PETR4 – Petrobras construirá nova fábrica de fertilizantes

A Petrobras construirá uma nova fábrica de fertilizantes para dobrar a atual capacidade de produção de 1 milhão de toneladas, das duas unidades já existentes. O local onde será instalada a refinaria ainda não foi definido, informou o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. O diretor irá divulgar amanhã a balança comercial de petróleo e derivados da Petrobras em 2008. Sem adiantar números, Costa afirmou que o resultado será mais positivo que o do ano anterior. Para 2009, as perspectivas são ainda melhores, segundo o diretor da estatal, considerando que a produção de óleo diesel irá aumentar significativamente, por conta de adaptações nas refinarias. Desde outubro do ano passado, a produção do combustível foi ampliada em 40 mil barris por dia. “É possível que, em alguns meses, não importemos mais óleo diesel”, afirmou Costa. Além disso, a produção interna de petróleo deve aumentar, o que contribuirá com a balança de pagamentos. O plano de negócios da Petrobras para o período de 2009 a 2013 prevê o investimento de US$ 47,8 bilhões, dos quais 73% para o refino; 8% para distribuição e transporte; 12% para petroquímica e 7% para transporte marítimo. Com os investimentos em refino, a empresa espera aumentar a produção de diesel de 783 mil barris por dia, em 2008, para 901 mil barris por dia, em 2013, e 1,22 milhão de barris por dia em 2020. Ao todo, a produção de derivados passará de 1,94 milhão de barris por dia, no ano passado, para 2,9 milhões de barris por dia, em 2020. O crescimento anual médio será de 3,3%.

AMBV4 – HSBC reduz preço alvo dos papéis Ambev

O Banco HSBC reduziu o preço-alvo para as ações preferenciais da AmBev (AMBV4) de R$ 150 para R$ 132, com um potencial de ganho de 38,21%, com relação ao fechamento de sexta-feira (R$ 95,50). A recomendação de “overweight” (o retorno esperado deve exceder o retorno exigido por no mínimo cinco pontos percentuais durante os 12 meses seguintes) foi mantida. De acordo com o banco, em relatório ao mercado, a recomendação se deve à expectativa de um cenário desafiador para o setor de bebidas em 2009, particularmente no primeiro semestre, em virtude do enfraquecimento da confiança do consumidor. Dentre os obstáculos esperados pelo HSBC estão a continuação da desaceleração da demanda de consumo global, enfraquecimento das condições macroeconômicas e elevação de custos. “Os riscos, em termos de potencial de baixa incluem o acirramento da concorrência e a perda de participação de mercado de cervejas no Brasil, aumento dos prejuízos em mercados fora da América Latina hispânica, crescimento dos descontos de preços no Canadá, aumento dos custos de matéria-prima e um impacto negativo nos lucros em virtude de mudanças recentes e que ainda podem ocorrer na legislação”, aponta o banco, em nota, apesar de prever “algum alívio” a partir do segundo semestre do ano.

ACGU3 – Subscrição privada de ações Guarani para reforçar para fortalecer balanço

A pedido de seu acionista controlador indireto, Tereos, o Conselho de Administração da Açúcar Guarani foi convocado para deliberar sobre uma proposta de aumento do capital social da empresa por subscrição privada, com o objetivo de fortalecer seu balanço patrimonial. A proposta estabelece valor mínimo R$ 193 milhões (cerca de 63 milhões de euros), integralmente garantido pelo acionista controlador, e valor máximo de R$ 309 milhões (equivalente a 101 milhões de euros), que considera que o acionista controlador e os minoritários exercerão a totalidade de seus direitos de preferência na subscrição das novas ações. O preço de emissão indicativo é de R$ 2,00 por ação. “Esse preço considera a média simples das cotações de fechamento das ações da Guarani nos últimos 90 pregões na BM&FBOVESPA, entre os dias 15 de setembro de 2008 e 23 de janeiro de 2009, aplicando-se um deságio de 25,4% sobre o valor encontrado”, explica a Guarani. Segundo o comunicado, o preço por ação definitivo será o maior valor dentre os R$ 2,00 mencionados e o preço encontrado, usando a mesma fórmula de média simples das cotações de fechamento das ações nos 90 pregões na BM&FBOVESPA imediatamente anteriores à reunião do Conselho, a ser realizada no dia 2 de fevereiro de 2009, aplicando o mesmo deságio de 25,4%.

TIM TCSL3 TCSL4 – Telco rejeita pedido de OPA pela CVM

A Telco, principal acionista da Telecom Italia, rejeitou na noite de sexta-feira a determinação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de que deve fazer uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) para os minoritários da empresa de telefonia brasileira TIM Participações.Em comunicado, a Telco, uma holding formada pelos bancos italianos Intesa Sanpaolo e Mediobanca, pela seguradora Assicurazioni Generali, pela família Benetton e pela espanhola Telefónica, disse que considera o pedido “infundado”.A Telco disse que vai consultar seus advogados e tomar todas as medidas necessárias, sem dar mais detalhes. A holding possui uma fatia de 24,5% na Telecom Italia, maior companhia de telecomunicações italiana, que por sua vez detém 81,3% das ações ordinárias da TIM Participações, a terceira maior operadora de telefonia móvel do Brasil.A CVM avalia que o contrato firmado em abril de 2007 para venda da holding Olimpia, que tinha o controle da Telecom Italia, para a Telco alterou o acionista majoritário indireto da TIM Participações, daí a necessidade de realização de uma OPA. Ainda cabe recurso dessa decisão.Hoje o Citigroup afirmou que prevê pequeno impacto da determinação da CVM sobre a Telecom Italia e a Telefónica. “Não esperamos a resolução no curto prazo por causa da complexidade jurídica envolvida”, disse o banco. O Citi acrescentou que, no pior cenário para a Telco, a oferta custaria US$ 450 milhões e não afetaria sua fatia na Telecom Italia. As informações são da Dow Jones.

POSI3 – Vendas de computadores Positivo aumentam 15,4% em 2008

As vendas de computadores pessoais (PCs) da Positivo Informática aumentaram 15,4% em 2008, para 1,602 milhão de unidades. Em 2007, foram 1,389 milhão. Enquanto a venda de desktops recuou 2% de 1,149 milhão para 1.127 milhão, os notebooks registram acréscimo de 98,6% em 2008, de 239.374 unidades vendidas em 2007 para 475.391 em 2008. No entanto, no quarto trimestre do ano, a companhia registrou queda de 8,7%, ao passar de 44.336 unidades em 2007 para 409.325 unidades em 2008. Os desktops caíram 22,3% (de 342.081 para 265.730 unidades), enquanto os notebooks cresceram 35,1% (de 106.255 para 143.595, na mesma base de comparação). As vendas para o público corporativo cresceram 147,3% em 2008, registrando 104.782 produtos comercializados, enquanto que somente no quarto trimestre, o aumento foi de 126,9%, para 32.626 unidades. Já para o governo, foram vendidos 318.960 itens, com incremento de 86,3% em 2008 ante 2007. Já no quarto trimestre na comparação com o mesmo período de 2007, as vendas para esse público avançaram 80,1%, para 69.124 unidades. Para o varejo, em 2008, foram vendidos 1.178.821 computadores, acréscimo de 0,3% ante 2007. Já no quarto trimestre ante o quarto trimestre de 2007, houve queda de 22,2% nas vendas desses produtos, com um total de 307.575 itens. Os notebooks registraram novamente participação recorde de 35,1% das vendas de PCs no quarto trimestre, seguindo a tendência mundial de maior crescimento para este tipo de produto. Na comparação de 2008 com 2007, o volume de vendas desse produto foi 98,6% maior. A empresa ainda informou que em 2008, a receita bruta totalizou R$ 2,3 bilhões, crescimento de 9,3% na comparação com o ano anterior. Já no quarto trimestre na relação com o mesmo período de 2007, a receita bruta totalizou R$ 598,3 milhões, redução de 7,7%, devido, principalmente, ao menor volume vendido no varejo. A receita líquida da companhia em 2008 totalizou aproximadamente R$ 2,0 bilhões, crescimento de 12,3% em relação a 2007, acompanhando a mesma tendência apresentada na receita bruta. No quarto trimestre, a receita líquida foi de R$ 527,2 milhões, redução de 5,0% em relação ao quarto trimestre de 2007. “O aumento em reais dos preços dos PCs deve-se basicamente à maior taxa de câmbio, se comparado com os períodos anteriores. As restrições no mercado de varejo estão proporcionando um repasse gradativo do aumento dos custos aos preços. Com o objetivo de manter inalteradas as faixas de preços mais vendidas no varejo, foram utilizadas menores configurações, sendo, portanto, refletidas no menor preço em dólar dos produtos. A menor participação do governo nas vendas, que geralmente apresenta maior preço médio do que o varejo e maiores configurações, também foi refletida no menor preço em dólar no quarto trimestre, se comparado com o terceiro trimestre”, afirmou a Positivo, em nota. Em 2008 na comparação com 2007, os preços médios dos PCs recuaram 5,3%, para R$ 1.362,20; os valores dos desktops recuaram 3,5%, para R$ 1.287,30 e os preços dos notebooks caíram 20,5%, para R$ 1.539,70. Já no quarto trimestre em relação ao mesmo período de 2007, os preços médios dos PCs aumentaram 1,8%, para R$ 1.386,20; os valores dos desktops avançaram 7,2%, para R$ 1.305,70 e os preços dos notebooks diminuíram 15,7%, para R$ 1.535,10.

ENGI3 – Vendas da Energisa sobem 6.9% em dezembro 2008

As vendas de energia do Grupo Energisa totalizaram 554 gigawatt-horas (GWh) no mês de dezembro, o que significa um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2007. Segundo a empresa, a receita bruta consolidada totalizou, no último mês do ano passado, R$ 224 milhões. O consumo de energia registrado no mês de dezembro das áreas de concessão das distribuidoras do Grupo Energisa, segundo a própria companhia, manteve-se elevado em dezembro. A Energisa Sergipe registrou uma alta de 9,6% no consumo de energia em dezembro, seguida pela Energisa Borborema (8,1%) e Energisa Paraíba (6,4%), em relação a igual mês do ano passado. Já no acumulado de 2008, o consumo consolidado de energia dos consumidores cativos cresceu 7,4%, atingindo 6.271 GWh. A classe residencial apresentou aumento de 7,1%, enquanto a classe comercial avançou 9,6%. A demanda de energia na área de concessão da Energisa Sergipe aumentou 10%, seguida pela Energisa Paraíba (7,3%) e Energisa Borborema (7,0%). A receita bruta consolidada do Grupo Energisa atingiu R$ 2,46 bilhões em 2008, ou seja, um acréscimo de 1,8% em relação a de 2007.

Análise Setor de Contrução : Consilidação prejudicada por ambiente negativo no setor

A escassez de crédito e as dificuldades de caixa das companhias do setor de construção civil em 2009 vão atrasar o movimento de consolidação do setor. Analistas de mercado não descartam a possibilidade de novas incorporações – a exemplo do que aconteceu com a Company e Tenda no ano passado -, mas é consenso de que o interesse está reduzido por conta crise internacional e pela desaceleração significativa dos negócios. “Não deve acontecer nada no curto ou no médio prazo. O ambiente continua negativo no setor. O desempenho no primeiro trimestre é uma incógnita”, diz o Banif banco de investimentos. Os fracos resultados e o baixo volume de vendas das companhias, já no quarto trimestre, podem mostrar resultados ruins. Segundo o Banif, os resultados “não vão ser nada agradáveis”, podendo fazer com que as ações das empresas listadas na BM&FBOVESPA reflitam esse quadro. O entendimento é de que uma movimentação de novos negócios pode ser retomada a partir do segundo semestre. Um alívio para o setor ainda é esperado do pacote de incentivo, a ser anunciado pelo governo na próxima semana. “Não há segurança para a compra de um empreendimento no momento”, dizem os analistas da Planner Corretora. Segundo a instituição, medidas que garantam o nível de emprego, por exemplo, podem fazer retomar as vendas. Além da redução e da diminuição da velocidade de lançamentos, empresas com maiores dificuldades financeiras, como Inpar e Abyara já anunciaram a venda de terrenos como alternativa para dar continuidade aos empreendimentos já anunciados. “Se você encontra uma empresa nesta situação, sem dúvida não é muito positivo. É melhor fazer isso e entregar os lançamentos anunciados. A imagem no setor é muito importante”, diz o analista da Neo Investimentos, Tiago Zancaner. Em novembro, a Abyara Planejamento Imobiliário S/A anunciou medidas para combater a restrição de crédito e a redução da demanda por novos empreendimentos. Além da venda de participação em empreendimentos previamente lançados em parceria com outros incorporadores imobiliários e de terrenos ainda não incorporados, a empresa também divulgou a redução do quadro de funcionários e a suspensão de lançamentos até que a demanda e a disponibilidade de linhas de crédito sejam restabelecidas. A Abyara tenta renegociar dívidas de 245,2 milhões que vencem em 2009 com seis bancos e busca um investidor estrangeiro disposto a comprar parte da companhia. Uma parcela considerável da dívida total da empresa (R$ 444 milhões) é formada por um empréstimo-ponte tomado em 2007. Já a incorporadora InPar tenta ganhar fôlego extra para atravessar 2009, ao atrair o fundo norte-americano Paladin Prime Residential Investors para uma oferta privada de ações de R$ 180 milhões, medida anunciada também no final do ano passado. Ao lado da Abyara, a InPar é uma das incorporadoras mais ameaçadas pela restrição de crédito e pela desaceleração da demanda, e utilizará os recursos para entregar os empreendimentos já lançados. Embora não haja uma operação de venda de controle, o Paladin poderá deter até 52% do capital da InPar, caso compre todas as ações a que tem direito. No mínimo, o Paladin sairá da operação com 27,3% da InPar. Os atuais controladores aceitaram ver sua participação na empresa encolher. Hoje, o grupo controlador da InPar é formado por ISA Incorporação e Construção S.A. (41,4%), Grupo Neves (9,8%) e Ascet I – Fundo de Investimento em participações (3,3%). Na mesma época, a empresa anunciou a venda de mais de R$ 100 milhões em ativos em São Paulo, com o objetivo de reforçar o caixa da companhia. No Banif, a visão é de que muitas das empresas que abriram capital compraram “sem critérios”, em momento de forte demanda, o que levou a preços elevados dos terrenos. “Essas empresas que estão oferecendo terrenos, de certa forma não estão sentindo capacidade de tocar projetos e estão vendendo ativos para pagar dívidas”, diz a instituição. A crise financeira, que teoricamente poderia estimular um movimento nesse sentido – já que deixa mais baratas empresas que passam por dificuldades financeiras e abrem oportunidades para companhias melhor estruturadas não deve acentuar o movimento. “É difícil traçar um cenário porque as fusões e aquisições para o setor são um assunto mais peculiar do que os outros”, disse Zancaner, da Neo Investimentos. A Planner destaca que os últimos negócios de incorporação no setor não seguiram um modelo lógico. A incorporadora Gafisa e a construtora Tenda anunciaram a integração societária das atividades da Tenda e da Fit Residencial Empreendimentos Imobiliários, subsidiária da Gafisa. A Fit foi incorporada pela Tenda, que continua a operar como companhia aberta. A operação não acarretou direito de retirada para os acionistas da Tenda. A Gafisa passou a ser dona de 60% da construtora mineira. “A operação da Cyrela com a Agra foi a aquisição mais bem feita. Operacionalmente, os ganhos de sinergia eram ótimos. Foi o melhor modelo”, aponta a Planner. Em outubro, a Cyrela anunciou que rescindiu memorando de entendimento assinado em junho para união das empresas. “A impossibilidade de compatibilização dos compromissos assumidos pelas companhias perante seus respectivos parceiros levou ao cancelamento do negócio”, segundo as empresa. A operação criaria uma companhia com banco de terras com potencial de venda de R$ 30 bilhões. A expectativa é de que, caso haja alguma operação de fusão ou aquisição, é de que não ocorra transação monetária no negócio. A integração de ações deve ser o modelo procurado pelas companhias. “A obtenção de crédito para esse tipo de transação serão escassas em 2009. Antes era relativamente fácil. Operacionalmente, este tipo de fusão promove ganhos, já que duplicidades são eliminadas”, avalia o diretor-presidente da Militelli Business Consulting,Marco Aurélio Militelli.

EZTC3 – Lançamentos Eztec sobem 9,3% em 2008

A EZTec Empreendimentos e Participações S/A enviou comunicado ao mercado na sexta-feira, em que informa que seus lançamentos em 2008 aumentaram 9,3%. O valor geral de vendas total (VGV) lançado passou de R$ 521,5 milhões para R$ 570,1 milhões. No período, os lançamentos exclusivos da companhia caíram 10,5%, de R$ 487,7 milhões para R$ 436,6 milhões. No quarto trimestre, os lançamentos totalizaram R$ R$ 142,7 milhões, uma queda de 19,6% ante os R$ 177,4 milhões alcançados no mesmo período de 2007. Os lançamentos exclusivos da empresa somaram R$ 71,4 milhões. Entre outubro e dezembro, a EZTec lançou os empreendimentos Vidabella – que se encontra na primeira de 10 fases – , residencial super-econômico com VGV próprio de R$ 4,3 milhões, e Chácara SantAnna, residencial médio-alto padrão com VGV próprio de R$ 67,1 milhões. Em 2008, a companhia registrou nove lançamentos. As vendas contratadas em 2008 alcançaram R$377,7 milhões, aumento de 7,3% em relação a 2007 – quando foram de R$ 352,1 milhões. Nos últimos três meses do ano, as vendas contratadas totalizaram R$ 47,3 milhões, diminuição de 43,4% em relação ao mesmo período de 2007 (R$ 83,5 milhões). Segundo a companhia, a queda é reflexo do menor volume de lançamentos

Varejistas de olho na Casa & Video

As redes varejistas estão disputando as lojas da carioca Casa & Vídeo. Com faturamento anual de R$ 1,5 bilhão, 68 lojas no Rio e seis mil funcionários, a empresa está com dificuldades de fluxo de caixa, admite demitir ao menos 1,6 mil pessoas e vai fechar lojas. As informações são do repórter Alberto Komatsu, do Rio de Janeiro, em matéria na edição de hoje do jornal “O Estado de S. Paulo”. Segundo a reportagem, Lojas Americanas, Pão de Açúcar, Ponto Frio e Ricardo Eletro demonstraram interesse no negócio. O grupo Pão de Açúcar informou que está atento a oportunidades de negócio, “desde que agreguem valor à operação já existente”. As Lojas Americanas não comentaram o assunto. A Ponto Frio, que já declarou publicamente o desejo de se tornar a rede número um do Rio, não descarta o interesse em algum ponto de venda da rival. E a Rede Ricardo Eletro, segundo uma fonte do repórter, comprar pontos da Casa & Vídeo seria a maneira mais rápida de dar um salto em sua presença no Rio, onde tem mostrado uma agressiva estratégia de expansão.

Varejistas de olho na Casa & Video

As redes varejistas estão disputando as lojas da carioca Casa & Vídeo. Com faturamento anual de R$ 1,5 bilhão, 68 lojas no Rio e seis mil funcionários, a empresa está com dificuldades de fluxo de caixa, admite demitir ao menos 1,6 mil pessoas e vai fechar lojas. As informações são do repórter Alberto Komatsu, do Rio de Janeiro, em matéria na edição de hoje do jornal “O Estado de S. Paulo”. Segundo a reportagem, Lojas Americanas, Pão de Açúcar, Ponto Frio e Ricardo Eletro demonstraram interesse no negócio. O grupo Pão de Açúcar informou que está atento a oportunidades de negócio, “desde que agreguem valor à operação já existente”. As Lojas Americanas não comentaram o assunto. A Ponto Frio, que já declarou publicamente o desejo de se tornar a rede número um do Rio, não descarta o interesse em algum ponto de venda da rival. E a Rede Ricardo Eletro, segundo uma fonte do repórter, comprar pontos da Casa & Vídeo seria a maneira mais rápida de dar um salto em sua presença no Rio, onde tem mostrado uma agressiva estratégia de expansão.

BBAS3 – Revisão de balanço eleva ganhos do Banco do Brasil em $2,5bi

- O Banco do Brasil (BB) enviou comunicado ao mercado em que informa que revisou os cálculos de seus ativos e passivos atuariais com base na Deliberação 371/01 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A revisão trará ganhos de R$ 2,520 bilhões em seu lucro líquido referente ao quarto trimestre de 2008. A companhia terá impacto positivo de R$ 5,326 bilhões em seu balanço por conta de contabilização de parte dos ganhos atuariais não reconhecidos no Plano de Aposentadoria e Pensão. O banco também anunciou a contabilização de perdas atuariais não reconhecidas referente ao plano de assistência à saúde, no valor de R$ 1,259 bilhão e efeitos fiscais negativos de R$ 1,546 bilhão. Também revisou os modelos estatísticos de perda esperada de crédito de suas carteiras, com a contabilização de R$ 1,7 bilhão de despesa de provisão adicional, antes de impostos no quarto trimestre de 2008. Os critérios foram estabelecidos pela resolução 2.682/99. O Banco também anunciou que em função da revisão realizada, deixará de contabilizar, em 2009, despesas de amortização de ativos atuariais vinculados ao plano de aposentadoria e pensão, bem como relacionadas a perdas atuariais de plano de assistência à saúde, que, em 2008, representaram cerca de R$ 440 milhões antes de imposto.

Indústria de computadores têm queda nas vendas e demite

Era para ter sido “o Natal do notebook”, como alardeou a indústria de computadores até setembro do ano passado, quando o mercado de PCs ainda exibia vigor invejável, com a quebra de um recorde atrás do outro. Passada a euforia, porém, o que parece ter restado como saldo de fim de ano é um movimento frustrante das vendas, além de uma série de dificuldades com envergadura suficiente para desafiar a criatividade das empresas do setor por meses a fio.
Dados preliminares revelados ao Valor pela consultoria IT Data mostram que no quarto trimestre de 2008 as vendas da indústria de PCs foram cerca de 10% inferiores às do mesmo período de 2007. O movimento decrescente também aparece nas contas preliminares do IDC. Segundo a empresa de pesquisa, entre outubro e dezembro o consumidor brasileiro comprou 2,7 milhões de computadores. No quarto trimestre de 2007, o volume foi de 3,1 milhões, o que significa uma redução de 11% no período.
Depois do agravamento da crise financeira internacional, os analistas reviram seus números, mas mesmo as estimativas mais pessimistas indicavam um acréscimo das vendas, em unidades, na comparação com 2007. Os dados mais recentes mostram um quadro mais grave.
O reflexo no chão de fábrica é um movimento de demissões que já começou a sangrar boa parte das companhias instaladas na Zona Franca de Manaus. Segundo Valdemir Santana, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, entre outubro e dezembro somente quatro empresas do pólo ligadas ao setor teriam cortado 3,3 mil vagas. O grupo reuniria Solectron, CCE, Envision e Digitron.
Há pelo menos quatro anos, o mercado de PCs não registrava um trimestre de queda nas vendas. Entre 2004 e 2007, a indústria de computadores do país cresceu a uma taxa anual média de 81,2%. No mesmo período, o preço dos equipamentos caiu 47%. A oferta de crédito ao consumidor final, fundamental para incentivar as vendas, também deu um salto de 29% nesse intervalo.
As dificuldades do setor de PCs são provocadas pela reversão das condições que fizeram seu sucesso nos últimos anos: a alta do dólar – que eleva o preço das máquinas, cujos componentes são em grande parte importados -, a retração de crédito no varejo e uma boa dose de medo do consumidor em assumir novas dívidas. “As máquinas mais simples, que até o mês passado custavam R$ 799, foram reajustadas para R$ 999, com viés de alta”, diz Fábio Régis, diretor comercial de tecnologia da rede Ponto Frio. “Além disso, tivemos que fazer aumento da taxa de juros e ficamos mais seletivos, porque a inadimplência também cresceu.”
A freada do consumo tem feito com que as redes de varejo recorram a promoções para tentar queimar estoques que pretendiam vender um mês atrás. A Casas Bahia sentiu o baque e fechou 2008 com 538 mil unidades vendidas, uma queda de 6% em relação a 2007, quando vendeu 572 mil equipamentos.
“Dezembro realmente foi um mês bastante complicado”, diz Fábio Régis, da rede Ponto Frio. “O que temos feito é uma série de promoções. Puxamos o Natal até janeiro”, diz o executivo, sem citar números.
As dificuldades atuais das redes de varejo já vem assombrando os fabricantes de equipamentos desde novembro. Naquele mês, quando o consumidor ainda comprava produtos com dólar na casa de R$ 1,60, a indústria de equipamentos começava a reduzir o movimento nas linhas de produção. Segundo dados do IBGE, a produção do setor de máquinas para escritório e equipamentos de informática – que inclui computadores e impressoras, entre outros itens – caiu 11,9% em novembro sobre o mês anterior. A queda só não foi pior que a da indústria de veículos, que despencou 22,6%.
Na comparação com novembro de 2007, o tombo foi ainda mais forte, com uma retração de 29,7%. Depois de puxar por vários meses a produção industrial do país, a indústria de PCs deu a maior derrapada entre todos os setores medidos pelo IBGE. De janeiro a novembro de 2008, o segmento acumulou queda de 7%. É preciso ponderar, no entanto, que o IBGE não inclui em suas contas o mercado de laptops, uma fatia que já representa cerca de um terço das vendas de computadores pessoais no país.
Com a queda do mercado, a tendência é de que as negociações entre fabricantes e redes de varejo fiquem ainda mais duras. A margem de lucro de um fabricante de PC é extremamente apertada, na casa dos 3%. O varejista, em média, leva ainda cerca de 25% desse resultado líquido.
Fabricantes de PCs que atuam no país foram procurados pela reportagem, mas a maioria não quis conceder entrevista. Segundo Germano Couy, diretor comercial da Megaware, empresa que atua há 12 anos no setor, “houve um medo instituído” que ajudou a atrapalhar as vendas do fim de ano. “Dezembro foi prejudicado porque o consumidor quis observar o setor. Por isso, o mês de janeiro, que normalmente é um período mais fraco, está sendo mais movimentado que o período de Natal.”
A ressaca de fim de ano também está rendendo resultados para a Amazon PC, diz Carlos Diniz, presidente da empresa. “Tínhamos a expectativa de colocar 13 mil notebooks no mercado em dezembro, mas vendemos só 25% do previsto.” Este mês, afirma Diniz, “as vendas estão indo bem”.