A Braskem reverteu o lucro líquido de R$ 642 milhões apurado em 2007 e apresentou prejuízo líquido de R$ 2,492 bilhões em 2008. No ano passado, a receita líquida da empresa caiu 4%, passando de R$ 18,788 bilhões, em 2007, para R$ 17,960 bilhões, em 2008. No mesmo período de comparação, o Ebida caiu 26%, de R$ 3,250 bilhões, para R$ 2,418 bilhões, enquanto a margem Ebitda recuou 3,8 pontos percentuais, e atingiu 13,5%, em 2008. Ao final de 2008, a dívida líquida da Braskem correspondeu a R$ 9,0 bilhões, um aumento de 47% na comparação aos R$ 6,1 bilhões registrados em 31 de dezembro de 2007. Segundo a companhia, a expansão da dívida decorre principalmente da depreciação do real ante o dólar em 32% em 2008, com impacto de R$ 1,8 bilhões; dos investimentos operacionais e paradas de manutenção que exigiram R$ 1,4 bilhão; da liquidação do earn-out da compra da Politeno com desembolso de R$ 247 milhões; da conclusão da operação de aquisição dos ativos petroquímicos do grupo Ipiranga com um impacto de R$ 638 milhões; e do programa de recompra de ações no valor de R$ 107 milhões. Quando expressa em dólares, a dívida líquida da Braskem passou de US$ 3,5 bilhões, em 2007, para US$ 3,9 bilhões, em 31 de dezembro de 2008, aumento de 12%. Ao final do ano passado, o endividamento atrelado ao dólar correspondia a 74%, comparado a 71% ao final de 2007. A Braskem informou que a desvalorização cambial em 2008 gerou um reconhecimento contábil de R$ 2,6 bilhões em perda financeira, em razão de seus efeitos sobre o saldo de US$ 3,9 bilhões da dívida líquida da companhia. “É importante ressaltar que o efeito da variação cambial, negativo em R$ 2.629 milhões no ano, não tem impacto direto sobre o caixa da companhia no curto prazo. Esse valor representa o efeito da variação cambial, principalmente sobre o endividamento da companhia, e será desembolsado por ocasião do vencimento da dívida, que tem prazo médio de 11 anos. Pelo perfil de geração de caixa da Braskem, atrelada ao dólar, a depreciação cambial, apesar do seu efeito contábil negativo no curto prazo, tem impacto líquido positivo sobre o fluxo de caixa da companhia no médio prazo”, assinalou a empresa. Segundo a Braskem, o balanço referente a 2008 se baseia em informações consolidadas que incluem 100% dos resultados da Ipiranga Química, da Ipiranga Petroquímica e da Copesul, com a respectiva eliminação das participações de minoritários em todas essas empresas, bem como a consolidação proporcional da participação na Cetrel – Empresa de Proteção Ambiental.