Aluguel de ações para investimentos de longo prazo

O mercado de ações vem galgando nos últimos anos cada vez mais prestígio entre os brasileiros como uma forma rentável de investimento a longo prazo – mesmo com a onda de volatilidade que tomou de assalto as praças financeiras nos últimos meses. Isto porque, embora a renda variável seja por definição suscetível a oscilações, as companhias brasileiras e seus respectivos papéis desfrutam de boas perspectivas de crescimento.

Para os interessados em entrar na Bolsa como forma de garantir um futuro mais próspero, a pedida é atentar para empresas com reconhecidamente bons históricos de resultados e atuantes em setores não somente promissores, mas sólidos. É o caso das gigantes Petrobras e Vale, entre outras. No entanto, atuar no longo prazo não necessariamente significa manter os papéis intocados na carteira, postura esta que faz com que o investidor muitas vezes perca valiosas oportunidades de lucros.

Um papel é, assim como uma propriedade imobiliária, um ativo. E de fato, em ambos os casos, o seu detentor pode recorrer ao mercado de aluguel como fonte adicional de receita. Muito acionado lá fora, o aluguel de ações ainda é pouco conhecido por aqui, mas vem mostrando forte expansão. Em 2001, o volume movimentado por tais manobras somou R$ 6,57 bilhões. Neste ano, tal cifra já é de expressivos R$ 222,3 bilhões.

Os liames da operação
Ao contrário do que possa parecer, a operação de aluguel de ações é simples. A priori, qualquer papel negociado na Bovespa pode ser objeto de empréstimo. Por meio da corretora, o interessado em alugar sua ação firma um contrato com a outra ponta da operação: os tomadores, que geralmente, são investidores institucionais vendidos nos papéis e que precisam honrar suas posições.

Em troca de “emprestar” sua ação, o doador recebe uma taxa de remuneração, livremente pactuada com o tomador, que no ano passado, variou entre 3% a 7% ao ano. Todavia, a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), que atua como entidade reguladora de tal mercado, pode interferir ao detectar taxas que apresentem variações significativas em relação às normalmente praticadas no mercado.

Assim como a taxa em si, o débito dos rendimentos também é estabelecido de comum acordo entre o tomador e o doador da ação, podendo ser o dia seguinte da liquidação da operação ou um período previamente fixado, como mensal ou semestral. Ademais, a base de cálculo também é firmada à época do registro do empréstimo. Geralmente, utiliza-se a cotação média do dia anterior ao registro da operação ou a cotação média do dia anterior do vencimento do aluguel.

Por sinal, o vencimento do contrato firmado entre as partes também é variável, havendo apenas o limite mínimo de um dia estabelecido pela CBLC, sendo mais comuns, entretanto, os aluguéis com expiração em 30 dias. Contudo, há ainda a opção de um contrato reversível, onde o tomador está apto a encerrar a operação a partir de uma data de reversão também estipulada anteriormente.

Altas garantias, baixo risco
Ao contrário do tomador, que deve pagar uma taxa de registro junto à CBLC, aquele que aluga ações no mercado quase não incorre em gastos com a operação. Os custos ficam basicamente limitados àqueles inerentes ao uso das operações da corretora e ao imposto de renda, incidente na fonte sobre o rendimento do empréstimo, que, tratado como uma operação de renda fixa, tem encargos decrescentes ao longo do tempo.

Como exemplo, os rendimentos de uma pessoa física ou jurídica provenientes de um empréstimo expirado em até seis meses são descontados em 22,5% pelo governo, ao passo que uma operação acima de 24 meses recebe uma alíquota de 15%. Se os baixos custos compensam, o mesmo pode se dizer acerca do risco que uma operação de aluguel de ações traz ao doador.

Isto porque, com o intento de assegurar que o doador receba de volta as ações emprestadas devidamente acrescidas das taxas de remuneração previamente acordadas, a CBLC exige uma garantia que, normalmente, gira em torno de 100% do valor do aluguel, mais um intervalo de margem determinado pela própria reguladora e que é reajustado diariamente.

A garantia não necessariamente precisa ser em dinheiro, visto que a entidade aceita também outras espécies de ativos financeiros, como títulos públicos federais, ouro, títulos de dívida externa, entre outros. Por fim, caso o tomador não efetue o retorno dos papéis, a CBLC aplica ainda uma multa de 0,2% ao dia. Tamanha rigidez vem dando certo: de acordo com o órgão, desde o lançamento do sistema, nenhum doador deixou de receber de volta os ativos emprestados.

Benefícios não são anulados
Outro fator que contribui para o crescimento dos negócios no mercado de aluguel de ações é que todos os benefícios atribuídos aos papéis no período em que o empréstimo está transcorrendo, como pagamento de dividendos, bonificações, subscrições e splits, é do proprietário do ativo, isto é, o doador da operação é quem os recebe.

Desta forma, não é difícil de compreender por que o volume de empréstimos de ações vem em franca expansão no Brasil nos últimos anos. O investidor obtém um retorno fixo adicional por meio de uma operação extremamente segura, sem, com isso, abrir mão dos benefícios inerentes ao papel que possui. A ação que, por estar destinada ao longo prazo, ficaria parada no portfólio, é acrescida de uma nova perspectiva de lucros.

O único porém que se estabelece é um entrave natural quanto à quantidade de papéis a serem alugados. Embora não haja valores mínimos ou máximos, freqüentemente corretoras evitam trabalhar com operações abaixo de R$ 10 mil, tendo em vista os custos operacionais envolvidos. O ideal é, portanto, se informar junto à política adotada pela corretora.

Crescimento de 63,7% em créditos para financiamentos imobiliários

Projeções da Consultoria Integrada Tendências mostram que, até o final de 2008, devem ser concedidos R$ 29,9 bilhões de créditos para financiamentos imobiliários, ante R$ 18,25 bilhões no ano passado, o equivalente a uma expansão de 63,7%. Sobre o montante liberado nos primeiros seis meses do ano, o acréscimo deve ser de 31%.

Em junho, o volume de recursos para financiamentos imobiliários liberados, R$ 3,19 bilhões, representou um recorde histórico. Tal quantia implicou elevações de 130,7% sobre junho de 2007 e de 66,6% na comparação com o quinto mês deste ano, mostra a entidade, com base em dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Tais resultados, segundo a consultoria, evidenciam o bom momento de renda, emprego e prazos de financiamentos (que podem chegar a 360 meses). “O alongamento do prazo faz com que as prestações mensais caibam nos orçamentos de despesas das famílias, uma vez que sua liberação, por parte das instituições financeiras, pressupõe o comprometimento de até 30% da renda familiar”, diz a empresa.

Crédito
Assim como nos financiamentos imobiliários, a Tendências também espera expansão no mercado de crédito. Segundo eles, alguma acomodação deve prevalecer no crescimento de empréstimos, mas sem reverter a trajetória altista.

A expectativa de expansão real, esperada para este ano, é de 22,5% para pessoa física e de 24,1% para pessoa jurídica.

Resultado CSMG3 Copasa 2t08

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) obteve lucro líquido de R$ 116,505 milhões no segundo trimestre, queda 5,24% ante igual período do ano passado. O Ebitda somou R$ 208,323 milhões, alta de 5,31%. Já a receita operacional líquida avançou 10,35%, para R$ 511,368 milhões.

Resultado AMIL3 Amil 2t08

A Amilpar informou há pouco que seu lucro líquido ajustado no segundo trimestre do ano foi de R$ 79 milhões, um aumento de 55,8% ante o lucro líquido ajustado (pro-forma) do mesmo período de 2007. No semestre, o lucro líquido ajustado foi de R$ 168,6 milhões, aumento de 49,7% ante o indicador pro-forma do mesmo período do ano passado. A receita operacional ajustada da Amilpar somou R$ 1,091 bilhão no segundo trimestre, aumento de 32,1% ante o mesmo período do ano passado. Já no primeiro semestre, o indicador cresceu 30,7% para R$ 2,089 bilhões. O Ebitda ajustado da Amilpar chegou a R$ 105,5 milhões no segundo trimestre, aumento de 16,7% ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda ajustada caiu 1,2 ponto percentual para 9,7%. Já no primeiro semestre, o Ebitda ajustado foi de R$ 227,3 milhões, aumento de 21,5% ante o mesmo período de 2007. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda ajustada caiu 0,8 ponto percentual para 10,9%.

AGEN11 – Agrenco – Lembrete by Schwabb

Prezados,

Aos investidores da Agrenco (AGEN11), quero lembrar para que estejam muito atentos ao calendário desta semana e próxima, juntamente com as cotações no mercado. Esteja preparado tanto com STOP LOSS quanto com STOP GAIN. Tenha sua estratégia pré-definida e, no caso de altas, cuidado com a ganância.
Nos dias 14 e 15 a ANP realiza os leilões de biodiesel, em um período turbulento para o setor. Crise na Agrenco e Ecodiesel. Entrada da Petrobras e pressão sobre os “menores” concorrentes.
No dia 15, a Agrenco informa o resultado do segundo trimestre, com a conferência no dia 18. A expectativa fica para as contas de despesas financeiras e custos de produção, e o impacto destas na receita da empresa.
Também na próxima quinzena, a empresa DEVE apresentar o novo sócio , dentre as 3 ofertas recebidas. Esta minha opinião é baseada na emergência da necessidade do aporte de capital, da aproximação do período de investimentos (financiamento da produção de matéria prima) , e dos eventos anunciados acima, principalmente se o resultado for abaixo das expectativas.
Portanto muita atenção nestes próximos dias. Este blog irá , na medida do possível, trazer informações sobre todos os acontecimentos envolvendo a Agrenco tão logo estejam à disposição.

Abraço !

Resultado CPFL 2t08

A CPFL Energia anunciou há pouco que seu lucro líquido no segundo trimestre atingiu R$ 329 milhões, o que representa uma queda de 11,1%. No semestre, o lucro líquido da companhia alcançou R$ 602 milhões, com queda de 28,6% ante o mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida da CPFL foi de R$ 2,310 bilhões no segundo trimestre, aumento de 3,9% ante o mesmo trimestre do ano passado. No semestre, a receita operacional líquida da companhia cresceu 9,5% para R$ 4,795 bilhões. O Ebitda da CPFL foi de R$ 718 milhões no segundo trimestre, queda de 11,8% ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda caiu 5,5 pontos percentuais para 31,1%. Já no primeiro semestre, o Ebitda da companhia alcançou R$ 1,364 bilhão, com queda de 19% ante os seis primeiros meses do ano passado. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda caiu 10 pontos percentuais para 28,4%.

Dólar valoriza 3,48% em uma semana

Do começo da semana passada até hoje o dólar saltou de R$ 1,56 para R$ 1,62. A alta dos últimos dias é sustentada, entre outras coisas, pela mudança de comportamento dos investidores estrangeiros, que inverteram a aposta no mercado futuro sobre a tendência de curto prazo do dólar frente ao real e pelas remessas de lucros e dividendos ao exterior pra cobrir prejuízos.Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), as posições dos estrangeiros passaram de US$ 7,6 bilhões vendidas no final de julho para US$ 3,3 bilhões compradas ontem. A trajetória segue em linha com o movimento visto no mercado externo.O diretor de gestão da Meta Asset Management, Alexandre Horstmann explica que o movimento de apreciação do dólar é mundial e se dá devido à perspectiva de que a economia norte-americana não está desaquecendo com a intensidade que se esperava ao mesmo tempo em que as expectativas são menor crescimento dos demais países desenvolvidos. “O dólar voltou a se fortalecer pelo mundo vislumbrando crescimento mais lento das demais economias”, destaca Horstmann.No caso do Brasil, o recuo das commodities, que pode provocar um abrupto encolhimento do saldo comercial brasileiro também pesa sobre a trajetória do real. Entretanto, o gestor não vê essa apreciação da divisa americana como uma tendência. “No curto prazo, o real deve seguir gravitando em torno de R$ 1,60, chegando ao fim do ano entre R$ 1,60 e R$ 1,65″, estima, ressaltando que o alto diferencial de juros a favor do Brasil continua favorecendo a valorização da nossa moeda.

Resultado Banrisul 2t08

O lucro líquido do Banrisul, no primeiro semestre de 2008, alcançou R$ 308,2 milhões, incluídos os efeitos provenientes de créditos tributários, no valor de R$ 86,2 milhões. Excluídos os efeitos não-recorrentes nos exercícios de 2007 e 2008, o lucro líquido apurado nos primeiros seis meses do ano foi de R$ 222 milhões, com crescimento de 12,9% em relação ao registrado no mesmo período de 2007.Os ativos totalizaram R$ 23,2 bilhões, com aumento de 35,3% em relação a junho de 2007. A carteira de crédito obteve crescimento de 45% na comparação com junho de 2007, alcançando cerca de R$ 10 bilhões.As operações de crédito comercial para Pessoa Física cresceram 38,2% nos últimos 12 meses, atingindo o valor de R$ 3,4 bilhões. De acordo com a instituição, o aumento está principalmente ligado às linhas de crédito consignado, que obtiveram crescimento de 72,8%.Ao final de junho de 2008, as operações de crédito comercial direcionadas à Pessoa Jurídica registraram R$ 3,7 bilhões, com aumento de 75,3% sobre junho de 2007. Esse crescimento, segundo o Banrisul, está influenciado pelas linhas de capital de giro, que cresceram 87,6%, chegando a R$ 2,8 bilhões.O índice de inadimplência foi de 3,2% no primeiro semestre de 2008. Nos últimos 12 meses, o índice recuou em 22% em relação ao mesmo período de 2007. Os recursos captados e administrados totalizaram, em junho de 2008, o montante de R$ 18,3 bilhões, demonstrando crescimento de 18,8% em relação ao saldo do primeiro semestre de 2007.

LLXL3 – LLX fecha contratos com FCA ( Ferrovia Centro Atlântica )

A LLX Açu Operações Portuárias, subsidiária da LLX Logística, fechou contratos com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), empresa controlada pela Vale do Rio Doce, visando o transporte de cargas e a realização de investimentos para a criação de um novo ramal ligando o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, à malha da FCA.Pelos termos apresentado em Fato Relevante, a FCA prestará serviços de transporte ferroviário e de cargas a LLX e seu clientes tendo como partida ou destino o Porto de Açu.Além do trecho já existente, o contrato prevê a construção de um novo ramal ligando Campos dos Goytacazes (RJ) e Porto do Açu. O acordo contribui para a criação de um novo corredor logístico para a importação e exportação, a partir da integração do Porto do Açu com a malha ferroviária da FCA, disse a LLX por meio de comunicado.O contrato também prevê volumes anuais que as empresas se comprometem a transportar, incluindo a movimentação de diversos produtos, que deverá culminar no transporte de 29 milhões de toneladas anuais, após cinco anos do início da integração ferrovia-porto.Segundo a LLX, os investimentos que serão realizados ainda dependem de estudos técnicos e da avaliação financeira, o que é tido como usual nesse tipo de projeto.

Resultado DURA4 – Duratex 2t08

A Duratex, controlada pela Itausa, registrou lucro líquido de R$ 83,6 milhões no segundo trimestre de 2008, alta de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 77,6 milhões). No primeiro semestre, o lucro subiu 6,7% na comparação com 2007, passando de R$ 152,2 milhões para R$ 162,4 milhões. Entre abril e junho, a receita líquida cresceu 10,5%, para R$ 470 milhões, ante R$ 425,2 milhões no mesmo período de 2007. De janeiro a junho, a receita somou R$ 898,3 milhões, alta de 14,9% na comparação com os R$ 781,7 milhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O Ebitda aumentou 8,5% no trimestre, para R$ 160,1 milhões, ante R$ 147,6 milhões no mesmo período do ano anterior – a margem Ebitda recuou, de 38% para 32%. Este mês, a companhia anunciou a implantação de uma nova linha de MDP (Médium Density Particleboard) para a produção do painel básico com capacidade de 1 milhão de metros cúbicos por ano, uma linha de revestimento em BP (Baixa Pressão) com capacidade de 10 milhões de metros quadrados por ano e uma fábrica de resina.

Preço Alvo PETR4 Petrobras a $65,8 pela UBS

O banco de investimentos UBS Pactual reiterou a recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 65,8 para as ações da Petrobras, após a companhia ter divulgado ontem lucro líquido de R$ 8,783 bilhões e Ebitda de R$ 18,131 bilhões no segundo trimestre deste ano. O lucro superou em 6% a estimativa dos analistas do banco, enquanto o Ebitda veio 13% maior. “Acreditamos que os resultados do segundo trimestre sustentam nossas expectativas de forte crescimento do lucro”, afirmaram em relatório os analistas Gustavo Gattass e Pedro Medeiros. “Também acreditamos que exista risco de alta para o petróleo no decorrer dos próximos meses. Consideramos as valuations atuais como bastante atraentes.”

Nova política industrial conta com medidas de desoneração tributária e de financiamento

A nova política industrial que será anunciada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá trazer cerca de 20 medidas de desoneração tributária e de financiamento.

Entre elas está a primeira iniciativa para desonerar a folha de salários da indústria, que por enquanto será apenas para as empresas exportadoras do setor de tecnologia da informação.

O governo deverá reduzir pela metade a contribuição patronal dessas empresas para a Previdência, dos atuais 20% da folha de pagamentos para 10%. O alívio incidirá só sobre a folha de pagamento dos funcionários que trabalham com exportação. Para os demais, que estão voltados para o mercado doméstico, a empresa continuará a recolher 20%.

Até ontem, o governo estudava ainda a possibilidade de eliminar a contribuição das exportadoras de software ao chamado chamado Sistema S (conjunto de entidades voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica, que têm em comum seu nome iniciado com a letra S, como Sesi, Senai e Senac) e ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Se a medida for incluída no pacote a ser anunciado hoje, representará corte adicional de 3,1 pontos porcentuais na carga sobre a folha de pagamento.

As desonerações previstas no Plano de Desenvolvimento Produtivo, como tem sido chamado oficialmente a nova política industrial, terão um custo fiscal para o Tesouro Nacional que poderá chegar a R$ 25 bilhões até 2011.

Somadas a uma série de outras medidas de redução de custos financeiros, de investimento e de exportação, elas têm como objetivo incentivar os investimentos, a inovação tecnológica e, principalmente, as exportações.

Na prática, esse conjunto de medidas pode compensar, ao menos em parte, a indústria pela valorização do real em relação ao dólar. A intenção é estimular as vendas externas para reverter a escalada no déficit em conta corrente, que tem preocupado o governo.

Adiado várias vezes, por conta de divergências entre o Ministério da Fazenda e do Desenvolvimento, o anúncio da nova política é aguardado com alguma desconfiança pela indústria. Além de dúvidas quanto ao alcance das medidas de desoneração tributária, os empresários estão preocupados com a instância que coordenará o projeto. Eles temem uma repetição do ocorrido com a política anterior, de 2004,que enfrentou resistências dentro do próprio governo.