AGEN11 – Agrenco – Agora é a vez do Citibank e Banco Fibra pedirem a falência da empresa

Uma das maiores exportadoras de soja do País, a Agrenco deu entrada ontem em um pedido de recuperação judicial, enquanto enfrenta investigações de fraude, pressões de credores e tenta negociar a venda de seu controle para três grupos. Pelo menos dois bancos, o Citi e o Fibra, porém, estão entrando com pedidos de falência contra a empresa, por entenderem que a investigação criminal inviabiliza o pedido de recuperação judicial da empresa.

A Agrenco precisa de US$ 100 milhões para capital de giro e acumula uma dívida de US$ 600 milhões com bancos.

A Agrenco já apresentava problemas financeiros, mas a situação se agravou em junho, quando a Polícia Federal prendeu três dos principais executivos sob a acusação de desvio de recursos, simulação de operações de exportação de soja e maquiagem do balanço com o intuito de favorecer os controladores, em detrimento dos acionistas minoritários. Na época, foram presos Antonio Iafelice, então presidente, um dos maiores acionistas, Francisco Ramos, e Antonio Augusto Pires Junior, diretor de operações.

Até há alguns meses, a Agrenco era tida como um caso de sucesso na Bovespa. A empresa saltou de um faturamento de US$ 300 milhões em 2004 para US$ 2 bilhões em 2007. Em sua Oferta Pública de Ações (IPO, na sigla em inglês), em outubro do ano passado, a companhia levantou R$ 666 milhões. Segundo o prospecto preliminar, 15% do total, ou R$ 98 milhões, foram para pagar dívidas com os bancos envolvidos na operação. Tradicionalmente, esse porcentual não costuma superar 8%.

Com a operação da PF, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu investigação de conduta inapropriada e quebra das regras de governança corporativa. A instituição que coordenou o IPO, o Credit Suisse, assim como os auditores envolvidos, como a KPMG, também são investigados pela CVM. Desde sua estréia na Bolsa, em outubro de 2007, até hoje, os papéis da companhia acumulam perdas de 95,77%. Ontem, foram negociados por R$ 0,44.

Após a prisão dos executivos, a Agrenco iniciou negociações com o grupo francês Louis Dreyfus Commodities. A empresa recebeu outras duas ofertas, da Noble, de Hong Kong, e da suíça Glencore. Os três grupos estavam em negociação com os bancos credores, representados pelo Banco Bradesco BBI e o Banco Santander.

Em fato relevante enviado à CVM, a empresa afirma que a entrada em recuperação judicial foi uma exigência de eventuais investidores. “Qualquer novo aporte de recursos tem sido condicionado à apresentação de requerimento de recuperação judicial”, afirmou no fato relevante o diretor de relações com investidores da Agrenco, Theodorus Zwijnenberg.

A recuperação afeta apenas as subsidiárias da Agrenco no Brasil. O pedido será analisado pelo juiz Alexandre Lazzarini, da 1ª Vara de Falências e Recuperação de Empresas de São Paulo. Assessorada pelo escritório Felsberg e Associados, a empresa tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação.

BBAS3 – BB deve incorporar BESC em 30/09

A diretoria do Banco Estadual de Santa Catarina (Besc) informou ontem que a incorporação da instituição pelo Banco do Brasil deverá ocorrer no dia 30 de setembro, data colocada como “provável” da realização da assembléia dos acionistas das duas instituições.

A previsão é que até o dia 15 do próximo mês uma etapa importante seja anunciada ao mercado por meio de fato relevante: o resultado da avaliação de ativos para definição do valor a ser pago pelo BB na operação.

Ontem, o presidente do Besc, Luís Mário Lepka, informou que a data anteriormente prevista para o “dia D” da operação, que seria dia 29 de agosto, teve que ser revista por “questões técnicas” . Disse que a incorporação é processo que exige detalhamentos legais e operacionais e houve mais dificuldades do que se previa no início.

Lepka divulgou que o lucro líquido do conglomerado Besc, que inclui além do banco a Bescri (crédito imobiliário), Bescredi (financeira), Besc Leasing e Besc Val (distribuidora de títulos e valores mobiliários), somou R$ 28,9 milhões, um resultado 37,57% menor do que o do primeiro semestre de 2007, quando o lucro atingiu R$ 46,3 milhões.

Segundo ele, a queda decorre do fato de o resultado do ano anterior ter sido beneficiado por receitas operacionais não-recorrentes maiores do que as recorrentes do primeiro semestre de 2008. Essas receitas foram principalmente oriundas do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS). Neste ano, essas receitas somaram R$ 10 milhões, enquanto no primeiro semestre de 2007 elas foram perto de R$ 35 milhões. Se eliminado esse fato, ele explica que o lucro líquido mostraria estabilidade.

O resultado também sofreu impacto de despesas não-recorrentes, de R$ 6 milhões, referentes principalmente à atualização de depósitos de poupança do Plano Bresser.

A receita operacional do conglomerado fechou o semestre em R$ 22,9 milhões, uma redução de 54,4% em relação à receita operacional do primeiro semestre do ano passado, de R$ 50,2 milhões. No semestre, houve crescimento das operações de crédito para pessoa física, que subiram 12,01%, concentrando-se principalmente no crédito consignado.

Preço Alvo VALE3 a $90.84 e VALE5 a $75.75 pela SLW

A corretora SLW inicia cobertura dos papéis da Vale, com preço alvo de R$ 75,70 para as ações PNA (VALE5) e de R$ 90,84 para as ON (VALE3). Os valores denotam potencial de valorização de 96,6% e 108,4%, respectivamente (com base no fechamento de ontem). O analista Pedro Galdi avalia que a empresa “atravessa um período de forte crescimento operacional e de diversificação de produção”. Ele também destaca que a mineradora realiza “vultosos investimentos” na expansão de sua capacidade de produção e logística, além de aquisições realizadas nos últimos anos, como a da Inco. Galdi também destaca o fato de a Vale ser a segunda maior mineradora do mundo e a maior produtora de minério de ferro, além de possuir base de clientes diversificada. “Acreditamos que o momento ruim atual representa apenas um tropeço para o setor, que deverá seguir forte no futuro. Para a Vale, a estratégia de acelerar os investimentos em ativos próprios, diversificar sua exposição geográfica e buscar novas opções de ativos no mercado internacional será um fator determinante, a nosso ver, para que venha a capturar oportunidades para reforçar seus resultados e sua exposição no setor”, diz o relatório do especialista. Para a SLW, os preços do minério de ferro devem continuar evoluindo satisfatoriamente. No entanto, a volatilidade de preços do níquel e do cobre deve continuar no curto prazo, apesar da demanda crescente. “Esta situação estaria mais relacionada à turbulência do mercado financeiro internacional, do que propriamente aos fundamentos para estes metais”, afirma. O analista da SLW pondera que o comportamento dos preços futuros de minério de ferro, pelotas e commodities metálicas e a sustentação do ciclo de crescimento da economia mundial podem ser riscos ao investimento nas ações da empresa. Também há dúvidas sobre a continuidade do crescimento da indústria siderúrgica global, principalmente na China. Mudanças expressivas de cenário podem alterar representativamente as premissas utilizadas na avaliação da empresa, afirma Galdi.

Preço Alvo PCAR4 Pão de Açucar a $44 pela Planner

Apoiada na apresentação de resultados favoráveis depois da nomeação de Cláudio Galeazzi como CEO do grupo, a Planner Corretora recomenda a compra de ações preferenciais do Pão de Açúcar (PCAR4). O preço-alvo sugerido é de R$ 44, com um potencial de ganho de 30,56% com relação ao fechamento de ontem (R$ 33,70). “Isso sinaliza que a reestruturação implementada segue a meta traçada para 2008: aumentar as vendas no conceito mesmas lojas, melhorar a eficiência e buscar adequado retorno para os investimentos, mesmo com a contínua disputa com fornecedores na manutenção das margens. Apesar da alta da inflação e do aumento dos juros, o comércio varejista não tem sentido o desaquecimento das vendas, sendo sustentado pelo aumento da massa salarial e do crescimento no crédito”, disse a corretora em relatório. Dentre os aspectos positivos do balanço financeiro do segundo trimestre do grupo Pão de Açúcar estão o crescimento de 16,2% da receita bruta ante o mesmo período de 2007; redução das despesas operacionais em relação à receita líquida; a consolidação das operações do Assai Atacadista e o crescimento do Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) de 33% entre abril a junho em comparação aos mesmos meses do ano passado. Já a influência negativa do resultado financeiro líquido no desempenho geral da empresa foi citada como aspecto prejudicial.

Bom dia ! 28/08

A evolução da tempestade tropical Gustav e os indicadores macroeconômicos dos Estados Unidos e da Europa serão importantes para determinar a direção dos preços nos mercados financeiros mundiais nesta quinta-feira, na visão de analistas consultados pela Agência Leia. O mercado se foca na segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no segundo trimestre e indicadores europeus, como as vendas no varejo no Reino Unido e taxa de desemprego na Alemanha. Nesta manhã, o Ibovespa futuro, minutos após a sua abertura, subia 0,53%, aos 56.700 pontos. O Departamento do Comércio norte-americano informa os dados do PIB às 9h30. As estimativas apontam para um crescimento da ordem de 2,7%, após o avanço de 1,9% apontado na primeira prévia. No mesmo horário, o Departamento do Trabalho norte-americano divulga seu relatório sobre o número de pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 23 de agosto. A expectativa é que o número de novos pedidos caia em 7 mil para 425 mil. Analistas também aguardam um novo dia de volatilidade por conta da influência da tempestade tropical nos preços do petróleo. Nesta manhã, a commodity sobe mais de 1%, mas é encarada como efeito sazonal, em razão dos distúrbios ao fornecimento causados pela passagem de Gustav pelo Golfo do México. Hoje no Brasil, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou que o Indice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,1% em agosto, na comparação com julho, de 121,5 para 122,8 pontos. De acordo com a Sondagem da Indústria de Transformação, o ICI entre julho e agosto do ano passado o indicador havia apresentado avanço de 0,2%, na série sem ajuste sazonal. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o indicador também subiu 0,7%. Entre as notícias de empresas, destaque para a Eletropaulo. A companhia informou ontem à noite que foi deferido parecer favorável ao agravo de instrumento que determinava suspensão dos efeitos da decisão judicial proferida pela 4 Vara das Execuções Fiscais de São Paulo em 21 de agosto, que havia suspendido o pagamento de dividendos da Eletropaulo previsto para o próximo dia 28. Com a decisão, a subsidiária da companhia AES Elpa manterá o pagamento do montante de cerca de R$ 359,5 milhões para o dia 29 de agosto, confirme definido pelo Conselho de Administração da empresa em assembléia do dia 13 de agosto. Os papéis da empresa (ELPL6) ontem cederam 2,29%, sob preço de R$ 29,84. No setor de consumo, o conselho de administração da Sadia aprovou a incorporação da sua subsidiária Avícola Industrial Buriti Alegre (Goiáves). Segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após estudos, foi definido que a operação mostra uma significativa economia de escala, seja pela imediata redução de despesas por meio da uniformização e racionalização das atividades administrativas e operacionais, ou pelos decorrentes reflexos de natureza financeira e fiscal. A Sadia detém 99,9% do capital da Goiáves e suas ações (SDIA4) ontem subiram 3,17%, a R$ 10,41. E ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve reunido com o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, e com os presidentes de 19 das 27 montadoras ligadas à entidade. Segundo Schneider, o setor confirmou na reunião investimentos de US$ 23 bilhões até 2011 para pesquisa, desenvolvimento e aumento de produtividade nas montadoras e nas fabricantes de autopeças. O executivo também esteve presente com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que garantiu que não tem absolutamente nada previsto em relação a modificação de alíquotas de tributos para financiamento. Mantega também afirmou que não está na mesa nenhuma avaliação do governo sobre elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para operações de leasing. No pregão de ontem, os papéis da CSN (CSNA3) aumentaram 2,77%, a R$ 55,50. As ações ON da Usiminas (USIM3) ganharam 3,05%, a R$ 53,90 e as PNA (USIM5) registraram valorização de 2,49%, a R$ 55,50. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam perdas. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, caía 0,11%, aos 1.899,50 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, cedia 0,04%, aos 1.281,5 pontos. Na Europa, os mercados têm rumos opostos. Em Londres, o índice FTSE aumentava 0,39%, aos 5.549,7 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt cedia 0,20% aos 6.307,95 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 0,04 %, aos 4.370,9 pontos. Hoje na Alemanha, a Agência Federal do Trabalho anunciou que o número de desempregados desceu 14.000, em bases não ajustadas, para 3.196.000. Na comparação com igual mês do ano passado, o número caiu 510.000. Com isso, a taxa retraiu para 7,6%, quando a expectativa era de que a taxa ficasse estável em 7,8%. Os dados divulgados sinalizam que, apesar da desaceleração da economia alemã, o mercado de trabalho permanece aquecido. No Reino Unido, o índice de vendas no varejo retraiu em agosto para seu menor nível desde quando a medição começou a ser realizada em 1983, refletindo a deterioração do setor imobiliário, a alta da inflação e a queda na confiança do consumidor, de acordo com dados divulgados hoje pela Confederação das Indústrias Britânicas (CBI, na sigla em inglês). Das empresas consultadas pela CBI, o balanço apontou que -46 reportaram que as vendas no varejo cresceram neste mês, ante -36 em julho. Para setembro é esperado que o índice fique em -42. As principais bolsas encerraram o pregão na Ásia sem rumo definido. Em Hong Kong, o índice Hang Seng diminuiu 2,29%, aos 20.972,29 pontos, enquanto o Kospi, em Seul, recuou 1,32%, e atingiu 1.474,15 pontos. No sentido oposto, na bolsa do Japão o índice Nikkei 225 teve leve alta de 0,12%, aos 12.768,25 pontos. Na China, o Xangai composto encerrou o dia em alta de 0,34%, somando 2.350,14 pontos. O mercado de petróleo opera em elevação. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco aumentava 1,24 %, cotado a US$ 119,62. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha alta de 1,10 %, a US$ 117,49. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em queda de 0,18%, cotado a R$ 1,6190. O contrato futuro, com vencimento em setembro, perdia 0,39%, a R$ 1,619. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 subiam, de 13,90% para 13,91%. Os com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,69% para 14,72%.

AGEN11 – Agrenco – Suspensão dos negócios

Nos termos da Instrucao da Comissao de Valores Mobiliarios ("CVM") n. 358, de 30
de janeiro de 2002, e alteracoes posteriores a Agrenco Limited (“Agrenco” ou
“Companhia”) vem a publico informar que, em Reuniao do Conselho de Administracao
da Companhia, realizada em 27 de agosto deste ano, a Diretoria submeteu ao
Conselho de Administracao as razoes pelas quais propunha a apresentacao, pela
Companhia, do pedido de recuperacao judicial de suas subsidiarias no Brasil, e o
Conselho deliberou autorizar a apresentacao do requerimento de Pedido de
Recuperacao Judicial.

Como foi informado ao mercado, a Companhia tem mantido negociacoes com grupos
interessados em participar do processo de capitalizacao da empresa. Tais grupos
tem mantido contato com os principais bancos credores da Companhia,
representados pelo Banco Bradesco BBI S.A e o Banco Santander S.A., contratados
para prestar assessoria economica aquele grupo de credores. Contudo, com o
agravamento da situacao financeira da Companhia, aliado ao fato de que qualquer
novo aporte de recursos tem sido condicionado a apresentacao de requerimento de
recuperacao judicial, estamos certos de que tal requerimento e o que melhor
atende, neste momento, aos interesses de acionistas, credores e funcionarios da
Agrenco. 

Desta forma, o requerimento de recuperacao judicial das subsidiarias da Agrenco
no Brasil foi apresentado na data de hoje, 27 de agosto, na Comarca de Sao
Paulo. Em 60 dias, a contar desta data, sera elaborado um Plano de Recuperacao
Judicial, no qual a Companhia descrevera as medidas a serem adotadas de forma
que tanto a Agrenco Limited quanto suas subsidiarias possam superar as atuais
dificuldades economico-financeiras, garantindo a manutencao do seu negocio e o
interesse comum de todas as partes envolvidas. 

A Companhia informa ainda aos seus acionistas e ao publico em geral que o Plano
de Recuperacao Judicial das subsidiarias da Agrenco no Brasil estara disponivel
no site da CVM e BM&F BOVESPA S.A., no competente Cartorio da Vara de Falencias
e Recuperacoes Judiciais da Comarca de Sao Paulo e na sede da Companhia,
inclusive, em seu website www.agrencogroup.com/ri, tao logo seja apresentado. 

Nota: No aguardo de informacoes adicionais sobre o pedido de recuperacao
judicial das subsidiarias da Agrenco Limited no Brasil, ficam suspensos os
negocios com os BDRs dessa empresa a partir do pregao de 28/08/2008.

AGEN11 – Agrenco tem 60 dias para apresentar plano de recuperação

Depois de uma agonia de pouco mais de dois meses, a Agrenco deu entrada ontem com o pedido de recuperação judicial, na Comarca de São Paulo. A companhia, envolvida num escândalo de fraude por seus controladores, terá a partir de agora dois meses para apresentar um plano aos credores, que visa o restabelecimento dos negócios e o pagamento das dívidas.

A iniciativa foi solicitada por interessados em capitalizar a empresa e ficar com o controle das atividades, segundo o gerente de relações com investidores da Agrenco, Marco Antonio de Modesti. Ele contou que o processo de negociação continua. Há seis interessados em conversações com o banco JP Morgan, contratado para conduzir essa etapa – entre os quais o grupo francês Louis Dreyfus, o asiático Noble e a suiça Glencore. Segundo ele, a chance de sucesso na negociação cresceu após essa decisão.

Joel Bastos, advogado contratado pela companhia para conduzir o processo de recuperação, explicou que dessa forma a companhia ficará protegida por 180 dias contra ações de credores. “Nada mais é do que um acordo ordenado entre as partes, coordenado pelo Judiciário.” A companhia apresentará suas possibilidades e os credores aprovarão os termos em assembléia.

Já para os interessados em trazer dinheiro novo à empresa, é uma segurança. Os recursos que chegarem ao negócio são focados na continuidade e no restabelecimento do equilíbrio das operações. Além disso, tal dinheiro tem status diferenciado, na hipótese de falência. O pagamento desses recursos tem prioridade até mesmo sobre o Fisco.

Modesti, enfatizou que não é considerada a possibilidade de falência. “Todos os esforços estão voltados para a continuidade do negócio.” O executivo contou que um grupo de credores representantes de um terço dos débitos, entre os quais Bradesco BBI e Santander, apóiam a iniciativa. A companhia vem mantendo diálogo com os financiadores. Com a abertura oficial dos trabalhos de recuperação, todos os credores serão envolvidos na negociação.

A possibilidade de recuperação judicial foi considerada desde a prisão dos sócios controladores – Antonio Iafelice, Antônio Augusto Pires Jr. e Francisco Ramos. Eles foram presos na Operação Influenza, da Política Federal, em 20 de junho. Em julho, foram soltos depois de obterem habeas corpus.

Essa possibilidade foi aventada junto com a capitalização por um sócio estratégico ou ainda a venda de ativos. A companhia enfrentava dificuldades financeiras antes mesmo do estouro do escândalo. Desde o começo do ano, os administradores mantinham conversas com potenciais interessados em trazer recursos à empresa. O balanço de março apontava dívida de R$ 1,2 bilhão, com 80% do vencimento no curto prazo, e apenas R$ 52 milhões em caixa.

Porém, antes da intensificação das conversas com as companhias interessadas, após a ação da PF, a alternativa da recuperação era tida como mais arriscada, pois poderia prejudicar o andamento dos negócios pela imagem da companhia. Mas a demora das negociações e o agravamento das dificuldades internas e também com credores e fornecedores tornou esse caminho o mais indicado.

De acordo com Modesti, a empresa perdeu cerca de 20% do quadro de 800 funcionários e as operações foram significativamente reduzidas após a atuação da PF. Além disso, o executivo explicou que boa parte dos estoques de grãos foram tomados por credores que tinham essa garantia nos contratos. Apesar disso, Fabio Russo, que assumiu a presidência no lugar de Iafelice, e o diretor financeiro, Theodorus Antonius Zwijnenberg, continuam nos cargos.

Contudo, as decisões estratégicas estão sendo tomadas pela nova formação do conselho, aprovada após a prisão dos controladores: José Guimarães Monforte, Cássio Casseb e James Wright.

O balanço do segundo trimestre ainda não foi entregue à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O prazo regulamentar para apresentação dos números terminou em 15 de agosto. De acordo com Modesti, ainda não há uma data prevista para a divulgação das informações, pois depende da finalização dos trabalhos da auditoria externa, a KPMG, entre outros. Não é certeza, porém, que os dados virão acompanhados do relatório de revisão da auditoria, contratado pela empresa em função das denúncias da PF – de potencial fraude dos números e desvio de recursos por parte dos controladores.

Desde sexta-feira, quando o Valor publicou que a companhia estudava o processo de recuperação judicial, as ações (BDRs) da empresa perderam mais da metade do valor. Na sexta-feira, fecharam o pregão valendo R$ 0,99 e ontem encerram o dia a R$ 0,44. Na abertura de capital, em outubro do ano passado, a Agrenco captou R$ 666 milhões, quando as ações foram oferecidas aos investidores por R$ 10,40. O escândalo gerou questionamento sobre o preparo das companhias que foram à bolsa em meio a euforia de 2007. Além disso, acendeu a luz amarela sobre empresas com operação no Brasil, mas com sede em paraíso fiscal – Bermudas, no caso da Agrenco – e que optaram por listar BDRs na bolsa paulista.

Subsídio a combustível de aviação em análise

Está em discussão no governo a possibilidade de ampliar o intervalo de tempo para o reajuste do querosene de aviação (QAV), atualmente determinado por contrato, mensalmente. A informação é do diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ronaldo Serôa da Motta. Esta é uma reivindicação do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) encaminhada ao Ministério da Defesa em meados de julho. “Eles querem um tipo de subsídio semelhante ao que a Petrobrás dá para o GLP, o gás de cozinha”, disse o diretor.A mudança valeria para o combustível de aviação usado apenas no tráfego aéreo doméstico. O GLP dos botijões de 13 quilos não é reajustado desde 2002. No entanto, botijões com volumes maiores já tiveram pelo menos três reajustes.O Snea alega que o ministro Nelson Jobim teria se comprometido “a fazer gestões” junto à Petrobrás para discutir uma eventual alteração no cálculo do QAV. De acordo com Motta, foi pedido um documento ao Snea que mostre a defasagem entre o preço do QAV no País e no mercado internacional.O diretor enfatiza que a agência atua apenas como órgão técnico e não tem maior ingerência nessa reivindicação. “Não temos mecanismos legais para fazer”, disse.O QAV acumula alta de 36,38% no ano, sendo que em 2007 o combustível teve alta de 12,6%. Segundo o Snea, o querosene respondia, em média, por até 35% dos custos de uma empresa aérea no ano passado. Atualmente, essa parcela subiu para 45%.

TEND3 – Tenda com problemas

Os fracos resultados trimestrais reportados há duas semanas continuam penalizando os papéis da Construtora Tenda (TEND3). Depois de caírem mais de 20% no dia da divulgação dos números, as ações ordinárias da companhia ainda encontraram espaço para nova derrocada de 25,37% nesta quarta-feira (27).

Desta vez, grande parte do movimento pode ser atribuído ao relatório divulgado pelo Credit Suisse, que tendo em vista a falta de perspectivas trazida pelo balanço contábil do segundo trimestre, decidiu por reduzir a recomendação e o preço-alvo para os ativos da empresa.

A sugestão, que antes era de outperform – acima da média do mercado -, passou para neutra. Já a mudança efetuada pelo banco de investimentos no target dos papéis foi mais drástica, de R$ 21,00 para R$ 7,00 (potencial de valorização de 75% para os próximos doze meses).

Operações enfrentam problemas
Segundo os analistas, a alteração reflete, entre outros fatores, a expectativa de que o ciclo operacional dos projetos da Tenda – que vai desde o lançamento até a entrega – dure muito mais do que o previsto, o que tende a prejudicar a geração de fluxo de caixa e a rentabilidade da empresa. O elevado número de vendas canceladas no trimestre passado reforça essa tese.

Adicionalmente, a equipe considera muito baixa a capacidade atual de entrega da companhia, de apenas 200 unidades por mês – como a própria Tenda destacou -, principalmente sabendo que nos últimos 18 meses a empresa entregou nada menos que 39.980 unidades (média de mais de 2.200 por mês).

Em conseqüência, o Credit Suisse também reduziu a expectativa de crescimento dos lançamentos da construtora para 10% em 2008 e 13% em 2009, enquanto as projeções para o lucro caíram de R$ 201 milhões para R$ 116 milhões neste ano e de R$ 395 milhões para R$ 286 milhões no próximo.

Crédito Associativo em baixa
Por fim, a equipe do banco suíço destaca a fraca participação da modalidade de Crédito Associativo nas operações da Tenda como mais um ponto decepcionante dos resultados no último trimestre, pois aumenta a necessidade de capitalização da empresa.

De acordo com o balanço publicado pela companhia, 87 projetos estão submetidos à Caixa Econômica Federal. Destes, apenas 10 já se encontram assinados, totalizando um VGV (Valor Geral de Vendas) total de R$ 95 milhões.

As estimativas dos analistas apontavam para um VGV de R$ 750 milhões, ou 30% dos lançamentos de 2008. Em virtude da fraca performance reportada, as projeções foram rebaixadas para uma participação de R$ 260 milhões, equivalente a 10% dos lançamentos do ano.

Investidores buscam empresas confiáveis e lucrativas

Na hora de aplicar seu dinheiro em ações, o investidor considera, como critério mais importante na escolha dos papéis que vai comprar, a solidez (qualidade e segurança) e a lucratividade da empresa. Este perfil foi traçado por pesquisa feita pela consultoria Brand Analytics, que entrevistou 100 investidores individuais, com aplicações acima de R$ 5.000.

Em segundo lugar na lista, mas com relativa distância do primeiro critério – classificado com o índice 100 – , está a transparência da empresa em seus negócios e nas relações com os investidores, com 39 na classificação. Em terceiro lugar (31) está a preocupação com o setor de atuação da empresa.

Investimentos de longo prazo
O fato de a empresa ser uma boa pagadora de dividendos – lucros das empresas, periodicamente repartidos com os acionistas -, teoricamente uma variável interessante para a escolha das ações, aparece apenas no quarto lugar.

Segundo os especialistas da Brand Analytics, esse comportamento pode indicar uma tendência dos investidores em se preocuparem mais com investimentos longos e seguros, e não com lucros de curto prazo.

Critérios fundamentalistas
Os critérios citados na pesquisa sugerem que os investidores estão escolhendo quais ações comprar com base na análise fundamentalista, um tipo de método para o estudo do mercado financeiro. A análise fundamentalista não procura observar diretamente o comportamento das cotações da bolsa (esse é o foco de outro método, chamado análise técnica).

O foco da análise fundamentalista é conhecer e acompanhar a evolução de dados fundamentais das empresas. Dentre esses dados estão as informações obtidas no balanço das empresas, o patrimônio da companhia, sua situação no mercado, dentre outras.

Por meio dessa técnica, pode-se definir o valor de mercado das empresas, variável pela qual é possível estimar se o preço das ações das companhias está caro ou barato, se é um valor justo a ser pago, que corresponde ao valor real das empresas.

A partir daí, é possível estimar quanto se pode conseguir de lucro na compra das ações, seja pela valorização destas, seja pelo pagamento de dividendos por parte da empresa.

LCI atrai investidores

Aliar segurança com maior rentabilidade. Esse é o objetivo dos investidores que buscam alternativas mais atrativas de aplicações de renda fixa.

As LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) têm atraído os investidores, por conta de seu caráter conservador e de baixo risco, mas com uma rentabilidade maior do que muitas alternativas mais tradicionais, principalmente por conta da isenção do Imposto de Renda, na fonte e na declaração, para os investidores pessoa física.

Entenda o investimento
Diferentemente das Letras Hipotecárias, lastreadas em hipotecas, as LCIs podem ser lastreadas em créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciária de bem imóvel.

O que isso significa? De maneira mais simples, significa que as instituições financeiras autorizadas a emitirem LCIs usam parte de suas carteiras de créditos imobiliários como garantia para uma aplicação que pode ser oferecida a seus clientes. Os recursos aplicados, por sua vez, são direcionados para financiamentos habitacionais.

Assim, as Letras de Crédito Imobiliário são vistas em todo o mundo como um investimento de baixo risco, pois têm garantia real, que é o imóvel financiado com seus recursos.

O perfil do investidor
De acordo com Vitor Bidetti, diretor da Brazilian Mortgages, primeira companhia hipotecária independente no mercado, qualquer pessoa física ou jurídica pode optar por este tipo de aplicação, desde que tenha o valor mínimo disponível exigido pelas instituições.

“Hoje, a partir de R$ 20 mil ou R$ 30 mil é possível entrar neste mercado”, afirmou Bidetti. Segundo ele, a média da instituição é de aplicações em torno de R$ 200 mil ou R$ 300 mil.

Segura, a aplicação tem atraído, segundo o especialista, o típico investidor brasileiro. “As LCIs são procuradas por aqueles com perfil mais conservador, que buscam diversificar o portifólio, visando um retorno interessante, aliado ao baixo risco”, definiu Bidetti.

Quanto ao prazo, segundo Vitor, o montante deve ficar aplicado por, no mínimo, dois meses. “Não existe um prazo máximo, pois depende do lastro da instituição, mas a maioria dos investimentos gira em torno de 2 a 12 meses”. Segundo ele, é até possível oferecer um prazo maior, “mas não é comum o investidor querer um papel tão longo e é essa liquidez que também chama a atenção dos investidores”.

Vantagens e riscos da aplicação
As LCIs conferem aos seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros e, se for o caso, atualização monetária.

Frente a alternativas, como fundos de renda fixa e CDB, a isenção de imposto de renda é o que torna o investimento em LCIs mais atrativo. “Uma LCI, num prazo de 180 dias, que promete rendimento de 90% do CDI, garante esses 90%. Para um CDB com a mesma rentabilidade líquida, seria necessário um rendimento bruto de 116,13%, ou seja, praticamente impossível de encontrar”, exemplificou, de acordo com a tabela abaixo:

Prazo CDI líquido IR (alíquota) Taxa bruta equivalente
Até 180 dias 90% 22,5% 116,13%
De 181 a 360 dias 90% 20% 112,50%
De 361 a 720 dias 90% 17,50% 109,09%
Acima de 720 dias 90% 15% 105,88%

Fonte: Banco Ourinvest

Além disso, a liquidez e o baixo risco são outros diferenciais.

“O único risco da aplicação, por conta de ser um título privado, é o de a própria empresa ter problemas”, explicou Bidetti. “No entanto, a instituição só pode emitir letras com base em lastros de créditos já desembolsados, ou seja, um limite que dá segurança ao investidor”, completou.

AGEN11 – Agrenco – Comentário sobre o Fato Relevante

Prezados,

Como eu vinha me pronunciando até agora, quero deixar minha opinião a respeito deste novo fato relevante. É apenas uma opinião com base em meus conceitos sobre o assunto.

Eu havia comentado antes que o melhor caminho para a empresa era primeiro anunciar o novo sócio e apartir disto desenhar , se necessário o plano de recuperação. Isto somente não aconteceria se as condições financeiras estivessem seriamente afetadas.

Com o fato relevante apresentado hoje, confirmando que a empresa requereu a recuperação junto à Comarca , vemos a situação delicada na qual se encontra a Agrenco. Acredito que as vendas ocorridas no mercado que derrubaram ainda mais as cotações estão associadas a esta notícia, já que como sabemos, sempre há grupos com privilégio nas informações.

A Recuperação Judicial não é um péssimo negócio, mas há riscos. Com as margens muito baixas apresentadas, o fantasma da falência rondará as AGCs qdo das decisões sobre os rumos da empresa. Agora temos q se submeter a interesses de credores , e não sabemos se estes credores farão parte da empresa como acionistas ou não. Não sabemos se haverá diluição das ações ou não. Dentre muitas outras condições.

Alerto aos investidores para que leiam com muito carinho , qdo apresentado, o Plano de Recuperação. E muito cuidado nas operações com os papéis.
Não caiam nas especulações que com certeza irão surgir pelo tempo que se terá de esperar pelo Plano. Cuidado com FÖRUNS, com diz-que-diz, com fulano q conhece ciclano e falou que , etc …

Q o Plano seja favorável a todos !

Abraço !