Preço Alvo RDCD3 – Redecard a $42,70 , BBAS3 Banco do Brasil a $40 e BBDC4 Bradesco a $48,39 pelo Unibanco

Para o Unibanco corretora, a operação de abertura de capital da Visanet, anunciada ontem, tende a exercer uma pressão de curto prazo nas ações da concorrente Redecard (administradora da bandeira MasterCard) no mercado. Conttribuindo para esse cenário, as ações tiveram bom desempenho no mês passado, o que pode estimular mais ainda a realização de lucro dos papéis. Apesar disso, a recomendação para as ações da Redecard (RDCD3) é de compra, ao preço-alvo de R$ 42,70. Em relação ao fechamento de ontem, R$ 28,33, o potencial de valorização do papel é de 50,7%. Os controladores Bradesco e Banco do Brasil, que possuem ações listadas em Bolsa, também receberam a indicação de compra. O preço-alvo para Bradesco PN (BBDC4) é de R$ 48,39 (valorização estimada de 64% sobre o fechamento de ontem) e R$ 40,00 para Banco do Brasil ON (BBAS3). O retorno potencial é de 72,9%. O outro controlador da Visanet, Banco Real (atualmente uma subsidiária do Banco Santander), não negocia ações no mercado brasileiro. A esperada abertura de capital da Visanet, administradora de cartões de crédito da bandeira Visa no Brasil, começou ontem. Na noite de segunda-feira, a companhia deu entrada no pedido de registro de companhia aberta na CVM (Comissão de Valores Mobiliários). O Unibanco estima que mais detalhes da oferta secundária serão divulgados aproximadamente dentro de 45 dias. O valor de mercado da Visanet, calculado pelo Unibanco, é de R$ 21,45 bilhões.

Como lidar com resultados abaixo do esperado em seus investimentos ?

Lidar com uma situação de perda é frustrante em qualquer aspecto da vida humana e, claro, não poderia ser diferente quando o assunto é dinheiro.

De acordo com a psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira, representante no Brasil da Iarep (International Association for Research in Economic Psychology), para evitar qualquer situação de frustração e desprazer, o ser humano toma atitudes imediatistas, sem avaliar suas conseqüências. Para ela, essa necessidade de satisfação imediata pode ser um grande problema para as decisões financeiras.

Abaixo do esperado
Pesquisa da Universidade de Iowa sobre o comportamento do investidor em diferentes idades mostra que, quando suas aplicações não apresentam o resultado esperado, a atitude mais tomada é sair do investimento.

Segundo o estudo, a atitude é tomada, principalmente, pelos investidores mais jovens, entre 20 e 39 anos, dos quais 53,6% disseram que fariam isso. Entre aqueles com idades entre 40 e 59 anos e aqueles com 60 anos ou mais, o percentual para a mesma resposta foi de 49,5% e 46,4%, nesta ordem.

Os dados servem para ilustrar a definição de Vera Rita para o comportamento do investidor diante da sensação de perda. “Ele segue apenas o impulso, sem avaliar de forma detalhada possíveis chances de recuperação”.

Para ela, muitas vezes as pessoas preferem se iludir para tentar encontrar uma satisfação momentânea e evitar uma frustração, que também poderia ser passageira.

Pesquisa
A tabela abaixo mostra, em detalhes, as ações tomadas “sempre” ou “freqüentemente” pelos investidores diante de um resultado abaixo do esperado em uma aplicação.

20 a 39 anos 40 a 59 anos 60 anos ou mais
Sair do investimento 53,6% 49,5% 46,4%
Buscar um consultor 26,7% 30% 42,3%
Rever aplicações 22,8% 21,7% 31,5%

Fonte: Age Differences in Investment Behavior (Iowa State University)

Racionalidade limitada
De acordo com a psicanálise, o ser humano é frágil, precário e limitado e, por mais difícil que seja, o primeiro passo para tentar buscar decisões mais racionais é admitir essas características.

Para Vera Rita, a partir do momento que a pessoa sabe que corre o risco de agir de forma precipitada, por conta de um fator emocional, ela tem mais chances de reverter a situação. O importante é saber avaliar a situação, manter-se informado e ter em mente que algumas coisas que representam desprazer no curto prazo podem, lá na frente, resultar em uma satisfação bem maior.

Citibank divulga Carteira Recomendada de Compra, Venda e Dividendos , com Preços Alvo de TAMM4 VCPA4 BEEF3 GUAR3 BISA3 GFSA3 SGPS3 DURA4 DUFB11 SUZB5 HYPE3 SATI3 PDGR3 RSID3 EQTL3 JBSS3 GOLL4 CSAN3 UNIP6 SMTO3 BBDC4

Avaliando as principais opções de investimento em ações no mercado latino-americano, o Citigroup divulgou uma série de carteiras recomendadas que abordam os mais variados temas.

A novidade fica com o portfólio cujos papéis não contam com boas perspectivas do banco e, por isso, recebem sugestão de “venda”. As outras carteiras trazem as recomendações de “compra” e os ativos considerados pelo banco os melhores no quesito dividendos.

Com exceção do portfólio de venda, as ações e os ADRs (American Depositary Receipts) brasileiros se destacam entre as sugestões.

Carteira de “compra”
Demonstrando certo otimismo para o mercado acionário brasileiro, a carteira de compra do Citi para a América Latina é dominada pelos ativos do País. Das 20 sugestões do banco, nada menos que 16 são papéis de empresas locais.

Os analistas efetuaram quatro alterações em relação à última divulgação do portfólio, excluindo os papéis de Vale, Brasil Ecodiesel, Usiminas e Lojas Americanas, colocando em seus lugares os ativos de Minerva, Guararapes, Suzano Papel e Celulose e JBS.

Confira os papéis brasileiros eleitos e suas projeções:

Empresa Código Preço-alvo Upside*
TAM (ADR) TAM US$ 40,00 105%
VCP (ADR) VCP US$ 41,00 94%
Minerva BEEF3 R$ 14,00 97%
Guararapes GUAR3 R$ 62,00 93%
Brascan BISA3 R$ 19,00 192%
Gafisa GFSA3 R$ 57,00 144%
Springs Global SGPS3 R$ 21,70 158%
Duratex DURA4 R$ 51,00 82%
Dufry DUFB11 R$ 54,00 118%
Suzano Papel SUZB5 R$ 37,00 78%
Hypermarcas HYPE3 R$ 32,00 101%
Satipel SATI3 R$ 17,00 88%
PDG Realty PDGR3 R$ 40,00 103%
Rossi RSID3 R$ 23,00 130%
Equatorial EQTL3 R$ 26,80 82%
JBS JBSS3 R$ 12,00 81%

*Potencial de valorização para os próximos doze meses, com base na cotação de fechamento de 29/08/08

Carteira de dividendos
O Citigroup também divulgou seu portfólio de dividendos, que objetiva mostrar as melhores opções de investimento dentre as ações latino-americanas, segundo o critério da distribuição de proventos.

De modo geral, as sugestões do banco se baseiam nas projeções de dividend yield das companhias, fator que coloca em evidência na carteira o setor elétrico brasileiro.

Entre as ‘Top 20′ da América Latina, 17 são brasileiras – das quais 11 pertencem ao setor de energia elétrica. Com relação à última divulgação, o Citi optou por excluir as ações da CCR e colocar os papéis de Datasul e Copel.

Veja abaixo as ações e ADRs brasileiras consideradas pelo Citi boas pagadoras de dividendos:

Empresa Código Dividend Yield*
Transmissão Paulista TRPL4 13,6%
Light LIGT3 12,9%
Eletropaulo ELPL6 12,1%
AES Tietê GETI4 11,6%
Terna TRNA11 10,7%
Copasa CSMG3 9,6%
Tractebel TBLE3 9,0%
CPFL Energia CPFE3 7,9%
AmBev (ADR) ABV 6,2%
Duratex DURA4 5,4%
Energias do Brasil ENBR3 6,4%
Cemig CMIG4 5,9%
Natura NATU3 5,5%
Aracruz (ADR) ARA 5,3%
Equatorial EQTL3 5,2%
Datasul DSUL3 7,7%
Copel CPLE6 5,0%

*Média do dividend yield de 2007 somado às projeções do Citi para 2008 e 2009

Carteira de “venda”
Por fim, o pessimismo também se fez presente no relatório do Citi. Mas ao contrário das duas carteiras anteriores, os papéis brasileiros estiveram em segundo plano no portfólio de “venda” do banco. Dos 20 ativos que contam com tal sugestão, apenas 5 são de empresas do País.

Neste quesito, os analistas da instituição retiraram as ações da Datasul e incluíram os ativos de São Martinho e Bradesco. A pequena participação doméstica sustenta a percepção de que a forte queda recente da Bolsa oferece oportunidades atrativas aos investidores.

Confira abaixo os papéis brasileiros no portfólio de “venda”:

Empresa Código Preço-alvo Upside*
GOL (ADR) GOL US$ 8,50 -4%
Cosan CSAN3 R$ 30,00 15%
Unipar UNIP6 R$ 1,55 11%
São Martinho SMTO3 R$ 28,00 7%
Bradesco BBDC4 R$ 33,50 12%

*Potencial de valorização para os próximos doze meses, com base na cotação de fechamento de 29/08/08

Lei 446/02 – Condomínios poderão protestar dívida de inadimplentes logo no primeiro mês

De acordo com o presidente da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios), José Roberto Graiche, a lei que permite a inclusão do nome de devedores de condomínio e aluguel nas listas de proteção ao crédito causará efeito somente a partir do mês de setembro.

Para ele, a distância entre a aprovação da lei e os protestos contra os inadimplentes explica-se pelo fato de que os condomínios precisam de um período de adaptação às novas regras.

“Quem quiser fazer um protesto com responsabilidade não o fará do dia para a noite. Muitos condomínios precisaram definir regras internas para decidir como iriam tratar a questão, além de precisarem colocar em dia atas e documentos”, disse.

Providências
Segundo Graiche, antes de tomar qualquer atitude, o condomínio precisa acertar o cadastro de moradores, para saber quem de fato é condômino e quem é inquilino. Além disso, é preciso saber se todas as despesas que estão listadas na conta do condomínio foram previamente aprovadas por assembléia.

A Lei de número 446/04 entrou em vigor em todo o estado de São Paulo no dia 22 de julho. Desde então, o síndico ou o administrador do condomínio poderá protestar a dívida do morador que deixar de pagar o condomínio ou o aluguel logo no primeiro mês de inadimplência. Com isso, o condômino devedor poderá ter o nome registrado em cadastro de inadimplentes, como o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e a Serasa, tendo assim dificuldades para abrir crediários e realizar financiamentos, por exemplo.

Balança brasileira já sente reflexos da crise mundial

A crise das hipotecas nos Estados Unidos e a conseqüente desaceleração da economia dos países desenvolvidos já se refletem na balança comercial brasileira. As exportações para os EUA, em volumes, recuaram 12% nos 12 meses até junho, queda mais acentuada que os 7% em 2007, conforme dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex) elaborados a pedido do Valor.

Para a União Européia, a quantidade exportada ainda cresceu – 3% em 12 meses até junho -, mas o ritmo é bem inferior aos 14% de 2007.

No primeiro semestre em relação a igual período do ano passado, a quantidade exportada para a UE já recuou 4,5%. Fernando Ribeiro, da Funcex, ressalta que os dados de volume permitem excluir o efeito dos preços das commodities, que inflam as exportações.

Com a alta de insumos como o aço, as empresas conseguem reajustes de preços. Em valores, as exportações brasileiras até agosto cresceram 14% para os EUA e 26% para a Europa em relação ao mesmo período do ano passado.

Em outro segmento do comércio com o exterior, a indústria brasileira de bens de capital espera comemorar este mês a edição de decreto presidencial que regulamentará a volta da operação conhecida como “drawback nacional”, mecanismo pelo qual os projetos de investimento que adquiram 60% das máquinas e equipamentos no Brasil podem importar os outros 40% com isenção de impostos federais.

O benefício está suspenso desde o segundo trimestre de 2005 e seu retorno virá com a regulamentação da Lei nº 11.732, de 30/6/08, que, entre outras medidas, restabelece também o chamado “drawback verde-amarelo”.

CSN3 – Venda da Namisa é destaque para os papéis CSN

As negociações para a venda parcial ou total da Namisa pela Cia. Siderúrgica Nacional (CSN) é o evento de curto prazo que pode puxar os papéis em setembro, esperam os participantes da Carteira Valor. Seis entre dez analistas indicam as ações ordinárias (ON, com direito a voto) da siderúrgica como uma das principais recomendações para o mês.

A expectativa é de que, com a venda da mina de minério de ferro localizada em Minas Gerais, a CSN comece a mostrar para o mercado os valores ocultos dentro da empresa. Seria um caminho aberto para que outro projeto valioso, o da Casa de Pedra, começasse a ter um destino. No passado cogitou-se uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ou a transferência do controle, ou parte dele, para um “player” estratégico. Mais recentemente, a CSN mostrou interesse em investir fortemente nos ativos de mineração, especialmente na Casa de Pedra.

Por ora, na disputa pela Namisa estariam a Nippon Steel e uma unidade da JFE Holdings, em conjunto com uma “trading” japonesa, além da ArcelorMittal, conforme noticiou a Reuters na semana passada. Pelo mercado, especula-se que a CSN poderia angariar para o seu caixa cerca de US$ 2 bilhões, o que representaria um senhor lucro contábil, considerando-se o valor pago na operação, de US$ 440 milhões.

Além de CSN ON ter o potencial de ganhar com o evento Namisa, há fundamentos que justificam a compra também para o longo prazo, afirma o chefe de análise da Concórdia Corretora, Eduardo Kondo. Ele cita que a companhia tem investimentos ambiciosos programados para os próximos anos e, no terceiro trimestre, vai refletir os reajustes nos preços do aço obtidos até agora. “Não há queda de demanda visível pelo menos até 2011, a companhia vem trabalhando a plena capacidade e tem um portfólio diversificado, sendo menos dependente de determinados segmentos.”

No setor siderúrgico, Gerdau ON é outra aposta de Kondo, pela estratégia agressiva em aquisições e pela exposição ao setor de construção civil, que tem se mostrado bastante dinâmico. A escolha da ação ON, em vez da PN, mais líquida, justifica-se pelo desconto de 17%, que faz com que o retorno em dividendos (o “dividend yield”) seja potencialmente maior.

Vale PNA foi uma das inclusões da Itaú Corretora no mês. Depois de as ações terem sofrido com a queda do preço do níquel no mercado externo, a impressão, segundo o estrategista Fábio Anderaos de Araújo, é que a matéria-prima encontrou o seu piso, na casa dos US$ 20 mil a tonelada. “Abaixo disso há incentivos para se suspender a produção”, diz, referindo-se ao anúncio da Xstrata, em meados de agosto, que parou de explorar a mina de Falcondo, na República Dominicana, por quatro meses. No lado do minério, os preços da Vale estão garantidos porque são reajustados em contrato anual.

Parecer 35 dá alternativa para incorporações

Para tentar assegurar que as operações de incorporações de companhias com o mesmo controlador possam ser negociadas em bases mais independentes e equitativas, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) editou ontem a versão final do parecer de orientação que traz as recomendações para administradores e empresas sobre as melhores práticas a serem adotadas. Na visão da CVM, nesses casos não existem duas maiorias acionárias distintas que possam deliberar separadamente sobre o assunto, o que aumenta a importância dos administradores nessa negociação.

O Parecer nº 35 manteve o espírito do texto da minuta que estava em audiência pública desde junho, que é o de aumentar a independência dos administradores em relação aos controladores em meio a essas operações que envolvem controladas. Mas trouxe também algumas alternativas para viabilizar isso na prática.

Inicialmente, a CVM propunha a criação de um comitê com maioria de conselheiros independentes que seriam pinçados dentro do próprio quadro de administradores da companhia para negociar os termos da operação. Porém, os especialistas já vinham destacando a dificuldade de montar esse grupo, principalmente naquelas empresas que não estão listadas no Novo Mercado e nas quais muitas vezes há apenas um conselheiro indicado pelos minoritários.

O diretor da CVM Marcos Barbosa Pinto explicou que no texto final a autarquia contemplou alternativas à criação desse comitê. Uma delas é submeter a proposta de incorporação ou fusão de controlada a um quórum de votação de acionistas que não sejam os controladores. Outra opção é montar o comitê com representantes externos ao quadro de conselheiros da companhia. Neste caso, porém, seria preciso fazer uma alteração no estatuto, para prever essa possibilidade e para conferir responsabilidade fiduciária a esses representantes.

Uma terceira forma prevista é que o comitê especial seja formado pelo representante dos minoritários no conselho, por um dos representantes eleitos pelo controlador e por um terceiro membro que seja escolhido de comum acordo pelos dois primeiros. “O objetivo principal é garantir que o administrador seja independente, ou seja, nesse momento o administrador não poderá ser o braço do controlador, será preciso ter independência para negociar a operação nos melhores termos para a companhia e o conjunto de acionistas”, diz Pinto.

No relatório de análise sobre as sugestões dos participantes do mercado, a CVM reporta que a maioria das entidades reconheceu a pertinência do tema. A única em posição contrária foi a Associação Brasileira de Companhias Abertas (Abrasca), que manifestou diversas divergências à proposta do parecer.

As operações de incorporações de controladas costumam estar entre as mais polêmicas do mercado e não raro estão no centro de grandes disputas envolvendo acionistas minoritários e controladores. No inicio deste ano, depois de dois julgamentos envolvendo grandes operações deste tipo, os diretores da CVM concluíram que era preciso esclarecer ao mercado o entendimento da autarquia. Nos julgamentos foi apenas aplicada pena de advertência, justamente porque se considerou que o entendimento podia não estar suficientemente claro. Embora o parecer não seja uma regra formal, serve para que as companhias possam ter parâmetros das melhores práticas, na visão do fiscalizador.

OPA da Anglo Ferrous

A Anglo Ferrous (ex-Ironx) entrou com pedido de Oferta Pública de Aquisição (OPA) de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no fim de agosto. A CVM analisa o pedido. A OPA envolve 193.462.160 ações, ao preço de R$ 28,15 por ação. A operação deve movimentar R$ 5,445 bilhões e está sendo intermediada pelo UBS Pactual.

TEND3 – Tenda – GFSA3 – Gafisa – Fusão considerou preço de $5,5 por ação da Tenda

Pelas contas da direção da Gafisa (GFSA3), a empresa resultante da fusão entre de Tenda (TEND3) e FIT Residencial, subsidiária da própria Gafisa, tem valor implícito estimado em R$ 2,225 bilhões. Com o negócio, a Gafisa deterá 60% da Tenda. Trata-se da soma do valor implícito da FIT, estimado em R$ 1,335 bilhões, com do valor de mercado da Tenda pelo qual o negócio foi fechado (R$ 890 milhões). A transação se baseou no preço médio das ações da Tenda entre 18 e 28 de agosto (R$ 5,55). Trata-se de um premio de 48,1% sobre o valor de fechamento do papel da Tenda em 29 de agosto (R$ 3,75). Em teleconferência com analistas e investidores, Rodrigo Osmo, business development da Gafisa, afirmou que a transação foi fechada no fim de semana “não pela deterioração do valor da Tenda”, mas por temor de que o “valor implícito da FIT na transação se deteriorasse”. “Estou impressionado como o mercado não ter entendido a questão do valuation (avaliação do valor da companhia). No nosso entendimento, (a companhia) pagou preço substancial pelo ativo”, afirma Osmo. “Já vínhamos conversando com a Tenda há algum tempo. É um ativo complementar à FIT, que quer crescer na baixa renda. Há uma sinergia muito grande. Por isso, a Gafisa ‘correu’ para fazer a transação o mais rápido possível”. Segundo Osmo, o “valor” da FIT Residencial estava “escondido dentro da Gafisa”, passando despercebido pelo mercado. A Gafisa considerava a FIT Residencial uma empresa “comparável” à MRV Engenharia (MRV3) e à Goldfarb, controlada da PDG Realty (PDGR3). “A FIT tinha um valor ‘escondido’ muito grande. Pensávamos em como deixar explícito esse valor, inclusive com abertura do capital da FIT”, disse.

IPO Visanet entrega minuta

A Visanet (Companhia Brasileira de Meios de Pagamentos) enviou hoje para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a minuta do prospecto preliminar da sua futura IPO (Oferta Inicial de Ações). O objetivo é realizar uma emissão secundária de ações ordinárias no Novo Mercado da Bovespa, sob coordenação dos bancos Bradesco BBI S.A., Santander, JP Morgan e Goldman Sachs do Brasil Banco Múltiplo S.A., tendo o BB Investimentos como coordenador líder. A empresa ainda não divulgou mais detalhes sobre a operação que está sujeito à aprovação da CVM.

Carteira Recomendada Unibanco com preços alvo BBDC4 CSNA3 CPLE6 ELPL6 CNFB4 DURA4 PDGR3 PCAR4 DASA3 MRFG3 PETR4 UGPA4 NETC4 VCPA4

O Unibanco divulgou suas recomendações para diferentes setores listados na Bolsa, apresentando perspectiva de valorização acima do previsto pelo mercado – “overweight” – somente para ações de empresas dos ramos de siderurgia, mineração, petrolífero e petroquímico. Para ativos dos setores de consumo e saúde, telecomunicações, financeiro e papel e celulose, a estimativa do banco é de evolução abaixo da média – “underweight”. Já para os papéis do setor elétrico e para as small caps, o comportamento esperado pela instituição é em linha com o mercado – “marketweight”. O Unibanco reduziu para “underweight” a sugestão para o segmento, principalmente tendo em vista que as perdas originadas pela crise do subprime nos EUA ainda estão longe de terminarem. Embora reconheça que os bancos brasileiros não possuem grande exposição às hipotecas, os analistas acreditam que a crise pode levar os investidores a evitarem os papéis do setor. Contudo, a instituição continua destacando os ativos do Bradesco, devido aos sólidos resultados reportados nos últimos trimestres e à iminente abertura de capital da Visanet (que o banco detém participação). Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* Bradesco BBDC4 Compra R$ 40,00 35% *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08 A manutenção da recomendação do setor em “overweight” baseia-se nos sólidos fundamentos e nas fortes vendas do segmento no mercado interno, que deve continuar apresentando alta demanda. Também visando os benefícios do aumento de preço do aço, o banco aponta as ações da CSN como suas favoritas no setor. Por sua vez, o segmento de mineração também conta com avaliação otimista do Unibanco, baseada principalmente na forte demanda dos mercados emergentes e na boa oportunidade gerada pela forte queda recente. As ações da Bradespar são a principal aposta no setor. Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* CSN CSNA3 Compra R$ 89,00 56% Bradespar BRAP4 Em revisão Em revisão – *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08 O banco reduziu a expectativa para o setor para “marketweight” devido aos recentes indícios de desaceleração da inflação doméstica, que influi diretamente no aumento dos preços da energia, além da expectativa de um ajuste nos papéis do segmento, que vêm superando a performance do Ibovespa em 2008. Por outro lado, a Copel foi mantida como uma das empresas mais atrativas do universo de cobertura, graças à recente revisão da tarifa de distribuição e ao bom posicionamento da companhia para se beneficiar do leilão de energia A-5, que será realizado no próximo dia 30. Já a Eletropaulo, apesar de contar com sugestão de “manutenção”, também é vista com bons olhos pelo Unibanco, que aposta em fortes resultados para a empresa no segundo semestre do ano, além de destacar que os papéis foram duramente penalizados nas últimas sessões. Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* Copel CPLE6 Compra R$ 44,00 57% Eletropaulo ELPL6 Manter R$ 40,00 34% *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08 A expectativa de que a continuidade do aperto monetário no País prejudique o consumo interno fez com que os analistas reduzissem para “marketweight” a sugestão às small caps, já que o foco de atuação das principais companhias de “baixa liquidez” está atrelado à demanda doméstica. No entanto, o Unibanco avalia que o segmento ainda reserva boas oportunidades aos investidores, como os papéis da Confab, que tem se beneficiado do crescimento do setor de petróleo e gás, e os ativos da Duratex, que deve recuperar suas margens nos próximos trimestres. Destaque também para os ativos da PDG Realty, top pick da instituição no segmento imobiliário. A elevação no guidance de lançamentos da companhia para 2008 é vista de forma favorável. Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* Confab CNFB4 Compra R$ 8,50 35% Duratex DURA4 Compra R$ 59,00 118% PDG Realty PDGR3 Compra R$ 33,00 63% *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08 O banco manteve avaliação “underweight” para o setor de consumo e saúde, que a exemplo das small caps, deve ser prejudicado pela escalada no juro básico brasileiro. Os papéis do Pão de Açúcar devem ser os menos afetados por esse cenário, devido à expectativa de manutenção das fortes vendas nos próximos meses. Os ativos da Dasa também levam recomendação de compra, considerando os bons resultados no segundo trimestre. Mesma sugestão é direcionada aos papéis da Marfrig, que conta com boa diversificação do seu portfólio de produtos. Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* Pão de Açúcar PCAR4 Compra R$ 47,80 36% Dasa DASA3 Compra R$ 59,80 61% Marfrig MRFG3 Compra R$ 30,00 81% *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08 O Unibanco manteve a recomendação ao setores de petróleo e petroquímico em “overweight”, pois acredita que o barril de petróleo dificilmente cairá para baixo de US$ 110,00, patamar ainda considerado favorável às operações das companhias. Neste cenário, é esperado que a Petrobras seja beneficiada, ainda mais levando em conta o potencial das novas reservas descobertas pela estatal. Já os papéis da Ultrapar também têm a compra recomendada pelos analistas, que destacam de forma favorável a compra dos ativos da Texaco. Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* Petrobras PETR4 Compra R$ 52,50 53% Ultrapar UGPA4 Compra R$ 92,00 57% *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08 O rating “underweight” é atribuído ao setor de telecomunicações devido ao ambiente incerto gerado pelas mudanças regulatórias pelas quais está passando. A preferência vai para os papéis da NET, considerados os mais bem posicionados no atual cenário para as operadoras. Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* NET NETC4 Compra R$ 21,91 19% *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08 O banco sustenta a perspectiva de aumento de preços da celulose ainda este ano. Entretanto, devido à apreciação do real influenciando os custos dos produtores, a recomendação para o setor é foi reduzida para “underweight”. Por outro lado, o recente desempenho abaixo do mercado e o otimismo em torno de uma possível fusão com a Aracruz justificam a recomendação de compra às ações das VCP – Votorantim Celulose e Papel -, avalia o Unibanco. Empresa Código Recomendação Preço Alvo Upside* VCP VCPA4 Compra R$ 68,00 94% *Potencial de valorização previsto para o final de 2008, tendo como base as cotações do pregão de 01/09/08.

Preço Alvo CPFE3 – CPFL Energia a $37,50 pela UBS

O UBS Pactual elevou o preço-alvo para as ações da CPFL Energia para R$ 37,50, de um valor anterior não revelado, após atualizar suas estimativas para a empresa com base no resultado no segundo trimestre mais forte que o esperado. Apesar disso, a casa manteve a recomendação neutra para os papéis. “Nossas novas estimativas para o Ebitda aumentaram em 8% para 2008 (para R$ 2,8 bilhões) e em 10% em 2009 (R$ 3 bilhões). A projeção para o lucro por ação em 2008 foi elevada em 8% (para R$ 2,57 por ação) e em 13% em 2009 (R$ 2,90 por ação). Mas o valor de mercado da companhia permanece alto. Em nossa visão, a CPFL é uma companhia premium no setor, mas ao preço atual da ação acreditamos que muitos dos fundamentos positivos já estão no preço”, afirmaram os analistas do UBS Pactual em relatório.