Os mercados internacionais operam no terreno positivo na manhã de hoje, enquanto aguardam a divulgação dos estoques de petróleo, nos Estados Unidos, às 11h30. O movimento é acompanhado pelo Ibovespa futuro no Brasil, mas a volatilidade continuará presente no mercado brasileiro, cujo desempenho continua atrelado às commodities, como lembram analistas do mercado. Poucos minutos após a sua abertura, o índice futuro subia 1,15%, aos 55.300 pontos. Hoje já foi anunciado nos Estados Unidos que os pedidos semanais de hipotecas, medidos pelo índice divulgado pela Associação dos Bancos Hipotecários (MBA), desceu 1,5% na semana encerrada em 15 de agosto, na comparação com a semana anterior. Ontem, a companhia de informática Hewlett-Packard (HP) anunciou que seu lucro subiu 14% no terceiro trimestre fiscal, terminado em julho, com o bom desempenho de vendas nos mercados internacionais. Ainda assim, o resultado ficou abaixo do previsto pelo mercado. A companhia teve um lucro líquido de US$ 2,027 bilhões, ou US$ 0,80 por ação, comparado a ganhos de US$ 1,778 bilhão, ou US$ 0,66 por ação, do mesmo período do ano anterior. Analistas previam um resultado de US$ 0,83 por ação. A receita da companhia cresceu 10%, de US$ 25,37 bilhões para US$ 28,03 bilhões. No cenário corporativo brasileiro, as atenções se voltam para o início das negociações negociados os papéis da Bovespa BM&F (BVMF3) na Bolsa de Valores de São Paulo. O valor de abertura das ações, que será de R$ 11,01, foi obtido pela soma do preço dos papéis da Bovespa Holding (BOVH3) e da BM&F (BMEF3) no fechamento de terça-feira, dividido por 2,42485643. As novas ações serão negociadas no Novo Mercado, segmento mais alto de governança corporativa da Bovespa. As ações da nova companhia também passam a integrar o IGC – Indice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada. Os papéis da Bovespa (BOVH3) fecharam o pregão de ontem cotadas a R$ 15,71, depois de alta de 10,25%. Já as ações da BM&F (BMEF3 ) subiram 11%, a R$ 11. No setor de siderurgia e mineração, o presidente da Usiminas, Marco Antônio Castello Branco, esteve ontem em Brasília pedir à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a aceleração nas obras de infra-estrutura rodoviária do Vale do Aço, em Minas Gerais, em especial a duplicação de 308 quilômetros da BR-381. A companhia possui atualmente plano de investimentos de US$ 7,8 bilhões até 2012 na região. Segundo Castello Branco, é fundamental neste momento que o governo federal acelere as obras da rodovia que liga a capital mineira a Governador Valadares. A nova unidade industrial da Usiminas, localizada em Santana do Paraíso, estará em funcionamento até o primeiro semestre de 2011 e terá capacidade de produção de cinco milhões de toneladas de aço por ano. No pregão de ontem, os papéis ON da Usiminas (USIM3) diminuíram 0,68%, a R$ 50,80, enquanto os PNA (USIM5) fecharam em queda de 0,11%, para R$ 52,64. Ainda no setor de siderurgia, a London Mining concluiu a venda de seus negócios no Brasil para a ArcelorMittal por US$ 809,9 milhões. Este valor compreende US$ 764 milhões pagos pela siderúrgica européia, além de US$ 46 milhões relativos a empréstimos entre os grupos da London Mining. Além disso, a ArcelorMittal anunciou que estudará a possibilidade de realizar investimentos de até US$ 700 milhões para aumentar a produção a médio prazo, com o objetivo de superar 10 milhões de toneladas anuais. Na bolsa de Paris, as ações da Arcelor hoje subiam 3,32% (51,92 euros). Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros registravam elevação. O índice futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, subia 0,35%, aos 1.926 pontos. Já o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, aumentava de 0,27%, aos 1.271,90 pontos. Na Europa, os mercados também subiam. Em Londres, o FTSE-100 ganhava 0,86%, aos 5.366,4 pontos, enquanto o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, operava em alta de 0,42% aos 6.309, 37 pontos. O CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava valorização de 0,62%, aos 4.259,89 pontos. O Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) divulgou nesta quarta-feira a ata de sua última reunião de política monetária,que aconteceu nos dias 6 e 7, quando a instituição manteve a taxa básica de juros em 5% ao ano, visando estimular a economia diante da crise no mercado de crédito internacional. O documento confirma que a maioria dos membros concluiu que os riscos de inflação aumentaram e que a tendência de desaceleração da economia iria se acentuar. Para o BoE, um corte na taxa básica de juros poderia ser bastante prejudicial para o Indice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), uma vez que a perspectiva para a inflação no curto-prazo se deteriorou nos últimos três meses. Os principais mercados asiáticos encerraram o pregão desta quarta-feira sem tendência definida. Na Bolsa da China, o Xangai Composto registrou elevação de 7,63%, para 2.523,28 pontos, enquanto o índice Hang Seng, em Hong Kong, subiu 2,18%, somando 20.931,26 pontos. O índice Kospi, em Seul, fechou em leve queda de 0,055, aos 1.540,71 pontos. Já no Japão, o Nikkei 225, cedeu 0,1% e atingiu 12.851,69 pontos. O mercado de petróleo opera em alta. Em Nova York, o WTI com vencimento em setembro há pouco subia 1,13 %, cotado a US$ 115,84. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha elevação de 1,13 %, a US$ 114,53. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava em queda de 0,18%, cotado a R$ 1,624. O contrato futuro, com vencimento em setembro, cedia 0,15%, a R$ 1,627. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 passavam de 14,60% para 14,63%. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Indice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,12% no segundo decêndio de agosto, ante a inflação de 1,79% registrada em igual período do mês anterior. O segundo decêndio deste mês compreende o intervalo entre dia 21 de julho e 10 de agosto. Em 12 meses, a inflação registrada pelo indicador chega a 13,87%. No acumulado do ano é de 8,58%. Entre os componentes do indicador, o Indice de Preços por Atacado (IPA) teve deflação de 0,44% na segunda prévia do mês, ante a alta de 2,28%, apurada em igual período anterior. O Indice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou desaceleração de 0,54% para 0,21%, enquanto o Indice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 1,34% para 1,32%. Já a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) informou na manhã de hoje que a inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – São Paulo (IPC-SP) se desacelerou para 0,34% na segunda quadrissemana de agosto, ante a alta de 0,38. É a nona desaceleração consecutiva e a menor inflação desde o encerramento de março, quando atingiu 0,31%.