O que deve ser avaliado ? O preço dos papéis na bolsa ou o valor da empresa ?

Nos últimos dois meses, o mercado assistiu a uma enxurrada de ordens de venda de ações.

As cotações derreteram sem que os compradores pudessem absorvê-las. A baixa registrada fez com que muitos analistas indagassem se o Brasil, que acabara de receber o tão esperado grau de investimento, ainda era a bola da vez para os investidores globais.

O país vive um momento de prosperidade econômica ímpar. O PIB cresceu 5,4% em 2007 e tem perspectivas de avançar neste ano e em 2009, 4,8% e 3,73%, respectivamente. A inflação medida pelo IPCA, apesar dos sustos recentes, voltou a ser projetada abaixo de 6,5%, o que corresponde ao teto da meta aceitável para o fim de 2008.

Já o índice Preço/Lucro (P/L) é o que mede em quantos anos um capital retorna na forma de dividendos ao investidor. Quanto menor, melhor. O P/L médio das ações brasileiras já esteve em 17 e agora está em torno de 13. Ou seja, os papéis nacionais estão sendo negociados, hoje, a preços bastante atrativos.

Os balanços trimestrais das grandes empresas, divulgados recentemente, mostram sinais de robustez. Isso se fundamenta em dados que não decepcionaram os investidores a ponto de reverem projeções para o médio e longo prazo.

No âmbito internacional, em meio a tantas perspectivas pessimistas e algumas até catastróficas, acompanha-se uma economia americana num ritmo de crescimento claramente menor, mas longe de um colapso.

Já a tão falada bolha das commodities dá indícios de estar se dissipando, com os preços das principais matérias-primas próximos dos valores considerados justos. Seguindo a tendência de estabilização, o dólar também dá sinais de reversão de queda diante do euro.

Por aqui, diante de fatos e notícias tão positivos do lado da economia real, vemos, na face oposta, as ações sofrerem uma expressiva força de venda a ponto de muitas vezes não suportarem um pregão inteiro no campo positivo. A grande ironia é que, devido ao momento favorável que a economia brasileira passa em comparação aos demais países, o mercado interno fica como única opção aos “hedge funds” estrangeiros, que precisam cobrir prejuízos, saques e financiar compras de ações no mercado americano, universo este claramente em grande deságio. Tais movimentações, somadas, chegaram a retiradas no valor de US$ 15 bilhões.

Esses fundos de investimento representam uma modalidade de aplicação que reúne recursos de pessoas físicas e/ou jurídicas, por meio da aquisição de cotas. Os recursos desse grupo, administrado por uma instituição financeira, são destinados à aplicação em carteiras diversificadas de títulos e valores mobiliários, em cotas de outros fundos ou ainda em outros ativos disponíveis no mercado financeiro, dependendo do objetivo previsto.

Para melhor compreender seu funcionamento, é importante conhecer o objetivo de seu surgimento. Os “hedge funds” foram criados para propiciar uma redução do risco inerente às aplicações no mercado financeiro, visto que é raro se ter um investimento livre de risco.

Considera-se que o risco de uma carteira é diferente do risco do ativo individual pelo benefício da diversificação no mercado.

Quando se forma uma carteira de investimento, aplicando-se em diferentes classes de ativos, pode-se minimizar o risco de perda.

Essa modalidade, além de representar mais uma opção no mercado, favorece os pequenos e médios investidores, pois possibilita que invistam em ativos aos quais não teriam acesso, como títulos públicos, que até há pouco não eram vendidos diretamente ao pequeno investidor.

A partir daí, conclui-se que, atualmente, os “hedge funds” precisam liquidar prejuízos nos demais mercados e/ou levantar fundos para ir às compras – tanto no mercado americano como europeu, que, no final das contas, estão “baratos” e cujas perspectivas já não são tão desanimadoras. A atual abertura de oportunidade de compra, poucas vezes vista desde o início do movimento altista de meados de 2002, projeta-se em meio às notícias positivas que estão sobrando no mercado de ações brasileiro e que estarão no preço dos nossos ativos. Porém, ainda dependemos da inversão do fluxo dos investidores estrangeiros para que o cenário seja pleno. Nessa linha, os preços das ações no mercado para as empresas brasileiras não estão refletindo o valor real delas, o que está representado pelo bom momento que a economia está vivendo, além das perspectivas positivas a que foram projetadas.

Riscos na retomada de áreas do pré-sal

A possibilidade de desapropriação de blocos na camada pré-sal licitados, caso estes sejam conectados com áreas ainda não leiloadas pertencentes à União, está causando temor no mercado e receio entre especialistas e empresários do setor. É o que mostra reportagem de Felipe Frisch, Danielle Nogueira e Erica Ribeiro, publicada nesta terça-feira pelo O Globo. O tema da desapropriação será debatido em reunião da Associação de Investidores no Mercado de Capitais (Amec) – que representa os acionistas minoritários, na próxima quinta-feira. Já o governo pretende criar o Livro Branco o pré-saI. A idéia é distribuir aos principais atores políticos e à sociedade um caderno com todas as informações usadas pela União em sua tomada de decisão.

A agência de risco Fitch avalia que uma eventual mudança na legislação pode limitar a melhora da classificação dos papéis da dívida do Brasil e da Petrobras, ainda que o impacto das notícias não seja suficiente para um rebaixamento imediato das notas. Já a cadeia produtiva teme a paralisação dos investimentos.

Já a diretora-executiva da área de análise da Standard & Poor’s (S&P), Milena Zaniboni ainda trabalha com um cenário em que as regras não serão alteradas. No seu entendimento “as licitações que já foram ganhas serão mantidas.”

O Brasil recebeu nota “BBB-” (já considerada “grau de investimento”, que permite a aplicação por diversos tipos de investidores) da S&P no fim de abril. A Petrobras tem nota “BBB” da agência. A Fitch deu “BBB-” ao Brasil um mês depois e “BBB+”, dois degraus acima, para a Petrobras, na semana após a revisão da nota do país.

Nesta segunda-feira, as ações da Petrobras despencaram e ajudaram a derrubar a Bolsa.

Jobim de olho no pré-sal

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, avisou, na segunda-feira, que também está de olho nos lucros do pré-saI. Ele deixou claro que espera um aumento substantivo no valor dos royaIties pagos à Marinha. Por lei, a Força tem direito a um percentual de todo o petróleo explorado na costa brasileira, mas esses recursos têm sido contingenciados pelo governo para fazer superávit.
Entre os planos para gastar esses recursos, ele listou a compra do submarino nuclear da Marinha, a instalação de mais pelotões de fronteira em terras indígenas, o aumento do serviço militar, com recrutamento para funções civis, e a realização de mais operações de simulação de guerra.

VCP VCPA4 e Aracruz ARCZ6 : estrangeiros vêem riscos com união das empresas

O modelo da potencial fusão entre Aracruz e Votorantim Celulose Papel (VCP) motivou mais do que queixas de investidores. A operação, antes mesmo de ser definida em seus pormenores, gerou um manifesto encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que relata preocupação sobre os reflexos da transação para o mercado de capitais brasileiro. O documento é de autoria de um grupo de fundos internacionais que têm sob seus guarda-chuvas mais de US$ 1,5 trilhão em ativos mundo afora.

A elaboração da carta, entregue à autarquia na sexta-feira, 22, foi liderada pela gestora de recursos londrina Foreign & Colonial Management (F&C) e assinada por outras 14 administradoras de recursos. O grupo reúne gestores da Europa e Estados Unidos. A F&C não possui investimento nas companhias de papel em celulose em questão, pois foca os recursos em empresas do Novo Mercado.

Porém, há carteiras dos demais fundos que possuem as ações.

O potencial negócio proposto pela VCP gera discussões sobre a obrigação ou não de oferta aos acionistas de ações ordinárias da Aracruz – a 80% do valor pago pelo controle, conforme a Lei das Sociedades por Ações determina em casos de venda de controle. Além disso, há grande discussão sobre a segunda etapa da transação: a incorporação das ações dos minoritários da Aracruz, numa relação de troca sem prêmio sobre as condições de mercado.

Karina Litvack, diretora e líder em governança e sustentabilidade da gestora inglesa F&C, ressalta a importância dessa operação como exemplo para o restante do mercado. Daí a decisão de levar o tema à CVM. “O regulador precisa se sensibilizar para esse impacto.”

“A F&C nutre sérias preocupações em torno do significado desta operação, não só pelas repercussões que possa ter na sua carteira de títulos brasileiros, como também pelos sinais que emite, doméstica e internacionalmente, relativamente às práticas de governança corporativa e à própria atratividade do mercado de capitais brasileiro”, diz um trecho do documento encaminhado ao xerife das empresas abertas nacionais.

Além disso, a carta questiona a situação dos preferencialistas. De acordo com a F&C, compreende-se que a lei brasileira não garante oferta para os donos desses papéis, a exemplo dos direitos do investidores de ações ordinárias – que possuem direito de receber oferta por 80% do valor pago por ação em casos de venda de controle, o chamando “tag along”. Ainda assim, os investidores defendem que a CVM deveria garantir uma oferta aos donos de preferenciais.

Para encaminhar o documento ao regulador, os fundos buscaram apóio local da Associação de Investidores do Mercado de Capitais (Amec).

Assim, a organização nacional também enviou sua posição sobre o tema à CVM. No documento nacional, não há pleito de “tag along” para preferencialistas. No entanto, a associação também se mostra preocupada com a operação, especialmente, por se tratar de um modelo usado de forma recorrente no Brasil: primeiro, há compra do controle e, em seguida, incorporação das ações dos minoritários, numa troca de papéis compulsória aos acionistas.

Luiz Fernando Figueiredo, presidente da Amec, enfatizou que os principais conflitos com minoritários envolvem incorporação de ações. “Creio que 99% dos nosso problemas estão aí.” Assim, a associação refez pleitos já feitos a CVM e que recentemente foram debatidos. A idéia é que os minoritários, nesse tipo de transação, tenham direito a um laudo para confrontar com a avaliação contratada pela companhia. Além disso, que se ampliem as responsabilidades dos avaliadores e administradores.

Está prestes a se tornar parecer a consulta pública da CVM que recomenda que os laudos de incorporações de empresas controladas sejam submetidos pela administração das companhias envolvidas a um comitê formado por membros independentes que possam, inclusive, contratar serviços de terceiros para balizar suas decisões.

Em suas últimas declarações públicas, Maria Helena Santana, presidente da CVM, ressaltou a importância da seleção do investidor. Por mais de uma vez, ela ressaltou que os avanços de governança ocorridos no Brasil resultam da exigência dos detentores de recursos.

A expectativa é que o mercado mostre-se cada vez menos interessado em papéis que não garantem direito aos acionistas e que nem mesmo companhias tidas como “de grife” conseguiam fazer captações sem aderir às melhores práticas, a exemplo do que tiveram de fazer as novatas que chegaram recentemente à Bovespa.

Para Figueiredo, da Amec, aos poucos, as grandes empresas também migrarão para o Novo Mercado. “Entendemos que é um processo e, cedo ou tarde, isso acontecerá.” Já para Karina, da F&C, isso é essencial para a atratividade do mercado brasileiro aos olhos do investidor internacional.

Ainda sobre Angola : Estatais devem marcar estréia no mercado

O levantamento realizado pela Comissão de Mercado de Capitais (CMC) e da Bolsa de Valores e Derivativos de Angola (BVDA) entre 150 empresas angolanas aponta 15 companhias com grande potencial para abertura de capital – “que seriam listadas com sucesso até no Brasil”, diz António Cruz Lima, presidente da CMC. Apenas seis dessas são privadas e todas as demais estatais, entre elas as sócias da bolsa de valores Sonangol, cujo valor de mercado é da ordem de US$ 10 bilhões, a Empresa Nacional de Diamantes e o Banco Internacional de Crédito.

A presença das estatais reflete a atual estrutura econômica de Angola, cuja formação do Produto Interno Bruto é altamente dependente da cadeia de petróleo. Mas o controle do governo pode não atrapalhar o projeto de democratização e transparência do mercado de capitais. Como lembra Marina Mitiyo Yamamoto, coordenadora do MBA Mercado de Capitais da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), o processo não foi muito diferente no Brasil. “Abrindo capital, as estatais deverão se tornar mais transparentes e eficientes, já que serão pressionadas para dar lucro. A idéia que temos de estatal é que são subsidiadas e dependentes, mas é uma idéia equivocada.”Apesar do início de mudança, ela lembra que o modelo brasileiro de captação de recursos ainda é muito concentrado em bancos. “O mercado angolano também vai fazer esse caminho. Há dez anos, nossas ofertas também eram majoritariamente de estatais, caso da Vale e do setor de telecomunicações, que acabaram atraindo grandes ofertas privadas”, diz Marina.

A percepção é que as empresas abertas devem manter um controlador com participação bem superior a 50% do capital, como acontece com boa parte das companhias brasileiras listadas. “O governo de Angola não vai abrir mão do controle, mas a proteção dos minoritários pode vir por
tag along e níveis diferenciados
de governança”, avalia Marina. A BVDA terá dois níveis de listagem conforme governança e porte da empresa. O primeiro, para empresas com capital de até US$ 5 milhões, exige apresentação de dois anos de balanço auditado. O segundo nível exige três anos de demonstrativos auditados e capital social superior a US$ 5 milhões.

Conforme Cruz Lima, ainda estão sendo feitas alterações de regras do Tribunal de Contas para obrigar, por lei, as companhias a abrirem os números ao mercado. “Produtos para pôr na bolsa o país tem, mas falta um empurrão do governo para exigir publicação de contas e assembléias com acionistas, mas esse processo não leva mais que seis meses”, afirma o executivo.


Angola prepara mercado de capitais

A formatação do mercado de capitais faz parte do projeto de construção de uma nova era em Angola. Se parece estranho um país que ainda não formatou um sistema financeiro além do bancário mesmo com toda sua riqueza natural e companhias bilionárias, a história da nação africana explica a evolução cautelosa de um processo de “capitalismo democrático”. Às vésperas da primeira eleição parlamentar desde 1992, marcada para o dia 5 de setembro, o país se reestrutura após 27 anos de guerra civil, encerrados há apenas cinco anos.

A criação da bolsa de valores acontece num momento especial da história do país, com cunho nobre mas desafiador: ser um canal de distribuição de renda, através do acesso popular às ofertas públicas. “O governo de Angola tem investido em formação e educação financeira desde 1998, com mais de 7 mil pessoas enviadas para grupos de estudo nos Estados Unidos e Inglaterra. Unimos várias experiências do mundo, com erros e virtudes, para criar um mercado moderno”, explica António Joaquim da Cruz Lima, presidente da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), a entidade reguladora do mercado de capitais tal como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil.

As três fontes básicas para a formatação da legislação, negociação e sistema de controle das transações foram os mercado brasileiro, canadense e português. “A legislação foi inspirada na brasileira, mas não é uma cópia.

Poderia parecer mais óbvio usarmos a África do Sul como modelo, mas achamos a bolsa muito ligada a Londres (dependente dos investidores) e o mercado de capitais tem uma dose grande de exclusão.”

Em consecutivas visitas ao Brasil, a conclusão do grupo encarregado pelo governo angolano foi criar uma bolsa que já nasce com perfil de sociedade anônima, controlada pelo estado (51%) e com participação de empresas privadas e estatais, num total de 22 sócios. A Bolsa de Valores e Derivativos de Angola (BVDA), como o próprio nome já diz, é mista (vai operar mercado à vista e derivativos). “Só temos tamanho para uma bolsa unificada e acredito que o maior volume deve vir do mercado de derivativos, menos volátil”, diz Cruz Lima.

Segundo Lucy Souza, presidente da Associação dos Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP), já vieram ao Brasil representantes de empresas que devem estrear o pregão angolano, caso da petrolífera Sonangol. “O modelo de regulação é baseado no modelo da CVM. Agora estão se organizando para prover educação financeira aos grupos de executivos, para depois iniciar o processo com os investidores individuais”, detalha Lucy.

Em dezembro, a CMC assinou um protocolo de cooperação com a CVM, com objetivo de estabelecer uma série de procedimentos de interesse conjunto para desenvolver competências técnicas e reforçar a supervisão e transparência dos mercados de valores mobiliários no Brasil e em Angola. A “parceria” também foi firmada com a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) de Portugal – incluindo discussão sobre polêmicas do aspecto regulatório. A BVDA, criada com capital social de US$ 15 milhões, está pronta para operar, mas aguarda autorização do controlador para início de listagens. “Angola precisa cumprir o processo de pacificação e eleições, que estão paradas há 16 anos.

Primeiro o governo, controlador da bolsa, tem que estabilizar a macroeconomia, fortalecer as empresas estatais, enquanto avançamos nas pesquisas e regras. Além disso, não podemos confundir a população com duas novidades muito fortes num mesmo momento”, justifica o presidente da CMC.

Quando Cruz Lima finalizou a tese de mestrado – cujo tema era justamente a criação da bolsa de Angola – a guerra tinha terminado há apenas três anos e o assunto ainda era difícil de digerir até mesmo no meio acadêmico (que, aliás, só incluiu a matéria mercado de capitais nas faculdades de Economia em 2004).

O cenário atual ainda aponta a necessidade de diversos ajustes legais e culturais para o projeto sair do papel definitivamente, mas o pontapé inicial está dado.

Preço Alvo Lojas Renner LREN3 a $41 pela Planner

A Planner Corretora recomenda a compra das ações ordinárias da Lojas Renner (LREN3) a preço-alvo de R$ 41, com um potencial de ganho de 41,37% com relação ao fechamento de ontem (R$ 29). De acordo com relatório, a recomendação da corretora é devido à retomada natural do consumo após um primeiro trimestre mais retraído, devido aos pagamentos rotineiros pós-compras de natal, como impostos e volta das férias escolares. “Focada mais no público feminino, pelas vendas do Dia das Mães e pelo Dia dos Namorados, seu desempenho foi superior ao crescimento nominal do varejo vestuário e calçados divulgado pelo IBGE, demonstrando que sua estratégia não foi impactada pelo cenário macroeconômico atual”, afirmou a Planner. Dentre os pontos positivos da empresa destacados pela corretora estão o crescimento de 14,8% da receita líquida no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado; aumento da margem bruta da operação de varejo passando de 46,3% nos meses de abril a junho de 2007 para 47,5% no segundo trimestre de 2008; contribuição dos bons resultados de serviços financeiros no desempenho total da companhia; crescimento do Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciações e amortizações) em 15,1% em abril e junho de 2008 em comparação ao mesmo período do ano passado e a assinatura do memorando para aquisição de 100% das ações de emissão da Leader S.A. Empreendimentos e Participações.

Preço Alvo CSN CSNA3 a $75 , Gerdau GOAU4 a $47.5 e Usiminas USIM5 a $83.33 pela UBS

O banco de investimentos UBS Pactual elevou a recomendação para as ações da CSN e Usiminas de neutra para compra, ao mesmo tempo em que reiterou a recomendação de compra para Gerdau. “A Gerdau continua nossa top pick, devido à sua estratégia e execução superiores”, afirmaram em relatório os analistas Edmo Chagas e Carlos Vasques. Sobre a CSN, os analistas disseram que a siderúrgica “tem um plano de expansão agressivo e está prestes a vender parte de seus ativos de minério de ferro, o que deverá aumentar o valor das ações”. Já o valor de mercado da Usiminas parece atraente “e acreditamos que a empresa ofereça um portfólio defensivo por causa de sua exposição ao mercado brasileiro”. Segundo o relatório, o perfil de risco/retorno das siderúrgicas brasileiras melhorou, “porque a correção do preço das ações trouxe os valores de mercado para níveis atraentes e descontam um cenário excessivamente pessimista”. De acordo com os analistas do UBS Pactual, o custo marginal de produção continua elevado e deve sustentar os altos preços do aço, e a demanda segue favorável, apesar de ter desacelerado. “Acreditamos que as ações de siderurgia brasileira devam continuar gerando fluxos de caixa fortes apoiados por preços altos do aço”, prevê o relatório. Os analistas estimam que a demanda no médio prazo será sustentada pela expansão das economias emergentes e que as empresas brasileiras detêm uma “base de custos competitiva e uma exposição ao mercado doméstico que deverá continuar crescendo fortemente”. O UBS Pactual tem preço-alvo de R$ 75,00 para CSN ON, de R$ 83,33 para Usiminas PNA e de R$ 47,50 para Gerdau S/A PN.

Preço Alvo sabesp SBSP3 a $47 pela UBS

O UBS Pactual reduziu hoje o preço-alvo para as ações ordinárias da Sabesp de R$ 55 para R$ 47 e manteve a recomendação neutra para os papéis da empresa de saneamento paulista. Há instantes, o papel estava em R$ 38 na Bovespa, com apenas três negócios realizados e sem oscilação sobre o preço do fechamento de ontem. “Os fundamentos continuam bem, mas dado o potencial limitado de alta ao nosso novo preço-alvo (24%), o retorno com dividendos desanimador (4%) e a ausência de catalisadores de curto prazo, reiteramos nossa preferência por empresas no setor elétrico como Cemig, Eletrobrás e MPX”, afirmaram os analistas do UBS Pactual em relatório.

Preço Alvo Eletropaulo ELPL6 a $40 pela Unibanco

A corretora Unibanco acredita que o bloqueio judicial de R$ 359 milhões da Eletropaulo será resolvido rapidamente. A corretora considerou ‘exagerada’ a queda de 4,95% que as ações tiveram hoje e avaliam que este é um bom momento para a compra dos papéis ELP6. O Unibanco aposta numa valorização de até 36%, com preço alvo em R$ 40,00. Agora há pouco, os papéis da Eletropaulo subiam 3,09%, cotados em R$ 30,02, a segunda maior alta do Ibovespa. Na sexta-feira, a 4 Vara de Execuções Fiscais de São Paulo determinou o bloqueio dos recursos que seriam usados no pagamento de dividendos. O valor se refere a uma pendência judicial relativa à cobrança da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS), entre 1992 e 1999.

MILK11 – Laep Investments – Queda de mais de 15% com UBS na ponta

As BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Laep Investments (MILK11), controladora da Parmalat, recuavam 15,96%, cotadas a R$ 1 na primeira etapa do pregão de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A maior vendedora dos papéis da empresa, até o momento é o banco UBS Pactual, com volume negociado de R$ 867,312 milhões, seguido do Unibanco Investshop, com R$ 55,044 milhões. O UBS Pactual foi o coordenador líder do IPO (oferta pública inicial de ações) da empresa, realizado em outubro de 2007. O presidente da Laep, Marcus Elias, durante comentários sobre os resultados obtidos no segundo semestre (prejuízo de R$ 73,3 milhões), não descartou a possibilidade de converter as BDRs para ações negociadas no Novo Mercado e também uma operação de spin off (cisão) da Integralat.

Bom dia ! 26/08

O comportamento dos mercados financeiros mundiais continuará dependendo do desempenho do dólar ante as principais moedas e dos preços internacionais das commodities, de acordo com analistas do mercado consultados pela Agência Leia. Desta forma, indicadores e eventos nos Estados Unidos serão importantes para definir o rumo dos mercados nesta terça-feira. O mais importante deles é a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (FOMC, na sigla em inglês), hoje, às 15h. Na manhã de hoje, as bolsas internacionais têm queda, movimento acompanhado pelo Ibovespa futuro que, há pouco, cedia 0,86%, aos 54.940 pontos. “A ata do Fomc deve reforçar a avaliação do mercado de que o comitê vai manter a taxa de juros inalterada nos EUA no curto prazo. Mas além dos eventos macroeconômicos, o setor financeiro americano também continuará no foco, o que poderá manter a volatilidade e o viés negativo para os mercados”, avalia a diretora de câmbio da AGK corretora, Miriam Tavares. O recuo das commodities também deverá manter a tendência de queda do Indice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo. “A expectativa do petróleo testar os US$ 110 no curtíssimo prazo deve manter o mercado acionário em baixa mesmo com os preços já atraentes”, completa o economista-chefe da Liquidez corretora, Marcelo Voss, em relatório. A divulgação do índice que mede a confiança do consumidor também é aguardada pelos agentes do mercado. Os números referentes a agosto serão divulgados às 11h. Analistas estimam um avanço na leitura para 53,0 pontos, após o indicador ter ficado em 51,9 no mês anterior. No mesmo horário, o Departamento do Comércio norte-americano informa as vendas de imóveis novos em julho. As previsões são de uma queda de 1,0% na taxa anualizada, indo de 530 mil para 525 mil residências. Antes disso, às 9h55, o LJR Redbook anuncia o resultado de sua pesquisa semanal sobre as vendas no varejo nos Estados Unidos. Entre as notícias de empresas, destaque para a Tim Participações. A companhia anunciou ontem novas alterações no seu corpo diretivo. O presidente do conselho de administração, Giorgio della Seta Ferrari Corbelli Greco, apresentou ontem sua renúncia do cargo e como membro do conselho, que se já tornou efetiva a partir desta segunda-feira. Para ocupar o cargo, o Conselho elegeu Gabriele Galateri di Genola, que deste 2007 é presidente da Telecom Italia. Segundo a Tim, a responsabilidade operacional da companhia continua com o presidente Mario Cesar Pereira de Araujo. No pregão de ontem, as ações ordinárias da Tim (TCSL3), que vinham registrando ganhos há quatro pregões, encerram o dia estáveis em R$ 5,83. As atenções também se voltam para novas deliberações a respeito da criação da estatal do pré-sal. A comissão interministerial que discute o marco regulatório do pré-sal fará às 16 horas de hoje sua quinta reunião de trabalho, na Casa Civil, no Palácio do Planalto. Embora seja considerado mais um encontro de rotina o grupo de ministros tem até 19 de setembro para concluir uma proposta final , a reunião desta terça-feira ainda será marcada pela polêmica do aumento do capital da Petrobras. Apesar do pacto de silêncio do governo em torno do assunto, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vem criticando publicamente a idéia. Além das incertezas sobre a criação da nova estatal, os papéis da Petrobras vêm sofrendo com as oscilações do petróleo. Ontem, as ações preferenciais (PETR4) fecharam em queda de 4,19% a R$ 33,81, enquanto as ordinárias ON (PETR3) desvalorizaram 3,39% a R$ 41,85. E a Febraban (Federação Brasileira de Bancos) estima que o ritmo de expansão do crédito deve aumentar a partir de 2010. De acordo com o ecnomista-chefe da instituição, Nicola Tingas, haverá um período de desaceleração de crescimento e ajuste, com retomada a partir de 2010. Ele não forneceu projeções de crescimento para 2010. Tingas reiterou as projeções de expansão do crédito em 24,97% neste ano e de 21,13% no ano seguinte. As estimativas para o PIB são de 4,79% e 3,90%, respectivamente. O setor de bancos foi um dos mais desvalorizados no pregão de segunda-feira da Bovespa. As cinco ações listadas no Ibovespa tiveram uma desvalorização próxima a 3%. As ordinárias do Banco do Brasil (BBAS3) cederam 3,11% a R$ 22,78, enquanto Nossa Caixa (BNCA3) depreciaram 3,02% a R$ 38,50. Os papéis preferenciais do Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITAU4) caíram, cada um, 2,24% a R$ 29,69 e 3,17% a R$ 30,55. As units UBBR11 do Unibanco cederam 2,74% a R$ 18,80. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam perdas. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, caía 0,29%, aos 1.889,5 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, cedia 0,19%, aos 1.263 pontos. Na Europa, os mercados também têm perdas. Em Londres, o índice FTSE diminuía 1,435, aos 5.426,5 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt cedia 0,18% aos 6.285,52 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 0,80 %, aos 4.320,89 pontos. Os principais mercados asiáticos fecharam em queda nesta terça-feira. Na China, o índice Xangai Composto cedeu 2,62%, para 2.350,08 pontos. Já no Japão, o Nikkei 225 diminuiu 0,78%, aos 12.778,71 pontos. Em Seul, o índice Kospi recuou 0,79%, para 1.490,25 pontos e o Hang Seng, em Hong Kong, desceu 0,23% e atingiu 21.056,66 pontos. O mercado de petróleo opera em elevação. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco aumentava 0,61%, cotado a US$ 115,30. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha alta de 0,82%, a US$ 114,86. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em alta de 0,67%, cotado a R$ 1,644. O contrato futuro, com vencimento em setembro, ganhava 0,64%, a R$ 1,643. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 subiam, de 13,88% para 13,89%. Os com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,73% para 14,75%. A inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na terceira quadrissemana de agosto. Ontem, a FGV informou que a média nacional do IPC-S desacelerou 0,10 ponto percentual para 0,24%. Segundo a FGV, em Brasília a inflação passou de 0,40% para 0,37%. Em Porto Alegre, passou de 0,23% para registrar quase estabilidade de 0,02%. No Recife, desacelerou de 0,32% para 0,21%. Em Salvador desacelerou de 0,52% para 0,24% e, em São Paulo, passou de 0,36% para 0,22%. Belo Horizonte registrou aceleração na taxa de inflação novamente e passou de 0,60% para 0,67%. No Rio de Janeiro, a inflação também acelerou e o IPC-S / Capitais passou de 0,15% para 0,17%.

Juros em alta não seguram concessão de crédito

As taxas médias de juros subiram pelo terceiro mês seguido em julho, mas não impediram o crescimento de 1,7% na concessão de crédito, que passou de R$ 1,067 trilhão em junho para R$ 1,086 trilhão no mês passado. Com essa expansão, o conjunto das operações de crédito correspondia a 37% do PIB em julho, nível recorde na série histórica. O mais elevado nível anterior havia sido registrado em janeiro de 1995, quando a relação chegou a 36,8%. Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, a ampliação dos prazos de pagamento tem permitido que famílias continuem tomando crédito mesmo com a alta dos juros. “O prazo mais elástico faz com que seja possível adequar a elevação da taxa de juros ao orçamento dos tomadores”, disse.
A taxa média do crédito livre passou de 38% em junho para 39,4% ao ano em julho. Nas operações voltadas às empresas, a taxa média subiu de 26,6% para 27,5%. Nos empréstimos para as famílias, o juro subiu de 49,1% para 51,4%. Entre as várias operações, o juro do cheque especial passou de 159,1% para 162,7% ao ano. O capital de giro para empresas passou de 30,4% para 32,1%, segundo o BC.