A evolução da tempestade tropical Gustav e os indicadores macroeconômicos dos Estados Unidos e da Europa serão importantes para determinar a direção dos preços nos mercados financeiros mundiais nesta quinta-feira, na visão de analistas consultados pela Agência Leia. O mercado se foca na segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no segundo trimestre e indicadores europeus, como as vendas no varejo no Reino Unido e taxa de desemprego na Alemanha. Nesta manhã, o Ibovespa futuro, minutos após a sua abertura, subia 0,53%, aos 56.700 pontos. O Departamento do Comércio norte-americano informa os dados do PIB às 9h30. As estimativas apontam para um crescimento da ordem de 2,7%, após o avanço de 1,9% apontado na primeira prévia. No mesmo horário, o Departamento do Trabalho norte-americano divulga seu relatório sobre o número de pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 23 de agosto. A expectativa é que o número de novos pedidos caia em 7 mil para 425 mil. Analistas também aguardam um novo dia de volatilidade por conta da influência da tempestade tropical nos preços do petróleo. Nesta manhã, a commodity sobe mais de 1%, mas é encarada como efeito sazonal, em razão dos distúrbios ao fornecimento causados pela passagem de Gustav pelo Golfo do México. Hoje no Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou que o Indice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,1% em agosto, na comparação com julho, de 121,5 para 122,8 pontos. De acordo com a Sondagem da Indústria de Transformação, o ICI entre julho e agosto do ano passado o indicador havia apresentado avanço de 0,2%, na série sem ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o indicador também subiu 0,7%. Entre as notícias de empresas, destaque para a Eletropaulo. A companhia informou ontem à noite que foi deferido parecer favorável ao agravo de instrumento que determinava suspensão dos efeitos da decisão judicial proferida pela 4 Vara das Execuções Fiscais de São Paulo em 21 de agosto, que havia suspendido o pagamento de dividendos da Eletropaulo previsto para o próximo dia 28. Com a decisão, a subsidiária da companhia AES Elpa manterá o pagamento do montante de cerca de R$ 359,5 milhões para o dia 29 de agosto, confirme definido pelo Conselho de Administração da empresa em assembléia do dia 13 de agosto. Os papéis da empresa (ELPL6) ontem cederam 2,29%, sob preço de R$ 29,84. No setor de consumo, o conselho de administração da Sadia aprovou a incorporação da sua subsidiária Avícola Industrial Buriti Alegre (Goiáves). Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após estudos, foi definido que a operação mostra uma significativa economia de escala, seja pela imediata redução de despesas por meio da uniformização e racionalização das atividades administrativas e operacionais, ou pelos decorrentes reflexos de natureza financeira e fiscal. A Sadia detém 99,9% do capital da Goiáves e suas ações (SDIA4) ontem subiram 3,17%, a R$ 10,41. E ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve reunido com o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, e com os presidentes de 19 das 27 montadoras ligadas à entidade. Segundo Schneider, o setor confirmou na reunião investimentos de US$ 23 bilhões até 2011 para pesquisa, desenvolvimento e aumento de produtividade nas montadoras e nas fabricantes de autopeças. O executivo também esteve presente com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que garantiu que não tem absolutamente nada previsto em relação a modificação de alíquotas de tributos para financiamento. Mantega também afirmou que não está na mesa nenhuma avaliação do governo sobre elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de leasing. No pregão de ontem, os papéis da CSN (CSNA3) aumentaram 2,77%, a R$ 55,50. As ações ON da Usiminas (USIM3) ganharam 3,05%, a R$ 53,90 e as PNA (USIM5) registraram valorização de 2,49%, a R$ 55,50. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam perdas. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, caía 0,11%, aos 1.899,50 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, cedia 0,04%, aos 1.281,5 pontos. Na Europa, os mercados têm rumos opostos. Em Londres, o índice FTSE aumentava 0,39%, aos 5.549,7 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt cedia 0,20% aos 6.307,95 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 0,04 %, aos 4.370,9 pontos. Hoje na Alemanha, a Agência Federal do Trabalho anunciou que o número de desempregados desceu 14.000, em bases não ajustadas, para 3.196.000. Na comparação com igual mês do ano passado, o número caiu 510.000. Com isso, a taxa retraiu para 7,6%, quando a expectativa era de que a taxa ficasse estável em 7,8%. Os dados divulgados sinalizam que, apesar da desaceleração da economia alemã, o mercado de trabalho permanece aquecido. No Reino Unido, o índice de vendas no varejo retraiu em agosto para seu menor nível desde quando a medição começou a ser realizada em 1983, refletindo a deterioração do setor imobiliário, a alta da inflação e a queda na confiança do consumidor, de acordo com dados divulgados hoje pela Confederação das Indústrias Britânicas (CBI, na sigla em inglês). Das empresas consultadas pela CBI, o balanço apontou que -46 reportaram que as vendas no varejo cresceram neste mês, ante -36 em julho. Para setembro é esperado que o índice fique em -42. As principais bolsas encerraram o pregão na Ásia sem rumo definido. Em Hong Kong, o índice Hang Seng diminuiu 2,29%, aos 20.972,29 pontos, enquanto o Kospi, em Seul, recuou 1,32%, e atingiu 1.474,15 pontos. No sentido oposto, na bolsa do Japão o índice Nikkei 225 teve leve alta de 0,12%, aos 12.768,25 pontos. Na China, o Xangai composto encerrou o dia em alta de 0,34%, somando 2.350,14 pontos. O mercado de petróleo opera em elevação. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco aumentava 1,24 %, cotado a US$ 119,62. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha alta de 1,10 %, a US$ 117,49. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em queda de 0,18%, cotado a R$ 1,6190. O contrato futuro, com vencimento em setembro, perdia 0,39%, a R$ 1,619. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 subiam, de 13,90% para 13,91%. Os com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,69% para 14,72%.