MYPK3 – Iochpe fecha parceria com Daimler

A fabricante de vagões ferroviários Iochpe Maxion fechou parceria com a Daimler Hero Commercial Vehicles, da Índia, para o fornecimento de chassis para caminhões de carga leve. O projeto, que deve ser finalizado em 2010, prevê que a Iochpe instale uma fábrica na Índia com capacidade para a montagem dos chassis.

A príncipio, os investimentos iniciais por parte da Iochpe Maxion estão estimados em 35 milhões de reais e a expectativa de receita líquida anual do negócio é de 23 milhões de reais a partir de 2011.

Ambas empresas continuam estudando outras oportunidades de negócios com produtores de veículos na Índia e informarão ao mercado caso algum deles seja concluído, informou a Iochpe em comunicado enviado à Bovespa.

PRGA3 – Perdigão descarta aquisições diante do atual cenário

O diretor-financeiro e de Relações com Investidores da Perdigão, Leopoldo Saboya, descartou um possível interesse da companhia na compra de frigoríficos que passam por dificuldades financeiras – como o Independência, que entrou este mês com pedido de recuperação judicial. “Em momento de crise, o importante é preservar caixa e reforçar a atenção dentro do seu próprio negócio”, afirmou.Segundo ele, o momento atual de retração de crédito e demanda exige uma maior cautela das empresas em seus negócios. Por isso, ressaltou Saboya, a Perdigão optou por trabalhar para aperfeiçoar suas operações no mercado interno e externo para que a crise afete o menos possível o desempenho da companhia.O diretor lembrou que a situação no mercado doméstico é mais tranquila do que no exterior. A estratégia para se posicionar bem no mercado internacional é ajustar os estoques. “O pior da crise já passou. Esperamos uma reação positiva no segundo semestre”, disse Saboya, ao revelar que a Perdigão vem passando relativamente bem pela crise.O executivo participou de um debate, no Rio de Janeiro, sobre informações que devem ser prestadas pelas companhias abertas antes das assembleias de acionistas.

CSAN3 ALLL11 – Cosan firma acordo com a America Logistica

A Cosan firmou contratos de longo prazo entre sua controlada indireta Rumo Logística e a América Latina Logística (ALL) para transporte de açúcar a granel e outros derivados. Em comunicado enviado ao mercado, a empresa sucroalcooleira diz que o acordo levará à expansão da capacidade operacional ferroviária da ALL por meio de investimentos em via permanente, pátios, vagões, locomotivas e terminais a serem realizados pela Rumo na malha da ALL. A Rumo deverá investir em um sistema de transporte ferroviário, apoiado na operação da ALL, o valor de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Do total, R$ 535 milhões irão para a duplicação, ampliação e melhoria da via permanente e pátios do corredor ferroviário paulista Bauru-Santos. Outros R$ 435 milhões vão para aquisição de até 79 locomotivas e 1.108 vagões HPT com capacidade de 30 toneladas por eixo e mais R$ 206 milhões serão destinados à construção e ampliação dos terminais. Em contrapartida ao investimento, a ALL garantirá, no transporte, curva de volume mínimo, chegando a 1,09 milhão de toneladas por mês a partir do quarto ano. Também vai assegurar prática de tarifas competitivas em relação ao modal rodoviário, gestão das obras e indicação dos fornecedores de locomotivas e vagões e pagamento de aluguel dos equipamentos em valor proporcional ao transporte efetivo de açúcar e derivados. Com a implementação do investimento da Rumo, a ALL terá capacidades operacionais adicionais crescentes para a prestação do serviço de transporte, que serão proporcionais ao investimento anual a ser executado pela Rumo. No primeiro ano, a capacidade será de 545 mil toneladas (t), no segundo de 666 mil t, no terceiro de 787 mil t, no quarto de 1.090 mil t e no quinto de 1.112 mil t. Os contratos preveem o transporte com destino ao Porto de Santos (SP) de aproximadamente 9 milhões de toneladas por ano após a conclusão do investimento e 184 milhões de toneladas de produto no período de 2010 a 2028, caso as condições contratuais sejam implementadas. Essa quantidade adicional assegura um crescimento significativo, visto que no ano de 2008 o volume total transportado pela ALL foi de apenas 2 milhões de toneladas de açúcar e derivados. Esse projeto fará com que a Rumo possa explorar o potencial futuro de seu terminal portuário de açúcar, que é o maior do mundo, com capacidade estática de armazenagem de 435 mil toneladas e capacidade anual de embarque de 15 milhões de toneladas de açúcar ou grãos, operando, além de granéis sólidos, açúcar ensacado.

Saida de capital estrangeiro de paises emergentes pode ser permanente, alerta o FMI

A crise financeira provocou desde setembro uma retirada brutal de capitais externos das economias emergentes, que inclui o Brasil. Agora, os emergentes devem se preparar para outra etapa do problema: a saída de parte desse capital pode ser permanente, diante da desalavancagem global e da consolidação do setor financeiro.O alerta é de um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI). A falta de crédito para os emergentes foi discutida ontem pelos principais bancos centrais, em reunião no Banco de Compensações Internacionais (BIS). Os técnicos constataram que o corte de financiamento ao comércio caiu mais de 50%, e o crédito bancário também foi nessa ordem.A “desalavancagem desordenada” deflagrada pela crise financeira provocou uma enorme reversão no fluxo de capitais para os emergentes, com as empresas sendo particularmente afetadas. Nesse cenário, o FMI considera mais incerta a possibilidade de as economias emergentes concretizarem emissões históricas e rolagem de títulos de dívida próxima de US$ 1,1 trilhão no mercado internacional entre 2009-2012.”Há sérias preocupações sobre a capacidade dos sistemas financeiros nessas economias lutar contra esses choques”´, diz o FMI no estudo destinado aos presidentes de BCs e ministros de finanças do G-20, que se reunirão no sábado nos arredores de Londres.A entidade sugere que alguns países precisarão aumentar a flexibilidade no seu regime cambial. Diz que a acumulação de amplos estoques de reservas internacionais por vários países nos últimos anos, como foi o caso do Brasil, dão espaço para intervenções a fim de “evitar condições desordenadas nos mercados”, mas que eles deveriam não resistir a persistentes pressões sobre a taxa cambial.O problema de alavancagem no sistema financeiro está na ordem do dia nas discussões de bancos centrais. Pela alavancagem, o investidor obtêm recursos para negociar ativos por valor maior do que seu patrimônio permite. A desalavancagem é o contrário, levando o investidor a se desfazer de financiamentos e outros ativos para reduzir o endividamento.Para este ano, o Instituto de Finanças Internacionais (IFI), que reúne os maiores bancos privados, estima que US$ 20 bilhões de títulos dos emergentes vencem por mês no primeiro semestre – e somente metade teria alguma segurança de rolagem.Há casos de fortes pressões sobre os grandes bancos internacionais, para se concentrarem em emprestar em seus mercados domésticos. Isso torna mais difícil para a matriz transferir fundos para as subsidiárias e estender créditos no exterior. Os grandes bancos internacionais estão reduzindo sua exposição de US$ 4,5 trilhões nos emergentes.As projeções sobre o fluxo de capitais privados para as economias emergentes continuam sendo revisadas. Inicialmente, estimava-se fluxo de US$ 165 bilhões, em comparação aos mais de US$ 900 bilhões de 2007. Agora, bancos trabalham com estimativa de US$ 145 bilhões. Pela primeira vez nos últimos tempos, os empréstimos dos bancos internacionais para emergentes serão negativos: os bancos receberão US$ 65 bilhões a mais do que vão emprestar.A situação é mais grave na na Europa do Leste, onde os bancos têm US$ 1,7 trilhão de créditos, três vezes mais que em 2005. Com esses países entrando em longa e profunda recessão e os bancos necessitando de dinheiro para evitar o desastre total, a consequência é a imposição do protecionismo financeiro.

PRGA3 Perdigão MILK11Laep – Nestle entra no mercado de longa vida

A multinacional Nestlé entrará, a partir de abril, num novo mercado, o de leite longa vida (UHT). O projeto terá um investimento de R$ 100 milhões, que ainda pode ser ampliado no futuro. Nesse mercado circula cerca de 5 bilhões de litros por ano no Brasil. A companhia pretende conseguir 250 milhões de litros desse total. As informações são de reportagem de Alda do Amaral Rocha, na edição de hoje do jornal “Valor Econômico”. Inicialmente, segundo o jornal, a nova linha será ofertada no Sudeste. De acordo com o desempenho das vendas, a empresa irá entrar na região Sul. A Nestlé fez um acordo com a Shefa, de Amparo (SP), para produzir sua linha. Uma área da planta será destinada à produção. Para tanto, a empresa terá de ampliar sua captação de leite no País. Com isso, Elegê e Batavo, controladas pela Perdigão, serão as principais concorrentes da Nestlé nesse segmento. Outra concorrente será a Parmalat, que apesar de ter uma marca forte, está com dificuldades financeiras e tem reduzido duas operações, inclusive vendendo fábricas. Dessa forma, uma das estratégias da Nestlé, de acordo com o “Valor”, é ocupar os espaços deixados pela Parmalat no mercado.

EUA interessados em petroleo brasileiro

O Brasil e os Estados Unidos estariam mantendo contatos informais com o objetivo de fechar um acordo para aumentar a exportação de petróleo e derivados brasileiros para o território americano, segundo informa, nesta segunda-feira, o jornal espanhol El País.

Segundo o diário, o governo de Barack Obama quer pôr fim à sua dependência energética da Venezuela. “Se o pacto comercial se concretizar – algo que hoje depende unicamente do Brasil – a conseqüência mais direta será o deslocamento da Venezuela do mercado energético americano, onde atualmente consegue colocar entre 40% e 70% de sua produção petrolífera”, afirma o El País.

O jornal diz que recebeu de fontes diplomáticas e governamentais de Brasília a confirmação de que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva tem interesse em aumentar a presença brasileira no mercado americano de hidrocarbonetos, “mesmo que isso implique em uma colisão frontal com os interesses venezuelanos”.

“Tudo dependerá da quantidade que petróleo que a Petrobras consiga bombear nos próximos anos dos poços perfurados nos litorais de Rio e São Paulo, assim como do marco jurídico que Washington e Brasília assinem”, diz o jornal.

O El País afirma que suas fontes em Brasília insistem em que o primeiro objetivo do governo Lula com os recém-descobertos campos de pré-sal é abastecer totalmente o mercado interno e deixar de depender das importações. “Uma vez atingida esta meta, a Petrobras entrará na rinha pelos mercados mundiais de hidrocarbonetos e derivados. Por causa da proximidade geográfica e da fluidez do diálogo político que já estabeleceu com o novo presidente, os Estados Unidos se convertem no grande comprador natural do ”ouro negro” brasileiro.”

O jornal lembra que 11% das importações americanas de petróleo vêm da Venezuela, mas que o governo dos Estados Unidos já está “de olho” há meses nos novos campos de petróleo encontrados no Brasil, tendo, inclusive, reativado sua frota para a América do Sul e o Caribe, composta de 11 embarcações.

“Ainda que não se conheça as reservas exatas, sabe-se que o petróleo encontrado no litoral brasileiro é abundante: se forem cumpridas as previsões, o Brasil passará a ser o oitavo ou o nono produtor do planeta”, diz o diário espanhol. “A previsão é que haja petróleo para exportar não só para os Estados Unidos, como também a outros países que já se mostraram interessados, como a China e o Japão.”

Mas o El País afirma que o Brasil teria um interesse maior em vender derivados, como a gasolina, “o que é mais rentável do que a venda de barris de petróleo cru”. “Isso explica por que Lula decidiu apostar em uma grande injeção de capital na Petrobras, para a construção de quatro novas refinarias e na ampliação de outras tantas já existentes”, diz o jornal. “O negócio já está andando.”

JBSS3 MRFG3 BEEF3 – Frigoríficos encolhem capacidade instalada

A postura do Frigorífico Independência de paralisar temporariamente suas atividades à espera de mares mais calmos no mercado de carne bovina não é uma decisão isolada. Levantamento feito pelo AE Agronegócios nas principais regiões de pecuária de corte do Brasil mostra que muitos abatedouros optaram por fechar as portas desde setembro do ano passado, quando a crise financeira internacional e seus reflexos para a economia real passaram a fazer parte de praticamente todas as mesas de discussão do País.Estimativas não oficiais indicam que a capacidade instalada para abate de animais no Brasil está ao redor de 70 milhões de cabeças por ano. Apesar de a indústria nacional ter crescido muito nos últimos anos, o rebanho não acompanhou o mesmo ritmo, tanto que no ano passado os abates ficaram pouco acima de 40 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Diante da oferta restrita de animais e da queda na demanda internacional provocada pela crise financeira internacional, a indústria frigorífica no Brasil está encolhendo de tamanho. “Ainda não é possível prever qual será o abate neste ano, já que as indústrias que pediram recuperação judicial voltarão lentamente, mas não chegaremos aos 40 milhões de 2008″, afirma Fabiano Tito Rosa, analista da Scot ConsultoriaSó em Mato Grosso, 11 frigoríficos de um total de 40 que abatem de acordo com as regras do Serviço de Inspeção Federal (SIF) estão temporariamente sem funcionar. Na lista de unidades que deixaram de receber animais para abate constam nomes de peso, como é o caso da unidade de Cáceres do JBS, grupo que atua também no exterior; de quatro plantas do Frigorífico Quatro Marcos espalhadas pelo Estado; da unidade do Margen de Barra do Garça; e da planta do Independência.

Consolidação VCP / Aracruz trará benefícios apenas em médio prazo

A consolidação da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel (VCP) irá trazer benefícios para as empresas apenas em médio prazo, de imediato a aquisição da fatia de 28% que estava nas mãos dos Safra não trará nenhuma mudança para o mercado de celulose de fibra curta. O motivo é a retração econômica mundial que tem reflexo no consumo de papel e, consequentemente, de celulose. Em médio prazo, porém, a nova empresa que será formada terá a capacidade de direcionar preços da commodity no mercado mundial.

Essa é a avaliação do analista do setor de Papel e Celulose da Tendências Consultoria, Bruno Rezende. Ele disse que neste momento as organizações terão de conviver com um cenário externo complicado cujo preço médio será de US$ 600 por tonelada para 2009. “Em geral, o País mais relevante em uma commodity é o formador de preço e tem a capacidade de impor ao mercado internacional seu poder para a formação de preços”, resumiu o analista da Tendências.

Acordo
Quarenta e cinco dias foi o tempo que a família Safra demorou para avaliar o negócio proposto pela VCP em janeiro, de comprar por R$ 2,7 bilhões sua parte de 28,03% da Aracruz, a maior empresa de celulose de fibra curta do mundo.

A decisão era esperada pelo mercado, pois, para analistas, a proposta era vantajosa se se considerar o valor de mercado da empresa, que passou por uma perda de mais de US$ 2 bilhões em função de operações com derivativos. “Essa decisão era esperada, pois é a mais sábia, em função do valor oferecido”, disse Luís Broad, da Ágora Corretora. Para o analista, a demora ocorreu, mas foi em favor da decisão mais coerente.

Para o analista de Papel e Celulose do Banco Geração Futuro, Felipe Ruppenthal, a demora entre o recebimento da oferta da VCP e a decisão da Arainvest pode ser explicada pela necessidade de realizar uma análise mais detalhada dos termos de pagamento propostos.

Agora, o próximo passo da VCP é estender o tag along a acionistas minoritários da Aracruz, que deverão optar entre aceitar a oferta de R$ 14,56 por ação ou trocar os papéis da Aracruz pelos da empresa do Grupo Votorantim. Na opinião de Ruppenthal, o melhor negócio é a venda, quem optar por ficar com as ações da VCP poderá perder R$ 10,00 por ação.

Para os analistas, a posição da VCP no mercado mundial fica mais confortável: embora não seja suficiente para influenciar o preço da commodity, ganha poder de barganha com seus fornecedores.

Investimentos em alcooldutos em SP chegam a $2,5 bi

O presidente da Uniduto, Sergio Van Klaveren, disse sexta-feira que, em abril de 2010, deverá ser iniciada a primeira fase do alcoolduto que ligará Sertãozinho, no interior de São Paulo, ao Porto de Santos, no litoral paulista. Segundo ele, nesta primeira etapa serão investidos R$ 1,8 bilhão para a construção de 600 quilômetros de dutos. Ao final das duas fases, deverão ter sido investidos cerca de R$ 2,5 bilhões, e construídos 1 mil quilômetros de dutos. De acordo com Klaveren, participam do projeto da Uniduto 12 grandes grupos do setor sucroalcooleiro brasileiro, operadores de 81 usinas. A previsão é de que o duto já esteja em funcionamento na safra 2011/2012. “Cerca de 95% do transporte de etanol é feito por meio de rodovias”, destacou Kleveren, ressaltando que este transporte é muito caro e que ainda são necessários muitos investimentos em infraestrutura para o setor. “Com o alcoolduto, o Brasil terá um produto muito mais competitivo”, avaliou o presidente da Uniduto. Questionado se a crise financeira mundial afeta os planos da companhia, Kleveren disse que, apesar do arrefecimento econômico, a demanda por energia continua e as fontes energéticas precisam mudar para alternativas renováveis e menos impactantes ao meio-ambiente, como sugere o etanol. “Além disso, toda crise tem um período, e isso passa”, disse. Duto da Brenco em 2010 – O diretor de logística da Companhia Brasileira de Energia Renovável (Brenco), Adriano Dalbem, disse na sexta-feira que o alcoolduto da CentroSul (com-panhia pertencente a Brenco) que ligará Alto Taquarí (MT) ao litoral paulista, sairá do papel em março de 2010. No total, serão 1.120 quilômetros de dutos construídos. O projeto prevê ainda a construção de dois piers exclusivos para uso da companhia. Segundo ele, para a execução do projeto serão investidos R$ 2,8 bilhões, sendo 30% deste valor proveniente da própria companhia e parceiros. Os 70% restantes virão de financiamentos. Dos 30% privados, 5% já foram investidos, disse Dalbem. O alcoolduto terá capacidade para 8 milhões de metros cúbicos de etanol e está previsto para começar a operar em fase de teste em setembro de 2011. O alcoolduto trará solução para o transporte de etanol que será produzido em dois novos pólos anunciados pela Brenco nas regiões de Alto Taquari e Itajá (MG), com capacidade de produção de 2.300 mil e 900 mil metros cúbicos de etanol, respectivamente. As unidades devem ser finalizadas até 2014. Obstáculos na exportação – O ministro do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, André Correa do Lago, disse sexta-feira que ainda há grandes obstáculos para que o etanol seja aceito em outros países como alternativa de energia sustentável. “O biocombustível nunca é tratado, por outros países, como dentro do setor de energia, por isso, está sempre fora de contexto”, disse Lago, destacando que há uma propensão de ligarem o biodiesel ao setor agrícola, vinculando-o aos alimentos. “Isso é muito negativo, pois, muitas vezes acabam considerando sua produção como um risco para o setor alimentício. Nossos vizinhos, inclusive, têm sido muito ativos contra o biodiesel. A Bolívia chegou a pensar em proibir sua utilização por meio da constituição”.

Redução de IPI não incentivou venda de caminhões

O mercado de caminhões zero quilômetro ainda não conseguiu se recuperar da crise iniciada no último trimestre do ano passado. Além da queda nas exportações, o mercado interno também não dá sinais de recuperação. Ao contrário da reação do segmento de carros de passeio, as montadoras de veículos pesados ainda amargam vendas anêmicas mesmo depois da redução da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) de 5% para zero e da expansão de cobertura do Finame (Financiamento de Máquinas e Equipamentos), principal linha de crédito do setor. A queda nas vendas varia entre 20% e 30%. De acordo com dados apurados pela Folha, foram vendidos 6.285 caminhões em fevereiro, o que representa a quarta redução consecutiva. Embora a diminuição tenha sido marginal (0,80% na comparação com janeiro), as montadoras estão preocupadas com a estabilização das vendas em um nível bastante abaixo dos registrados em 2008 -o melhor da história, quando faltava caminhão no país. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o emplacamento de novos veículos pesados em 2008 bateu recorde, alcançando 122,4 mil unidades. No ano anterior, a comercialização de caminhões havia sido de 98,5 mil. O embalo do mercado animou investimentos em expansão da capacidade. A estimativa é que a produção hoje pode alcançar 210 mil unidades por ano, incluindo caminhões e ônibus. No início do ano passado, essa capacidade era de 190 mil unidades. O ritmo de 6.000 unidades em cada um dos dois primeiros meses de 2009 (considerados apenas os dados de emplacamento) projeta volumes abaixo do registrado em 2008. A esperança agora é ver a recuperação se iniciar neste mês, e isso inclui a torcida pela manutenção da redução do IPI (não decidida pelo governo) e até um programa para a modernização da frota, hoje com idade média de 22 anos. Enquanto isso, a indústria fez demissões, colocou trabalhadores sob regime de licença e concedeu mais férias coletivas. Com isso, reduziu os estoques e enquadrou o ritmo de produção ao ânimo fraco das encomendas.

Recuo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus, a maior montadora do país, afastou 500 trabalhadores da unidade de Resende (RJ) por cinco meses. Com isso, reduziu a capacidade de produção de 230 para 170 veículos por dia. “A decisão de pôr em licença 10% dos trabalhadores tem como fundamento a avaliação de que o mercado interno vai se recuperar até o fim do semestre”, diz Roberto Cortez, presidente da Volkswagen. A Ford tratou de reduzir de 113 mil para 100 mil unidades a expectativa do mercado para 2009. “Se o mercado for de 100 mil unidades, ainda será 4% superior ao segundo melhor ano da história do setor, o ano de 2007″, afirma Oswaldo Jardim, diretor das operações de caminhões da Ford América do Sul. Por ora, a fábrica em São Bernardo do Campo ficará parada até o dia 16, medida tomada para ajustar estoque e produção ao novo patamar de vendas. A Iveco, empresa do grupo Fiat, instalada na cidade de Sete Lagoas (MG), espera que o início da safra agrícola inaugure um novo período de vendas. A empresa ainda projeta um mercado de 115 mil unidades no ano. A Iveco foi uma das montadoras que concluíram investimentos em expansão da capacidade de produção exatamente no período de crise. Nos dois primeiros meses de 2009, segundo números da Anfavea, a empresa produziu 1.300 veículos -média de 650 unidades por mês, bem abaixo das 1.000 vendidas no ano passado. Alcides Cavalcante, diretor comercial da Iveco, nega que a situação tenha criado algum problema financeiro para a montadora em virtude de recentes investimentos feitos em Minas Gerais. Férias coletivas e demissões, segundo a empresa, foram suficientes, até agora, para enquadrar o parque produtivo ao ritmo do mercado.

Sem encomenda – A redução das exportações e o esfriamento do mercado interno fizeram os transportadores rodoviários suspenderem os pedidos de novos caminhões para as montadoras. Até setembro do ano passado, havia lista de espera nas concessionárias; hoje, há pronta entrega. “Comprar um caminhão não é a mesma coisa que comprar um carro. Se a economia para, ninguém vai investir num caminhão mais novo e bonito para deixar na garagem”, diz Newton Gibson, vice-presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes). Segundo Flávio Benatti, presidente da NTC & Logística e membro da seção de cargas da CNT, a redução do IPI e a ampliação de 80% para 100% do financiamento com linhas do Finame não foram suficientes para impulsionar as vendas de caminhões no país. “Claro que a redução do IPI e a concessão de mais crédito ajudam, mas o sinal mais relevante é a demanda por transporte, é o crescimento econômico que gera fretes. E isso, por enquanto, não é visto”, afirma Benatti.

Divida total da Arantes é de $1bi

O Grupo Arantes, que pediu recuperação judicial, informou na sexta-feira que sua dívida total é de cerca de R$1 bilhão, R$250 milhões dos quais referentes a operações com derivativos. Em expansão antes do debacle, com aquisições de marcas conhecidas no mercado, a empresa faturou R$1,6 bilhão no ano passado.
No mesmo comunicado, a Arantes Alimentos rebateu as críticas de que a empresa teria escolhido a comarca de Nova Monte Verde (MT) para prejudicar o acesso dos credores aos autos. A empresa argumentou que a decisão se deveu ao fato de em Nova Monte Verde estar a maior unidade industrial do grupo e seus “pontos de apoio” na região serem responsáveis por 70% do faturamento da empresa. Informou ainda que a unidade de São José do Rio Preto está instalada em imóvel alugado e tem concentração de ativos de menor valor.

Setor de TI se beneficia com Lei 11908 que trata de suspensão de IPI sobre insumos

O setor de TI não pode reclamar das ‘bondades’ do governo nesta primeira semana de março. O presidente Lula sancionou, no dia 3 de março, a Lei Nº11.908, que traz no artigo 9º, a suspensão da cobrança do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) na aquisição de insumos pelas empresas beneficiadas pela Lei de Informática.A medida é um antigo pleito da Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica (Abinee) e, segundo a entidade, trará um grande avanço para a consolidação e efetividade da Lei que beneficia as empresas do setor eletroeletrônico.O dispositivo, diz a Abinee, vem resolver a situação das empresas da área de TIC com direito à redução do IPI incidente sobre os produtos incentivados, mas que tinham o IPI recolhido de forma integral na compra dos insumos para a fabricação, o que estava gerando um volume de créditos tributários em razão da redução de alíquota pela Lei de informática, no momento da venda do produto final.A devolução de tais créditos, em alguns casos, levava anos, e vinha, segundo a Abinee, provocando um “verdadeiro desestímulo para os novos investimentos no setor”. Para a Abinee, a medida chega em boa hora, pois em face da atual crise financeira mundial, os créditos retidos e não devolvidos ocasionavam impacto negativo sobre o fluxo de caixa das empresas.O dispositivo foi inserido na Medida Provisória n° 443/08 – a mesma que também incluiu,em fim, o benefício da Lei de Inovação para as empresas do setor – por iniciativa do Deputado Dr. Nechar (PV-SP).A votação na Câmara dos Deputados teve o apoio dos Deputados Júlio Semeghini (PSDB-SP) Walter Pinheiro (PT-BA), Bilac Pinto (PR-MG). A Abinee informa que acompanhará a implementação da lei e os resultados que trará para as empresas beneficiadas.