Na hora de aplicar seu dinheiro em ações, o investidor considera, como critério mais importante na escolha dos papéis que vai comprar, a solidez (qualidade e segurança) e a lucratividade da empresa. Este perfil foi traçado por pesquisa feita pela consultoria Brand Analytics, que entrevistou 100 investidores individuais, com aplicações acima de R$ 5.000.
Em segundo lugar na lista, mas com relativa distância do primeiro critério – classificado com o índice 100 – , está a transparência da empresa em seus negócios e nas relações com os investidores, com 39 na classificação. Em terceiro lugar (31) está a preocupação com o setor de atuação da empresa.
Investimentos de longo prazo
O fato de a empresa ser uma boa pagadora de dividendos – lucros das empresas, periodicamente repartidos com os acionistas -, teoricamente uma variável interessante para a escolha das ações, aparece apenas no quarto lugar.
Segundo os especialistas da Brand Analytics, esse comportamento pode indicar uma tendência dos investidores em se preocuparem mais com investimentos longos e seguros, e não com lucros de curto prazo.
Critérios fundamentalistas
Os critérios citados na pesquisa sugerem que os investidores estão escolhendo quais ações comprar com base na análise fundamentalista, um tipo de método para o estudo do mercado financeiro. A análise fundamentalista não procura observar diretamente o comportamento das cotações da bolsa (esse é o foco de outro método, chamado análise técnica).
O foco da análise fundamentalista é conhecer e acompanhar a evolução de dados fundamentais das empresas. Dentre esses dados estão as informações obtidas no balanço das empresas, o patrimônio da companhia, sua situação no mercado, dentre outras.
Por meio dessa técnica, pode-se definir o valor de mercado das empresas, variável pela qual é possível estimar se o preço das ações das companhias está caro ou barato, se é um valor justo a ser pago, que corresponde ao valor real das empresas.
A partir daí, é possível estimar quanto se pode conseguir de lucro na compra das ações, seja pela valorização destas, seja pelo pagamento de dividendos por parte da empresa.




