”, disse Messias. “Mas, mesmo assim, esta será uma safra de ajustes, não de recuperação.”

A situação financeira das usinas continua e se manterá delicada nos próximos meses, segundo analistas ouvidos pelo Valor. A dificuldade de obter crédito no mercado tem levado as empresas do setor a processar mais cana para fazer caixa e a puxar o freio nos investimentos.

Os aportes em novos projetos ficarão para segundo plano, concentrados apenas em grupos mais capitalizados. O Procana estima que os investimentos das usinas na temporada 2009/10 deverão ficar em R$ 6 bilhões, os mesmos valores do ciclo anterior. “Esses aportes não serão em novos projetos, mas em unidades existentes”, afirmou.

Segundo ele, a produção de cana no Brasil deverá ficar em 560 milhões de toneladas em 2008/09, em linha com as principais consultorias do setor. Em relação ao ciclo 2007/08, houve um crescimento de 12%. A produção de açúcar deverá ficar em 32 milhões de toneladas, os mesmos volumes da safra anterior, com exportações de 20 milhões de toneladas do produto. Para o álcool, a oferta no país ficará em 27 bilhões de litros, aumento de 20%, com embarques de 5 bilhões de litros, com alta de 43% sobre o ciclo anterior.

Para a nova safra, as estimativas do Procana ainda são preliminares. A expectativa é de que a moagem aumente cerca de 10%.

Ontem, os preços futuros do açúcar fecharam em alta nas bolas internacionais. Em Nova York, os contratos para julho encerraram a 13,63 centavos de dólar por libra-peso, com aumento de 16 pontos. No ano, a commodity acumula valorização de 10,8%. Em 12 meses, a alta é de 9,7%. Na bolsa de Londres, os contratos para agosto encerraram o dia a US$ 399,20 a tonelada, aumento de US$ 4,90.

A recuperação dos preços do açúcar tem estimulado as usinas do setor a rever seu mix de produção. A safra continuará mais alcooleira, mas não tão próxima dos 60% como o observado neste ciclo. A alta dos preços da commodity reflete a menor oferta de açúcar da Índia na safra 2009/10, o segundo maior produtor mundial, atrás do Brasil.

MRFG3 – Marfrig reverte lucro perde $35,5mi em 2008

A Marfrig Frigoríficos e Comércio de Alimentos S.A. (Novo Mercado da Bovespa: MRFG3), uma das principais empresas globais de alimentos, apresenta seus resultados de 2008 em que celebra a conclusão de um ciclo de expansão e aquisições que a posicionam como a Empresa de Alimentos mais diversificada em Carnes. “A execução da estratégia de expansão e diversificação do Grupo Marfrig mais uma vez se mostrou acertada em 2008, adquirindo empresas saudáveis com times bem formados e em condições de tocar o negócio de forma integrada e em equipe, apresentando resultados consistentes já em 2008, avalia o CEO e Chairman do Grupo, Marcos Molina.

Para Molina, a estratégia executada até 2008 cria condições para um bom desempenho em 2009, ano em que a integração das unidades e a austeridade em despesas serão decisivas, com ganho gradual por sinergias vindas da estratégia de diversificação em um cenário desafiador. “A crise global oferecerá oportunidades a explorar, uma vez que o setor de alimentos é dos mais resilientes em cenários restritivos. Cada vez mais queremos ser reconhecidos pelo mercado e consumidor final, por meio de nossas marcas, como uma empresa de alimentos que oferece uma solução completa, desde o café da manhã até a última refeição”, declara Molina.

Com relação aos números do Grupo, em 2008 a receita líquida atingiu R$ 6,2 bilhões contra os R$ 3,3 bilhões registrados em 2007, representando crescimento de 85,7%, e atingindo a expectativa de receita entre R$ 6,0 e R$ 6,5 bilhões informada ao mercado em jan/2008. Contribuíram para esse resultado o aumento da diversificação geográfica, proporcionada pelas aquisições e conseqüente consolidação de uma base de produção estruturada em proteínas animais (bovinos, frangos, suínos e ovinos).

Ainda em 2008 o EBITDA chegou a R$ 884,4 milhões, com aumento de +132,6% em relação a 2007 (R$ 380,2 milhões).  A margem foi de 14,3% e aumentou 290 pontos base em comparação aos 11,4% registrados em 2007, acima da orientação entre 10 e 11% dada ao mercado em jan/2008. Destaque ainda para o crescimento da participação de produtos industrializados na receita de vendas, que atingiu 22,3% em 2008 contra 12,3% em 2007.

No 4T08, a participação dos produtos industrializados na receita líquida foi de 30,8% contra 16,5% registrados no 3T08. A Receita Líquida no 4T08 foi de R$ 2.396,0 milhões, crescendo +119,8% se comparada ao 4T07 (R$ 1.089,9 milhões) e +57,3% quando comparada ao 3T08 (R$ 1.523,6 milhões). O Lucro Bruto no 4T08 foi de R$ 580,3 milhões (margem bruta de 24,2%), subindo +460 pontos base em relação ao 4T07 (R$ 213,7 milhões com margem de 19,6%) e +550 pontos base em relação ao 3T08 (R$ 284,9 milhões com margem de 18,7%).

Sobre o Lucro Bruto, em 2008 foram atingidos R$ 1.326,9 milhões, aumento de 99,0% se comparado aos R$ 666,8 milhões registrados em 2007. Esse crescimento em termos absolutos deveu-se ao processo de expansão causado pelas 12 aquisições realizadas em 2008.

Por conta de impactos cambiais, o 4T08 apresentou resultado líquido negativo em R$ 74,2 milhões comparado ao lucro de R$ 26,3 milhões no 4T07 e ao prejuízo de R$ 52,7 milhões no 3T08. No geral de 2008 o prejuízo líquido foi de R$ 35,5 milhões comparado ao lucro de R$ 84,9 milhões em 2007. Com sua gestão financeira conservadora, a Marfrig não se utiliza de derivativos alavancados ou de risco, sendo sua exposição limitada às necessidades operacionais.

O Diretor de Planejamento e de Relação com Investidores do Grupo Marfrig, Ricardo Florence, reitera que a organização teve uma excelente execução da estratégia montada de forma a preservar a rentabilidade no conjunto de suas unidades, principalmente pela diversificação geográfica. “Acreditamos estar estrategicamente posicionados nos setores em que atuamos para enfrentar a crise financeira por que passa a economia global, tendo construído em nossa estratégia de crescimento a flexibilidade operacional e os baixos custos operacionais necessários para adequar os resultados às expectativas de nossos acionistas e potenciais investidores”, avalia Florence.

Na esteira das aquisições em 2008, as despesas com vendas gerais e administrativas foram de R$ 573,1 milhões contra R$ 323,4 milhões em 2007.  O SG&A representou 9,3% da receita líquida em 2008, inferior em 40 pontos base se comparado aos 9,7% da receita líquida em 2007. No 4T08 as despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 213,8 milhões (ou 8,9% da receita líquida), superiores em 111,8% ao 4T07 (R$ 100,9 milhões ou 9,3% da receita líquida) e 59,9% ao 3T08 (R$ 133,7 milhões ou 8,8% da receita líquida). A empresa está focada em sua estratégia de redução de custos e despesas, principalmente pela integração das estruturas das unidades em suas cinco divisões e obtendo ganhos com as sinergias.

Desempenho Operacional - No 4T08 o Grupo Marfrig aumentou sua flexibilidade operacional com a consolidação de Moy Park na Europa e de empresas de abate e produção de industrializados de frango no Brasil, diversificando a origem de produção e mantendo as vendas por meio de seus canais de distribuição.

Com relação a bovinos, continua a estratégia adotada desde o início de 2008, que beneficia os canais de distribuição com margens sustentáveis. Houve diminuição no abate de bovinos na ordem de 19,7% no 4T08 se comparado ao 3T08, seguindo a estratégia de controle de custos e suprindo o volume necessário para atender aos canais de venda do mercado interno de Bovinos Brasil e do Food Service, por meio da compra de carcaças de terceiros.  No acumulado de 2008, nosso abate permaneceu estável se comparado com 2007.

A divisão de aves, suínos e industrializados contou pela primeira vez com um trimestre consolidado das operações na Europa e das demais unidades de frangos no Brasil, aumentando a receita da operação de frangos em 53,6% em relação ao 3T08 e a participação dos produtos industrializados, que no 4T08 passou a representar 30,8% da receita do Grupo Marfrig.

Exportações avançam – Em 2008, as exportações do grupo totalizaram R$ 2.891,0 milhões, 60,1% superior aos R$ 1.806,1 milhões exportados em 2007. As exportações representaram 46,6% da Receita Líquida se comparadas com 54,1% em 2007.  Em 2008, a União Européia foi o principal destino das exportações, respondendo por 44,7% da receita e por 29,8% do volume exportado. A Rússia vem em seguida com 15,6% de participação na receita e 18,3% no volume. O Oriente Médio foi o terceiro principal destino, respondendo por 14,8% da receita e 17% do volume exportado.

Segundo Marcos, a Governança Corporativa dada pelo Conselho de Administração gerou condições para uma boa execução da estratégia estabelecida, avançando igualmente nos aspectos de robustez e amplitude dos negócios, em que as novas aquisições deram acesso direto aos clientes na Comunidade Européia, além de uma forte operação no segmento de aves e de produtos industrializados e processados de valor adicionado. “Em 2009 o foco será a consolidação e integração de nossas operações com a mesma cultura em todas as nossas divisões operacionais (Bovinos Brasil e Food Service, Frangos, Suínos e Industrializados, Argentina, Uruguai e Europa) e também a exploração de sinergias visualizadas entre todos os negócios, sempre em concordância com valores éticos e compromissos sócio-ambientais, que sempre nortearam as ações do Grupo Marfrig”, conclui Marcos Molina.