O Ibovespa futuro opera em alta nesta manhã, no sentido oposto dos principais mercados internacionais. As atenções do dia se voltam para a divulgação dos estoques de petróleo nos Estados Unidos. Apesar do movimento que indica uma abertura positiva para o mercado à vista no Brasil, especialistas destacam que o nervosismo no mercado financeiro deve se manter no curto prazo. Além disso, a ausência do investidor estrangeiro deverá manter a volatilidade e o baixo volume na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa futuro há pouco subia 0,57%, aos 55.560 pontos. O Departamento de Energia norte-americano (DoE) e o Instituto Americano do Petróleo (API) divulgam às 11h35 seus relatórios semanais sobre o petróleo. Hoje já foi anunciado que os pedidos de bens duráveis em julho subiram 1,3%. Na semana anterior o indicador recuou 1,5%. De acordo com o índice divulgado hoje pela Associação dos Bancos Hipotecários (MBA), os pedidos semanais de hipotecas nos Estados Unidos aumentaram0,5%, na comparação com a semana anterior, para 421,6, em bases ajustadas, na semana encerrada no dia 22 de agosto. No Brasil, Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou na manhã de hoje que o Indice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,32% em agosto. No ano, o indicador acumula alta de 8,35% e em doze meses, avança 13,63%. O resultado ficou acima das projeções do mercado, segundo a mediana das instituições financeiras ouvidas pela Agência Leia, que apontava deflação de 0,16% neste mês. As estimativas dos economistas consultados para o Termômetro Leia variavam entre -0,05% e -0,25%. Pelo conceito de mediana, 50% das projeções estavam acima de -0,16% e 50%, abaixo. A média das estimativas ficou em -0,16%. O entre os componentes do indicador, a taxa de inflação medida pelo Indice de Preços por Atacado (IPA) deixou de registrar inflação de 2,20% em julho para ter deflação de 0,74% este mês. O Indice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,23%, ante 0,65%, registrado na mesma base de comparação e o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) também desacelerou de 1,42% para 1,27%. Já a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) anunciou que a inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – São Paulo (IPC-SP) acelerou 0,01 ponto percentual para 0,34% na terceira quadrissemana de agosto, após nove semanas seguidas de desacelerações. As siderúrgicas são destaque hoje no cenário corporativo. Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service alterou de estável para positiva a perspectiva para os ratings corporativos Ba1 atribuídos para a Gerdau e Gerdau Ameristeel Corporation. A agência de classificação também retirou os ratings das operações representadas pela Gerdau Açominas S.A., Gerdau Aços Longos S.A., Gerdau Aços Especiais S.A. e Comercial de Aços S.A., representadas sob o nome “Gerdau Brazil”. A Moody’s acredita na manutenção no sistema de pagamento de dívidas da Gerdau e também destaca o sucesso na integração da Chaparral Steel, adquirida em setembro do ano passado, e da Macsteel, em abril deste ano. Segundo a agência, os ratings da Gerdau continuam sendo sustentados pela sólida geração de caixa, boa geografia operacional e bom gerenciamento de custos da empresa. No pregão de ontem, os papéis da Gerdau S/A (GGBR4) aumentaram 0,69% (a R$ 29,00) e as da Metalúrgica (GOAU4), 0,90 % (cotadas a R$ 39,07). Já a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) enviou comunicado ao mercado em que informa que está impedida de realizar a distribuição dos dividendos, prevista para hoje. A decisão foi proferida pela Justiça Federal do Estado do Rio de Janeiro, provocadas por manifestação da Fazenda Nacional. “A Companhia está examinando as medidas necessárias para a defesa de seus interesses e dos seus acionistas”, diz o comunicado da CSN. No dia 14 de agosto, a siderúrgica aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 160 milhões, equivalente a R$ 0,207935 por ação em circulação. Ontem, na Bovespa, as ações da companhia (CSNA3) subiram 1,10%, fechando a R$ 54,00. No setor de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste médio de 11,63% para as tarifas da Elektro Eletricidade e Serviços S/A. Os clientes residenciais (baixa tensão) da distribuidora terão suas faturas reajustadas em 11,61% e os grandes consumidores e indústrias (alta tensão) terão reajuste médio de 9,72%. Os índices serão aplicados a partir desta terça-feira, 27, e corresponderão a um efeito nédio, a ser percebido pelos clientes da empresa, de 10,91%. Segundo a Aneel, o aumento foi impactado principalmente pela variação do IGP-M nos últimos 12 meses. O reajuste também sofreu influência dos encargos setoriais recolhidos pela Elektro, especialmente recursos utilizados para a compra de energia de usinas termelétricas acionadas no início de 2008 para combater o risco de racionamento de energia no país. A Elektro possui um total de 2,28 milhões de clientes em 223 municípios do interior de São Paulo, entre eles, Rio Claro, Limeira e Guarujá. Os papéis PN da companhia (EKTR4) ontem cederam 5,26%, a R$ 18. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam perdas. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, caía 0,30%, aos 1.885,75 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, cedia 0,34%, aos 1.267,30 pontos. Na Europa, os mercados têm rumos opostos. Em Londres, o índice FTSE aumentava 0,19%, aos 5.481,50 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt cedia 1,09 % aos 6.271,02 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 0,98 %, aos 4.325,72 pontos. Os principais mercados asiáticos encerraram os negócios sem tendência definida. Em Seul, o índice Kospi fechou em alta de 0,25%, aos 1.493,92 pontos, enquanto o Hang Sang, em Hong Kong, aumentou 1,94% e atingiu 21.464,72 pontos. No sentido oposto, o Nikkei 225, na bolsa do Japão, perdeu 0,20%, para 12.752,96 pontos. Na China, o Xangai Composto cedeu 0,34%, e fechou as negociações aos 2.342,15 pontos. O mercado de petróleo opera em elevação. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco aumentava 1,85 %, cotado a US$ 118,43. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha alta de 1,57 %, a US$ 116,43. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em queda de 0,55%, cotado a R$ 1,6230. O contrato futuro, com vencimento em setembro, perdia 0,39%, a R$ 1,623. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 subiam, de 13,88% para 13,89%. Os com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,68% para 14,69%.