MYPK3 – Santander recomenda papéis Iochpe Maxion com preço alvo

O Departamento de Pesquisa Econômica e Renda Fixa do Banco Santander acredita que a notícia da instalação de uma nova unidade da Iochpe seja positiva para a empresa. “Mantemos nossa recomendação de compra para o ativo da companhia, com um preço-alvo para o final de 2009 em R$ 24,70″, destacam os analistas da instituição. Há pouco, os papéis ordinários da empresa (MYPK3) eram negociados a R$ 10,56 no pregão da BM&FBOVESPA, valorizando-se em 1,53%. A Iochpe anunciou ontem a instalação de uma nova unidade de produção de chassis na região de Chennai (India). As negociações foram feitas com a Daimler Hero Commercial Vehicles, afiliada do grupo Daimler, para fornecimento de chassis para uma família de caminhões de carga leve, que deverá ser lançado naquele país no final de 2010. Esse projeto irá exigir a instalação de uma nova unidade industrial (Maxion Chennai), com capacidade para produção de longarinas, travessas e montagem dos chassis e pintura de componentes. Na fase inicial, a Iochpe Maxion deverá investir cerca de R$ 35 milhões, com a expectativa de geração de receita na ordem de R$ 23 milhões a partir de 2011.

GFSA3 – Novos controles financeiros e condições adversas levaram Gafisa ao prejuizo

A implementação de novos controles financeiros, aliada a condições adversas do mercado, foi o principal fator que levou a incorporadora Gafisa a registrar prejuízo líquido de R$ 12,6 milhões no quarto trimestre de 2008, conforme resultados divulgados ontem, após o fechamento do mercado. Para realizar as alterações no padrão contábil, previstas na Lei 11.638, a empresa afirma que tornou disponíveis cerca de R$ 14 milhões. O presidente da Gafisa, Wilson Amaral, ressaltou que a principal mudança em termos de reestruturação financeira foi a contabilização do plano de ações. “Reconhecemos R$ 26,1 milhões em 2008 e R$ 17,8 milhões em 2007 de compensações não-caixa relacionadas aos nossos planos de opção de ações”, diz. Em relação à incorporação da Tenda, a empresa afirma que os ganhos foram operacionais e serão alocados até outubro. “A transação foi totalmente favorável para a Gafisa. No trimestre, contabilizamos cerca de R$ 40 milhões como ganhos”, observa Amaral. Os resultados apresentados ontem já incluem a incorporação da Tenda, cujas vendas contribuíram para o desempenho positivo. As vendas contratadas cresceram 58,5% em relação a 2007, incluindo a Tenda, e aumentaram para R$ 2,578 bilhões em 2008 (ante R$ 1,627 bilhão em 2007). “Apesar das vendas sólidas, adotamos uma postura mais conservadora no quarto trimestre. Isso, aliado às despesas com reestruturação, resultou em queda no lucro líquido”, afirma o executivo. Segundo Duílio Calciolari, diretor financeiro da Gafisa, a empresa conta hoje com R$ 606 milhões em caixa. “A geração de caixa vai depender do que acontecer em 2010. Começamos a completar o ciclo de investimentos e agora entramos na etapa de retorno dos recursos”, diz, acrescentando que a Tenda será responsável pela geração de caixa a curto prazo. Ainda de acordo com Calciolari, a taxa de devolução de unidades compradas corresponde a um volume mensal normal, o que inclui renegociação e downgrade. “Os impactos sofridos agora são referentes a vendas do passado. Hoje o desempenho de vendas está abaixo do esperado exatamente para evitar cancelamentos.”

ALLL11 – Lucro liquido deve crescer 2% em 2008 segundo Santander

O Departamento de Pesquisa Econômica e Renda Fixa do Banco Santander não espera surpresas nos resultados da ALL, que agendou o anunciou de seu balanço do quarto trimestre de 2008 para amanhã, antes da abertura do mercado. “Como a companhia já anunciou ao mercado seu volume e Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), acreditamos que o demonstrativo do quarto trimestre de 2008 não traga surpresa”, destaca a instituição, em informe divulgado ao mercado nesta terça-feira. “Esperamos uma receita líquida de R$ 599 milhões no trimestre, 19% superior em 2008 ante 2007 e 11% inferior no quarto trimestre de 2008 ante o terceiro trimestre do ano passado. Como resultado, acreditamos em um crescimento de apenas 2% em 2008 ante 2007 no lucro líquido, em R$ 20 milhões”, aponta o relatório. Ontem, a empresa celebrou contrato de longo prazo com a Cosan para o transporte de açúcar a granel e outros derivados, com a expansão da capacidade operacional da ALL por meio de investimentos em vias permanentes, pátios, vagões, locomotivas e terminais a serem utilizados pela Rumo Logística, controlada indireta da Cosan. A Rumo deverá investir em um sistema ferroviário, apoiado na operação da ALL, o valor de aproximadamente R$ 1,2 bilhão distribuídos na duplicação da via permanente, locomotivas e vagões e construção de terminais. Em contrapartida, a ALL efetuará a prestação dos serviços de transporte garantindo uma curva de volume mínimo de toneladas transportadas, prática de tarifas competitivas em relação ao modal rodoviário, gestão das obras e indicação dos fornecedores de locomotivas e vagões, pagamento de aluguel do equipamentos em valor proporcional ao transporte efetivo.

ETER3 – Lucro liquido Eternit cresce 86% em 2008

A Eternit divulgou nesta terça-feira que o seu lucro líquido do quarto trimestre somou R$ 26,094 milhões, alta de 15% na comparação com o mesmo período de 2007, quando registrou 22,635 milhões. No acumulado do ano, o lucro líquido atingiu R$ 81,201 milhões, crescimento de 86% ante 2007 R$ 43,688 milhões). No último trimestre, a receita líquida totalizou R$ 152,999 milhões, o que representou alta de 32% em relação a igual período de 2007 (R$ 116,273 milhões). Em 2008, a receita líquida cresceu 36%, de R$ 401,362 milhões, em 2007, para R$ 544,221 milhões. O Ebtida (lucro antes dos juros, impostos, amortizações e depreciações) no trimestre passado foi de R$ 41,989 milhões, incremento de 120% ante mesmo período do ano anterior, quando registrou R$ 19,065 milhões. No acumulado do ano, o Ebtida somou R$ 133,375 milhões, 83% a mais do que em 2007 (R$ 72,975 milhões).

BEEF3 – S&P coloca observação negativa sobre a Minerva

A agência de classificação de risco Standard & Poor`s colocou ontem em observação com implicações negativas os ratings de crédito corporativo de longo prazo `B` atribuídos ao frigorífico Minerva, “refletindo a recente deterioração de mercado e das condições de crédito para a indústria de carnes no Brasil”. Conforme a S&P, a dívida total do Minerva era de US$596,3 milhões em 30 de setembro do ano passado. A agência explica que os produtores nacionais de carne vêm enfrentando pressões operacionais severas, como resultado dos prazos mais longos de recebíveis de exportação, da maior competição no mercado doméstico, da baixa rentabilidade operacional e dos fluxos de caixa operacionais negativos derivados da elevação nos preços e da maior escassez de gado. “Nesse ambiente desafiador, o Minerva está particularmente exposto a exportações de cortes “in natura”, uma vez que aproximadamente 70% de suas receitas derivam de exportações”, diz a agência. As restrições de crédito nos principais mercados importadores, como Rússia, Ucrânia e Irã, fizeram com que os prazos de seus recebíveis se alongassem nesses países, colocando pressões adicionais sobre o capital de giro.

TEND3 – Prejuizo liquido da Tenda chega a $38 mi

A construtora Tenda divulgou na noite de ontem que no quarto trimestre de 2008 seu lucro líquido pró-forma somou R$ 13,771 milhões. No ano, a companhia reverteu o lucro líquido pró-forma de R$ 12,426 milhões, registrado em 2007, e apresentou um prejuízo de R$ 38,209 milhões. No último trimestre do ano, o Ebtida (lucro antes dos juros, impostos, amortizações e depreciações) ajustado, excluindo despesas não-recorrentes, foi de R$ 920 mil. No ano, o Ebtida ajustado ficou negativo em R$ 15,707 milhões, após ficar positivo em R$ 15,903 milhões em 2007. O valor geral de vendas (VGV) da construtora no quarto trimestre totalizou R$ 216,371 milhões, queda de 84,1% em relação ao mesmo período de 2007, quando o VGV foi de R$ 1,363 bilhão. Em 2008, o VGV lançado recuou 2,7%, indo de R$ 1,997 bilhão para R$ 1,944 bilhão. O número de vendas contratadas no trimestre passado alcançou R$ 167,85 milhões, queda de 55,5% ante igual período de 2007 (R$ 376,992 milhões). No acumulado de 2008, o número de vendas contratadas somou R$ 901,093 milhões, alta de 28,1% em relação aos R$ 703,3 milhões apresentados no ano anterior. Em meio ao cenário econômico incerto, a companhia decidiu não divulgar seu guidance de resultados. Segundo comunicado, a empresa finalizou o desenvolvimento do plano de negócios para os próximos cinco anos, o qual poderá ser revisado com base nos acontecimentos. A empresa não divulgou os resultados do quarto trimestre de 2007, para efeito de comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

RDCD3 ITAU4 – Itau pode ficar com controle da Redecard

A Redecard, responsável pelo credenciamento da rede de pontos-de-venda que aceitam os cartões MasterCard e Diners, está colocando à venda no mercado 82 milhões de ações ordinárias, papéis hoje detidos pelo Citibank. O prospecto preliminar da oferta global das ações foi divulgado ontem. O banco norte-americano, que tem se desfeito de ativos pelo mundo para cobrir prejuízos, também ofereceu outras 24 milhões de ações para o sócio na Redecard, o Itaú Unibanco, conforme prevê o acordo de acionistas.Caso o Itaú adquira as ações oferecidas passará a ter pouco mais de 50% do capital da Redecard, assumindo assim o controle da empresa. Na entrevista para a divulgação do balanço do Itaú Unibanco, há poucos dias, o presidente-executivo da instituição, Roberto Setubal, chegou a afirmar que o banco procurava sócios para a Redecard. “No momento, não imagino o Itaú assumindo a credenciadora. Nosso interesse é encontrar um ou dois grandes bancos para que ingressem no capital da Redecard”, afirmou Setubal na ocasião. “Eventualmente até podemos comprar parte das ações, mas isso apenas em caráter temporário.”No total, somando as ações que vão ao mercado e as oferecidas ao Itaú, o Citibank está se desfazendo de 12% do capital da Redecard. O prospecto divulgado ontem também prevê um oferta suplementar de ações ordinárias – aproximadamente 8,3 milhões – caso haja demanda. Na hipótese de que todas as ações sejam negociadas, incluindo o lote suplementar, o Citi sai completamente do capital da Redecard. Pelo preço de fechamento das ações da empresa ontem, R$ 22,60, o banco pode levantar até R$ 2,6 bilhões.Esta é a terceira venda de ações da Redecard feita pelo Citibank. A primeira foi realizada como parte da oferta inicial de ações da empresa, em 2007, e a segunda em março do ano passado – já com o balanço no vermelho – quando a participação do banco caiu de 23% para os atuais 17%.A nova oferta tem como coordenador-líder o próprio Citibank. O preço das ações será definido por meio de um processo de verificação da demanda dos investidores (bookbuilding). Pessoas físicas que queiram participar da oferta podem apresentar os pedidos de reserva até o dia 23 de março. Pelo prospecto, cada investidor terá o direito de reservar entre R$ 3 mil e R$ 300 mil em ações.Esta será a primeira oferta pública de ações na bolsa desde julho de 2008, quando a Vale promoveu um aumento de capital. Depois, com o acirramento da crise global, a volatilidade nas bolsas se intensificou e a demanda dos investidores caiu, o que afugentou potenciais ofertas. A abertura de capital da VisaNet, concorrente da Redecard e cujo prospecto preliminar saiu em meados do ano passado, até agora não ocorreu.

GFSA3 – Lucro liquido Gafisa sobe 20% em 2008

A construtora Gafisa saiu de lucro líquido apurado no quarto trimestre de 2007 para prejuízo líquido de R$ 12,6 milhões em igual intervalo do ano passado. Segundo a companhia, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) trimestral recuou 6% na mesma base de comparação, para R$ 33,6 milhões. Já a receita líquida, no período de outubro a dezembro de 2008, totalizou R$ 624,2 milhões, uma alta de 64% ante o apurado no mesmo intervalo do ano anterior. No acumulado do ano passado, a Gafisa obteve lucro líquido de R$ 109,9 milhões, 20% superior ao verificado em 2007, e Ebitda de R$ 220,8 milhões, o equivalente a crescimento de 61% na mesma base de comparação. A receita líquida da construtora ficou em R$ 1,74 bilhão em 2008, com alta de 45% frente à registrada em 2007.

FMI acredita em pior ano da história

A economia mundial deve contrair-se neste ano, no que muitos agora referem-se como “Grande Recessão”, disse o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta terça-feira.”O FMI prevê que o crescimento da economia global desacelerará para abaixo de zero neste ano, a pior performance da maior parte de nossa história”, afirmou Dominique Strauss-Kahn.”A contínua desalavancagem das instituições financeiras mundiais e o colapso da confiança do consumidor e do empresário estão deprimindo a demanda doméstica em todo o mundo, enquanto o comércio mundial está caindo em ritmo alarmante e os preços das commodities despencaram.”

PIB brasileiro cresce 5.1% em 2008

A economia brasileira encolheu 3,6 por cento no quarto trimestre do ano passado em relação ao terceiro, marcando o pior recuo da série histórica, iniciada em 1996.Frente ao mesmo período de 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3 por cento, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.Em todo o ano de 2008, o país cresceu 5,1 por cento.Economistas consultados pela Reuters previam queda de 2,3 por cento do PIB na comparação com o terceiro trimestre e alta de 1,8 por cento na relação anual. Para o ano, a estimativa era de expansão de 5,2 por cento.

ARCZ6 Aracruz VCPA4 – Ativa considera negativo exercício de venda conjunta da Safra

A Ativa avaliou como negativo o exercício do direito de venda conjunta realizado pela família Safra, em relação a sua participação de 28% no capital votante da Aracruz, nas mesmas condições acertadas com a família Lorentzen, Moreira Salles e Almeida Braga (por R$ 2,710 bilhões).Por outro lado, a corretora afirma que a transação já era esperada pela Votorantim Celulose e Papel (VCP) e pelo mercado diante do valor da oferta e da dificuldade de se mudar o contrato de aquisição, a partir das perdas significativas que a Aracruz sofreu com derivativos no ano passado.De acordo com o relatório da corretora, vencidas as etapas do aumento de capital, a VCP terá entrada de caixa próxima de R$ 3 bilhões, sendo que o pagamento às famílias será escalonado até meados de 2011.”Considerando o cronograma inicial apresentado para o processo, inclusive a incorporação dos acionistas da Aracruz, mudança do estatuto para novo mercado, acreditamos que todas as etapas sejam fechadas no início do segundo semestre de 2009″, afirmou o documento.Em paralelo a esse processo de reestruturação societária, a VCP terá o grande desafio de efetivar os ganhos de sinergia com a incorporação da Aracruz num cenário desafiador para o mercado de celulose. “Apesar da enorme queda acumulada nos preços das ações de VCP e da Aracruz em 2009, continuamos desconfortáveis com as perspectivas para o setor no curto prazo, com o elevado nível de alavancagem da nova empresa e com os riscos de todo esse processo de reestruturação societária”, concluiu a Ativa.

CPFE3 – CPFL investirá $58mi até 2010

A CPFL (Companhia Piratininga de Força e Luz) anunciou que, até o final de 2010, investirá R$ 58 milhões na construção e manutenção de subestações nas cidades de Sorocaba e Jundiaí, sendo R$ 42 milhões em Sorocaba e R$ 16 milhões em Jundiaí.A construção dessas novas subestações deve-se ao fato de ambas as cidades apresentarem os maiores crescimentos no consumo de energia da fornecedora, segundo Carlos Zamboni Neto, gerente regional da CPFL Piratininga.Outras cidades como Mairinque, Salto, Itu, Itupeva e Araçoiaba da Serra também serão contempladas com mais R$ 35 milhões.A CPFL é a maior empresa privada do setor energético brasileiro.