O mercado financeiro norte-americano continua no foco dos agentes do mercado em todo o mundo. Voltaram à pauta novos temores de que as duas financiadoras de hipotecas norte-americanas Freddie Mac e Fannie Mae possam ter que receber um socorro financeiro do governo, fato que derruba os mercados futuros norte-americanos e a maioria das bolsas européias na manhã de hoje, segundo analistas do mercado consultados pela Agência Leia. O Ibovespa futuro, contudo, não acompanha a tendência negativa das bolsas internacionais: há pouco subia 0,26%, aos 56.450 pontos, indicando uma abertura positiva para o mercado à vista, que ontem subiu 3,24%. “A nosso ver, os riscos permanecem no mercado de ações, o que nos leva a entender que este movimento de alta de ontem tratou-se apenas de uma recuperação técnica às fortes baixas dos últimos dois meses e, portanto, não significa que estamos vivendo uma inversão de tendência”, dizem os analistas da SLW corretora, em seu relatório matinal. Na agenda de indicadores norte-americanos, as atenções se voltam para o relatório sobre o número de pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 16 de agosto, divulgado há pouco pelo Departamento do Trabalho. O número de pedidos caiu 13 mil, para 432 mil. A expectativa era de que o número de novos pedidos caísse em 12 mil para 438 mil. Às 11h, o Conference Board informa o índice dos indicadores antecedentes em julho. A previsão é de estabilidade, depois do avanço de 0,1% registrado no mês anterior. No mesmo horário, o Federal Reserve Bank da Filadélfia anuncia o índice que mede a atividade industrial na região em agosto. Economistas esperam uma leitura de -13,4. Em julho o índice ficou em -16,3. O valor negativo representação contração da atividade. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que a taxa de desemprego subiu de 7,8% em junho para 8,1% em julho deste ano. O rendimento médio real soma R$ 1.224,40 em julho, estável em relação ao mês anterior e 3% maior em relação a julho de 2007. Entre as notícias de empresas, destaque para a Petrobras. Segundo comunicado enviado pela estatal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ainda não existem dados suficientes que comprovem que a região do pré-sal na bacia de Santos – onde se localizam os campos de Tupi, Júpiter, Caramba, Carioca e outros – vá demandar unificação. A estatal destaca, ainda, que a unificação é prevista na legislação (Lei do Petróleo – Lei n 9.478, de 06.08.1997) e obrigatória quando uma jazida de petróleo ou de gás natural se estende por dois ou mais blocos contíguos, cujos direitos de exploração e produção pertencem a concessionários distintos. “Para realizar unificação há a necessidade de acordo prévio entre as concessionárias e aprovação da ANP [Agência Nacional de Petróleo]. As concessionárias devem elaborar o Plano de Desenvolvimento, estabelecer os percentuais a que cada uma tem direito em relação à jazida comum, definir qual é a empresa operadora das atividades de desenvolvimento e de produção da área unificada, entre outras condições contratuais”, afirma a Petrobras. No pregão de ontem, as ações preferenciais da companhia (PETR4) fecharam em alta de 4,84% a R$ 34,21. As ordinárias ganharam (PETR3) 4,90%, sob preço de R$ 42,00. No setor de energia, a Energias do Brasil (EDP) firmou um memorando de entendimento com a MPX Energia para o projeto da UTE Porto do Pecém II, que prevê a instalação de uma unidade de geração térmica com 360 MW de capacidade instalada, localizada em São Gonçalo do Amarante, estado do Ceará. Cada empresa terá 50% de participação no projeto. A primeira fase do projeto UTE Porto do Pecém, incluindo a instalação de duas unidades de geração de energia térmica de 360 MW cada e com base em carvão mineral, é uma parceria 50/50 entre a EDP e a MPX. A UTE Pecém I já contratou 615 MW médios no leilão de energia A-5, realizado em outubro de 2007, e encontra-se em plena implantação, com obras já iniciadas. Segundo comunicado da EDP, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente – Ceará (Semace) emitiu a licença prévia para a UTE Porto do Pecém II em julho último. A licença possibilitará a participação da unidade no próximo leilão de energia A-5, previsto para setembro. As ações da EDP (ENBR3) ontem subiram 2,01%, a R$ 29,50. As a MPX (MPXE3) encerraram as negociações estáveis, cotadas a R$ 450. No setor de telefonia, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) confirmou ontem que a Vivo segue na liderança no mercado nacional, com participação de 30,25%. A Tim aparece em segundo, com participação de 25,26%; a Claro está na terceira posição, com 24,92%. A Oi tem 15,48% do mercado e está em quarto lugar, enquanto a Brasil Telecom está em quinto, com 3,74%. A CTBC Telecom Celular tem 0,31% do mercado, e a Sercomtel Celular tem participação de 0,05%. O País chegou a 135 milhões de usuários de telefonia móvel em julho, crescimento de 1,62% em relação ao mês de junho. Na comparação com o mesmo mês de 2007, a expansão foi de 16,5%. São 109 milhões de linhas pré-pagas (81% do total) e 25,7 milhões são linhas pós-pagas (19%). Somente em julho, foram 2,16 milhões de novas habilitações. No pregão de ontem, os papéis da Vivo (VIVO4) subiram 1,01%,a R$ 8,03. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam perdas. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, caía 0,62%, aos 1.904 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, diminuía 0,51%, aos 1.267,30 pontos. Na Europa, os mercados têm sinais contrários. Na bolsa de Londres, o FTSE-100 operava em leve alta de 0,04%, aos 5.374,3 pontos. O DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, cedia 0,76% aos 6.269,68 pontos, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 1,11 %, aos 4.317,15 pontos. Na Ásia, os principais mercados fecharam em queda. A maior delas foi na China, onde o índice Xangai Composto cedeu 3,63%, aos 2.431,72 pontos. No Japão, o Nikkei 225 recuou 0,77%, aos 12.752,21 pontos, enquanto o índice Kospi, em Seul diminuiu 1,83%, somando 1.512,59 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 2,58%, aos 20.392,06 pontos. O mercado de petróleo opera em alta. Em Nova York, o WTI com vencimento em outubro há pouco subia 2%, cotado a US$ 117,89. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha elevação de 1,95 %, a US$ 116,80. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em queda de 0,30%, cotado a R$ 1,6150. O contrato futuro, com vencimento em setembro, cedia 0,33%, a R$ 1,618. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 recuavam de 13,81% para 13,80%.Os com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,62% para 14,64%.