Vendas líquidas do Pão de Açucar crescem 29,1%

O Grupo Pão de Açúcar anunciou há pouco que suas vendas líquidas no mês de agosto alcançaram a cifra de R$ R$ 1,514 bilhão, o que representa um aumento de 29,1% ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, as vendas brutas subiram 25,4% para R$ 1,739 bilhão. No conceito ‘mesmas lojas’, ou seja, unidades com pelo menos 12 meses de operação, as vendas líquidas subiram 17,1% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, e as vendas brutas subiram 13,8%. Segundo comunicado, entre os fatores que colaboraram com este avanço, estão o efeito do calendário (com um sábado e domingo a mais em relação ao ano anterior), a campanha de aniversário dos 60 anos do Grupo (que promoveu ofertas nas lojas e impulsionou vendas no final do mês) e o aumento de clientes e de gasto médio, mesmo se desconsiderado o efeito do calendário.

Emissão ações Visanet devem ser adiadas

Uma das formas que a Visanet possui para financiar sua expansão no mercado de crédito brasileiro é a venda de parte do seu capital a investidores, por meio de uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). No entanto, a crise de crédito nos Estados Unidos tem causado cada vez mais preocupações e a tão aguardada pelo mercado operação de IPO pode não ser bem-sucedida, alertam analistas de mercado. A Visanet é a empresa responsável pelo relacionamento com os estabelecimentos comerciais afiliados ao Sistema Visa no Brasil, sendo controlada pela Visa International (participação estimada de 13%), Banco do Brasil (32%), Bradesco (40%) e o banco ABN Real, com 15%. Em 1 de setembro, a Visanet solicitou o registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “O ideal seria adiar. A empresa é inquestionavelmente boa, tanto que o IPO da Visa International foi o maior dos Estados Unidos”, comenta o diretor-executivo da Mapfre DTVM, Elíseo Viciana. Ele se referia à operação de abertura de capital da norte-americana Visa International, controladora da Visanet, que levantou US$ 17,6 bilhões em 18 de março. Apesar das turbulências, Viciana acredita que a emissão de ações ainda é a melhor forma de funding (origem de recursos). “Talvez esse não seja o melhor momento de conseguir o máximo de recursos. A taxa (para captação) em renda fixa está alta, e uma operação nessa modalidade (como uma emissão de debêntures, por exemplo) não vai captar todo o potencial de volume financeiro que a Visanet seria capaz. Mas a crise de crédito no mundo inteiro veio da renda fixa, do financiamento habitacional”, afirma. Desde 2007, os principais bancos norte-americanos vêm enfrentando problemas de solvência em função de empréstimos hipotecários concedidos a públicos de renda menor e, portanto, com baixa capacidade de pagamento. “Talvez uma forma seja oferecer para os investidores qualificados (fundos de investimento ou investidores profissionais que gerenciam grandes carteiras)”, sugere o executivo. Os analistas ouvidos pela Agência Leia foram unânimes em afirmar que o segundo semestre não é o momento mais propício para a operação de IPO da Visanet. “A empresa pode adiar sua emissão de ações por alguns meses, esperando o cenário econômico melhorar. Ou emitir debêntures conversíveis em ações”, diz o analista de bancos da Austin Ratings, Luiz Miguel Luiz Miguel Santacreu. Um dia após a solicitação do registro da Visanet na CVM, a corretora do Unibanco estimou prazo de 45 dias (aproximadamente até o final da primeira quinzena de outubro) para que detalhes adicionais da oferta secundária fossem divulgados. O valor de mercado da Visanet, calculado pelo Unibanco, é de R$ 21,45 bilhões. Procurada pela Agência Leia para saber se a projeção de prazo seria mantida, a corretora não retornou o pedido de entrevista.

O pior está por vir

A quebra do quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, o Lehman Brothers, atolado em dívidas de US$ 613 bilhões, é o prenúncio de maiores dificuldades para a economia mundial e do teste mais duro para a economia brasileira desde a crise cambial de janeiro de 1999. A instabilidade financeira iniciada há pouco mais de um ano, em agosto de 2007, já ultrapassou o setor imobiliário e começou a afetar o consumo, o investimento e a produção nas demais áreas de atividades nos Estados Unidos e, principalmente, na Europa e no Japão. Mas seus piores efeitos ainda vão ocorrer, segundo avaliavam economistas de vários países, nessa segunda-feira, depois de um fim de semana conturbado em Wall Street.

Outras quebras podem ser evitadas com a compra do Merril Lynch pelo Bank of America e a abertura de novos financiamentos ao mercado pelos bancos centrais dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Suíça e dos países da zona do euro. Em Nova York, representantes do Tesouro e da área de regulação bancária estiveram reunidos por muitas horas com dirigentes da gigante seguradora AIG em busca de uma solução para seus problemas de caixa. Todas essas providências, no entanto, são insuficientes para eliminar os temores de novas concordatas ou falências: depois do episódio do Lehman Brothers, ninguém sabe quem é grande demais para não quebrar.

Na melhor hipótese, o empenho das autoridades e do próprio setor financeiro conseguirá limitar um efeito dominó produzido pelos problemas dos grandes bancos. Mas isso pouco servirá para proteger o chamado setor real da economia, formado por empresas produtoras de bens e serviços, trabalhadores e consumidores.

Durante anos, sobrou dinheiro no mercado e as empresas financeiras emprestaram e investiram muito mais que o capital próprio, abusando da chamada alavancagem (leverage, em inglês). Esta palavra designa, em finanças, o uso de recursos de terceiros para ampliar os negócios e as possibilidades de lucro. Alguma alavancagem é normal e salutar na maior parte das atividades, mas nos últimos anos todos os limites da prudência foram ultrapassados. Agora a palavra da moda é outra: o grande temor, entre os economistas, é de uma enorme desalavancagem, isto é, de uma redução do crédito bastante desproporcional à perda do capital próprio dos bancos.

Ninguém sabe qual será essa perda, nesta crise, e as estimativas oscilam entre US$ 1 trilhão e US$ 3 trilhões. O encolhimento do crédito, receiam economistas, poderá ser um múltiplo de qualquer desses valores.

No mercado internacional, a oferta de financiamento já tem diminuído, os prêmios de risco têm aumentado e as economias em desenvolvimento têm sido afetadas. Apesar disso, o crescimento econômico dos emergentes continua vigoroso. Não há como prever, neste momento, quanto esses países serão prejudicados pela crise internacional nos próximos meses e, provavelmente, ao longo de 2009. Os grandes exportadores de produtos básicos e de bens intermediários, como o Brasil, deverão perder receita comercial. As cotações têm caído e, além disso, a demanda internacional poderá ser afetada pela crise. Pelas projeções mais otimistas, o crescimento chinês poderá diminuir de cerca de 10% para algo em torno de 9% ao ano. Ainda será um desempenho notável. O Brasil também não parece condenado a mergulhar numa recessão. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ainda acreditar num crescimento robusto em 2008 e 2009, mas, de fato, qualquer previsão neste momento é muito insegura.

Hoje as certezas são poucas e nenhuma delas é tranqüilizadora: a crise financeira não acabou, pode agravar-se e seus piores efeitos ainda vão ocorrer. O Brasil jamais esteve mais bem preparado que hoje para enfrentar um choque externo. A inflação recua, o País dispõe de cerca de US$ 200 bilhões de reservas cambiais, as exportações cresceram como proporção do Produto Interno Bruto e a dívida externa pesa muito menos do que há alguns anos. Ontem, durante uma palestra na Fundação Getúlio Vargas, o professor Yoshiaki Nakano falou sobre a melhora da maior parte dos indicadores, desde a crise de 1998-99. Mas invulnerabilidade não existe e, além disso, a dimensão da crise é desconhecida. Não é hora de bravatas, mas de manter o País preparado para choques possivelmente muito fortes. Prudência fiscal deve ser parte fundamental dessa preparação

Mercado espera mais falências de bancos

Analistas se dividem entre os que apostam em quebras de instituições grandes e os que esperam o fechamento das menores. Negando ajuda ao Lehman Brothers, governo deixou claro que o critério para socorro é o risco sistêmico que a instituição representa.
Algumas semanas atrás, eram muitos os analistas que apostavam que o pior da crise no sistema bancário americano havia ficado para trás.
Ontem, no entanto, predominava no mercado financeiro dos Estados Unidos a opinião de que ainda há outras instituições por quebrar -a única divergência dizia respeito ao tamanho e à importância delas.
Nouriel Roubini, professor da Universidade de Nova York e primeiro a prever essas turbulências, acha que não restará nenhuma corretora ou administradora de recursos independentes. “Seu modelo de negócio, que pede elevada alavancagem [endividamento para investimento], é insustentável se essas empresas não estiverem associadas a grandes bancos”, comentou o economista, que é conhecido pelo pessimismo, em entrevista na televisão. Na sua avaliação, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley devem começar imediatamente a buscar parceiros se quiserem evitar o destino do Lehman Brothers.
Opinião oposta tem Benton Gup, professor da Universidade do Alabama e autor do livro “Too Big To Fail: Policies and Practices in Government Bailouts” (em tradução livre, “Grandes Demais para Falir: Políticas e Práticas em Salvamentos do Governo”). “Creio que ainda vamos ver bancos indo à bancarrota. Mas pequenos, não gigantes”, afirma.
Para os especialistas, o fato de o governo ter decidido não ajudar a vender o Lehman Brothers se explica principalmente pelo pequeno perigo sistêmico que a sua falência significaria. “O critério é o impacto. As autoridades perceberam que o Lehman Brothers não significava uma ameaça”, explica Gup. “Da mesma maneira que, na história, houve outros resgates, também existiram situações em que o governo federal preferiu não interferir, como os casos Enron e WorldCom. Elas quebraram por corrupção, e ninguém ficou sem telefone ou energia elétrica. O mercado financeiro está bastante nervoso neste momento, porém não parou de funcionar.” Outra diferença é que o banco estava em situação pior do que o Merril Lynch em termos de prejuízos com os títulos lastreados em hipotecas.
Ao deixar bem claro quais são as condições para um salvamento, a administração George W. Bush espera, ainda, minimizar o “risco moral” -quando ajudou o Bear Sterns, foi criticado por dar a entender que estenderia a mão a todos os bancos que se encontrassem em dificuldades. Agora, a mensagem é outra.
O forte mau humor observado ontem nas Bolsas de Valores é, em parte, resposta a esse pragmatismo e essa ansiedade em saber quais são as próximas instituições que vão gritar por socorro. De acordo com os registros da FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation, Corporação Federal de Seguro de Depósito), órgão do governo responsável por garantir as operações do setor, 28 bancos pediram falência nos Estados Unidos neste ano, sem contar o Lehman Brothers.
“Mais uma centena pode ir à lona nos próximos meses. Assim, os mercados ficarão voláteis por algum tempo. Vai demorar um pouco para a situação se normalizar”, frisa Gup.

PIOR E MELHOR
Os prejuízos com a atual crise já fazem dela a pior da história. As perdas poderiam ser ainda maiores, entretanto, não fossem as atuações do Federal Reserve (o banco central norte-americano) e do Tesouro.
“Em 1929, ocorreu um verdadeiro derretimento do mercado acionário, o que não está acontecendo agora. Na época, não existia uma política monetária, uma política fiscal como temos hoje. Estamos mais seguros”, compara Allen Sinai, presidente da consultoria Decision Economics.
Para essa sensação, que tem evitado uma corrida de clientes às instituições financeiras, contribui a garantia da FDIC: no caso de quebra de um banco, seus correntistas podem receber de volta os depósitos até o valor máximo de US$ 100 mil, ou US$ 250 mil no caso dos planos de previdência privada.
Mas as conseqüências para a economia real continuam sendo objeto de debate. “Provavelmente não presenciaremos uma recessão global nos moldes da Grande Depressão, embora os gastos dos consumidores estejam caindo e devam continuar baixos por um bom tempo. É difícil fazer qualquer tipo de previsão”, diz Sinai

Itaú e Unibanco podem ficar com AIG e Merrill Lynch no Brasil

Parceiros locais podem ficar com operações brasileiras das empresas dos EUA. Funcionários do Merrill Lynch e do Unibanco AIG trabalharam normalmente ontem no Brasil; Lehman Brothers poderá ser vendido.

A reestruturação dos principais bancos de investimento americanos terá reflexos em suas operações no Brasil, o mercado mais relevante da América Latina, que poderão ser vendidas ou fundidas com parceiros locais. A Merrill Lynch poderá atuar com o Itaú, e o Unibanco poderá elevar sua parte na seguradora que tem com a AIG, segundo fontes.
As operações da Merrill Lynch brasileira poderão permanecer independentes, respondendo diretamente à matriz americana sob comando do Bank of America, ou ser integrada com a área de investimentos do Banco Itaú, da qual o banco americano tem 7,5%.
“O Itaú mantém ótima relação com o Bank of America e sempre estará aberto a avaliar qualquer proposta do banco para eventual aprofundamento da parceria, considerados os melhores interesses dos seus acionistas”, diz o Itaú, em nota.
As ações PN do Itaú recuaram 6,63%, mesmo patamar dos demais bancos no país.
Desde 1954 no Brasil, a Merrill Lynch emprega cerca de 300 profissionais em São Paulo e no Rio. Ontem, as equipes trabalharam normalmente no país, inclusive divulgando relatórios da matriz sobre a liquidação do Lehman Brothers.
Com mais de mil clientes no Brasil, a Merrill Lynch atua nas áreas de banco de investimento e está à frente de negócios importantes como a venda da paulista Nossa Caixa para o Banco do Brasil. O banco tem ainda equipes na área de gestão de fortunas, fundos de investimento e análise de mercado.
Já o Lehman Brothers mantém uma equipe menor em São Paulo e no Rio, estimada em menos de 50 pessoas. No ano passado, comprou a carteira da área de banco de investimentos da Rio Bravo, empresa de Gustavo Franco, ex-presidente do BC. À época, levou o economista Winston Fritsch e outros profissionais de sua equipe. A Rio Bravo afirma que não mantém parcerias com o Lehman no Brasil. No ano passado, antes da piora da crise, o Lehman chegou a estudar a compra de bancos de investimentos independentes no Brasil.
“Os bancos americanos de investimento chegaram atrasados no Brasil, perderam o bonde da abertura de capital e, quando planejavam expandir suas operações no Brasil, aprofundou a crise de suas matrizes”, disse Luis Miguel Santacreu, da Austing Ratings.

AIG
Já a AIG mantém uma parceria com o Unibanco na área de seguros e previdência desde 1997. No mercado, comenta-se que poderia vender sua parte para o Unibanco. As ações Unit do banco recuaram 8,05%.
A seguradora figura entre as três maiores brasileiras, e esteve em alguns dos maiores sinistros de grandes riscos do país -as obras do metrô de São Paulo, a caldeira da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), a queda do Fokker da TAM em 1996 e do Airbus de 2007.
“A Unibanco AIG funciona sob supervisão dos órgãos reguladores do Brasil, e suas reservas técnicas estão aplicadas em títulos do mercado nacional. Por ser uma empresa independente, ela não sofre interferência dos resultados da AIG”, afirmou o Unibanco, em nota

Petrobras poderá construir superusina

Petrobrás estuda a construção de sua quarta unidade, que poderá produzir cinco vezes mais que as atuais.
A Petrobrás estuda a construção de sua quarta usina de biodiesel, a primeira de grande porte, com capacidade de produção anual de 300 mil toneladas ou 295 milhões de litros. Essa unidade teria produção mais de cinco vezes superior à de cada uma das três atuais da companhia – as já inauguradas em Quixadá (CE), Candeias (BA) e a de Montes Claros (MG), prevista para entrar em operação até meados de outubro.

De acordo com o diretor industrial da Petrobrás Biocombustível, Ricardo Castelo Branco, a quarta unidade será ainda um projeto inédito de produção de biodiesel com 30% de óleo de mamona misturado ao de soja já utilizado no sistema de produção. “Até agora, nenhum fabricante nos dava garantias para um projeto como esse, mas desenvolvemos reatores, separadores que são capazes de superar essa dificuldade adicional”, explicou o diretor, que não revelou data e nem local do projeto.

Como a utilização do óleo de mamona no processo, a Petrobrás espera atingir os padrões de especificação europeus para o combustível, os quais não são atendidos pelo combustível só de soja. “A mamona aparece como uma solução, pois, na mistura, há melhora nas propriedades a frio, que consistem no desempenho do funcionamento dos veículos, prejudicado no rigoroso inverno europeu”, disse.

Apesar das perspectivas para esse biodiesel na Europa, o diretor disse que não há negociações da companhia para a exportação do combustível para o continente. “Não há negociação para exportação, mas toda vez que se discute exportação para a Europa aparece como uma das dificuldades a rigorosa especificação de lá”, disse. A Petrobrás espera chegar em 2012 com participação de 40% no mercado brasileiro de biodiesel, estimado em 938 milhões litros ao ano.

Ele não descartou o interesse da Petrobrás também na aquisição da participação em empresas produtoras de biodiesel. “As parcerias não estão excluídas, principalmente com empresas bem posicionadas”, concluiu o executivo, que participou da Rio Oil & Gas Conference.

Castelo Branco também admitiu que companhia iniciou a revisão das metas de exportação de etanol até 2012. Os novos dados serão divulgados até o início de outubro. “As metas ano a ano, até chegar aos 4,75 bilhões de litros em 2012, estão sob reavaliação”, afirmou.

Ele evitou falar sobre os novos números, mas deu a entender que a meta deverá ser maior que a atual e pode haver variações nos dados de exportação de álcool nos próximos anos. “Se é para cima ou para baixo, vamos avaliar de acordo com o mercado. A tendência (em 2012) é ser maior, mas, se num determinado ano teremos o mercado para uma determinada quantidade, isso vai depender das condições externas.”

Até 2012, a Petrobrás espera ter um volume de pelo menos 4 bilhões de litros produzido em 20 unidades das quais será sócia minoritária, no modelo de parceria que une a companhia a produtores, que têm participação majoritária e uma trading

Turbulência volta a afetar commodities

A tremedeira no sistema financeiro americano provocada pelas notícias sobre a crise do banco de investimentos Lehman Brothers e a venda do Merrill Lynch causou novas rachaduras na base de sustentação das cotações das principais commodities agrícolas negociadas globalmente.
Na bolsa de Chicago, referência mundial mais importante para os preços dos grãos, soja e milho não resistiram à influência do tombo do petróleo, da valorização do dólar e da perspectiva de desaceleração econômica e caíram; o trigo subiu, mas em virtude da expectativa de queda de plantio nos Estados Unidos por conta do encarecimento dos fertilizantes – que pode perder fôlego com a baixa do petróleo.
Ajustes de posições derivados da mudança de contratos em Chicago também tiveram influência nos três mercados, mas sem peso capaz de alterar rotas ditadas pelo reposicionamento de ativos em função das turbulências financeiras ou pelas notícias ligadas aos fundamentos.
No mercado de soja, os contratos com vencimento em janeiro, que ontem assumiram a segunda posição de entrega (normalmente a de maior liquidez), encerraram o pregão a US$ 11,9475 por bushel, em queda de 23,25 centavos de dólar. Em relação ao fechamento de sexta-feira da segunda posição, então ocupada pelos contratos para novembro, houve desvalorização de 0,6%, segundo cálculos do Valor Data.
No milho, os papéis para março, que assumiram a segunda posição, perderam 1,75 centavo de dólar por bushel ontem e fecharam a US$ 5,8025. Na comparação com o fechamento da segunda posição (dezembro) na sexta-feira, porém, houve alta de 3,02%. No trigo, os novos contratos de segunda posição (março) subiram ontem 7,25 centavos de dólar por bushel, para US$ 7,49. Em relação à segunda-posição em vigor na sexta (dezembro), o ganho chegou a 4,14%