Para Ricupero, COPOM não tem justificativas para elevar SELIC

O ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero afirmou há pouco que não há nada que justifique um novo aumento na taxa básica de juros da economia. Em sua opinião, os temores de aumento da pressão inflacionária, vindo principalmente do setor de alimentos, já se arrefeceram e o mais plausível neste momento seria manter a Selic como está. Para o ex-ministro, ainda há dúvidas sobre os efeitos do aumento de preços no setor de serviços, já que os alimentos já deram alívio. “Mesmo com dúvidas, o melhor seria não agravar a situação com mais um aumento nos juros”. Questionado se o Banco Central não estaria focando suas ações no resultado esperado para o ano que vem, Ricupero disse que não vê pressões inflacionárias em alimentos e commodities. “A única dúvida que pode persistir é justamente nos preços dos serviços, mas para controlá-los, bastaria uma pausa [no aumento de juros]“. O ex-ministro comentou também os possíveis impactos da crise internacional na economia brasileira. Segundo ele, o expressivo acúmulo de reservas internacionais e o ainda positivo comportamento do comércio exterior garantem que o impacto não seja forte. “Talvez haja uma redução do ritmo de crescimento, mas o consumo interno também garantirá que os efeitos não sejam graves”. Ricupero conversou há pouco com os jornalistas após participar do seminário “Desenvolvimento Econômico com Crescimento da Distribuição de Renda”, que comemora os 200 anos de criação do ministério da Fazenda e conta com a presença de ex-ministros da pasta.

ARCZ6 – Aracruz reajusta para baixo preço da celulose para exportação

A Aracruz Celulose confirmou há pouco que irá reajustar os preços da celulose para exportação. A diminuição será de US$ 30 para a Ásia e de US$ 20 para os mercados da América do Norte e Europa. A companhia, maior produtora de celulose de fibra curta do mundo, acompanha a decisão de outras empresas do mundo, que, por conta da queda da demanda e da desaceleração da economia, estão optando pelo recuo.

Novo posicionamento pressiona mercados emergentes

A alta do dólar empurrou os ativos de emergentes para o centro da turbulência global, apenas alguns meses após terem sido celebrados como os menos expostos à crise de crédito. As ações de emergentes, que tiveram desempenho melhor que as de países desenvolvidos no ano, caíram para os menores níveis em um ano e meio depois que a queda das commodities abalou Brasil e Rússia – destinos preferidos entre investidores. A busca por ativos considerados porto seguro como dólares e títulos do Tesouro americano afetou as moedas e os bônus emergentes, forçando os bancos centrais desses países a usar as enaltecidas reservas internacionais para defender os regimes cambiais. Ao ver essas economias com perfil exportador como mais vulneráveis à desaceleração global, os investidores começaram a reequilibrar suas carteiras para levar em conta uma alta prolongada do dólar e a queda das commodities. O intenso desmonte de posições em carry trade – construídas com financiamento barato em dólar e investimento em ativos de alto rendimento em outras moedas – derrubou emergentes.

Segundo FMI , economia deve se recuperar gradualmente

A economia mundial irá crescer lentamente durante o segundo semestre de 2008, antes de voltar a ganhar força progressivamente em 2009, afirmou durante evento em Frankfurt o vice-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), John Lipsky. O fundo prevê que o crescimento mundial irá ficar em 3% no final deste ano, antes de acelerar para 4% em 2009. “A recuperação da atividade econômica mundial no próximo ano deve ser conduzida pelo fim dos efeitos da alta dos preços do petróleo, de mais de 50% em 2008, e pela recuperação do mercado imobiliário”, afirmou Lipsky. Para os Estados Unidos, o fundo vê crescimento de 1% no quarto trimestre e de 1,5% no mesmo período de 2009. A Eurozona deve expandir 0,75% no quarto trimestre e avançar 1,5% nos três últimos meses de 2009. “Uma das importantes lições que eu tirei da turbulência financeira global do último ano foi que o papel da ação colaborativa é fundamental e será necessário ainda mais no futuro. Nós vimos isso no início, com as ações tomadas pelos principais bancos centrais para aliviar o stress nos mercados de curto prazo, que foram totalmente adequadas. A turbulência financeira registrada revelou que a estabilidade financeira falhou em acompanhar o ritmo da inovação e da globalização dos mercados financeiros”, analisou o vice-diretor. Lipsky pediu ainda uma “maior vontade política” para que avanços sejam realizados. “Isto é particularmente importante no âmbito da União Européia, dado a intenção dos seus membros de construir um mercado único para serviços financeiros”, disse o vice-diretor.

Saída de estrangeiros derruba índice

Nesta tarde o Ibovespa, principal índice acionário, caía 3,87% e a pontuação descia para 48.756 pontos. O volume financeiro da bolsa era de R$ 4,017 bilhões. O economista da corretora Gradual, André Perfeito, disse que os investidores estrangeiros estão novamente diminuindo posições na bolsa brasileira. “São os estrangeiros que estão saindo. O cenário econômico brasileiro é positivo, pena que a bolsa não reflita isso”, disse. “A intervenção do Tesouro norte-americano nas financeiras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac não foram suficientes para acalmar o mercado”, referindo-se à ‘estatização’ das duas empresas, anunciada ontem nos EUA, para evitar o alastramento da crise de crédito. Perfeito explicou que o Brasil tem a bolsa de valores mais líquida entre os países emergentes (Rússia, India e China), o que em um momento de crise representa uma fuga maciça de capitais. “Comparado com esses países, o Brasil tem institucionais mais sólidas, o que pode garantir um crescimento mais sustentável. Aqui no Brasil a bolsa é a primeira a ser afetada, com Petrobras e Vale apresentando a maior liquidez. Os investidores usam isso para montar suas estratégias”, argumentou.

Projeção de Momento do Índice Bovespa

Resistência aos 50600 onde estava o suporte de alta de longo prazo. Projeção de momento está em 46500 e 42600. A perda dos 50600 é importante ao meu ver e pode ( se realmente confirmado nos próximos dias ) , abrir oportunidade para novas correções em direção às projeções indicadas.
Há pouco espaço para novas quedas no diário , bem pressionadas pela semanal e intraday, indicando a abertura de possíveis oportunidades de compra para o curtíssimo, podendo assim confirmar ou não a quebra do suporte 50600 nos próximos dias.
Lembrando que é um dado de momento (16h) e não leva em conta  variáveis extra-gráficos.

MYPK3 – Ioschpe fecha acordo com CVM

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) celebrou termo de compromisso com os executivos da Iochpe-Maxion Dan Ioschpe e Oscar Antônio Fontoura Becker. Eles eram acusados de descumprimento do dever de informar e, em conjunto com a empresa, de uso de informações privilegiadas e compra de ações da Iochpe-Maxion dentro do prazo de 15 dias antes da divulgação do balanço trimestral da companhia.Iochpe e Becker se propuseram a pagar à autarquia R$ 100 mil, relativos às acusações referentes à divulgação de fato relevante. Os executivos e a empresa arcarão também com R$ 107 mil, corrigidos pelo IGP-M desde 31 de dezembro de 2007 até a data do efetivo pagamento. O valor representa a diferença (já corrigida pelo IGP-M) entre o preço médio de aquisição das ações e o preço dos papéis, tendo por base a cotação média no dia 25 de novembro de 2002. Por conta da acusação de negociação de ações antes da publicação do balanço, a companhia e os executivos se comprometeram a pagar mais R$ 30 mil.O colegiado da CVM decidiu aceitar a proposta e encerrar o processo contra a Iochpe e os executivos. Na visão do comitê do órgão regulador, a proposta apresentada representa “compromisso bastante para desestimular condutas similares pelos próprios proponentes e demais participantes do mercado de valores mobiliários”. A decisão do colegiado da CVM foi tomada no último dia 3 de julho e divulgada nesta segunda-feira.

CSAN3 – Cosan pode ter oferta de ações simplificada

A estratégia de atuação no setor sucroalcooleiro, adotada pelo grupo Cosan, deu bons resultados, sobretudo na captação de recursos para sua expansão. Mas antes custou muitas criticas ao seu controlador Rubens Ometto. Em 2005, ele decidiu abrir o capital da Cosan SA. Fez uma oferta pública de ações na Bovespa e conseguiu captar R$ 400 milhões.

No início de 2007, menos de dois anos depois, o empresário anunciou a criação de uma nova companhia com sede nas Bermudas, conhecido paraíso fiscal, a Cosan Limited, que passou a ser a controladora da Cosan SA.

A iniciativa foi alvo de um verdadeiro fogo cruzado dos acionistas minoritários (que não fazem parte do controle da empresa) da Cosan SA. Em agosto do mesmo ao ano, Ometto surpreendeu novamente o mercado com a abertura de capital da Cosan Limited, com uma oferta pública de ações na Bolsa de Nova York (Nyse), com a qual obteve US$ 1,2 bilhão. Com a operação, sua estratégia de estar mais perto dos mercados consumidor e potencial produtor, finalmente mostrou-se um bom negócio.

Atualmente, a Cosan Limited, que é uma das poucas empresas não americanas com ações negociadas na Nyse, é elegível a ter um importante selo de qualidade para a captação de recursos no mercado internacional, a certificação Well-Known Seasoned Issuers (WKSI), conta Paulo Diniz, vice-presidente financeiro e diretor de relações com investidores da Cosan desde 2003 e membro do Conselho de Administração da companhia desde 2005.

O WKSI simplifica o processo de distribuição de ações e outros títulos de valores mobiliários.

Quem tem o “selo” é dispensado de uma série de exigências feitas pela comissão de valore mobiliários dos Estados Unidos, a Security and Exchange Commission (SEC). A simplificação passou a vigorar a partir de dezembro de 2005 e fez parte do processo de reformas relativas à ofertas de ações e títulos de dívida no mercado americano, realizada pela SEC. Para ser elegível ao WKSI, a empresa precisa estar de acordo com pelo menos uma das exigências como ter um free-float (total de ações negociados no mercado) de no mínimo US$ 700 milhões no mundo e ter emitido US$ 1 bilhão de ativos de dívidas registrado na SEC.

Na Nyse, a Cosan Limited tem um free-float de US$ 1,2 bilhão, conforme a empresa. Na Bovespa, a Cosan SA tem 43,9% de suas ações em circulação na bolsa. Os outros 56,11% do seu capital estão em poder da Cosan Limited. Ometto controla o grupo, com 51% das ações da Cosan das Bermudas.

As ações de Ometto na Cosan Limited são especiais: cada papel lhe dá o poder de dez votos nas decisões da companhia. Essas ações, porém, não têm prêmio de controle. Isso quer dizer que, se ele quiser vender suas ações na bolsa, elas passam a dar direito a apenas um voto, o mesmo que as outras ações que estão em poder do mercado.

Em entrevista concedida à Gazeta Mercantil, Diniz falou de projetos e planos de expansão do grupo. A seguir os principais trechos da entrevista:

Gazeta Mercantil – Como estão os planos de expansão ?

A gente tem projetos em todas as áreas possíveis e imagináveis do nosso setor de atuação. Estamos avaliando a construção de uma subsidiária no México. O problema é que é difícil comprar lotes grandes de terra para o plantio da cana lá. Existe uma estrutura de pequenas propriedade que dificultam e encarecem a plantação. Já fizemos muita coisa este ano. Por exemplo, em fevereiro, a Cosan anunciou a aquisição da Usina Benálcool está localizada na região de Araçatuba (SP), onde o grupo Cosan já possui outras quatro unidades produtoras. Essa aquisição visa fortalecer a presença do grupo na região, em linha com a estratégia de formação de clusters (agrupamentos dedicados a exportação) seguida pelo grupo. Em março, junto com a Crystalsev e a Copersucar, anunciamos a criação da Uniduto Logística, que tem como objetivo a construção e operação de um sistema de transporte de etanol por dutos a partir do terminal portuário do litoral de São Paulo, até a cidade de Paulínia com ramificações para as cidade de Conchas e Ribeirão Preto.

Gazeta Mercantil – A empresa inclui fusões ou novas aquisições em seus planos?

O que acabou acontecendo é que tudo que a gente faz, todos os investimentos são muitos modulares. O que nos permite, em momentos em que avaliamos que isso é adequado, utilizar recursos para aquisições. Nós estamos sempre avaliando qual a forma mais adequada para crescer, organicamente ou com aquisição.

Gazeta Mercantil – A Cosan pretende fazer nova oferta pública de ações ?

A agente sempre fala que não vai concretizar os planos sem uma forte parceria com o mercados de capitais e quando a gente fala em mercados, estamos incluindo a venda de ações, debêntures e empréstimos.

Gazeta Mercantil – Como está a integração da Esso?

Em primeiro de dezembro, vamos desembolsar cerca de US$ 1 bilhão para pagar a compra da Esso. O pagamento será feito com dinheiro que temos em caixa. Essa é a data para fazer a mudança de controle, ou seja, nós pagamos e recebemos as ações da Esso do Brasil. Em 2008, a Cosan celebrou contrato de compra e venda de ações com a Exxon Mobil International Holdings com a finalidade de adquirir a totalidade do capital social da Esso Brasileira de Petróleo Ltda. e determinadas controladas.

Gazeta Mercantil – A Cosan faz projetos de energia MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo) ? Vocês vendem crédito carbono?

Sim. Fomos piloto nesses área. Estamos vendendo o excedente de energia para a CPFL.

Já recebemos aprovação da Organização das Nações Unidas (ONU) para a comercialização de crédito carbono.

Gazeta Mercantil – Esse excedente de energia é produzido de que forma?

Você pega a cana de açúcar e esmaga. Aí você tem aquele caldo e tem o bagaço, que é uma matéria muito rica em fibras Quando ele é queimado usando caldeiras, por exemplo, ele acaba gerando um vapor que, por sua vez,.
acaba virando energia. Do caldo você tem o açúcar e o etanol.

Interessado em eleições, Serra quer negociar venda da CESP este ano

O governador José Serra negou ter fechado acordo com Planalto para não privatizar a Cesp em troca da renovaçãoO governador paulista José Serra está disposto a tentar retomar a venda da geradora de energia Cesp ainda em 2008. Leilão marcado para março deste ano fracassou depois que nenhum interessado depositou as garantias necessárias. O principal empecilho à venda foi uma falta de definição quanto à renovação das concessões das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que vencem em 2015 e, pelas regras atuais, não poderiam ser renovadas. Ao mesmo tempo, em março, Serra não se dispôs a baixar o preço mínimo, fixado em R$ 49,75 por ação, para acomodar tal risco.Agora, Serra está pessoalmente empenhado em negociar com o governo federal uma saída e, segundo apurou o Valor, espera poder vender a Cesp até dezembro. O governador tem pressa porque quer fazer caixa para financiar os investimentos do seu governo, de olho nas eleições de 2010.Ontem, o governador reagiu à informação de que, em troca da renovação das concessões, teria fechado acordo com a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se comprometendo a não vender o controle da estatal, mas apenas as ações que excedem o controle. “Não é fato não. Aquilo que saiu não corresponde à realidade. Não foi firmado esse acordo”, disse em Caraguatatuba, litoral paulista.A tese de venda das ações que excedem o controle não parece fazer sentido do ponto de vista econômico. As ações excedentes representam 44% das ordinárias (ele tem 94% das ON) e 18% das preferenciais. A venda desses papéis, a preço de mercado, renderia cerca de R$ 1,3 bilhão – valor muito inferior aos R$ 6,6 bilhões fixados como preço mínimo no início do ano. Como o controle não estaria em jogo, não poderia ser cobrado um prêmio. Se o mercado acionário vivesse a euforia de 2007, uma alternativa do governo seria pulverizar o controle da estatal, mas hoje não há espaço para operações desse tipo.Os primeiros sinais de que pode haver um acerto com Brasília para renovar as concessões das duas usinas foram dados quinta passada, durante reunião do governador com Dilma. Durante o encontro, a ministra teria colocado como condição de renovação a cobrança de um ônus. Esse modelo de concessão “onerosa”, segundo o Valor apurou, poderia seguir três modelos. A opção preferida de Dilma seria que o ônus fosse pago na forma de limite tarifário, ou seja, o ônus se traduziria diretamente em benefício para o consumidor, na forma de um teto máximo para a tarifa cobrada. A crítica que se faz a esse modelo no mercado é que as empresas tenderiam a parar de investir. Outra opção seria cobrar o ônus na forma de investimentos pré-definidos. A terceira opção, preferida por investidores, é um ônus pago ao governo como percentual da receita da companhia. No exterior, esse ônus vai de 1% a 5% da receita. No Brasil, estima-se que poderia ficar entre 3% e 5%.A renovação, sob qualquer modelo, contudo, dependeria de uma mudança de legislação e teria que se aplicar a todas as usinas, como as de Furnas, Chesf e Cemig, cuja concessão também vencerá em 2015.Uma “concessão onerosa” das duas usinas, que representam 67% da capacidade de geração da Cesp, fatalmente reduziria o valor de venda da empresa, mas não a ponto de tornar o negócio desinteressante para o governo. Há estimativas de que o preço mínimo por ação poderia ir a R$ 42, ou seja, um corte de 15,5% sobre o mínimo fixado em março.O problema é que as idas e vindas no processo de venda têm causado enorme volatilidade das ações. Há uma expectativa de que até o fim do mês a comissão que está analisando o tema no Executivo, do qual fazem parte a Casa Civil e o Ministério de Minas e Energia, apresente suas conclusões. Se optar por não renovar as concessões, o governo retomará as usinas e deverá licitá-las novamente.

Belo Monte vai à leilão em 1 ano

O presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, disse ontem que o governo federal deve realizar em setembro de 2009 o leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte. A usina, a ser construída no rio Xingu, será a segunda do país, depois de Itaipu, com com 11.100 MW de capacidade instalada.Tomalsquim descartou problemas ambientais. Um acordo com o Ministério de Meio Ambiente deve facilitar a licença prévia e diminuir a área alagada de 2.000 para 440 quilômetros quadrados.O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, quer a Eletrobrás no leilão, para forçar a redução do preço da energia. Citou a participação de Furnas, Chesf e Eletrosul no leilão de Santo Antônio e Jirau, quando houve redução do megawatt-hora.

Bom dia ! 09/09

O novo dia de queda das commodities pode impedir que o Ibovespa, principal indicador da BM&FBOBVESPA, opere em terreno positivo no dia de hoje, na visão de analistas consultados pela Agência Leia. A continuidade de queda dos preços das matériasprimas afeta especialmente o mercado brasileiro, sobretudo os papéis de Vale e Petrobras, que juntos representam 31% do Ibovespa. Minutos após a sua abertura, o Ibovespa futuro recuava 0,67%, aos 51.270 pontos. No cenário internacional, as bolsas européias e o mercado futuro nos Estados Unidos têm alta. A ajuda financeira do governo americano às financiadoras de hipotecas Fannie Mae e Freddie Mac, divulgada no domingo, devolve o sentimento de recuperação da economia norte-americana, em curto prazo, mas não impede que as negociações nos principais mercados acionários tenham um dia de nervosismo. No Brasil, os investidores se focam na decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a nova taxa básica de juros (Selic), que inicia sua reunião de dois dias hoje. A maioria do mercado espera uma elevação de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros, para 13,75% ao ano. De 78 instituições pesquisadas pelo Termômetro Leia, pesquisa feita pela Agência Leia junto a instituições financeiras com as previsões para os principais indicadores do país, 67 apostam nesse aumento. Outras 11 projetam um aumento menor, de 0,50 ponto percentual, para 13,50% ao ano. Nenhuma das instituições financeiras consultadas acredita que o colegiado do BC possa manter a taxa básica de juros em 13% ao ano. Nos Estados Unidos, o LJR Redbook anuncia às 9h55 o resultado de sua pesquisa semanal sobre as vendas no varejo no País. A Associação Nacional dos Corretores informa às 11h as vendas pendentes de imóveis em julho. A previsão é de queda de 1,4%, após o índice ter crescido 5,3% no mês anterior. No mesmo horário, o Departamento de Comércio norte-americano informa às 11h os estoques no atacado em julho. As estimativas são de uma alta de 0,7%, depois de o indicador ter subido 1,1% no mês anterior. A TAM é destaque entre as notícias de empresas desta terça-feira. A companhia aérea registrou 54,2% de participação no mercado doméstico em agosto, crescimento de 5,4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela companhia. No mercado doméstico, a companhia teve crescimento de 31,7% no indicador de RPK (passageiros por quilômetro transportados), que atingiu 2,007 bilhões em agosto. Já o indicador ASK (assentos por quilômetro oferecidos) cresceu 19,6% para 2,967 bilhões. No mercado internacional, a participação da TAM foi de 73,9%, representando um crescimento de 8,6 pontos percentuais sobre igual período anterior. O RPK em vôos internacionais cresceu 43,6% para 1,344 bilhão, enquanto o ASK expandiu 21,8% para 1,711 bilhão. A taxa de ocupação (load factor) da companhia no sistema doméstico atingiu 67,6% em agosto, crescimento de 6,2 pontos percentuais na comparação com igual período de 2007. No mercado internacional a taxa de ocupação atingiu 78,6%, alta de 11,9 pontos percentuais, sobre a mesma base de comparação. No pregão de ontem, as ações da empresa (TAMM4) fecharam em alta de 3,05%, a R$ 36,09. E a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service elevou ontem de Ba2 para Ba1 o rating sênior sem garantia de longo prazo da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), com perspectiva positiva. A agência de classificação também aumentou o rating na escala nacional Brasil para a emissão de debêntures da empresa de Aa3.br para Aa1.br, também com perspectiva positiva. A agência espera que a CSN manterá o forte sistema de proteção contra dívidas e a liquidez adquirida nos anos recentes, “apesar da política de dividendos elevados e recompra de ações, e do substancial investimento em expansão”. Ontem, os papéis da CSN (CSNA3) diminuíram 3,78%, a R$ 46,56. Reportagem publicada hoje no jornal “The Wall Street Journal” afirma que a O3b Networks deverá lançar um projeto para oferecer internet aos países emergentes por meio de 16 satélites a partir do final de 2010. Segundo o jornal, a empresa deverá custar cerca de US$ 650 milhões. A nova companhia tem apoio inicial de cerca de US$ 60 milhões de um grupo de investidores que incluem o banco HSBC, o banco de investimentos norte-americano Allen & Company, a companhia de telecomunicações Liberty Global, além do Google. Executivos dessas empresas participam do conselho da O3b, companhia fundada por Greg Wyler, empreendedor da área de telecomunicações. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros operam em elevação. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, subia 0,73%, aos 1.773,75 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, ganhava 0,52%, aos 1.273,70 pontos. Na Europa, os mercados têm sentido positivo. Em Londres, o índice FTSE tinha alta de 0,90%, aos 5.495,5 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt tinha alta de 0,73%, aos 6.309,64 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava valorização de 0,75%, aos 4.373,11 pontos. Na Ásia, o índice Nikkei 225, no Japão, registrou queda de 1,77% e atingiu 12.400,65 pontos, enquanto as perdas do Kospi, em Seul, foram de 1,50%. O índice atingiu 1.454,50 pontos. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng cedeu 1,46%, para 20.491,11 pontos. No sentido oposto, o índice Xangai Composto fechou em alta de 0,11%, para 2.145,78 pontos. O mercado de petróleo opera em queda. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco perdia 1,75%, cotado a US$ 104,47. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês subia de 1,59% a US$ 101,79. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em alta de 0,05%, cotado a R$ 1,736. O contrato futuro, com vencimento em outubro, caía 0,28%, a R$ 1,746. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 passavam de 13,94% para 13,95%. Os contratos com vencimento em janeiro de 2010 cediam de 14,78% para 14,75%. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou hoje que a inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) acelerou em cinco das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de setembro. Ontem,a FGV informou que a média nacional do IPC-S acelerou 0,06 ponto percentual para 0,20% em relação à medição anterior. Em Belo Horizonte, a inflação acelerou de 0,62% para 0,73%; em Brasília, registrou leve aceleração de 0,01 ponto percentual para 0,23%; no Rio de Janeiro, passou de 0,17% para 0,21% e, em São Paulo, de 0,13% para 0,26%. Em Porto Alegre, o IPC-S deixou de registrar deflação de 0,04% para vir praticamente estável, com alta de 0,01%. As duas capitais que contribuíram para evitar maior aceleração no índice cheio registraram deflações. No Recife, o IPC-S passou de -0,01% para -0,03%. Já em Salvador, passou de -0,13% para -0,33%.

Falências corporativas crescem 4,2% no Japão

O número de falências corporativas no Japão cresceu 4,2% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2007, pela terceira vez consecutiva. As falências atingiram 1.254 companhia, de acordo com dados divulgadas pela agência de pesquisas Tokyo Shoko Research.