Nepotismo : grupo de parlamentarem querem criar cotas para permitir contratação de parentes

Decididos a manter o privilégio de contratar parentes nos quadros do serviço público; um grupo de senadores já se articula para modificar a Constituição Federal e permitir a contratação de um número limitado de parentes sem concurso publico. Apesar das declarações do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN), de obedecer à súmula do Supremo Tribunal Federal (STF), alguns parlamentares querem criar uma sistema de cotas para não prejudicarem seus parentes. A idéia foi defendida abertamente hoje pelo senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). “Eu defendo sim”, disse em discurso na tribuna do plenário durante a sessão de hoje. ” É importante ter uma qualificação. Não posso pegar um motorista e colocar no cargo de um assessor mais alto. Eu uso o critério da lógica: dos meus 20 funcionários, três são parentes. Antes não tinha nada dizendo que não podia”, afirmou. O petebista emprega três familiares em Brasília (DF) e em Boa Vista (RR). O discurso do senador foi o primeiro aberto, em plenário sobre o assunto, mas a idéia da flexibilização circula entre os corredores desde que o presidente Garibaldi avisou que fará um levantamento sobre quantos são os parentes empregados para depois executar as demissões. O vice-líder do democratas, Heráclito Fortes (PI) admitiu em conversas com os jornalistas que a possibilidade já foi aventada por alguns colegas. Entre os senadores que terão que mandar parentes embora, estão o presidente Garibaldi, que emprega um sobrinho no gabinete; o primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais (DEM-PB), que conta com seis sobrinhos empregados em Brasília e João Pessoa (PB); e o senador Adelmir Santana (DEM-DF), que emprega a filha como secretária em seu gabinete em Brasília. Se transformada em proposta de emenda constitucional, a flexibilização do nepotismo terá que ser aprovada pelo Senado em dois turnos no plenário e depois na Câmara. Ainda que seja aprovada no Senado, enfrentará a resistência declarada do presidente Arlindo Chinaglia (PT/SP), que já avisou que enquanto comandar a Câmara não colocará nenhuma proposta neste sentido em votação. Chinaglia fica na presidência da Câmara até 14 de fevereiro de 2009.

EUA: Economia está desacelerando e desemprego aumentando

O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, afirmou hoje que a economia norte-americana está desacelerando e que o crescimento deve permanecer fraco “por algum tempo”. Segundo Bernanke, o desemprego está subindo nos Estados Unidos e a economia real começou a sentir os efeitos da crise no setor bancário. Por outro lado, o presidente do banco central norte-americano espera que a inflação desacelere ainda neste ano e o Fed deve continuar focado em combater os riscos para o crescimento econômico e para o mercado. A aposta do Fed é que o ajuste ndos preços das commodities, a desaceleração da economia global e a ancoragem das expectativas de inflação consigam aplacar as pressões inflacionárias, apesar da perspectiva ser bastante incerta na avaliação do banco central. Bernanke disse, durante simpósio do Fed sobre política econômica em Wyoming, que, apesar de ter havido alguma melhora nos mercados, as turbulências no setor financeiro ainda não chegaram ao fim e seus efeitos na economia real estão se tornando mais aparentes em cenário de fraca atividade. “Se a isto a somarmos a aceleração da inflação, nós temos um dos mais desafiadores ambientes econômicos e políticos já vistos”, salientou. O presidente do Fed destacou que o banco central agiu em três frentes para responder aos desafios colocados para a economia – reduzindo a taxa básica de juros, adotando medidas de promoção à liquidez e buscando fortalecer seu papel na regulação e supervisão do mercado. O presidente do BC norte-americano assinalou ainda que está investindo em duas estratégias para a redução do risco sistêmico. “A primeira envolve o reforço da infra-estrutura financeira e a outra aumentar o escopo da regulação e da supervisão nos mercados”, disse, completando que “é necessário tomar cuidado para não se fazer muitas promessas”, uma vez que o desafio é grande. “Nós continuaremos trabalhando com o Congresso, com outras entidades reguladoras e com o setor privado para explorar estas e outras estratégias para aumentar a estabilidade financeira”, finalizou o presidente, salientando que o banco central norte-americano continua comprometido com a estabilidade dos preços em médio-prazo e que as perspectivas para a inflação permanecem incertas.

VIVO4 TCSL4 : Vivo se resguarda de denúncia

A Vivo informa, em comunicado, que adotará todas as medidas administrativas cabíveis para se resguardar na ação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) contra as operadoras de telefonia móvel. A Secretaria acusa Vivo, Oi, Tim e Claro, de tomarem atitude “anticompetitiva” na cobrança da tarifa de interconexão (V-UM). “A companhia, no entanto, ressalta que essa representação já foi apresentada à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que decidiu arquivá-la”, diz o comunicado da operadora. Segundo a Secretaria, os preços consistiriam na prática de cobrança de altos valores de interconexão e baixas tarifas de público.A SDE recebeu denúncia das operadoras de telefonia fixa Global Village Telecom, Intelig Telecomunicações, Transit do Brasil e Easytone Telecomunicações.

AGEN11 – Agrenco – Opinião

Prezados,

O pedido de Recuperação Judicial parece ser sim uma boa alternativa para a empresa, dado que o principal problema é a alta dívida de curto prazo, em um setor onde é necessário alto capital de giro para manutenção dos negócios. Este processo permite uma renegociação de toda a dívida ( exceto tributária), podendo abrir espaço para o prolongamento desta aliviando consideravelmente as despesas financeiras, podendo assim direcionar o capital para o caixa.
Esta proteção é fundamental para que se possa possibilitar a reestruturação da Agrenco que é economicamente viável, sem que se paralisem as operações e, ainda, se deixe de pagar os credores.

Não se pode deixar de comentar também o fato de que a nova Lei dá prioridade à manutenção da sociedade e de seus recursos produtivos, onde o devedor apresenta uma proposta de recuperação à uma Assembléia Geral de Credores (AGC) que é criada para se discutir extrajudicialmente todos os passos para se sanear as dificuldades econômico-financeiras. Neste processo à Agrenco é permitida a alteração do seu controle acionário , o que provavelmente ocorrerá, devendo passar pelo crivo da AGC.

Já os reflexos no mercado acionário podem não refletir os benefícios deste processo, já que fatores extra-operacionais estão em jogo como especulações, manipulações e o desenrolar das investigações envolvendo a sociedade.  A possibilidade de falência não pode ser descartada, apesar de que com a aprovação de credores do processo de recuperação, isto não deve acontecer pelo menos pelos próximos 2 anos, que é o tempo de validade deste.

Apenas cuidado com o excesso de otimismo e com as notícias mal interpretadas. Há muito interesse em jogo, vide o ocorrido com o “analista” da Credit Suisse (envolvida no processo de abertura de capital e sócio ) que mesmo conhecendo ( ao menos acredita-se que sim ) a situação financeira da empresa , indicou sua compra pouco tempo antes do escândalo, levando a crer que deu suporte (atraindo compradores) às pesadas vendas ocorridas em junho deste ano.

Procure informação verídica de fonte confiável. Não se apóie apenas em comentários de outras pessoas , principalmente em fóruns. Não se deixe levar pelo diz-que-diz e projeções sem fundamento.

Bons negócios a todos !

Schwabb

Bom dia ! 22/08

Os agentes do mercado deverão se focar no desempenho dos preços das matérias-primas, além de notícias sobre o setor financeiro nos Estados Unidos, na falta de indicadores relevantes nesta sexta-feira, ressaltam analistas consultados pela Agência Leia. A fala do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, também poderá ser determinante para o desempenho das bolsas. O Ibovespa futuro não acompanha a elevação dos principais mercados internacionais, na manhã em que as principais matérias-primas registram perdas. Minutos após a sua abertura, o Ibovespa futuro cedia 0,17%, aos 56.800 pontos. Bernanke discursa hoje, às 11h, sobre a estabilidade financeira durante Simpósio do Fed sobre Política Econômica no estado norte-americano de Wyoming. No Brasil, as atenções se voltam para o Indice de Preços ao Consumidor -15 (IPCA-15), divulgado há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o IBGE, o IPCA-15 registrou desaceleração para 0,35% em agosto. O indicador tem alta de 4,69% no ano e de 6,2% em 12 meses. O mercado previa inflação de 0,39% pelo IPCA-15 em agosto, segundo a média e a mediana das projeções do Termômetro Leia, pesquisa feita junto a instituições de mercado para os principais indicadores econômicos do País. Pelo conceito de mediana, 50% das previsões estão acima de 0,39% e 50%, abaixo. As projeções colhidas pela Agência Leia para o Termômetro variam entre a mínima de 0,35% e a máxima de 0,45%. Entre as notícias de empresas, destaque para o setor de telecomunicações. Ontem, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), por meio de seu Departamento de Proteção e Defesa Econômica (DPDE), abriu processo administrativo contra as operadoras Tim, Vivo, Claro e Oi por por possível prática anticompetitiva. A SDE recebeu denúncia das operadoras de telefonia fixa Global Village Telecom, Intelig Telecomunicações, Transit do Brasil e Easytone Telecomunicações. O DPDE afirma em nota que “há indícios de que a liberdade de pactuar os valores da tarifa de interconexão da rede móvel (VU-M) – a interconexão possibilita aos usuários de diferentes operadoras de telefonia fixa ou móvel realizar e receber ligações – seria utilizada de forma abusiva pelas operadoras investigadas, com a imposição de preços excludentes para o término das chamadas em suas redes”. Os preços consistiriam na prática de cobrança de altos valores de interconexão e baixas tarifas de público. No pregão de ontem, as ações da Vivo (VIVO4) cederam 2,86%, a R$ 7,80, e já acumulam perda de 13,52% em agosto. As ações PN da Tele Norte Leste (TNLP4) caíram 1%, a R$ 37,46, enquanto as ON (TNLP3) diminuíram 1,93%, a R$ 41,20. As ações da Tim fecharam em rumos opostos. Enquanto as ON (TCSL3) subiram 3,74%, a R$ 5,55, as PN (TCSL4) cederam 3,01%, a R$ 3,54. O jornal “Valor Econômico” de hoje afirma que a TAM estuda ter um sócio para sua unidade de manutenção (MRO, sigla que vem do inglês para designar manutenção, reparo e revisão) de aeronaves. A reportagem assinada por Roberta Campassi diz que o negócio é pouco representativo para a companhia aérea mas deve apresentar um dos maiores crescimentos nos próximos anos. O objetivo da TAM é atender principalmente as companhias aéreas latino-americanas. Ontem, as ações da TAM (TAMM4) caíram 3,34% a R$ 31,51. Ontem, o vice-presidente de Finanças e diretor de Relações com Investidores da Gerdau, Osvaldo Schirmer, reafirmou o interesse da empresa em ter uma unidade de produção na China. Ele não informou se a entrada no mercado chinês seria necessariamente via aquisições. “Queremos ter presença local e estamos objetivando o mercado local (chinês). Não é para montar um ponto de exportação de lá”, afirmou Schirmer, durante o 20 Congresso Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). Ele destacou que a Gerdau vem prospectando mercado na China há dois anos, mas ainda não achou a oportunidade de negócio ideal. A empresa está presente em 15 países. No pregão de ontem, as ações da Gerdau S/A (GGBR4) aumentaram 3,06%, a R$ 29,99, e as da Metalúrgica (GOAU4), 2,55%, cotadas a R$ 40,57. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam elevação. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, subia 0,66%, aos 1.920 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, aumentava 0,76%, aos 1.285,30 pontos. Na Europa, os mercados têm alta superior a 1%. Na bolsa de Londres, o FTSE-100 operava com ganhos de 1,68%, aos 5.40,91 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, aumentava 1,14% aos 6.308,39 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava valorização de 1,29 %, aos 4.360,29 pontos. O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido ficou estagnado no segundo trimestre, em relação ao trimestre anterior, registrando o pior desempenho desde 1992, de acordo com dados revisados divulgados nesta sexta-feira pelo escritório nacional de estatísticas. O mercado previa avanço de 0,1% na comparação com o período de janeiro a março, após a medição preliminar do segundo trimestre ter apontado expansão de 0,2%. Na Ásia, as principais bolsas encerraram o pregão de sexta-feira em queda. No Japão, o índice Nikkei 225 cedeu 0,68%, aos 12.666,04 pontos, enquanto na China, o Xangai Composto recuou 1,09% e alcançou 2.405,23 pontos. O índice Kospi, em Seul, diminuiu 1,04%, somando 1.496,91 pontos. Hoje a bolsa de Hong Kong não funcionou. O mercado de petróleo opera em queda. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco cedia 1,41%, cotado a US$ 119,46. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha queda de 1,45 %, a US$ 118,41. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em alta de 0,24%, cotado a R$ 1,6150. O contrato futuro, com vencimento em setembro, aumentava 0,15%, a R$ 1,617. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 recuavam de 13,83% para 13,80%.Os com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,66% para 14,64%.

AGEN11 – Agrenco – Pedido de Falência

Requerente: Banco Fibra S/A. Requerido: AGRENCO DO BRASIL S/A. Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1400, 7º Andar. 01ª Vara Falências.

AGEN11 – Agrenco irá pedir Recuperação Judicial

A Agrenco, empresa de capital aberto do setor agrícola que está no foco de um escândalo por fraude, prepara-se para pedir recuperação judicial e, com isso, ganhar uma proteção contra os credores que não param de bater às suas portas com faturas vencidas nas mãos. A recuperação judicial ainda não tem uma data certa e, segundo apurou o Valor, não anula as negociações para entrada de um novo controlador na empresa, que continuam em andamento. Ao contrário, devem ser estratégias complementares.

O ideal para a empresa, até por uma questão de imagem, seria acertar com o novo controlador antes do pedido de recuperação judicial. Mas as conversas não parecem caminhar nessa direção. Os acertos para uma empresa assumir a Agrenco ocorrem num ritmo mais lento do que a delicada situação financeira da Agrenco permite suportar. Tudo indica que a recuperação judicial virá mesmo antes.

O JP Morgan, contratado para reestruturar e vender a empresa, tem mantido conversas com cerca de cinco interessados, entre eles, as tradings Louis Dreyfus (francesa), Noble (de Cingapura) e Glencore (suíça). A Dreyfus já chegou a anunciar a compra da empresa e teve exclusividade nas negociações.

Desfecho semelhante teve a crise de outra companhia do setor agrícola, a Sementes Selecta. A empresa pediu recuperação judicial em maio e, no fim de junho, fechou a venda do seu controle para a Los Grobo Agro do Brasil, uma empresa do fundo Pactual Capital Partners (PCP) e da argentina Los Grobo. Os novos donos anunciaram que vão injetar US$ 55 milhões na companhia e assumir uma dívida de US$ 400 milhões, que está sendo renegociada.

Na Agrenco, as cobranças de bancos e fornecedores não param e a empresa já foi alvo de alguns pedidos de falência, que até agora não prosperaram. A companhia tem uma dívida de R$ 1,2 bilhão, sendo que 80% dela vence no curto prazo e seu caixa está praticamente zerado. Diante da ausência de caixa, alguns credores já chegaram a aceitar carregamentos de grãos em pagamento.

Diante dos problemas financeiros, a empresa tem perdido funcionários. Até agora não publicou os resultados do segundo trimestre – o prazo terminou no dia 15 – e alegou que o atraso se deve ao fato de ter perdido muitos funcionários na área de contabilidade e financeira. Havia uma expectativa de que os resultados finalmente saíssem hoje.

A Agrenco já vinha em dificuldades financeiras desde o início do ano, mas as coisas se complicaram para valer quando, em 20 de junho, os três acionistas controladores – Antonio Iafelice, Antônio Augusto Pires Jr. e Francisco Ramos – foram presos na Operação Influenza da Polícia Federal (PF), sob suspeita de crimes como desvio de dinheiro da empresa, fraude de balanço e sonegação fiscal.

Quem está à frente das decisões estratégicas, depois da prisão dos donos, são os conselheiros José Guimarães Monforte, Cássio Casseb e James Wright.

O caso da Agrenco causou especial furor porque a companhia fez parte da leva recente de estreantes na Bolsa de Valores de São Paulo. A companhia captou R$ 666 milhões em outubro do ano passado e a maior parte dos recursos foi usada para pagar um empréstimo com o Credit Suisse, coordenador da oferta, e para capital de giro.

América Latina em fase de contração

Apesar de ainda mais robustas do que a dos países ricos, as economias do Brasil e da América Latina já entraram em fase de contração, aponta a Sondagem Econômica da América Latina, divulgada ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Clima Econômico da região cedeu de 4,9% em abril para 4,6% em julho, queda provocada especialmente pela piora das expectativas futuras.O indicador que avalia as previsões quando ao cenário futuro sofreu uma clara deterioração, segundo Lia Vals, coordenadora da pesquisa. O índice passou de 4% em abril para 3,4% em julho na América Latina. No caso do Brasil, variou negativamente de 5,1% para 3,8% – bem abaixo da média dos últimos dez anos, de 6,4%. Ainda sem sentir os efeitos da recessão norte-americana, detonada pela crise do subprime, a avaliação em relação à situação presente da economia da América Latina se manteve inalterada, oscilando negativamente em apenas 0,1 ponto percentual de abril para julho – de 5,8% para 5,7%. Já no Brasil, passou de 7,9% para 7,2%, apresentando uma pequena retração.Para Vals, a América Latina e os demais emergentes não sentem ainda com a mesma intensidade os efeitos da desaceleração da economia global, liderada pelos Estados Unidos, já que se beneficiam ainda dos preços recordes das commodities. Em todo o mundo, o Índice de Clima Econômico cedeu de 4,6% em abril para 4,1% em julho – abaixo da marca registrada na América Latina.Mesmo assim, diz, a avaliação dos países latino-americanos já dá sinais de deterioração. “Até abril, a situação ainda era favorável. Agora, já estamos num cenário de contração, mas não é ainda um quadro recessivo como o apresentado pelos países ricos”, diz a economista.Segundo ela, as expectativas de empresários e especialistas ouvidos pela FGV no Brasil estão melhores do que no resto da América Latina, mas os índices já sinalizam uma clara piora. “Os motivos são o aumento da taxa de juros e especialmente o repique da inflação, fenômeno que afeta vários países emergentes”,afirma.O que pesou muito no caso do Brasil foi a questão da inflação, que mexeu muito com as expectativas. No Brasil, há uma sensibilidade maior à inflação, até por causa da própria história do País. De acordo com a pesquisa, há um descompasso entre os desempenhos dos países ricos, mais afetados pela crise imobiliária nos EUA, e os emergentes, apesar da alta da inflação.