A Pesquisa “Competitividade Brasileira nas Exportações”, elaborada pelo GVcelog – Centro de Excelência em Logística e Cadeias de Abastecimento da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP), destacou hoje que custos de transporte, tarifas cobradas por administradores portuários e aeroportuários e a taxa básica de juros brasileira são os principais gargalos para as vendas ao mercado externo. Elaborada no primeiro semestre deste ano com 258 empresas exportadoras brasileiras e multinacionais, a pesquisa identificou 11 fatores que concentram os gargalos do processo de exportação. São eles os incentivos, a competitividade e a tributação, com criticidade considerada muito alta; infra-estrutura, legislação e burocracia, com criticidade alta; oferta logística, documentação, sistemas de informação e acesso a recursos financeiros, com criticidade mediana; e limitações da empresa, com criticidade baixa, segundo as próprias companhias. Foram elencados 172 gargalos que poderiam prejudicar o processo de exportação e a maior parte deles esteve associada à esfera de administração pública. Pesquisa semelhante desenvolvida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 855 empresas entre novembro e dezembro de 2007 mostrou que a taxa de câmbio foi considerada um entrave à expansão das exportações por 82,2% das companhias; os custos portuários e aeroportuários, por 41,5%; e a burocracia alfandegária, por 38,7%. O crescimento da participação do Brasil nas exportações mundiais se arrefeceu nos últimos anos e a redução dos investimentos é destacada como uma das causas para a perda de competitividade brasileira. “Com a alta de juros, há dúvidas se este processo de investimentos, retomado em 2006, se sustentará”, comentou Sandra. “A infra-estrutura é um gargalo importante. Esperamos que as reformas aumentem a oferta de sistemas de transportes e contribuam para a redução dos custos. O grande gargalo a ser enfrentado nos próximos anos pelo Brasil é o logístico”, assinalou a economista. Para o professor Manoel Reis, coordenador do Gvcelog, existe maior consciência do governo em relação aos problemas enfrentados pelos exportadores, mas é necessário que o processo seja agilizado. “Existe um progresso de consciência, mas é necessário acelerar estr processo. Nossa velocidade tem sido menor que a do resto do mundo”, ponderou. Segundo Reis, a pesquisa elaborada deverá ser entregue para empresas e governo.




