AGEN11 – Agrenco – Pedido de Recuperação Judicial

Como foi informado ao mercado, a Companhia tem mantido negociações com grupos interessados em participar do processo de capitalização da empresa. Tais grupos têm mantido contato com os principais bancos credores da Companhia, representados pelo Banco Bradesco BBI S.A e o Banco Santander S.A., contratados para prestar assessoria econômica aquele grupo de credores. Contudo, com o agravamento da situação financeira da Companhia, aliado ao fato de que qualquer novo aporte de recursos tem sido condicionado a apresentação de requerimento de recuperação judicial, estamos certos de que tal requerimento é o que melhor atende, neste momento, aos interesses de acionistas, credores e funcionários da Agrenco. Desta forma, o requerimento de recuperação judicial das subsidiárias da Agrenco no Brasil foi apresentado na data de hoje, 27 de agosto, na Comarca de São Paulo. Em 60 dias, a contar desta data, será elaborado um Plano de Recuperação Judicial, no qual a Companhia descreverá as medidas a serem adotadas de forma que tanto a Agrenco Limited quanto suas subsidiárias possam superar as atuais dificuldades econômico-financeiras, garantindo a manutenção do seu negócio e o interesse comum de todas as partes envolvidas. A Companhia informa ainda aos seus acionistas e ao público em geral que o Plano de Recuperação Judicial das subsidiárias da Agrenco no Brasil estará disponível no site da CVM e BM&F BOVESPA S.A., no competente Cartório da Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo e na sede da Companhia, inclusive, em seu website www.agrencogroup.com/ri, tão logo seja apresentado.

Desapropriações de áreas do pre-sal preocupam

As empresas de petróleo que operam no país começam a se preocupar com o desencontro de informações sobre os planos do governo para o pré-sal. Enquanto investidores experientes, como Mark Mobius, do Templeton Investments, aguardam mais informações, as empresas ligadas ao Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) fizeram reunião de emergência domingo para discutir os efeitos de uma possível desapropriação das áreas do pré-sal já concedidas para a Petrobras e estrangeiras. A informação de que a alternativa estava sendo estudada pelo comitê que estuda as novas regras para o pré-sal foi dada pelo ministro Edison Lobão, mas depois foi desmentida por ele, que admitiu ter sido repreendido pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Uma desapropriação vai de encontro a tudo que o governo Lula defendeu, e cumpriu, desde que assumiu o mandato em 2003 no que diz respeito à quebra de contratos. Uma medida dessa natureza teria efeitos nocivos sobre o “investment grade” obtido pelo país.

Segundo executivo da indústria que prefere não ter o nome divulgado, “está difícil saber o que o governo pretende”. Para ele, se a intenção é revisar o marco regulatório e mudar o regime de concessão para a partilha com objetivo de agregar valor ao petróleo nacional, não é preciso mudar a Lei do Petróleo. A opinião é compartilhada pelo diretor de relações institucionais da BP Brasil, Ivan Simões Filho. “O governo pode colocar uma cláusula de preferência para refinarias nacionais nos contratos futuros. Ninguém vai querer exportar por exportar e se puder vender aqui, por que alguém iria preferir gastar com transporte?”, pondera.

As cláusulas atuais obrigam a venda de petróleo brasileiro no país apenas em caso de emergência nacional decretada pelo presidente da República. O executivo observa que atualmente o petróleo brasileiro é exportado, inclusive pela Petrobras, devido a especificações nas refinarias que ainda estão sendo modernizadas para processarem petróleo pesado.

À medida que se construa um parque de refino com possibilidade de processar óleo com características similares ao do pré-sal, Simões diz que “não vê sentido ” no refino fora do país. A discussões sobre o novo marco regulatório vêm ocupando a indústria e a própria Petrobras. Na empresa as declarações do ministro foram recebidas como “um absurdo” dado o enorme valor atribuído a ela por esse governo. A companhia vem defendendo uma solução salomônica para os campos do pré-sal que se estendem para fora dos blocos licitados, propondo que as reservas sejam integralizadas em seu capital, o que traria uma arrecadação extra para o governo.

A idéia que inicialmente deixou a companhia isolada no comitê do pré-sal agora começa a ser analisada com mais atenção. Até porque a outra opção seria a securitização desses recursos, o que, na prática, seria vender reservas ainda não dimensionadas para o mercado financeiro. Essa venda seria feita com deságio, já que ainda são desconhecidas as reservas na área.

Ao final de tanta discussão, o Credit Suisse divulgou relatório, no qual aposta na possibilidade de o governo adotar um sistema misto, com o regime de concessão para áreas já leiloadas e a partilha da produção para as áreas do pré-sal ainda não licitadas. Nessas áreas, segundo o banco, há “chance razoável” de se criar nova empresa 100% estatal.

Plataforma de Tupi poderá ficar pronta em 2010

A Petrobras e a Mitsui Ocean Development & Engineering Co. (Modec) assinaram memorando de intenções para construção, afretamento e operação da plataforma que será utilizada no projeto-piloto do campo de Tupi, na Bacia de Santos. A unidade será do tipo FPSO, com capacidade de produzir 100 mil barris de óleo ou 150 mil barris de fluidos por dia, com capacidade de armazenagem de 1,6 milhão de barris.

A expectativa da Modec é de que a plataforma chegue ao país no quarto trimestre de 2010, para ser instalada em lâmina d’água de 2.150 metros. A empresa japonesa será responsável pelo projeto de engenharia, construção e operação, enquanto a Sofec ficará responsável pelo sistema de ancoragem. O contrato prevê o afretamento por 15 anos, com cinco renovações anuais possíveis.

Fundos de ações perdem fôlego

O fôlego dos investidores pelos fundos de ações, que vinham puxando a captação de recursos do setor, começa a dar sinais de arrefecimento. Desde o início do ano, enquanto várias categorias de fundos registravam resgates, as aplicações em ações se mantinham positivas, mesmo com o mercado oscilando muito. A paciência do investidor, entretanto, parece agora estar perdendo força.

Apesar de no ano os fundos de ações ainda terem captação de R$ 5,035 bilhões, em agosto a categoria apresenta resgates de R$ 142 milhões, até o dia 22. A saída de recursos pode ser considerada pequena e ainda é cedo para se falar em reversão de tendência. De qualquer forma, o movimento chama a atenção, pois é algo que não se via no setor até agora.

Segundo levantamento do site financeiro Fortuna, de 16 de maio a 22 de agosto, ou seja, em 14 semanas, os fundos de ações captaram R$ 5,3 bilhões, apesar de registrarem perda média de 22,67%, ante queda de 23,52% do Índice Bovespa no mesmo período. Do total captado, 55% dos recursos tiveram como destino fundos exclusivos. Em seguida, ficaram as carteiras formadas somente por papéis da Petrobras, com 19%. Os fundos compostos somente por ações da Vale representaram 9% da captação e as demais categorias, 18%. Tanto as aplicações em Petrobras como em Vale são aquelas formadas por recursos próprios do investidor, já que as carteiras que receberam recursos do FGTS não podem mais receber captações.

A paciência do investidor diminuiu bastante e, o que se vê, é todo mundo colocando o pé no freio, diz Marcelo Pereira, sócio do escritório de aconselhamento financeiro Tag Investimentos. “Muita gente estava colocando dinheiro em bolsa na aposta que que o mercado voltaria, mas não voltou, e o longo prazo está cada vez mais longo, o que exige uma paciência extra”, afirma o executivo. “Já é comum ver clientes que entraram há um ou dois meses que já estão sacando”, conta.

Na avaliação dele, muitos papéis estão bem baratos na bolsa, dado que o lucro reportado por grandes empresas no primeiro semestre permaneceu alto. “O problema é comprar e conseguir carregar essas ações até o mercado dar uma respirada, principalmente com a renda fixa com retornos interessantes”, diz. “O momento é de busca por proteção.”

Os dados do Fortuna mostram captações de R$ 9,202 bilhões no setor de fundos com um todo até o dia 22. Um olhar mais atento, no entanto, mostra que não é bem assim. O número aparece positivo graças ao ingresso de recursos, no valor de R$ 32,056 bilhões, da categoria poder público – carteiras voltadas para estados e municípios e que o investidor comum não tem acesso. Excluindo-se esses fundos e as carteiras de privatização (com dinheiro do FGTS), o que se vê é que o setor de fundos apresenta resgates de R$ 21,819 bilhões. No mês, fazendo-se as mesmas exclusões, os saques somam R$ 5,954 bilhões.

Em agosto, até o dia 22, os fundos de renda fixa que podem aplicar em títulos prefixados apresentam resgates de R$ 3,149 bilhões. A rentabilidade média da categoria é de 0,73%, ante 0,77% do CDI no período. No ano, as saídas somam R$ 19,958 bilhões e o ganho médio é de 7,22%, ante 7,33% do CDI.

Chama a atenção, ainda, os resgates no mês dos fundos curto prazo – carteiras que aplicam em títulos com vencimento em até 360 dias. A categoria registra resgates de R$ 1,123 bilhão e retorno médio de 0,70%. No ano, no entanto, a categoria ainda tem captação de R$ 2,005 bilhões. Em termos de retorno, o ganho médio é de 6,58%.

Brasil atrai assets estrangeiras

O crescimento da indústria de fundos no Brasil, aliado à adoção da estrutura de arquitetura aberta para a distribuição dos produtos e a abertura para aplicações em ativos no exterior têm atraído as assets estrangeiras.

Luciane Ribeiro, da Comissão de Administração de Recursos de Terceiros da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), ressalta que com o investment grade houve maior interesse dos administradores de fundos estrangeiros para entrar na indústria local, seja por meio da abertura de unidades próprias de gestão ou pela compra de gestoras independentes, movimento que já vem ocorrendo nos últimos anos, com a compra, por exemplo, da Hedging-Griffo pelo Credit Suisse, e da Arx pela BNY Mellon.

O banco de investimento Goldman Sachs também está estruturando uma asset management no Brasil, e já criou seu primeiro fundo de ações, com recursos próprios para testar as estratégias e ganhar corpo para abrir em seguida para os investidores. A estratégia faz parte da expansão do banco, que tem cerca de US$ 780,5 bilhões de ativos sob gestão, de expandir as operações em mercados emergentes com forte crescimento do mercado de capitais como China e Coréia do Sul.

O banco Fortis, que integrou o consórcio que comprou o Banco ABN Amro, junto com Santander e o Royal Bank of Scotland (RBS), em outubro de 2007, também está criando uma gestora no País, a Fostis Gestão de Investimento, formada por parte da equipe de gestão do ABN Amro Real, tendo como diretor Gilberto Nagai.

O Royal Bank of Canadá também está montando uma gestora de investimento no Brasil, mas ainda não tem nenhum fundo registrado.

Hoje há no Brasil cerca de 190 gestores independentes, que não são ligados a bancos comerciais, e possuem em torno de R$ 60 bilhões sob gestão.

“A indústria de fundos no Brasil ainda é muito concentrada, com os dez maiores administradores detendo 75,9% do patrimônio líquido da indústria, e com a entrada das assets estrangeiras deveremos ver maior consolidação”, diz Luciane.

Novas caegorias de fundos criadas pela Anbid

O crescimento dos fundos multimercado aliado ao aumento do interesse dos investidores estrangeiros por ativos no Brasil, após a obtenção do investment grade, levou a Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) a estudar uma nova classificação para essa categoria, baseada nas estratégias adotadas pelos gestores das carteiras.

Hoje os fundos multimercado, que representam cerca de 21,75% da indústria com patrimônio de R$ 258,67 bilhões, estão agrupados em seis categorias. A reformulação deve abranger oito classificações: macro (engloba os fundos com investimento no mercado de câmbio e juros, por exemplo) long short neutro (que não apresenta posição direcional em bolsa), long short direcional, (com posição direcional em bolsa), multiestratégia, multigestor (por meio de fundos de fundos), balanceados (que definem percentual para exposição de renda fixa e variável nas carteiras) e capital protegido.

Segundo Luciane Ribeiro, da Comissão de Administração de Recursos de Terceiros da Anbid e responsável pela área de gestão de recursos do Santander, além de facilitar a adequação dos investimentos ao perfil de risco dos investidores, a renomeação das categorias para o padrão de classificação internacional facilitará a atração dos investidores estrangeiros. “De fato, com o investment grade houve aumento da demanda por ativos brasileiros.”

A categoria de fundos multimercado é uma das que mais têm sofrido com a volatilidade no mercado acionário, acumulando no ano, até o dia 25 deste mês, resgate de R$ 28 bilhões.

Além disso, com o aumento da taxa básica de juros para 13% ao ano, os investidores acabaram migrando para aplicações de menor risco, como os fundos DI ou Certificados de Depósito Bancário (CDBs), oferecidos pelos grandes bancos, e que chegam a pagar até 100% da variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Para Luciane, a saída para atrair os investidores para o mercado de fundos é o lançamento de produtos inovadores, como os fundos de capital protegido, que permitem ao aplicador ganhar com o mercado acionário com garantia do capital inicial. “São produtos que funcionam como fundos fechados, com prazo definido de duração e que têm apresentado grande demanda por parte dos investidores com o aumento da volatilidade na bolsa”, destaca.

A Anbid também tem trabalhado, segundo Luciane, na questão da “suitability”, que envolve o dever das instituições distribuidoras dos produtos verificar a adequação do investimento ao perfil de risco do investidor. “Os investidores terão que responder um questionário para saber se o investimento é a melhor opção de acordo com seu perfil de risco”, afirma Luciane.

Concentração em renda fixa
Apesar de apresentar forte crescimento nos últimos anos, com participação de 5% do total do patrimônio líquido da indústria de fundos das Américas, em março de 2008, somando US$ 670,56 bilhões , o mercado brasileiro ainda é muito concentrado em aplicações de renda fixa. Segundo Robert Van Dijk, diretor superintendente da Bradesco Asset Management (Bram) e vice-presidente da Anbid, a aplicação em renda fixa (bonds) representa cerca de 55% da carteira, enquanto a exposição em ações responde apenas por 14%. “Há muito espaço para aumentar a alocação em ações no Brasil, que está muito abaixo da média mundial, de cerca de 43% do patrimônio, e até mesmo dos demais emergentes que fazem parte do grupo dos Bric, como a China, com exposição de 64% em renda variável e Rússia, com 62%”, diz.

Van Dijk ressalta que essa composição é reflexo do cenário econômico dos País, que foi marcado no passado recente por alta taxa de juros e hiperinflação, que fez com que não houvesse necessidade de diversificação dos investimentos para alcançar alto retorno.

Ele destaca que, com a crise no mercado de capitais, houve uma desalavancagem das carteiras de investimentos, com a migração de recursos para aplicações de menor risco. A participação das aplicações em ações em relação ao patrimônio líquido dos fundos comparado ao PIB passou de 51% em 2007 para 44% em março de 2008, enquanto o aporte em mercado de curto prazo, também chamado de money market, subiu de 5% para 23%.

Esse movimento também foi acompanhado, segundo Van Dijk, por uma desconcentração da participação das Américas no total do patrimônio da indústria de fundos, passando de 57% em 2003 para 53% em março deste ano, somando US$ 13,182 trilhões, ainda o maior mercado da indústria global, que soma patrimônio de US$ 24,8 trilhões. Em segundo lugar aparece a Europa, com 36% de participação, seguida pelo mercado da Ásia Pacífico (11%) e África, com 0,3%.

O mercado brasileiro, com patrimônio de R$ 1,159 trilhão e 8.283 fundos cadastrados até 25 de agosto, tem ganho destaque na indústria global e atrai o interesse de investidores estrangeiros, frente a desaceleração das economias desenvolvidas.

Bovespa irá lançar indices Mid Large Cap e Small Cap

A BM&FBOVESPA vai lançar na próxima sexta-feira, dia 29, dois novos índices: BM&FBOVESPA Mid Large Cap e BM&FBOVESPA Small Cap. O diretor executivo de Produtos da BM&FBOVESPA, Murilo Robotton Filho, fará a apresentação dos indicadores e das ações que vão compor as carteiras. Os novos índices medirão o desempenho das ações de empresas de acordo com seu valor de mercado.

Preço Alvo BTOW3 B2W a $68 pela Planner

A Planner Corretora informou a recomendação de compra para as ações ordinárias da empresa de comércio online B2W (BTOW3). O preço-alvo sugerido pela corretora é de R$ 68, com um potencial de ganho de 21,42% com relação ao último fechamento (R$ 56). De acordo com a corretora, a recomendação é baseada na perspectiva favorável para o comércio eletrônico que cada vez mais ganha a confiança do consumidor, com o aumento gradual do ticket médio e da freqüência da base de clientes ativos. “O processo de identificação, mapeamento e implementação das sinergias da fusão da Americanas.com e Submarino continua impactando positivamente seus resultados, apesar da amortização do ágio da aquisição do Shoptime”, completou. Entre os pontos positivos destacados da B2W pela Planner estão o crescimento de 37,3% da receita bruta consolidada no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado e 38,4% no acumulado do ano; redução das despesas operacionais em relação à receita líquida; crescimento do Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) de 52,7% no segundo trimestre de 2008 em comparação ao segundo trimestre de 2007 e a consolidação das operações com a fusão das Americanas.com e o Submarino num único centro de distribuição. Já como ponto negativo foi citado o resultado financeiro que continua comprometendo o desempenho da empresa. 

Bom dia ! 27/08

O Ibovespa futuro opera em alta nesta manhã, no sentido oposto dos principais mercados internacionais. As atenções do dia se voltam para a divulgação dos estoques de petróleo nos Estados Unidos. Apesar do movimento que indica uma abertura positiva para o mercado à vista no Brasil, especialistas destacam que o nervosismo no mercado financeiro deve se manter no curto prazo. Além disso, a ausência do investidor estrangeiro deverá manter a volatilidade e o baixo volume na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O Ibovespa futuro há pouco subia 0,57%, aos 55.560 pontos. O Departamento de Energia norte-americano (DoE) e o Instituto Americano do Petróleo (API) divulgam às 11h35 seus relatórios semanais sobre o petróleo. Hoje já foi anunciado que os pedidos de bens duráveis em julho subiram 1,3%. Na semana anterior o indicador recuou 1,5%. De acordo com o índice divulgado hoje pela Associação dos Bancos Hipotecários (MBA), os pedidos semanais de hipotecas nos Estados Unidos aumentaram0,5%, na comparação com a semana anterior, para 421,6, em bases ajustadas, na semana encerrada no dia 22 de agosto. No Brasil, Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou na manhã de hoje que o Indice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,32% em agosto. No ano, o indicador acumula alta de 8,35% e em doze meses, avança 13,63%. O resultado ficou acima das projeções do mercado, segundo a mediana das instituições financeiras ouvidas pela Agência Leia, que apontava deflação de 0,16% neste mês. As estimativas dos economistas consultados para o Termômetro Leia variavam entre -0,05% e -0,25%. Pelo conceito de mediana, 50% das projeções estavam acima de -0,16% e 50%, abaixo. A média das estimativas ficou em -0,16%. O entre os componentes do indicador, a taxa de inflação medida pelo Indice de Preços por Atacado (IPA) deixou de registrar inflação de 2,20% em julho para ter deflação de 0,74% este mês. O Indice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,23%, ante 0,65%, registrado na mesma base de comparação e o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) também desacelerou de 1,42% para 1,27%. Já a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) anunciou que a inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – São Paulo (IPC-SP) acelerou 0,01 ponto percentual para 0,34% na terceira quadrissemana de agosto, após nove semanas seguidas de desacelerações. As siderúrgicas são destaque hoje no cenário corporativo. Ontem, a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service alterou de estável para positiva a perspectiva para os ratings corporativos Ba1 atribuídos para a Gerdau e Gerdau Ameristeel Corporation. A agência de classificação também retirou os ratings das operações representadas pela Gerdau Açominas S.A., Gerdau Aços Longos S.A., Gerdau Aços Especiais S.A. e Comercial de Aços S.A., representadas sob o nome “Gerdau Brazil”. A Moody’s acredita na manutenção no sistema de pagamento de dívidas da Gerdau e também destaca o sucesso na integração da Chaparral Steel, adquirida em setembro do ano passado, e da Macsteel, em abril deste ano. Segundo a agência, os ratings da Gerdau continuam sendo sustentados pela sólida geração de caixa, boa geografia operacional e bom gerenciamento de custos da empresa. No pregão de ontem, os papéis da Gerdau S/A (GGBR4) aumentaram 0,69% (a R$ 29,00) e as da Metalúrgica (GOAU4), 0,90 % (cotadas a R$ 39,07). Já a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) enviou comunicado ao mercado em que informa que está impedida de realizar a distribuição dos dividendos, prevista para hoje. A decisão foi proferida pela Justiça Federal do Estado do Rio de Janeiro, provocadas por manifestação da Fazenda Nacional. “A Companhia está examinando as medidas necessárias para a defesa de seus interesses e dos seus acionistas”, diz o comunicado da CSN. No dia 14 de agosto, a siderúrgica aprovou a distribuição de dividendos no valor de R$ 160 milhões, equivalente a R$ 0,207935 por ação em circulação. Ontem, na Bovespa, as ações da companhia (CSNA3) subiram 1,10%, fechando a R$ 54,00. No setor de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste médio de 11,63% para as tarifas da Elektro Eletricidade e Serviços S/A. Os clientes residenciais (baixa tensão) da distribuidora terão suas faturas reajustadas em 11,61% e os grandes consumidores e indústrias (alta tensão) terão reajuste médio de 9,72%. Os índices serão aplicados a partir desta terça-feira, 27, e corresponderão a um efeito nédio, a ser percebido pelos clientes da empresa, de 10,91%. Segundo a Aneel, o aumento foi impactado principalmente pela variação do IGP-M nos últimos 12 meses. O reajuste também sofreu influência dos encargos setoriais recolhidos pela Elektro, especialmente recursos utilizados para a compra de energia de usinas termelétricas acionadas no início de 2008 para combater o risco de racionamento de energia no país. A Elektro possui um total de 2,28 milhões de clientes em 223 municípios do interior de São Paulo, entre eles, Rio Claro, Limeira e Guarujá. Os papéis PN da companhia (EKTR4) ontem cederam 5,26%, a R$ 18. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam perdas. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, caía 0,30%, aos 1.885,75 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, cedia 0,34%, aos 1.267,30 pontos. Na Europa, os mercados têm rumos opostos. Em Londres, o índice FTSE aumentava 0,19%, aos 5.481,50 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt cedia 1,09 % aos 6.271,02 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 0,98 %, aos 4.325,72 pontos. Os principais mercados asiáticos encerraram os negócios sem tendência definida. Em Seul, o índice Kospi fechou em alta de 0,25%, aos 1.493,92 pontos, enquanto o Hang Sang, em Hong Kong, aumentou 1,94% e atingiu 21.464,72 pontos. No sentido oposto, o Nikkei 225, na bolsa do Japão, perdeu 0,20%, para 12.752,96 pontos. Na China, o Xangai Composto cedeu 0,34%, e fechou as negociações aos 2.342,15 pontos. O mercado de petróleo opera em elevação. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco aumentava 1,85 %, cotado a US$ 118,43. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha alta de 1,57 %, a US$ 116,43. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em queda de 0,55%, cotado a R$ 1,6230. O contrato futuro, com vencimento em setembro, perdia 0,39%, a R$ 1,623. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 subiam, de 13,88% para 13,89%. Os com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,68% para 14,69%.

JBSS3 – Friboi enfrenta resistência nos EUA

A R-Calf USA, associação de criadores de gado norte-americano, ameaça recorrer à Justiça se as autoridades americanas aprovarem as aquisições da National Beef e da Smithfield Beef pela JBS, gerando complicações que podem atrapalhar por algum tempo os seus negócios. As informações são do repórter Ricardo Balthazar, de Greeley, nos Estados Unidos, em reportagem na edição de hoje do jornal Valor Econômico. De acordo com o texto, a associação apresentou nos últimos meses seis petições à Divisão Antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, pedindo que as aquisições feitas pela JBS não sejam aprovadas. Ela também mobilizou governadores e senadores de vários Estados americanos para reforçar a pressão contra o grupo em Washington. O Departamento de Justiça não tem prazo para concluir sua análise sobre as aquisições feitas pela JBS, mas os executivos do grupo esperam que tudo seja resolvido em setembro.

Infinity Bio-energia retira pedido de oferta de ações

A Infinity Bio-Energia, empresa do setor de açúcar álcool, retirou o pedido de registro de oferta de ações na Bovespa. A empresa pretendia captar R$ 500 milhões na bolsa paulista. Sérgio Thompson-Flores, presidente e idealizador do negócio, disse que a desistência da oferta deve-se unicamente ao momento negativo para a operação. “Não é segredo para ninguém que o mercado está ruim.”

A lista de desistências de ofertas já soma 36 no ano, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Entretanto, algumas companhias foram recentemente à autarquia, dispostas a se preparar, caso haja melhora no apetite dos investidores. Entre elas, a San Antonio, empresa de equipamentos para exploração de petróleo e gás, da GP Investimentos. A companhia quer listar recibos de ações (BDR), já que a sede fica no paraíso fiscal de Bermudas.

Esse também era o plano da Infinity, cuja sede é em Bermudas. A companhia já tem papéis na bolsa de Londres dedicada a pequenos negócios com grande potencial de crescimento, o AIM, desde 2006.

Thompson-Flores disse que a Infinity continua interessada em abrir capital no Brasil. O ideal, segundo ele, é o Novo Mercado, mas não há prazo. “É a nossa vocação.” De acordo com ele, o uso do modelo de BDR tinha o único objetivo de acelerar a captação, uma vez que a migração da sede para o Brasil tomaria tempo.

A CVM planeja modificar as regras para emissão de BDRs no mercado brasileiro. Para listar esses recibos, a companhia terá de ter metade dos ativos fora do país, assim como metade da administração formada por estrangeiros.

Para o curto prazo, sem entrar em detalhes, o executivo disse que a Infinity estuda outras formas de obter recursos, como uma capitalização por um fundo de investimento em participações.

No ano fiscal encerrado em março, a Infinity apresentou receita líquida de R$ 263,4 milhões e prejuízo de R$ 95 milhões. O caixa somava R$ 60 milhões para uma dívida total de R$ 472 milhões. Segundo Thompson-Flores, a empresa tem recursos para manter o crescimento orgânico. A companhia deve moer perto de 7,0 milhões de toneladas de cana nesta safra.

O plano mais prejudicado pelo adiamento da listagem de ações na Bovespa é o de expansão, que incluía aquisições – o objetivo era alcançar capacidade de processamento de 25 milhões de toneladas anuais de cana no médio prazo. Ainda assim, a companhia deve concluir em setembro a a compra da usina Guaricanga, por meio de uma troca de ações. Os donos anteriores do negócio deverão ficar com cerca de 11% da Infinity.

EXTRA : Petrobras e Marubeni estudam investimentos

A Petrobras Combustível e a trading japonesa Marubeni têm trocado algumas idéias sobre investimentos conjuntos na produção de biodiesel.