BEEF3 – Minerva abrirá filial no RS

Em reunião realizada nesta sexta-feira, a diretoria da Minerva aprovou a abertura de filial na cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde será exercida a atividade de comércio atacadista de animais vivos, além da compra, venda, distribuição, representação, importação e exportação de produtos alimentícios em geral.

EMBR3 – Embraer confirma venda de 8 Super Tucano

A Embraer confirmou a venda de oito aeronaves do modelo Super Tucano para o governo da República Dominicana. Os aviões serão operados pela Força Aérea do país em missões de segurança interna e patrulhamento de fronteiras, no combate às operações de narcotráfico. Com o contrato, é a terceira que esta aeronava é exportada, após as vendas para as Forças Aéreas da Colômbia (FAC) e do Chile (FACH). Até agora, já foram entregues à Froça Aérea Brasileira (FAB) 63 unidades do Super Tucano. No total, foram vendidos 144 aviões para quatro clientes na América Latina. A aeronave entrou em operação na FAB em dezembro de 2003 para o treinamento de pilotos em executar missões operacionais. O Super Tucano é o único avião em produção no mundo capaz de cumprir missões de treinamento avançado de pilotos e realizar missões de vigilância e contra-insurgência, inclusive à noite.

CCRO3 – CCR ainda não foi notificada sobre suspensão de comrbança de pedágio

A concessionária RodoAnel, controlada pela Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) e que administra o trecho Oeste do Rodoanel Mário Covas, informou nesta quinta-feira que ainda não foi notificada oficialmente sobre nenhuma decisão judicial para suspender a cobrança em suas praças de pedágio. “A concessionária também informa que vai respeitar qualquer decisão judicial assim que for notificada e que estudará todas as providências cabíveis para preservar os seus direitos e as regras do contrato de concessão, assinado com o Governo do Estado de São Paulo e a Artesp”, diz a empresa, em nota. A concessionária afirma também que desde que assumiu a gestão do trecho, em junho de 2008, vem cumprindo todas as obrigações e normas do contrato de concessão. “A concessionária vem efetuando rigorosamente em dia os pagamentos das parcelas da outorga fixa pela concessão, totalizando R$ 750 milhões até dezembro de 2008, de um total de R$ 2 bilhões, que está viabilizando a construção do trecho Sul do Rodoanel Mario Covas”, completou a empresa. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), por meio da sua assessoria de imprensa, também informou que ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão judicial. A liminar da 5 Vara da Fazenda Pública da Capital, concedida por conta de uma ação popular, baseia-se na Lei Estadual 2.481/53, artigo 1, parágrafo 8, que afirma que não podem ser instalados postos de cobrança de pedágio dentro de um raio de 35 quilômetros, contados do Marco Zero da capital.

Leader projeta alta de 10% no faturamento

Em direção contrária as previsões de enfraquecimento do consumo este ano, a rede de varejo Leader estima que fechará o ano com crescimento de 10% no faturamento e descarta sua venda. Além disso, a companhia manteve os investimentos previstos para 2009. As informações são da repórter Ana Paula Grabois, na edição de hoje do jornal “Valor Econômico”. Em outubro passado, quando a crise econômica ganhou força, a empresa quase foi vendida à Renner por R$ 740 milhões. Entretanto, segundo o “Valor”, a perspectiva é de que o negócio não será vendido. Para este ano, a Leader planeja aproveitar o mercado no momento de crise, quando os concorrentes do setor também devem ser afetados. A companhia manteve seu projeto de expansão e pretende abrir seis lojas neste ano, com um investimento de R$ 26 milhões, após conseguir aprovação de uma linha de crédito com o Banco do Nordeste. Mesmo sem mudar seus planos, a crise afetou a rede. De acordo com o jornal, a empresa revisou de 15% para 10% a estimativa de crescimento das vendas em 2009. Seu faturamento cresceu apenas de 3% no último trimestre do ano, bem abaixo da média de 12 % apurada em todo o ano de 2008. O plano de abrir capital também foi suspenso.

Sonda quer expandir, e não deixa de ser alvo de aquisições

A quinta maior rede de supermercados do Estado de São Paulo, Sonda, está buscando meios para sua expansão. Até agora a companhia pediu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a liberação de recursos para a construção de pelo menos seis novas lojas. A reportagem é de Cláudia Facchini, na edição de hoje do jornal “Valor Econômico”. De acordo com o diretor financeiro do Sonda, Roberto Moreno, os controladores da companhia não pretendem vender a empresa. Porém, segundo o jornal, o supermercado paulista é visto como um possível alvo de aquisição nesse setor, principalmente devido à sua forte presença na capital paulista. O executivo ainda informou que o grupo pretende construir neste ano uma holding para abrigar seus supermercados, imóveis e esportes. Segundo a reportagem do “Valor”, a empresa fechou 2008 com 22 lojas e vendas de R$ 1,041 bilhão. No ano passado, o Sonda também comprou três lojas da rede Cobal e uma unidade em São José dos Campos. Em dezembro, a rede atingiu um recorde de vendas de R$ 116 milhões.

MULT3 – Shoppings administrados pela Multiplan tiveram vendas 18,6% maiores

A Multiplan Empreendimentos Imobiliários S/A informou ao mercado que os 12 shopping centers administrados pela companhia somaram R$ 5,1 bilhões em vendas no ano passado, alta de 18,6% ante 2007. O valor representa o melhor desempenho dos shoppings na história da empresa. As vendas do quarto trimestre de 2008 foram de R$ 1,6 bilhão, 19,6% superiores ao último trimestre do ano anterior. A companhia destaca o crescimento, neste período, do Pátio Savassi (17,7%) e DiamondMall (17,0%), localizados em Belo Horizonte (MG), além do ParkShopping (16,4%), em Brasília (DF). Em 2008 os shoppings com os melhores resultados foram o Pátio Savassi (22,6%), o RibeirãoShopping (17,2%), em Ribeiro Preto (SP), o DiamondMall (24,5%) e o ParkShoppingBarigui (15,1%) em Curitiba (PR), seguido do MorumbiShoping (14,9%), na capital paulista. Em termos de volume de vendas, o destaque foi BarraShopping, no Rio de Janeiro, responsável por R$ 1 bilhão. Entre outubro e dezembro a Multiplan inaugurou o BarraShoppingSul, em Porto Alegre (RS), onde foram vendidos R$ 55,2 milhões em dezembro. O número representa 6,8% das vendas do portfólio da Multiplan neste mês. Também foram realizadas três expansões (ParkShopping em Brasília, RibeirãoShopping em Ribeirão Preto e ParkShoppingBarigui em Curitiba). “O shopping e as novas áreas foram responsáveis por R$ 90 milhões em vendas”, diz o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

MULT3 – Shoppings administrados pela Multiplan tiveram vendas 18,6% maiores

A Multiplan Empreendimentos Imobiliários S/A informou ao mercado que os 12 shopping centers administrados pela companhia somaram R$ 5,1 bilhões em vendas no ano passado, alta de 18,6% ante 2007. O valor representa o melhor desempenho dos shoppings na história da empresa. As vendas do quarto trimestre de 2008 foram de R$ 1,6 bilhão, 19,6% superiores ao último trimestre do ano anterior. A companhia destaca o crescimento, neste período, do Pátio Savassi (17,7%) e DiamondMall (17,0%), localizados em Belo Horizonte (MG), além do ParkShopping (16,4%), em Brasília (DF). Em 2008 os shoppings com os melhores resultados foram o Pátio Savassi (22,6%), o RibeirãoShopping (17,2%), em Ribeiro Preto (SP), o DiamondMall (24,5%) e o ParkShoppingBarigui (15,1%) em Curitiba (PR), seguido do MorumbiShoping (14,9%), na capital paulista. Em termos de volume de vendas, o destaque foi BarraShopping, no Rio de Janeiro, responsável por R$ 1 bilhão. Entre outubro e dezembro a Multiplan inaugurou o BarraShoppingSul, em Porto Alegre (RS), onde foram vendidos R$ 55,2 milhões em dezembro. O número representa 6,8% das vendas do portfólio da Multiplan neste mês. Também foram realizadas três expansões (ParkShopping em Brasília, RibeirãoShopping em Ribeirão Preto e ParkShoppingBarigui em Curitiba). “O shopping e as novas áreas foram responsáveis por R$ 90 milhões em vendas”, diz o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Safra deve encolher 5% e provocar volatilidade nos preços

Com o crédito ao produtor ainda travado e o clima ruim em regiões importantes do país, a safra brasileira de grãos deverá encolher algo em torno de 5% em 2009. Estimativas divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) são pessimistas. Ambas apontam para um ano ruim no campo, com produção e produtividade em marcha lenta. O baixo rendimento nas lavouras tende a influenciar o comportamento dos preços ao consumidor, impulsionando oscilações de determinados itens nos próximos meses.

A colheita total estimada pela Conab é de 137 milhões de toneladas — 4,9% inferior à obtida na safra passada (144,1 milhões de toneladas). Já para o IBGE, o saldo no ano atingirá 137,3 milhões de toneladas — 5,9% menor que a do ano passado (145,8 milhões de toneladas). Tanto em uma pesquisa como na outra há um discreto avanço da área plantada que oscila entre 0,2% e 0,8%, alcançando a casa dos 47 milhões de hectares. Desde 2007, os dois órgãos tentam aproximar ao máximo as metodologias adotadas para calcular a safra.

O recuo na produção atinge em cheio o milho e a soja, duas das principais culturas plantadas no país. No caso da soja, estrela da balança comercial brasileira, o volume previsto oficialmente está em 58 milhões de toneladas — menor do que o registrado na safra anterior. Além da queda na quantidade, o produto despenca mês a mês no mercado internacional por causa da crise financeira que se alastra pelo mundo que contaminou quase todas as commodities agrícolas. Arroz, trigo e feijão, porém, deverão chegar ao fim do ano agrícola com colheitas mais robustas do que as observadas em 2008, conforme a Conab e o IBGE.

Apesar do cenário adverso, o governo garante que não há riscos de desabastecimento. Embora as previsões sejam cada vez mais sombrias, o país tem estoques suficientes para atender a demanda interna. O que não está descartado, no entanto, é a flutuação de preços acima do normal, sobretudo, de itens considerados sensíveis ao clima e ao processo de comercialização. Por causa do cenário externo e da falta de chuvas no Sul, derivados de milho e soja, por exemplo, tendem a subir e a baixar de preço sem que o consumidor entenda o porquê.

Na Região Centro-Oeste, os produtores enfrentam algumas das piores dificuldades. Com redução de área plantada em celeiros como Mato Grosso e Goiás, as expectativas para o setor não são animadoras. Os produtores de soja e milho reclamam da falta de dinheiro para financiar a próxima safra e cobram do governo federal um pacote de medidas emergenciais capaz de amenizar o endividamento e a escalada dos custos de produção. Os ministérios da área econômica resistem a propor soluções, ainda que temporárias, para resolver os problemas enfrentados pelos agricultores.

PIB
E o que já está ruim pode ficar ainda pior. De acordo com avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), os tempos de bonança no campo ficaram definitivamente para trás. Em conjunto com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), a entidade — que é a maior representante do produtor rural — divulgou ontem que o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio caiu 0,88% em outubro depois de operar por 27 meses no azul. O dado é considerado um alerta.

A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), disse que o tombo na safra 2009 deverá ficar não em 5%, mas em 10%. De acordo com ela, a margem de lucro do agricultor está “no fio da navalha” e o crédito, simplesmente, emperrado. “Precisamos de prazo, juros mais baixos e políticas de garantia de preços”, afirmou. Com o agravamento da crise mundial, os ruralistas aumentaram a pressão sobre os ministérios da Agricultura e da Fazenda para que a União reveja algumas das ferramentas de renegociação de dívidas. Há, inclusive, um grupo de trabalho formado por representantes do governo e da iniciativa privada discutindo o assunto.

Em valores, o PIB do agronegócio registrado até outubro de 2008 é de R$ 658 bilhões — R$ 100 bilhões a mais do que o valor total apurado em 2008. Apesar da expectativa de crescimento frente ao ano passado, o setor não crê em um bom ano. “Em 2009, as exportações vão sofrer bastante. Acreditamos que haverá uma queda de pelo menos 23% das vendas externas de produtos agrícolas”, completou Kátia Abreu.

BRTO3 TNLP4 Brasil Telecom Telemar – Oi fecha compra da BrT

A Oi/Telemar anunciou ontem oficialmente a conclusão da compra do controle da Brasil Telecom (BrT). O valor pago foi de R$ 5,371 bilhões, referentes a 61,2% do capital da holding Brasil Telecom Participações, equivalentes a R$ 77,04 por ação. Em até 30 dias, a partir de ontem, a Oi deverá submeter à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) uma oferta pública de aquisição das ações ordinárias dos minoritários da BrT.

Bens semi e não-duráveis possuem melhores perspectivas no curto prazo

Num momento bastante complicado para a indústria, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis aparece com as melhores perspectivas de crescimento nos próximos meses. Menos dependentes do crédito e da confiança do consumidor, setores como os de alimentos, bebidas, vestuário e calçados – especialmente os dois primeiros, não-duráveis – tendem a mostrar, pelo menos no primeiro semestre, um resultado melhor do que os de bens de capital, duráveis (como automóveis e eletroeletrônicos) e intermediários (insumos e matérias-primas).Como lembra o economista Júlio Callegari, do JP Morgan, setores como os de alimentos e bebidas dependem mais da renda, que costuma sofrer o impacto da desaceleração da economia com mais defasagem do que outros indicadores- em novembro, por exemplo, o rendimento médio dos trabalhadores ainda subiu 4% em relação ao mesmo mês de 2007, segundo números do IBGE. O economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, acredita que, no primeiro semestre, apenas a produção de bens semi e não-duráveis deve registrar alta em relação ao mesmo período de 2008. Ele projeta expansão de 2% para o segmento na primeira metade do ano, com destaque para alimentos e bebidas, ao mesmo tempo em que prevê queda de 1% na fabricação de bens duráveis e de 1,5% na de bens de capital.Borges ressalta dois fatores que justificam as perspectivas mais positivas para os bens semi e não-duráveis. O primeiro é que o aumento do salário mínimo neste ano será mais robusto do que no passado. Na média de 2009, o ganho acima da inflação deve ser de 6,6% sobre o ano passado – em 2008, o reajuste real foi de 3,3%. Além disso, o novo salário mínimo entrará em vigor neste ano com um mês de antecedência em relação a 2008. Ele chegará ao bolso do trabalhador efetivamente em março.O outro ponto importante é que a inflação de alimentos em 2009 deverá ser significativamente menor do quem 2008, diz Borges. A LCA estima que o grupo alimentação e bebidas do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subirá 5,5% neste ano, metade dos 11% estimados para o indicador de 2008 – o número de dezembro será divulgado hoje. “Isso é especialmente importante para as pessoas de renda mais baixa, para quem a alimentação tem um peso grande no orçamento familiar”, destaca ele, que acredita num desempenho melhor da produção de alimentos e bebidas neste ano. Em 2008, até novembro, esses dois setores registraram um crescimento fraco: a fabricação de alimentos cresceu 0,63% e a de bebidas, 0,27%, bem abaixo dos 4,7% da indústria geral.O economista Edgard Pereira, sócio da Edgard Pereira & Associados, também avalia que a expectativa é mais favorável para os bens semi e não-duráveis em 2009. “Eles tendem a ir um pouco melhor do que o resto da indústria, porque são menos dependentes de crédito”, afirma ele. Mas Pereira, que também é professor da Unicamp, acredita que o segmento poderá sofrer um pouco quando a renda e o emprego forem afetados com mais força pela desaceleração, o que ocorre com algum atraso.Já a expectativa para os produtores de bens duráveis é bastante desanimadora, como diz Callegari. Com desempenho fortemente ligado ao crédito, os setores de automóveis e linha branca tendem a enfrentar dificuldades nos próximos meses. Borges considera que o segmento de duráveis vai se recuperar apenas na segunda metade do ano. A melhora deve se dar especialmente partir do quarto trimestre, favorecida também pela fraca base de comparação, já que houve um forte tombo nos três últimos meses de 2008. Ele estima que a produção de bens duráveis fechará 2009 com alta de 3,1%, superior aos 2,3% esperados para a fabricação de semi e não-duráveis, que deve ter um comportamento mais homogêneo ao longo do ano.A produção de bens de capital também deve ser castigada na primeira metade do ano. Pereira lembra que muitas empresas estão cortando planos de investimento, o que vai levar à diminuição da demanda por máquinas e equipamentos. No segundo semestre, é possível que haja uma recuperação mais firme, a exemplo do que pode ocorrer com a fabricação de bens duráveis.Fornecedor de insumos para o resto da economia, o segmento de bens intermediários deverá ter um primeiro semestre fraco. Há, contudo, alguns fatores que podem ajudar o setor. Um deles é a perspectiva de crescimento mais forte da extração de petróleo e gás em 2009, como nota Borges. Pereira, por sua vez, destaca que a desvalorização do câmbio poderá levar algumas empresas a aumentar a procura por bens intermediários domésticos, já que os importados ficaram bem mais caros com o dólar na casa de R$ 2,30.

BBAS3 – Banco do Brasil anuncia hoje compra de 49% do Votorantim

O Banco do Brasil (BB) anuncia hoje a compra de 49% do Banco Votorantim, concretizando uma negociação que se arrasta há alguns meses. Com o negócio, o banco federal se fortalece num segmento importante, ao qual vem dando mais atenção nos últimos tempos: o de financiamento de veículos. O Banco Votorantim tem uma importante atuação nessa área na qual o BB, apesar de ser líder no mercado de crédito, ainda engatinha. Os detalhes da operação devem ser explicados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco do Brasil, Antonio Lima Neto.No fim de 2008, o mercado avaliava o Banco Votorantim – pertencente à família Ermírio de Moraes – em cerca de R$13 bilhões. O BB não está comprando o controle da instituição. Mas, se todos os ativos do Votorantim fossem acrescentados aos seus, o BB conseguiria ultrapassar o Itaú Unibanco, líder no país em ativos. O Votorantim tem pouco mais de R$80 bilhões em ativos e o BB, cerca de R$510 bilhões. Juntos, Itaú e Unibanco somam R$575 bilhões.Recentemente, o BB comprou o paulista Nossa Caixa, numa operação de R$5,4 bilhões. Também negocia a aquisição do Banco de Brasília (BRB), controlado pelo governo do Distrito Federal.O BB saiu às compras com mais força desde que o governo editou a medida provisória 443, no fim de 2008, que deu liberdade ao banco e à Caixa Econômica Federal (CEF) para fazerem aquisições de outras instituições financeiras sem autorização prévia.Atuar com mais fôlego no mercado de financiamento de veículos é uma das principais estratégias do BB. Tanto é que chegou a anunciar uma parceria com o banco sul-africano FirstRand para criar uma instituição financeira voltada para esse mercado no Brasil. A parceria, no entanto, não foi adiante por causa da crise internacional. O FirstRand desistiu do negócio, alegando que o momento não era o mais adequado para ampliar sua atuação em outros países.A carteira total de crédito do BB é hoje da ordem de R$160 bilhões, enquanto a do Votorantim fica em R$15 bilhões. A família Ermínio de Moraes, que sempre resistiu em passar o controle da instituição, continuará à frente do banco. Procurado ontem, o BB não comentou o assunto.