Recomendações de ações por setor : financeiro é topo pelo 4o. mês consecutivo

O setor financeiro aparece no topo da lista dos mais citados nas carteiras recomendadas para agosto, segundo levantamento realizado pela InfoMoney.

Dentre a avaliação de 15 corretoras e bancos de investimento, as ações do segmento receberam o maior número de sugestões. De um total de 127 recomendações, os ativos do setor apareceram em 23 indicações.

Crédito em alta, por enquanto
O setor aparece pelo quarto mês consecutivo no ponto mais alto do pódio. De um modo geral, os analistas acreditam que a expansão no crédito puxa o segmento para um dos seus melhores momentos já vividos, com fortes resultados entre as instituições.

A despeito dos temores de que o atual ciclo de aperto monetário pese sobre a expansão na concessão de crédito no Brasil, a equipe do BlackRock afirma que “os bancos provaram ao longo do tempo serem capazes de registrar lucros em praticamente qualquer cenário”.

Mesmo com o impacto do aperto monetário, os analistas do Unibanco esperam expansão média de 25% nos financiamentos, além de destacarem que o setor também se beneficia do ligeiro avanço do consumo interno e da estabilidade da inadimplência.

Contudo, quando a avaliação setorial é focada em um horizonte mais de longo prazo, o cenário preocupa. A aceleração do processo inflacionário é um dos fatores de risco, já que pode provocar uma redução da atividade econômica e traz como conseqüências a queda da renda real e o desemprego, reduzindo assim a demanda por crédito.

Ademais, a cautela também incorpora maiores custos para captação de recursos, além da expectativa de desaceleração do movimento de expansão do crédito em 2009 em função do impacto do atual enrijecimento da política monetária.

Setor energético = segurança
Com 22 indicações, os papéis do setor de energia e saneamento voltam a figurar no segundo lugar dentre os mais recomendados. Para os analistas, investir em papéis do setor energético é o destino de maior segurança na renda variável em períodos de grande volatilidade como o atual, devido ao crescimento estável, à baixa exposição às oscilações do dólar e à boa política de dividendos oferecida.

“O cenário macroeconômico em si, altamente desfavorável à grande parte das empresas que sofrem com o atual ciclo de aperto monetário e deterioração do panorama inflacionário, é positivo às empresas de energia”, afirma Marco Aurélio Barbosa, analista-chefe da Coinvalores, que esclarece: “o setor é praticamente blindado à alta da Selic, enquanto que a disparada da inflação só favorece, visto que o reajuste das tarifas é aplicado de acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado)”.

Já o Unibanco avalia que a combinação do aumento dos preços da energia e a capacidade de expansão do setor desenham um cenário promissor para as companhias de geração de energia. O banco ainda estima uma média de 8,3% para o dividend yield (relação entre o dividendo pago por ação e o preço dessa mesma ação) do segmento em 2008 e 2009.

Em adição, os desempenhos operacionais favoráveis e o forte upside deixam os papéis do setor em evidência. De acordo com o banco de investimentos Merrill Lynch, os fundamentos de médio e longo prazo para o setor são os melhores já vistos na América Latina.

Otimismo se mantém às siderúrgicas
Com 19 sugestões, o setor siderúrgico cai para o terceiro lugar, mas não deixa de contar com boas perspectivas. O cenário bastante favorável no mercado interno e a crescente demanda por aço, com amparo também na expectativa de novo reajuste nos preços da commodity, sustentam o otimismo.

A forte queda recente das siderúrgicas – entre elas CSN, Gerdau e Usiminas – também foi levada em conta pelos analistas, que consideram o atual patamar dos ativos como uma boa oportunidade para o investidor formar uma posição de longo prazo no setor da Bolsa que mais se valorizou no ano passado.

Os analistas também afirmam que a oferta reduzida e o consumo cada vez maior geram um cenário a longo prazo extremamente favorável às siderúrgicas. Para a Link Investimentos, a demanda aquecida, a alta nos preços do aço e a produção própria de minério de ferro devem continuar favorecendo as empresas do setor e melhorando sua rentabilidade.

Neste sentido, a temporada de resultados do segundo trimestre deve trazer uma boa impressão às siderúrgicas, como ocorreu com a Gerdau. “No geral, os resultados devem refletir o boom na demanda por aço no Brasil”, explica o Santander, indicando que entre janeiro e maio a procura pelo produto cresceu 20% no País.

Confira o número de recomendações de cada setor:

Setor Recomendações Porcentagem
Financeiro 23 18,11%
Energia e Saneamento 22 17,32%
Siderúrgico 19 14,96%
Consumo e Varejo 14 11,02%
Petróleo e Gás 13 10,24%
Mineração 12 9,45%
Industrial 8 6,30%
Transportes 5 3,94%
Telecomunicações 5 3,94%
Imobiliário 3 236%
Papel e Celulose 2 1,57%
Petroquímico 1 0,79%
Tecnologia e Informática 0 0,00%
Total 127 100%

As carteiras selecionadas são de: Ágora, Ativa, BB Investimentos, Bradesco, Fator, HSBC, Planner, Senso, SLW, Socopa, Spinelli, Solidus, UBS Pactual e Unibanco.

Indice Nacional de Confiança aponta dados pesquisados

A quantidade de brasileiros que se sentem muito mais à vontade para comprar um carro ou uma casa diminuiu no sétimo mês de 2008, de acordo com o INC (Ídice Nacional de Confiança) divulgado pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo) nesta quarta-feira (13).

A média dos que disseram se sentir muito mais à vontade para realizar este tipo de aquisição agora do que há seis meses diminuiu de 32 pontos em junho para 31 em julho. Já a dos que disseram estar muito menos à vontade subiu de 37 para 38 pontos no período.

Compras menores
Ainda segundo o estudo, o INC dos consumidores que se mostraram muito menos à vontade para realizar compras menores, como a de um fogão ou uma geladeira, apresentou crescimento de 29 para 30 pontos no sexto mês do ano.

Ao mesmo tempo, a média dos brasileiros que afirmaram se sentir muito mais à vontade para comprar esse tipo de produto agora do que há seis meses apresentou estabilidade, permanecendo em julho com a mesma marca atingida em junho: 45 pontos.

Região e classe social
Ao considerar as compras maiores, como as de um carro ou casa, a pesquisa aponta que a classe social que se mostrou muito mais à vontade foi a AB, com 11%, contra 8% da C e 5% da DE. A região Nordeste apresentou 6% da população declarando estar muito mais à vontade com as compras maiores. Sudeste e Sul ficaram com 11% e 5%, respectivamente. Nas regiões Norte e Centro-Oeste ningúem se enquadrou neste item.

No caso dos itens para a casa, como fogão e geladeira, a maior disposição também veio da classe AB (19%). Na C, ela foi de 13%, e na DE, de 7%. Por região, o Sudeste apresentou o maior percentual de pessoas muito mais à vontade para realizar este tipo de aquisição, 16%.

Gastos com prestações
Por fim, o levantamento realizado pela Ipsos Public Affairs revela que a média de gastos dos consumidores com prestações/crediários aumentou entre o sexto e o sétimo mês de 2008, ficando em R$ 88.

Já na comparação com julho do ano passado, quando a média de gastos com prestações/crediários era de R$ 77, houve aumento de 14,29%.

Conselhos para limitar prejuízos de Jim Cramer

A forte instabilidade que vem tomando conta dos mercados nos últimos meses tem feito com que muitos analistas recomendem uma postura defensiva aos investimentos em ações, buscando sobretudo diminuir os riscos de uma exposição exagerada e até errônea na renda variável.

A possibilidade de lucros expressivos no mercado acionário realmente atrai. Mas ao mesmo tempo, se confunde com a necessidade de se adotar uma estratégia mais cautelosa em meio às tantas incertezas que pairam sobre o atual cenário econômico mundial.

E quando o momento para as Bolsas é incerto, logo surgem os especialistas que fornecem as famosas dicas e estratégias para aqueles que desejam se precaver de indesejadas perdas no mercado acionário, embora muitos não consigam escapar dos danos.

Conselhos de especialista
Um dos conhecedores do assunto que se encaixa neste quadro é Jim Cramer, âncora do “Mad Money”, um programa de TV online EUA. Ex-corretor na gigante Goldman Sachs, ele revelou recentemente em sua atração um leque de alternativas para o investidor limitar seus prejuízos.

As opções são as mais variadas, indo desde a tradicional sugestão de diversificar os investimentos, até recomendações mais inusitadas, como manter distância de papéis de empresas que acabaram de trocar seu CEO (Chief Executive Officer).

Para aqueles que não querem expor seus portfólios a riscos muito elevados, alguns dos conselhos dados por Cramer podem ser de extrema valia. Confira abaixo algumas de suas sugestões para “escapar” das perdas:

  • Diversifique os investimentos
    Para aqueles que querem se precaver, diversificar os investimentos é bastante aconselhável na medida em que eventuais perdas em determinada aplicação podem ser recompensadas, parcialmente ou integralmente, com outros investimentos. No caso específico de ações, Cramer aconselha a não ter mais de 20% do seu portfólio em um único setor.

  • Dividendos limitam perdas
    Focar as aplicações em papéis de empresas que possuam uma boa política de distribuição de dividendos pode ser uma boa pedida em períodos de maior turbulência do mercado, como o atual. “Quanto maior o dividend yield da ação, mais ela atrai investidores e menor o risco de se perder no papel”, avalia o especialista.

  • Tenha dinheiro em caixa
    “Um bom investidor sempre tem dinheiro em mãos”, afirma Cramer. Para ele, a medida constitui uma importante ferramenta para ser usada após expressivas quedas no mercado, quando costumam surgir interessantes oportunidades de compra em companhias consideradas seguras.

  • Não possua muitas ações voláteis
    Neste item, o âncora norte-americano afirma que se o investidor possuir mais do que um papel considerado volátil em sua carteira, de nada irá adiantar a diversificação dos ativos. Ele ainda aconselha: “seja honesto e pergunte a você mesmo se consegue lidar com as fortes oscilações e os maiores riscos trazidos por este tipo de ação”.

  • Quando seu broker pára de falar sobre uma ação, é hora de vender
    “O silêncio não vale ouro quando o assunto é ações”, filosofa Cramer. Neste sentido, o especialista afirma que a partir do momento em que um papel deixa de aparecer nas avaliações de seu corretor, o mais aconselhável é se desfazer do ativo.

  • Se a empresa tem um novo CEO, fique longe
    As trocas no comando são realidade no competitivo cenário empresarial e, em muitos casos, rendem bons frutos às operações da companhia. Contudo, os impactos de uma mudança na estratégia de negócio nem sempre são sentidos no curto prazo. É neste contexto que Cramer diz que “novos CEOs precisam de tempo para organizar e desenvolver um plano, e esta não é hora de possuir a ação da empresa”.

Conhecimento é fundamental
No meio de tantas dicas, uma coisa é certa: adotar uma estratégia e conhecer a fundo o mercado são passos fundamentais para obter bons resultados na Bolsa. Afinal de contas, em um setor onde a volatilidade é elevada, o bom investidor deve saber atuar de acordo com as condições de mercado.

Resultado CPLE3 – Copel 2t08

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) anunciou há pouco que seu lucro líquido no segundo trimestre foi de R$ 357,507 milhões, alta de 48% ante o mesmo período de 2007. No primeiro semestre, o lucro líquido foi de R$ 613 milhões, alta de 16,9% ante os seis primeiros meses do ano passado. A receita operacional líquida da Copel atingiu R$ 1,354 bilhão no segundo trimestre, aumento de 6,5% ante o mesmo período do ano passado. Já no semestre, a receita operacional líquida foi de R$ 2,668 bilhões, aumento de 8% ante os seis primeiros meses de 2007. O Ebitda alcançou R$ 591,745 milhões no segundo trimestre, aumento de 18,6% ante o mesmo período do ano passado. No semestre, o Ebitda foi de R$ 1,039 bilhão, queda de 2,9% ante o mesmo período do ano passado.

Resultado IDVL4 Indusval 2t08

O Banco Indusval informou há pouco que seu lucro líquido ajustado subiu 124,3% do primeiro semestre de 2007 para igual período de 2008, atingindo R$ 38,9 milhões. A carteira de crédito do banco nos primeiros seis meses do ano aumentou 86% e atingiu R$ 1,7 bilhão, na comparação com o mesmo período de 2007. Já o patrimônio líquido médio do Indusval cresceu 19,4% em igual intervalo de comparação, passando de R$ 152,9 milhões, para R$ 433,0 milhões, em função do aumento de capital do banco de R$ 227,5 milhões, realizado em julho de 2007. O resultado operacional consolidado do banco teve um incremento de 105% na comparação com o primeiro semestre de 2007, para R$ 58,2 milhões de janeiro a junho deste ano. Os resultados do banco foram ajustados para eliminar os efeitos de despesas não recorrentes relativas ao IPO, que foram totalmente provisionadas no segundo trimestre do ano passado.

Resultado TBLE3 Tractebel 2t08

A Tractebel Energia anunciou há pouco que seu lucro líquido no segundo trimestre foi de R$ 219,3 milhões, queda de 4,5% ante o mesmo período de 2007. No primeiro semestre, o lucro líquido foi de R$ 610,8 milhões, alta de 29,5% ante os seis primeiros meses do ano passado. A receita operacional líquida da Tractebel atingiu R$ 772,9 milhões no segundo trimestre, aumento de 5,6% ante o mesmo período do ano passado. Já no semestre, a receita operacional líquida foi de R$ 1,724 bilhão, aumento de 34,9% ante os seis primeiros meses de 2007. O Ebitda, que considera também a amortização do ágio em controladas da empresa, alcançou R$ 440,8 milhões no segundo trimestre, aumento de 13,7% ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda subiu 4 pontos percentuais para 57%. No semestre, o Ebitda foi de R$ 1,132 bilhão, aumento de 34,9% ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda subiu 6 pontos percentuais para 65,6%.

Resultado LREN3 Lojas Renner 2t08

A Lojas Renner anunciou há pouco que seu lucro líquido, no segundo trimestre de 2008, foi de R$ 46,566 milhões, valor que representa alta de 15,1% ante os R$ 40,466 milhões apurados entre abril e junho do ano passado. No semestre, o lucro foi de R$ 73,738 milhões, valor de 28,9% superior(no mesmo período de 2007 o valor foi de R$ 57,233 milhões). Nos três primeiros meses do ano, a receita operacional líquida da companhia foi de R$ 566,747 milhões, alta de R$ 15,5% ante os R$ 490,872 milhões obtidos em 2007. Na comparação semestral, o valor aumentou 19,1% , de R$ 838,426 milhões para R$ 998, 543 milhões em 2008. Entre abril e junho deste ano, o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 15,1% e atingiu R$ 87,1 milhões (em 2007 foi de R$ 75, 7 milhões). No primeiro semestre do ano, o Ebitda alcançou R$ 142,5 milhões, 24,4% superior aos R$ 114,6 milhões do mesmo período do ano anterior. Os investimentos da Lojas Renner em ativos fixos foram de R$ 30,4 milhões no segundo trimestre de 2008. Segundo a companhia, R$ 20,4 milhões foram alocados na abertura e preparação de novas lojas, R$ 6,5 milhões na remodelação de instalações e R$ 2,0 milhões na atualização de sistemas e equipamentos de tecnologia. “Outros investimentos” totalizaram R$ 1,5 milhão no período. No primeiro semestre, os investimentos totais foram de R$ 48,5 milhões, sendo R$ 30,7 milhões em novas lojas, R$ 7,6 milhões em remodelações e R$ 2,6 milhões em sistemas e equipamentos de tecnologia. Em outros investimentos, que totalizaram R$ 7,6 milhões, os principais montantes foram destinados ao aumento da capacidade de processamento dos centros de distribuição, segundo a Renner. Cinco novas lojas foram abertas ao longo do trimestre e ainda este ano, estão planejadas a inauguração de mais nove unidades. A rede de lojas atingirá 110 unidades em operação até dezembro de 2008.

Preço máximo de $2,40 por litro deve comprometer oferta

O leilão de quinta-feira, o 10º desde o início do programa de mistura ao diesel, vai ofertar 264 milhões de l de biodiesel, e o 11º leilão, na sexta, mais 66 milhões de l.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza quinta e sexta-feiras leilões de biodiesel para garantir o volume extra necessário para atender à elevação de 2% para 3% da mistura do produto no diesel.

A mistura de 3% (B3) entrou em vigor em 1º de julho. Segundo a ANP, 57 empresas estão habilitadas a participar.

A ANP realiza leilões de biodiesel desde o início de 2005.

Projeção CSNA3 CSN pela Brascan e Ágora

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deverá apresentar forte evolução do lucro líquido no segundo trimestre deste ano. Segundo as corretoras Brascan e Ágora, os números deverão refletir os bons resultados operacionais esperados, a forte demanda local, além de um impacto positivo da apreciação do real ante o dólar, em especial sobre o seu endividamento indexado a moeda estrangeira. “O vigoroso reajuste de preços nos exterior, iniciado com maior intensidade a partir de março, também beneficia a receita proveniente das exportações, mesmo em um cenário de valorização cambial”, diz o analista Rodrigo Ferrraz, da Brascan corretora. Ele destaca que, por outro lado, grande parte das expectativas deve recair sobre a performance do segmento de mineração. “Em nossa opinião, continuará mostrando números bastante distantes da meta de vendas para 2008, de 28 milhões de toneladas”, afirma em relatório. “O faturamento deverá ser impulsionado pelo aumento do preço do aço e, em menor escala, o do minério de ferro. Visualizamos forte evolução das margens operacionais da siderúrgicas no segundo trimestre de 2008″, completa a analista Cristiane Viana, da Ágora. Para esta corretora, o lucro líquido deverá aumentar 23,1% e atingir R$ 1,172 bilhão (no segundo trimestre de 2007 foi de R$ 952 milhões). Para a receita líquida, a estimativa é de que passe de R$ 2,974 bilhão para R$ 3,660 bilhão, um crescimento de 23,1%. Os cálculos da instituição apontam que o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) suba 36,5%, para R$ 1,749 bilhão. No segundo trimestre de 2007 foi de R$ 1,282 bilhão. A margem Ebitda deverá passar de 43,1% para R$ 47,8%. Os cálculos da Brascan apontam um aumento de 9% no lucro líquido, para R$ 1,037 bilhão, enquanto a receita líquida deverá subir 18% e atingir R$ 3,512 bilhão. Para o Ebtida, as estimativas são de que alcancem R$ 1,701 bilhão, aumento de 33%. A companhia apresentará os resultados do segundo trimestre na quinta-feira, após o fechamento do mercado.

Projeção USIM5 – Usiminas pela Ágora

A corretora Ágora estima que a Usiminas apresente aumento de 13,2% no lucro líquido, ao passar de R$ 802,3 milhões no segundo trimestre de 2007 para R$ 908,5 milhões no mesmo período de 2008. De acordo com os cálculos da analista Cristiane Vianna, a receita líquida deverá aumentar 17,7% de R$ 3,379 bilhões para R$ 3,976 bilhões. Já a projeção para o Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) é de R$ 1,504 bilhão, aumento de 22% (entre abril e junho de 2007 foi de R$ 1,233 bilhão). A margem Ebitda poderá passar de 36,5% para 37,8%. “Nossa expectativa para o trimestre é de volume de vendas de produtos siderúrgicos levemente inferiores em função das paradas programadas que ocorreram no período. Entretanto visualizamos incremento dos resultados operacionais da siderúrgica no segundo trimestre de 2008, reflexo do aumento do preço do aço tanto no mercado interno quando externo, reduzindo o impacto da variação do preço do minério de ferro”, diz a corretora Ágora. A Usiminas divulga os resultados amanhã, antes da abertura do mercado.

TEND3 Tenda pode não cumprir o guidance de margem editda

O diretor-presidente da Construtora Tenda (TEND), Henrique Alves Pinto, afirmou hoje que a companhia pode não cumprir o guidance de margem Ebitda de 24% em 2008. No primeiro semestre, a companhia obteve margem Ebitda de 17%, o que implica a necessidade de um forte crescimento no segundo semestre para cumprimento do guidance. “Com 17% de margem na metade do ano, fica mais difícil alcançar 24%. O Ebitda do primeiro semestre será superado em margem pelo segundo semestre. Não sei se vai ser suficiente para levar a margem Ebitda até 24%”, afirmou Pinto, em teleconferência realizada hoje com analistas e investidores. O diretor-presidente espera que a margem Ebitda se recupere nos próximos trimestre em razão do crescimento da margem bruta para cerca de 44%. No segundo trimestre, a Tenda obteve margem bruta de 38,4%. “Têm-se observado que o segundo semestre é mais ativo que o primeiro”, disse Pinto.

Resultado Hypermarcas HYPE3 2t08

A Hypermarcas, companhia do setor de consumo, anunciou que no segundo trimestre de 2008 obteve lucro líquido ajustado de R$ 63,957 bilhões, valor 124,6% superior aos R$ 28,471 milhões obtidos no mesmo período de 2007. O lucro líquido ajustado considera o lucro líquido do exercício, de R $26,7 milhões, e despesas de amortização de ágio (R$ 68,4 milhões). Além disso, também contabiliza as despesas com emissão inicial de ações (IPO, na sigla em inglês ) e reorganizações (R$ 35,9 milhões) e resultados de variação cambial (R$ 67,0 milhões). A receita líquida da companhia passou de R$ 185,836 milhões em 2007 para R$ R$ 265,585 milhões, um amento de 42,9%. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 69,621 milhões, um crescimento de 36,4% sobre os R$ 51,005 milhões alcançados entre abril e junho do ano passado. A margem Ebitda cedeu de 27,4% para 26,2%. Em maio deste ano, a companhia encerrou sua Oferta Pública de Ações, com a captação do valor bruto de R$ 612,4 milhões por meio da emissão de 36,023 milhões de novas ações. Segundo a Hypermarcas, este capital será utilizado em aquisições de novas empresas, ativos e marcas e no lançamento de novos produtos e marketing.