Carteira de Oportunidade Schwabb

Prezados,

Clicando no Cubo de Ouro ( coluna da esquerda ) você terá acesso à Planilha da Carteira de Oportunidade Schwabb, que faz parte da última etapa das novidades para este ano.

Não há certeza de que entrará em operação, pois ainda avalio se há condições de mantê-la funcionando durante o pregão. Haverá um sinal na própria planilha indicando seu status.

Tenham todos um bom final de semana !

Brascan investe R$ 2,3 bi e planeja contnuar crescendo

A Brascan investiu nos últimos quinze meses R$ 2,3 bilhões na compra de 12 shoppings centers. Saltou de cinco para 17 empreendimentos. E a estratégia é continuar crescendo. Neste ano, com investimentos de R$ 350 milhões de recursos próprios e R$ 150 milhões dos sócios, além de obras de expansão em 11 shoppings, está sendo definida a abertura de novas unidades na periferia de grandes cidades.Como a presença do grupo é apenas no Sudeste, a idéia é chegar ao Nordeste por meio de parcerias com empresas do setor. Estratégia como a adotada, em novembro de 2007, quando a Brascan comprou participações do grupo Malzoni no Botafogo Praia Shopping, no Rio, além do Shopping Paulista, Shopping Higienópolis, West Plaza e Vila Olímpia todos em São Paulo , sendo o último em construção.Uma decisão é certa: todos os novos investimentos serão voltados para as classes A e B. O principal-executivo da Brascan Shopping Centers, Bayard Lucas de Lima diz que não acredita no sucesso de shoppings focados nas classes C e D, apesar do aumento do poder de consumo desse grupo da população. Também diz que os destinados ao mercado de alta renda não são interessantes pois o retorno é baixo. Pesquisas realizadas pela Brascan mostram que na hierarquia do orçamento das classes C e D sobra muito pouco dinheiro para gastar nos shoppings. A prioridade dessas famílias, atualmente, é conquistar a casa própria e a prestação pesa no bolso.Outro item que consome os recursos é o pagamento do automóvel. Lima lembra que, em São Paulo, são emplacados cerca de 800 veículos por dia e 80% deles de donos do primeiro carro. Depois disso vem o celular, a mobília, os eletrodomésticos para a casa nova, sem contar a alimentação, que é prioridade na divisão das despesas.Acaba sobrando pouco, na média 14% da renda, para roupas, sapatos e lazer. Por isso, diz o executivo, hoje, nas classes C e D, os concorrentes dos shoppings são as grandes varejistas como hipermercados e lojas de material de construção.No outro extremo, observa ele, os shoppings para o consumidor de alta renda não são um negócio atraente. Diz que muitos deles foram lançados como chamariz para um projeto imobiliário mais amplo. “Os empreendimentos exigem muito investimento diante do retorno. Para essa faixa da população, a resposta maior é das lojas de rua mais exclusivas, as ‘flagship stores’”, diz Lima.A Brascan Shopping Centers está planejando novas unidades na periferia do Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo e Belo Horizonte, cidades onde o grupo já está presente. A idéia é ficar perto de condomínios com moradores de maior poder aquisitivo.Nordeste, onde a predominância é dos investimentos da família Paes Mendonça, Lima diz que há conversas em torno de uma possível parceria.O executivo avalia que é inevitável a consolidação entre empresas de shopping centers: “Há 29 novos shoppings sendo construídos no país e 60% são de oito grandes grupos. A consolidação é uma questão de tempo. Vão ficar de três a quatro grupos. Nós certamente seremos um deles”, afirma Lima.Não descarta a chegada de um novo investidor estrangeiro. Considera o Brasil atraente e com espaço para novos empreendimentos. Os shoppings hoje respondem por 20% do varejo brasileiro e os estudos mostram que a oferta é 30% menor do que o mercado comporta. Nos Estados Unidos existem 187 metros quadrados de shopping para cada 100 habitantes. No Brasil a relação é quatro metros quadrados para 100 habitantes, segundo a Brascan.Lima diz que os Estados Unidos continuam sendo a meca dos shoppings no mundo. Não foi por acaso que a Brascan trouxe de lá um americano, Robert Fergunson, que trabalhava na Mills Malls, para ficar frente aos projetos de expansão e construção das unidades da Brascan e seus parceiros.”Acredito nas consolidações por causa da questão do acesso ao capital”, diz Lima. Ele lembra que shoppings precisam de sete a dez anos para maturação do investimento e grupos menores acabam enfrentando dificuldades para levantar capital e acompanhar o movimento de expansão dos grandes. Lembra que há todo um movimento de fundos de private equity. Estes estão dando fôlego à expansão de redes, inclusive no varejo, como aconteceu com a rede de restaurantes Viena, comprada pela Advent (em outubro).Capital não tem sido problema para a Brascan Shopping Centers, que não pensa em partir para IPO (oferta pública de ações). A empresa é do grupo canadense Brookfield Asset Management , responsável pela gestão de US$ 95 bilhões em ativos, sendo US$ 1,8 bilhão em shopping centers. O grupo está no Brasil desde 1889. Hoje são R$ 11 bilhões sob sua gestão (incluindo recursos próprios e de clientes institucionais), investidos em ativos nos setores imobiliário, de energia renovável, agrícola, florestal e de infra-estrutura.De 1980 até 2000, a Brascan contava com apenas três shopping centers no país: Rio Sul, Madureira Shopping, ambos na cidade do Rio de Janeiro e o Bay Market, em Niterói (RJ). Havia, ainda, duas áreas comerciais, a Paço do Ouvidor e Centro Empresarial Mourisco, ambas na capital.A partir de 2006 , o grupo comprou o controle da parte do grupo Malzoni em cinco empreendimentos. E também outros como o Shopping Cidade (em BH); e Brascan Open Mall, Itaú Power Shopping, Raposo Shopping, Mogi Shopping, Piracicaba Shopping, Mogi Mirim Shopping, Brascan Green Valley, Itaú Power Shopping, em São Paulo. E em Curitiba, o Crystal Shopping.

Montadoras usam custos para negar reajuste

Os metalúrgicos mantiveram ontem a estratégia de paralisações localizadas, em diversas fábricas do setor automotivo, surpreendendo uma indústria que havia perdido o hábito de ver suas linhas paradas em movimentos desse tipo. As negociações de reajuste salarial, em curso até ontem à noite, não têm sido fáceis. Se de um lado os representantes dos trabalhadores têm a seu favor o ritmo acelerado nas montadoras e alta demanda no mercado de veículos, pesa desfavoravelmente a situação cambial. Os fabricantes de veículos argumentam que a valorização do real não permite mais custos.Do lado das montadoras, o que está em jogo nessa discussão é muito mais o papel que a indústria automobilística planeja para seu parque fabril no Brasil no futuro do que métodos para evitar eventuais prejuízos hoje. Os executivos que dirigem esse setor no Brasil não querem perder a chance de continuar atraindo investimentos em ampliações industriais e projetos de novos carros na disputa com outras fábricas localizadas na Ásia e demais regiões emergentes.”Negociamos pensando no médio e longo prazos”, disse ontem o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider. “Nas nossas condições de exportação, com o real mais valorizado, qualquer aumento real de salários implica aumento de custos e menos condições de competir lá fora”, acrescentou.Os volumes de exportação já estão em queda. Vão absorver apenas um quarto da produção de veículos este ano. Mas, como o mercado interno já deu sinais de um crescimento mais moderado no mês passado, os dirigentes das montadoras não querem correr o risco de perder mais nenhum contrato no exterior. Além disso, se preparam para projetos de exportação mais ousados no futuro.Do lado dos empregados, a retomada de um movimento grevista na base dos metalúrgicos, o primeiro dessa magnitude durante o governo Lula , pede cautela. É por isso que as paralisações que se viram nos últimos dois dias trouxeram, sim, prejuízos financeiros. Mas a perda de produção de algumas horas pode, desta vez, ser recuperada em alguns dias, ao contrário do que se via anos atrás. A verdadeira “greve pipoca” dos tempos mais combativos dos metalúrgicos do ABC parava pequenos, mas estratégicos fornecedores por longos períodos, o que resultava numa imediata paralisação de toda a indústria automobilística do país. Desta vez, a mobilização é mais branda. Surge mais como uma tentativa de demonstração da força da categoria.Ontem, além do movimento no setor automotivo, metalúrgicos realizaram passeatas na capital paulista e no Rio de Janeiro. Em São Paulo, aproximadamente 5 mil fizeram passeata na região central e entregaram a pauta de reivindicações à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A proposta inclui reajuste salarial de 20% e redução da jornada semanal para 40 horas. A última oferta feita pelas empresas era de aumento real de 1,25%.De acordo com Eleno Bezerra, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, hoje dois terços da categoria em São Paulo trabalha em turnos de 42 horas ou 44 horas semanais. “Estamos dando 15 dias para os sindicatos patronais definirem uma proposta, para não dizer que somos intransigentes”, afirmou Bezerra.Segundo o sindicalista, se após esse prazo as empresas não entregarem uma proposta, serão realizadas paralisações de turnos ou de 24 horas em diferentes municípios, sem aviso prévio. “O Paraná já está parado, São José [dos Campos] também. Se não for feita uma proposta, São Bernardo não vai ter alternativa a não ser parar também”, afirmou.Representantes da Federação dos Sindicatos Metalúrgicos da CUT (FEM/CUT) e do Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea) realizaram nova rodada de negociações.No ABC, 8 mil metalúrgicos paralisaram as atividades por até duas horas na Volkswagen, Ford e Scania. Na Mercedes-Benz, 3 mil trabalhadores do turno ficaram parados pelo segundo dia consecutivo, segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A empresa somente confirmou a paralisação de quarta-feira. Em Diadema, 2 mil funcionários das autopeças Dana Nakata, TRW e Autometal também pararam a produção pela manhã e decidiram paralisar as atividades no sábado e no domingo, seguindo a decisão dos metalúrgicos da Mercedes. Conforme o sindicato, se a negociação marcada para sábado entre metalúrgicos e Sinfavea não for bem sucedida, os trabalhadores podem entrar em greve a partir de segunda-feira.No Paraná, 8 mil metalúrgicos da Volkswagen e da Renault e Nissan seguem paralisados desde segunda-feira, o que causou a perda na produção de 6,6 mil veículos, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba. A entidade convocou reunião com as montadoras, mas representantes da Volks não apareceram. De acordo com a assessoria do sindicato, a Renault não fez oferta de reajuste, o que levou os sindicalistas a reduzirem o pedido de reajuste cujo índice é mantido em sigilo. A greve continua pelo menos até sexta-feira, quando os metalúrgicos se reúnem pela manhã para avaliar a nova proposta do sindicato. A pauta inclui reajuste de 7,6% de reposição da inflação mais 5% de ganho real e abono de R$ 1,5 mil. As empresas ofereceram aumento de 0,5 ponto percentual sobre a inflação acumulada em 12 meses.No Rio, houve manifestação focada no risco de demissões. Metalúrgicos do Estaleiro Mauá e do Estaleiro Ilha (Eisa), ambos de Niterói, fizeram passeata no centro da cidade para pressionar a Petrobras a assinar o contrato de construção da plataforma P-62. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Rio, se o contrato não for assinado, 3 mil operários do Estaleiro Mauá poderão ser demitidos.

Especialistas são contra adesão do Brasil à OPEP

A adesão do Brasil à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que reúne grandes produtores mundiais, só traria desvantagens ao país, na avaliação de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura. “Os países membros da Opep normalmente têm regimes políticos e grau de desenvolvimento econômico que eu não desejo para o Brasil”, disse Pires, lembrando nações como Angola, Nigéria e Venezuela. Além disso, ele argumenta que nos países membros da Opep não há mercados livres e a exploração do petróleo é feita por empresas monopolistas estatais.Na quarta-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que recebeu o convite do embaixador do Irã para que o Brasil integre a Opep. Segundo Pires, atualmente o Brasil não teria condições técnicas de fazer parte da Opep, porque a exportação de petróleo é considerada pequena.O professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB) José Matias Pereira diz que o Brasil teria desvantagens econômicas se ingressasse na Opep, porque a maioria dos países que fazem parte dela são exportadores de petróleo em estado bruto. Segundo ele, o Brasil tem a tecnologia necessária para tirar proveito de toda a cadeia do petróleo e terá mais vantagens no mercado mundial se exportar derivados do produto. “Com a exportação da matéria-prima, o retorno seria pouco significativo”, afirma.

Preços Alvo CNFB4 pela Spinelli e Ágora

Enquanto a maioria dos investidores do mercado acionário está roendo as unhas de ansiedade vendo o índice Bovespa despencar, com retração de 16,21% no acumulado do ano (até 03/09), quem apostou nos papéis da Confab nos últimos sete anos está finalmente em lua-de-mel com a empresa. Com uma atividade extremamente cíclica, fornecendo tubos de aço soldados e equipamentos pesados para a indústria energética brasileira e latino-americana, a companhia chegou a assistir suas ações despencarem para R$ 0,18 nos pregões de 2000. A recuperação da ação foi gradual, assim como o avanço regional, e atualmente ronda os R$ 6 por papel preferencial, com indicações de compra de boa parte dos analistas que acompanham o desempenho do Confab.

Os papéis preferenciais da companhia mostram evolução de 3,25% no acumulado deste ano, cotados a R$ 5,83 no fechamento do pregão de ontem.

A recomendação da Confab na carteira de small caps da corretora Spinelli se deve à expansão dos investimentos para aumento da capacidade produtiva das empresas clientes e na infra-estrutura do País. Para a equipe de analistas, não só os setores de petróleo e gás devem experimentar crescimento relevante na produção decorrente da descoberta de novas fronteiras, mas a curto e médio prazos outras áreas relevantes, como a de petroquímica, de siderurgia, de energia e de papel e celulose devem passar por significativa expansão, colocando perspectivas favoráveis para o aumento do número de projetos e da carteira de encomendas da companhia.

Projeções

A Spinelli tem preço-alvo de R$ 8,50 para o papel da empresa (PN). A corretora Ágora também recomenda a compra, mas reduziu no início de agosto sua perspectiva de valorização do papel, devido a revisões para baixo da projeção do Produto Interno Bruto (PIB) nacional no próximo ano, considerando o preço-alvo de R$ 8,74 para ação da Confab até o final do ano.

Um dos principais impulsos para as recomendações é o fato de a Petrobras ser a maior cliente da Confab e ter perspectivas alavancadas de crescimento, graças às novas descobertas em áreas já licitadas na camada pré-sal. A relevância da cliente é explícita na carteira de pedidos da Confab. O volume de encomendas alcançou R$ 1,89 bilhão em junho, sendo R$ 598 milhões relativos a três projetos da petrolífera brasileira, com entrega entre setembro deste ano e agosto de 2009.

A visão do diretor-financeiro e de relações com investidores da Confab, Marcelo Barreiro, é bastante realista. “A Confab é uma companhia que, pelo segmento em que atua, tem resultados oscilantes, entre anos muito bons e outros de menor atividade. Tem a ver com a demanda e não com qualquer incapacidade da empresa.”

Commodities

O bom momento atual tem explicação no reajuste de preços conforme alta das commodities metálicas e evolução do PIB nacional. “No contexto global, os preços de commodities nos últimos anos, especialmente alimentos, petróleo e aço, têm aumentado. Um componente importante na demanda doméstica foi a decisão do governo de investir na formação da matriz energética brasileira, além do avanço industrial importante na América do Sul, com maior consumo de gás, energia elétrica e petróleo”, ressalta Barreiro.

O cenário resultou em um crescimento de 80,6% do lucro líquido da empresa no segundo trimestre deste ano, em relação ao montante apurado no mesmo período de 2007, para R$ 79,5 milhões. Já a receita mediana nos anos de 2001, 2003 e 2004 refletia o nível de atividade industrial da região e o preço baixo do aço.

Agora, ressalta o executivo, o desempenho também reflete a entrada de novos players no mercado de atuação, caso da MMX.

Mercado doméstico

O mercado doméstico responde atualmente (dados do segundo trimestre) por 62% do volume total de toneladas produzidas pela companhia, participação que, em 2001, era de 24%. A estimativa de Barreiro é que o avanço dos negócios de gasoduto e mineroduto seja relevante para este segundo semestre e próximo ano. “Mas ainda é cedo para falar em volume de participação”, afirma.

A Confab tem as ações ordinárias concentradas nas mãos do controlador, a Siderca, com 99,22% desses papéis, sem perspectivas de aumentar o volume de ações em circulação. Já as preferenciais, hoje 77,45% em circulação, são alvo de programa de recompra (máximo 5% do volume em circulação) que visa valorização dos papéis e bonificação – “que, de alguma forma, injeta os papéis no mercado.”

POSI3 – Positivo contrata McKinsey para remodelar negócios

A Positivo Informática está em processo de replanejamento estratégico para definir o que vai oferecer ao mercado nos próximos anos. A maior fabricante de computadores do país estuda três possibilidades. Uma delas é trabalhar com uma produção diversificada, para aproveitar a chamada convergência digital, e isso poderia incluir até a telefonia celular. Outra idéia é apostar na internacionalização, já que até agora o foco foi o mercado brasileiro. A terceira hipótese é investir na verticalização e passar a vender também componentes para terceiros.
Para ajudar a empresa a estruturar o projeto, a direção da Positivo contratou a consultoria McKinsey. O resultado do trabalho deve ficar pronto em 90 dias. “O mercado brasileiro de computadores cresce tanto que até agora não precisamos ser diferentes, mas temos de saber o que faremos em cinco anos”, disse o presidente da companhia, Hélio Rotenberg, que na noite de quarta-feira fez, em Curitiba, palestra a executivos filiados ao Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). “Até quando seremos sustentáveis fazendo o que fazemos?”, indagou.De uns tempos para cá, a Positivo Informática já tem experimentado pequenas porções de cada uma das três estratégias. Na verticalização, passou a produzir, em janeiro, placas de computadores na fábrica de Curitiba e, em julho, começou a fazer monitores em Ilhéus (BA). Se até então saiam de suas linhas de montagem apenas computadores de mesa, agora saem também notebooks (inclusive compactos), impressoras, conversores digitais e tradutores portáteis.A empresa também tenta fazer sua primeira exportação e está participando de licitação do governo do Uruguai. No processo para aquisição de 100 mil máquinas, a Positivo ofereceu o menor preço (US$ 214 pelo ClassMate PC, portátil idealizado pela Intel), mas perdeu em outros quesitos. Como o resultado foi questionado, uma nova cotação deverá ser entregue dia 8, e o resultado é esperado para o dia 20. O Uruguai já realizou uma aquisição de 150 mil equipamentos da OLPC, entidade que representa o portátil XO.Enquanto espera o desfecho da venda internacional, o foco da Positivo estará voltado ao consumidor brasileiro. Na próxima semana, a empresa vai inaugurar um espaço, na cidade de São Paulo, para apresentar aos varejistas seus novos modelos de computadores, de olho nas vendas de Natal. “É uma linha revolucionária”, diz Rotenberg, sem dar detalhes. Segundo o executivo, o investimento no desenvolvimento do produto foi alto e levou um ano para que o design ficasse pronto.Na palestra aos executivos, Rotenberg relatou sua experiência pessoal no processo de abertura de capital e no lançamento de ações da Positivo, em dezembro de 2006. Falou sobre as dificuldades de aprender todos os trâmites do processo, que envolve a contratação de auditoria, bancos e advogados, além de decisões sobre quantidade de ações a serem colocadas no mercado e seus valores. Sobre o “road show” para apresentar a empresa a investidores, afirmou terem sido “os dias mais estressantes” de sua vida.O executivo enfrentou uma bateria de reuniões com potenciais investidores no Brasil, na Europa e nos Estados Unidos. Foram cerca de dez reuniões por dia. “A HP e a Dell vão te engolir, foi o que mais ouvimos”, contou. “Até agora isso não aconteceu.”Ao ser questionado se valeu a pena, Rotenberg disse não ter dúvida de que sim, porque a oferta de ações capitalizou a empresa. Porém, ressaltou que após uma abertura de capital, a rotina da empresa muda completamente, já que é preciso pensar no relacionamento com o conselho de administração, analistas, investidores, imprensa e Comissão de Valores Mobiliários (CVM).O executivo revelou sua decepção com o preço atual das ações. Elas foram lançadas a R$ 23,50 e chegaram a atingir R$ 46,81, em novembro do ano passado, mas valem agora R$ 11, 20. “Teve uma hora em que desistimos de olhar as ações e focamos na empresa”, afirmou, embora mantenha duas telas abertas em seu computador para acompanhar a cotação do dólar e o preço da ação. Aos executivos que ouviram sua palestra, Rotenberg deu um conselho. “Não olhem todo dia o valor da ação, senão vocês ficam loucos. Eu olho, por isso estou quase louco.”

Tarifa menor pode permitir prorrogação de concessões da Cesp

O governador de São Paulo, José Serra, aceita negociar a prorrogação das concessões da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) em troca da cobrança de tarifas que beneficiem mais o consumidor, uma das exigências da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). As concessões vencem em meados da próxima década e, segundo o grupo de trabalho que trata do assunto no governo federal, para atender à demanda do Palácio dos Bandeirantes é preciso fazer mudanças na legislação que tratou das outorgas.Serra conversou ontem sobre o assunto com Dilma, no Palácio do Planalto. A interlocutores disse que a exigência da tarifa nodal feita pela ministra oferece margem para a abertura de negociações. Nas usinas do rio Madeira haveria também uma parte que adotaria essa modalidade tarifária – que envolve a tarifa de transmissão. “Lá também tem um rateio, uma percentagem pra cá, outra percentagem para lá”, disse o governador José Serra, em uma das várias conversas que teve durante dois dias em Brasília, onde esteve na quarta-feira e quinta-feira últimas.Nesses encontros, no entanto, Serra recusou-se a falar sobre a privatização da Cesp, considerada uma conseqüência natural à renovação das concessões das hidrelétricas paulistas. Questionado pelo Valor, no intervalo entre uma e outra reunião, o governador se esquivou sob a justificativa de que, no negócio das elétricas, “qualquer coisa que se diga gera especulação com ações”.De início, o governo federal jogou duro com a proposta do governo paulista, alegando que as renovações já haviam sido efetuadas na forma da lei. Mas com o desenvolvimento das conversas, Serra acredita ter localizado um campo no qual poderia se dar uma negociação.O argumento da ministra Dilma é que as usinas já foram amortizadas, por isso seria possível trabalhar com esta tarifa. O modelo não agrada às empresas, é questionado por alguns técnicos que ainda não foram totalmente convencidos dos cálculos do governo sobre a amortização de algumas usinas, mas o governo de São Paulo avalia que pode ser um campo de negociação, mesmo que diminua um pouco o valor (da tarifa).A reivindicação de Serra em relação às hidrelétricas paulistas chamou a atenção do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para o fato de que grande parte das concessões, inclusive de Furnas, Cemig e Chesf, vencem a partir de 2015. Pela atual legislação, as usinas teriamde ser licitadas. Se o governo federal resolver atender à demanda de Serra, a mesma solução deverá ser estendida às outras concessionárias.”Essa é uma questão que está em análise. A questão das concessões de São Paulo é do conjunto das concessões do Brasil, que já foram renovadas uma vez”, disse um ministro ao Valor. Segundo esse ministro, há um “vácuo regulatório” nessa questão, argumento que as empresas concessionárias rebatem: de acordo com elas, o caminho estabelecido é a licitação.A questão já foi analisada no grupo de trabalho determinado pelo CNPE. Para atender ao governo de São Paulo, o grupo acredita que é necessário mudar a legislação. Isso pode ser feito até por medida provisória. Mas então surgiu uma outra questão: essa mudança seria constitucional? Em caso negativo, é certo que o Ministério Público Federal vai acionar o Judiciário no primeiro leilão de Estado que teve concessão prorrogada.Até o final deste mês o governo espera apresentar o modelo que estabelecerá as novas diretrizes: licitação, prorrogação, enfim, vai definir qual o instrumento legal perfeito a ser adotado.Há vários aspectos em consideração. Um deles é que, por trás de uma usina existe um complexo sistema, integrado, com mais de 30 anos de cultura – na definição de um técnico do MME, “um patrimônio que está conectado a essas usinas” e que deve ser levado em consideração quando o governo for licitar ou prorrogar concessões.O argumento é que o país construiu, nesse período, uma “expertise” com usinas que operam de forma interligada por meio de sistemas de operação, manutenção e gestão. As empresas detêm esse know how. À época das outorgas, era só a concessão das usinas. Hoje, não, segundo argumentam os técnicos. A tendência da discussão é que a usina deve ser considerada, mas será preciso incluir também a gestão de todo o sistema. Um sistema complexo que o grupo está estudando, levantando, fazendo avaliações para, enfim, formular uma proposta regulatória.Outro aspecto em avaliação é se essas usinas já foram amortizadas ou ainda estão sendo pagas pelo consumidor. Essa será uma questão fundamental, qualquer que seja a modalidade a ser definida pelo governo federal – a prorrogação das concessões ou a realização de novas licitações.”A operação da usina, depois de vencido o prazo, quer seja por prorrogação quer seja por licitação, precisa considerar que a usina já é uma usina amortizada, os grandes investimentos já foram feitos na maioria deles, e o consumidor pagou”, disse um técnico envolvido com o grupo que discute a questão.Isso pode se traduzir em uma tarifa mais barata, o Tesouro Nacional pode absorver mais recursos ou pode ser um mix das duas coisas. De acordo com integrantes do grupo que trata do assunto, enfim, não é só um processo “prorroga ou não prorroga”, há todo um complexo de engenharia, operação e manutenção que foi constituído ao longo desses mais de 30 anos (a partir do começo da interligação dos sistemas, nos anos 1970). “É um patrimônio intangível para todo mundo, mas ele funciona”, diz um técnico do Ministério de Minas e Energia (MME).

LREN3 – Para Ativa, aquisição da Leader é positiva para a Renner

A corretora Ativa considerou positiva a aquisição da Leader Participações – holding titular de 100% das ações de emissão da das Lojas Leader e de 50% das ações de emissão da Leader S.A. Administradora de Cartões de Crédito (Leader Crédito) – pelas Lojas Renner, apesar do valor a ser pago de R$ 670 milhões ter ficado acima da expectativa da corretora, que era entre R$ 340 a R$ 560 milhões. “Apesar do valor ter vindo acima das nossas expectativas, acreditamos que a operação faz sentido do ponto de vista estratégico. Com a aquisição, a Lojas Renner adquire uma nova plataforma de atuação e expansão exatamente em um segmento da população que possui bom potencial de crescimento para os próximos anos”, diz o relatório. A Ativa destaca ainda que as duas empresas tiveram juntas faturamento bruto de R$ 3,1 bilhões em 2007 e estima um crescimento de receita em 2008 de 21,7%. Em relação à Leader Crédito, a instituição afirma que a joint venture com o Bradesco é uma oportunidade para a Leader se aproximar de um business no qual ela ainda não opera, para então, “tomar a melhor decisão sobre qual modelo melhor se adequa ao seu planejamento estratégico para o médio e longo prazo”.

Preços Alvo da Carteira Recomendada Itaú – PETR4 VALE5 GETI4 SMTO3 e GGBR4

A carteira recomendada da Itaú Corretora para setembro traz sugestões de cinco ações de empresas que, segundo analistas, apresentam boa possibilidade de valorização para o final de 2008. A equipe destaca eventos favoráveis às empresas listadas, que podem impulsionar os papéis no curto prazo, e também ressalta alguns riscos. Em termos de potencial de valorização, destaque para a Vale, com upside de 119% frente ao fechamento de quinta-feira (4).

Petrobras (PETR4) Preço-alvo Potencial de valorização R$ 61,10 63%
Vale (VALE5) Preço-alvo Potencial de valorização R$ 77,80 119%
Gerdau (GGBR4) Preço-alvo Potencial de valorização R$ 43,00 63%
AES Tietê (GETI4) Preço-alvo Potencial de valorização R$ 21,00 42%
São Martinho (SMTO3) Preço-alvo Potencial de valorização R$ 35,00 61%

JBSS3 Friboi : Moody’s pode rebaixar ratings da empresa

A Moody`s informou que seu rating continua em revisão, com possibilidade de redução, até que autoridades reguladoras e órgãos antitruste dos Estados Unidos se posicionem sobre as aquisições pendentes do Friboi naquele país. De acordo com a agência de classificação de risco, se a compra for aprovada nos moldes propostos, entretanto, “o mais provável é que o rating do Friboi seja reduzido a B2″, de B1. A revisão, explica a Moody`s, vai levar em conta a capacidade da companhia brasileira de gerar caixa a partir de suas operações para amortização de dívida no médio prazo. A agência aponta que o Friboi “não gerou fluxo de caixa positivo a partir das operações ou fluxo de caixa livre nos últimos cinco anos”.

Walchovia não vê mais dúvidas quanto à deteriorização da economia norte-americana

O banco de investimentos norte-americano Wachovia afirmou hoje em relatório que não há mais dúvidas que o mercado de trabalho está deteriorando e a economia enfraquecendo nos Estados Unidos, remetendo aos dados sobre a situação do emprego no país, divulgados nesta manhã. Neste cenário, o banco avalia que a prioridade para o Federal Reserve na condução monetária deve ser a demanda doméstica, que continua extremamente fraca. “Segundo nossas estimativas, a demanda doméstica final, no segundo semestre deste ano, deve ser a mais fraca desde a recessão dos anos 1981/82″, destacou o banco. O relatório ressaltou que as empresas, na maior parte das áreas, fecharam vagas no mês passado, totalizando o fim de 84 mil empregos, em agosto, conforme o informado nesta manhã pelo Departamento do Trabalho. Com isso, já há a perda de 605 mil vagas nos primeiros oito meses do ano. A taxa de desemprego subiu 0,4 ponto percentual, ante julho, e ficou em 6,1% – a maior desde setembro de 2003, segundo o relatório. O setor industrial demitiu 61 mil funcionários. O segmento de construção perdeu 8 mil vagas e o setor de varejo 20 mil. “A situação do emprego reflete o enfraquecimento da demanda doméstica”, avalia o Wachovia, que espera a manutenção da taxa básica de juros pelo Fed por algum tempo, mas acredita que a próxima ação será de corte.

Preço Alvo ITAU4 Itau ITSA4 Itausa e BBDC4 Bradesco

Mantendo a premissa de recomendação de crescimento do crédito em 2008, a Link Investimentos manteve a recomendação de compra para as ações Itaú PN (ITAU4) ao preço-alvo de R$ 49,00 (valorização estimada de 62,79% sobre o último fechamento), Itaúsa PN (ITSA4) a R$ 16,50 (81,52% sobre o último fechamento) e Bradesco PN (BBDC4) a R$ 47,00 (57,77% de valorização estimada). Os preços-alvo são para dezembro de 2009. Em função do aquecimento do consumo, as empresas vão continuar demandando crédito para expandir a produção, explicou a Link. O segmento de financiamentos à pessoa física também continuará crescendo, estima a Link, diante da inflação e inadimplência controlada e baixo nível de desemprego. A recomendação para o Itaú também foi baseada na estratégia do banco de ampliar sua atuação em private banking (gestão de grandes fortunas) na América Latina. No Brasil o banco ocupa a liderança, e quer ser um dos três maiores da América Latina. Os recursos geridos pelo banco estão em torno de R$ 55 bilhões.