O novo dia de queda das commodities pode impedir que o Ibovespa, principal indicador da BM&FBOBVESPA, opere em terreno positivo no dia de hoje, na visão de analistas consultados pela Agência Leia. A continuidade de queda dos preços das matériasprimas afeta especialmente o mercado brasileiro, sobretudo os papéis de Vale e Petrobras, que juntos representam 31% do Ibovespa. Minutos após a sua abertura, o Ibovespa futuro recuava 0,67%, aos 51.270 pontos. No cenário internacional, as bolsas européias e o mercado futuro nos Estados Unidos têm alta. A ajuda financeira do governo americano às financiadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, divulgada no domingo, devolve o sentimento de recuperação da economia norte-americana, em curto prazo, mas não impede que as negociações nos principais mercados acionários tenham um dia de nervosismo. No Brasil, os investidores se focam na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a nova taxa básica de juros (Selic), que inicia sua reunião de dois dias hoje. A maioria do mercado espera uma elevação de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, para 13,75% ao ano. De 78 instituições pesquisadas pelo Termômetro Leia, pesquisa feita pela Agência Leia junto a instituições financeiras com as previsões para os principais indicadores do país, 67 apostam nesse aumento. Outras 11 projetam um aumento menor, de 0,50 ponto percentual, para 13,50% ao ano. Nenhuma das instituições financeiras consultadas acredita que o colegiado do BC possa manter a taxa básica de juros em 13% ao ano. Nos Estados Unidos, o LJR Redbook anuncia às 9h55 o resultado de sua pesquisa semanal sobre as vendas no varejo no País. A Associação Nacional dos Corretores informa às 11h as vendas pendentes de imóveis em julho. A previsão é de queda de 1,4%, após o índice ter crescido 5,3% no mês anterior. No mesmo horário, o Departamento de Comércio norte-americano informa às 11h os estoques no atacado em julho. As estimativas são de uma alta de 0,7%, depois de o indicador ter subido 1,1% no mês anterior. A TAM é destaque entre as notícias de empresas desta terça-feira. A companhia aérea registrou 54,2% de participação no mercado doméstico em agosto, crescimento de 5,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela companhia. No mercado doméstico, a companhia teve crescimento de 31,7% no indicador de RPK (passageiros por quilômetro transportados), que atingiu 2,007 bilhões em agosto. Já o indicador ASK (assentos por quilômetro oferecidos) cresceu 19,6% para 2,967 bilhões. No mercado internacional, a participação da TAM foi de 73,9%, representando um crescimento de 8,6 pontos percentuais sobre igual período anterior. O RPK em vôos internacionais cresceu 43,6% para 1,344 bilhão, enquanto o ASK expandiu 21,8% para 1,711 bilhão. A taxa de ocupação (load factor) da companhia no sistema doméstico atingiu 67,6% em agosto, crescimento de 6,2 pontos percentuais na comparação com igual período de 2007. No mercado internacional a taxa de ocupação atingiu 78,6%, alta de 11,9 pontos percentuais, sobre a mesma base de comparação. No pregão de ontem, as ações da empresa (TAMM4) fecharam em alta de 3,05%, a R$ 36,09. E a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service elevou ontem de Ba2 para Ba1 o rating sênior sem garantia de longo prazo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com perspectiva positiva. A agência de classificação também aumentou o rating na escala nacional Brasil para a emissão de debêntures da empresa de Aa3.br para Aa1.br, também com perspectiva positiva. A agência espera que a CSN manterá o forte sistema de proteção contra dívidas e a liquidez adquirida nos anos recentes, “apesar da política de dividendos elevados e recompra de ações, e do substancial investimento em expansão”. Ontem, os papéis da CSN (CSNA3) diminuíram 3,78%, a R$ 46,56. Reportagem publicada hoje no jornal “The Wall Street Journal” afirma que a O3b Networks deverá lançar um projeto para oferecer internet aos países emergentes por meio de 16 satélites a partir do final de 2010. Segundo o jornal, a empresa deverá custar cerca de US$ 650 milhões. A nova companhia tem apoio inicial de cerca de US$ 60 milhões de um grupo de investidores que incluem o banco HSBC, o banco de investimentos norte-americano Allen & Company, a companhia de telecomunicações Liberty Global, além do Google. Executivos dessas empresas participam do conselho da O3b, companhia fundada por Greg Wyler, empreendedor da área de telecomunicações. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros operam em elevação. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, subia 0,73%, aos 1.773,75 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, ganhava 0,52%, aos 1.273,70 pontos. Na Europa, os mercados têm sentido positivo. Em Londres, o índice FTSE tinha alta de 0,90%, aos 5.495,5 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt tinha alta de 0,73%, aos 6.309,64 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava valorização de 0,75%, aos 4.373,11 pontos. Na Ásia, o índice Nikkei 225, no Japão, registrou queda de 1,77% e atingiu 12.400,65 pontos, enquanto as perdas do Kospi, em Seul, foram de 1,50%. O índice atingiu 1.454,50 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng cedeu 1,46%, para 20.491,11 pontos. No sentido oposto, o índice Xangai Composto fechou em alta de 0,11%, para 2.145,78 pontos. O mercado de petróleo opera em queda. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco perdia 1,75%, cotado a US$ 104,47. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês subia de 1,59% a US$ 101,79. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em alta de 0,05%, cotado a R$ 1,736. O contrato futuro, com vencimento em outubro, caía 0,28%, a R$ 1,746. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 passavam de 13,94% para 13,95%. Os contratos com vencimento em janeiro de 2010 cediam de 14,78% para 14,75%. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou hoje que a inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou em cinco das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de setembro. Ontem,a FGV informou que a média nacional do IPC-S acelerou 0,06 ponto percentual para 0,20% em relação à medição anterior. Em Belo Horizonte, a inflação acelerou de 0,62% para 0,73%; em Brasília, registrou leve aceleração de 0,01 ponto percentual para 0,23%; no Rio de Janeiro, passou de 0,17% para 0,21% e, em São Paulo, de 0,13% para 0,26%. Em Porto Alegre, o IPC-S deixou de registrar deflação de 0,04% para vir praticamente estável, com alta de 0,01%. As duas capitais que contribuíram para evitar maior aceleração no índice cheio registraram deflações. No Recife, o IPC-S passou de -0,01% para -0,03%. Já em Salvador, passou de -0,13% para -0,33%.