Resultado PETR4 – Petrobras 2t08

A Petrobras informou há pouco que seu lucro líquido no segundo trimestre foi de R$ 8,783 bilhões, aumento de 29% ante o mesmo período de 2007 e recorde para a companhia. Já no semestre, o lucro líquido da estatal foi de R$ 15,708 bilhões, com alta de 44% ante os seis primeiros meses do ano passado. A receita operacional líquida da empresa alcançou R$ 54,570 bilhões no segundo trimestre, aumento de 31% ante o mesmo período de 2007. Na mesma base de comparação, a receita operacional bruta subiu 25% para R$ 67,014 bilhões. No acumulado do ano até o final de junho, a receita operacional líquida somava R$ 101,462 bilhões, com aumento de 26% ante o mesmo período de 2007. Na mesma base de comparação, a receita operacional bruta subiu 22% para R$ 126,172 bilhões. O Ebitda da Petrobras atingiu R$ 18,131 bilhões, alta de 27% ante o mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a margem Ebitda caiu 1 ponto percentual para 33%. Já no primeiro semestre, o Ebitda foi de R$ 32,007 bilhões, alta de 27% ante o mesmo período do ano passado. Com a mesma comparação, a margem Ebitda subiu 1 ponto percentual para 32%. Os investimentos do Sistema Petrobras atingiram R$ 10,702 bilhões no segundo trimestre, queda de 6,9% ante o mesmo período do ano anterior. No semestre, os investimentos foram de R$ 20,899 bilhões, 6% maior quando comparado aos do mesmo período do ano anterior, e a empresa destacou a ampliação da capacidade futura de produção de petróleo e gás natural no país. A Petrobras informou também que sua produção total foi de 2,389 milhões de barris de óleo equivalentes por dia no segundo trimestre, aumento de 3,73% ante o mesmo período do ano passado. No semestre, a produção total é de 2 ,366 milhões de barris de óleo equivalente por dia, aumento de 3% ante o mesmo período do ano passado.

Resultado BMEB3 – Banco Mercantil 2t08

No primeiro semestre o Banco Mercantil do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 31,581 milhões, resultado 84% acima do apurado no mesmo período de 2007. A carteira de crédito da instituição somou R$ 4,29 bilhões, expansão de 43% em relação aos R$ 3,01 bilhões do ano passado. O crescimento do crédito vai continuar no segundo semestre, porém em ritmo menor. “Projetamos encerrar o exercício com crescimento entre 25% e 30% nas operações de crédito, a exemplo das revisões realizadas por todo o mercado”, declarou o diretor executivo da instituição, André Brasil. No acumulado de janeiro a junho do banco, o desempenho de crédito foi maior nos segmentos de micro, pequenas e médias empresas (pessoa jurídica), financiamento de veículos e crédito consignado, em pessoa física. As operações de crédito de pessoas físicas, que aumentaram 87% nos últimos seis meses, saíram de R$ 738,968 milhões em 2007 para R$ 1,380 bilhão neste ano. “É importante destacar também o perfil pulverizado das nossas captações de recursos – resultado somente obtido pela possibilidade de captações através da rede de agências – postura adotada pela instituição com o objetivo de evitar a dependência de produtos ou negócios específicos, minimizando os riscos em momentos de elevada volatilidade, como o movimento recente no mercado internacional”, completa Brasil. A rentabilidade maior também foi apontada pelo banco como um dos destaques do semestre. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido foi de 12,4%, “bastante próximo à média de mercado e à meta da instituição, 15%”, comentou o banco.

Setor elétrico brasileiro ganha melhor rating pela Moody’s

A Moodys elevou a classificação de risco do setor elétrico brasileiro, do nível 4 para o nível 3 na escala SRE (Suportiveness of Regulatory Environment – Suporte do ambiente regulatório). De acordo com a metodologia da Moody’s, a categoria SRE 4 representa o nível mais baixo de suporte, indicando um ambiente regulatório ainda em desenvolvimento, com elevado grau de incerteza. Agora, a agência considera que o ambiente regulatório brasileiro deve ser classificado na categoria SRE 3. Segundo a Moody’s as regras para o setor estão evoluindo positivamente nos últimos anos “permitindo às empresas recuperar custos e manter retornos adequados sobre investimento mesmo após períodos de racionamento e inflação elevada”. A melhoria de rating foi motivada também pelo segundo ciclo de revisão tarifária periódica e pelas recentes decisões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para as tarifas de distribuição, que tiveram reajuste positivo. A Moody’s informou ainda que pode elevar a classificação das seguintes empresas: Cemig, Energias do Brasil, Bandeirante Energia, Escelsa, Copel, Geração Paranapanema e Energisa. Nas próximas semanas, a agência internacional publicará um comentário especial com mais detalhes sobre a mudança de classificação de risco do setor elétrico brasileiro.

LocarAlpha – Pedido de Registro de Companhia Aberta

A saída de quase R$ 16 bilhões em investimento estrangeiro desde junho acompanhada de uma queda de mais de 22% do Ibovespa não parece impedimento para LocarAlpha ir à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) em busca de recursos para sua expansão. A empresa, com sede em São Paulo, entrou com pedido de registro de companhia aberta e análise de oferta primaria de ações junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Aproveitando a trilha aberta pela Nutriplant, a locadora de veículos também pretende chegar à bolsa pelo segmento especial de listagem Bovespa Mais, que foi criado com a proposta permitir o acesso gradual ao mercado de capitais. Apesar de ser voltado para empresas de menor porte, nesse segmento a companhia também adere a práticas avançadas de governança corporativa, similares às exigidas pelo Novo Mercado.

De acordo com a minuta do prospecto preliminar, o montante de ações a ser ofertado assim como a estimativa de preço ainda não foram determinados. A coordenação da oferta está a cargo do Santander.

Com os recursos obtidos junto ao mercado, a empresa pretende aumentar sua frota de veículos, o que resultará também na abertura de novas lojas.

O controle da companhia está direta ou indiretamente com a Família Simonsen, que também tem atuação no setor hoteleiro, agronegócio e restaurantes. Os membros da família possuem participação direta no capital ou por meio de duas holdings, a JWS Participações, com 34,28% das ações ON, e a Wallace Participações, com 31,45% do capital.

Criada em 1995 com uma frota de 14 veículos, a LocarAlpha atua hoje em 15 estados brasileiros por meio de uma rede própria de 32 lojas. A empresa também possui quatro lojas de venda de automóveis seminovos.

Em 2007, a companhia teve receita líquida de R$ 88,8 milhões, avanço de 18% sobre o registrado em 2008. No primeiro trimestre de 2008, a receita somou R$ 24,9 milhões, com expressivo crescimento de 48% no comparativo anual. No entanto, o resultado líquido ficou negativo em R$ 1,11 milhão.

Ao final de junho, a frota somava 5.838 veículos, sendo 77% de carros populares, 14% carros médios, 2% carros de luxo e 7% utilitários. Além da locação diária e mensal, a empresa também atua na terceirização de frotas.

No final do ano passado, o setor de locação de automóveis e terceirização de frotas esteve próximo de ganhar mais um representante na Bovespa. Em outubro, a Unidas entregou com pedido de companhia aberta e oferta de ações junto à CVM, mas não levou o processo à diante. Agora em julho a companhia obteve o registro de companhia aberta, mas desistiu da oferta de ações e optou pela emissão de debêntures no valor de R$ 250 milhões.

A única representante do setor na Bolsa é a Localiza, que fechou o segundo trimestre do ano com receita de R$ 432 milhões e lucro de R$ 53,6 milhões.

TRIS3 – Trisul fecha parceria com Santander

A incorporadora Trisul (TRIS3) anunciou parceira de R$ 1 bilhão com o Banco Santander para financiamento imobiliário de aproximadamente 7 mil unidades residenciais, na capital paulista e nas cidades de Cotia, Ribeirão Preto e Franca, no interior do estado de São Paulo. Do total financiado, mas de 5.500 unidades serão destinadas a consumidores de baixa e média renda. O contrato prevê financiamento na planta de até 80% do valor do imóvel e pagamento em até 30 anos.

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Bom dia ! 11/08

A falta de indicadores relevantes no Brasil e nos Estados Unidos hoje eleva a importância do preço do petróleo e do noticiário corporativo nesta segunda-feira, conforme ressaltaram analistas consultados pela Agência Leia. Nesta manhã, os principais mercados internacionais operam em alta, assim com o Ibovespa futuro, que poucos minutos após a sua abertura registrava elevação de 0,75%, aos 57.100 pontos. Por outro lado, nos próximos dias, serão divulgados números importantes para o desempenho dos mercados acionários, em especial nos Estados Unidos. Um dos mais esperados é o anúncio, na quinta-feira, do Indice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), referente ao mês de julho. Também são esperados os números da balança comercial e o orçamento do tesouro, na terça-feira, e as vendas no varejo em julho, na quarta. Já na sexta-feira será conhecida a produção industrial em julho daquele país. A temporada de balanços segue no mercado brasileiro. No segundo trimestre, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) obteve lucro líquido de R$ 97,645 milhões, alta de 108,4% ante o mesmo período de 2007. Já a receita operacional líquida da companhia cresceu 11,3% para R$ 602,029 milhões no período. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da Cesp foi de R$ 281,799 no segundo trimestre, aumento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2007. As vendas de energia no período totalizaram R$ 720,1 milhões, crescimento de 11,5% em relação ao segundo trimestre de 2007. Já o resultado do serviço subiu 16,3% para R$ 161,898 milhões. As ações da companhia (CESP6) diminuíram 1,71% na sexta-feira, cotada as R$ 28,75. Já o lucro líquido da Light foi de R$ 385 milhões no segundo trimestre, queda de 11,2% ante o mesmo período de 2007. A receita líquida cresceu 3,2%, para R$ 1,298 bilhão e o Ebitda, 11,9%, somando R$ 327 milhões. Com aumento de 1,18%, as ações ordinárias da Light (LIGT3) fecharam o último pregão cotadas a R$ 25,80. O lucro líquido da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) registrou alta de 2,18% e atingiu $ 360 milhões. A receita operacional líquida foi de R$ 1,513 bilhão no segundo trimestre, alta de 4,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto o Ebitda cedeu 5,3%, para R$ 636 milhões. Os papéis da Sabesp (SBSP3) cederam 1,27%, encerrando as últimas negociações sob preço de R$ 40,48. No setor de construção civil, a incorporadora JHSF Participações anunciou na manhã de hoje que o lucro líquido, entre abril e junho deste ano, cresceu 504,8% e atingiu R$ 70,176 milhões. Segundo balanço da companhia, o resultado desconsidera as despesas com a oferta pública inicial de ações (IPO), realizada no ano passado. A receita líquida somou R$ 207,582 milhões, incremento de 245,2% sobre o valor obtido em igual período anterior. Já o Ebitda, que também desconsidera o IPO da companhia, somou R$ 89,183 milhões no segundo trimestre, alta de 305,9%. Na Bovespa, as ações da empresa (JHSF3) aumentaram 4,7% na última sexta-feira, sob preço de R$ 6,91. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros operavam, há pouco, em sentido positivo. Enquanto o futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, aumentava 0,31%, aos 1.929,75 pontos, o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, tinha alta de 0,23%, aos 1.295,30 pontos. Na Europa, os mercados também operam em elevação. Em Londres, o FTSE-100 ganhava 0,80%, aos 5.533,5 pontos, enquanto o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, há pouco subia 0,38%, aos 6.595,63 pontos. O CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava valorização de 0,61%, aos 4.419,66 pontos. As bolsas asiáticas fecharam em sentidos opostos nesta segunda-feira. Na bolsa da China, o Xangai Composite cedeu 5,21%, para 2.470,07 pontos, enquanto o Hang Seng, em Hong Kong, encerrou o dia em queda de 0,12%, aos 21.859,34 pontos. Na ponta oposta, o índice Nikkei 225, no Japão, aumentou 1,99%, aos 13.430,91 pontos. Já em Seul, o Kospi ganhou 0,79%, somando 1.581,09 pontos. O mercado de petróleo opera em alta. Em Nova York, o WTI com vencimento em setembro há pouco subia 0,83 %, cotado a US$ 116,16. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês aumentava 0,11 %, a US$ 114,22. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial operava estável, cotado a R$ 1,6090. O contrato futuro, com vencimento em setembro, cedia 0,06%, a R$ 1,616. De acordo com o Boletim Focus, levantamento semanal feito pelo Banco Central junto a 100 instituições financeiras com as previsões para os principais indicadores do País , o mercado reduziu a projeção para a taxa de câmbio ao fim de 2008 novamente de $1,61 por dólar para R$ 1,60. A estimativa para o próximo ano também caiu de R$ 1,72 por dólar para R$ 1,71 por dólar. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 cediam de 13,72% para 13,70%. Os com vencimento em janeiro de 2010 operavam em queda, de 14,59% para 14,57%. A estimativa de inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 12 meses divulgada no Focus desta semana caiu de 5,37% para 5,34%. Para 2008, o mercado também reduziu pela segunda semana a projeção de IPCA de 6,54% para 6,45%. Para 2009, os analistas mantiveram, pela quarta semana seguida, a estimativa de 5%. A expectativa para a taxa Selic ao fim deste ano subiu de 14,50% para 14,75%, segunda elevação seguida, após o ajuste em 0,75 ponto percentual da taxa, realizado na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima decisão, em setembro, o mercado estima elevação da taxa para 13,75%. A inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na primeira quadrissemana de agosto. Na sexta-feira, a FGV informou que a média nacional do IPC-S desacelerou 0,09 ponto percentual para 0,44%. Segundo a FGV, em Brasília a inflação passou de 0,59% para 0,47%. Em Porto Alegre, passou de 0,74% para 0,65%. No Rio de Janeiro, teve uma leve desaceleração de 0,22% para 0,20%. Em Salvador também desacelerou 0,02 ponto percentual para 0,65% e em São Paulo passou de 0,72% para 0,51%. Em Belo Horizonte e Recife, em contrapartida, o IPC-S / Capitais acelerou de 0,41% para 0,43% e de 0,27% para 0,38%, respectivamente.

Resultado PINE4 Pine 2t08

O lucro líquido do Banco Pine caiu 14,04% e totalizou R$ 43,880 milhões no segundo trimestre, segundo balanço financeiro divulgado há pouco pela instituição. No semestre, o lucro líquido cresceu 20,36% e somou R$ 85,260 milhões. A receita com prestação de serviços cresceu 122,73% no segundo trimestre e totalizou R$ 6,143 milhões. No semestre, o aumento da receita com serviços foi de 142,27%, resultando em montante de R$ 11,358 milhões. A carteira de crédito total do banco totalizou no primeiro semestre R$ 5,047 bilhões, crescimento de 78,46% sobre o valor acumulado em igual período de 2007.

Resultado ABCB4 – ABC Brasil 2t08

O Banco ABC Brasil atingiu lucro líquido de R$ 81,384 milhões no primeiro semestre de 2008, segundo balanço divulgado hoje. O valor representa crescimento de 84% sobre igual período do ano passado. A receita com prestação de serviços atingiu no mesmo período R$ 19,894 milhões, uma queda de 3,58% em relação aos primeiros seis meses do ano anterior. As operações de crédito do banco somaram R$ 212,856 milhões de janeiro a junho, incremento de 30,65% sobre o mesmo período do ano passado.

AGEN11 – Agrenco – Desafios vão além de capital de giro

O JP Morgan corre contra o tempo para vender a Agrenco. A companhia, que já estava em situação financeira difícil desde o começo deste ano, agora definha por conta do escândalo envolvendo os três sócios controladores.

A empresa enfrenta o desafio de tentar continuar operando enquanto o banco negocia a entrada de um novo controlador. A relação com os fornecedores ficou abalada e o clima de insegurança está levando à perda de funcionários. Os profissionais ligados às operações estão buscando outras oportunidades. Já os executivos que assumiram a empresa recentemente mantêm-se à frente dos trabalhos.

O banco está em negociações com os três interessados em ficar com o controle da empresa: o grupo francês Louis Dreyfus, o asiático Noble e o suíço Glencore. Mas até agora nenhum acordo foi fechado.

Em 20 de junho, os três principais controladores – Antonio Iafelice, Antônio Augusto Pires Jr. e Francisco Ramos – foram presos na Operação Influenza da Polícia Federal (PF), suspeitos por crimes como desvio de dinheiro da empresa, fraude de balanço e sonegação fiscal. Eles foram soltos depois da obtenção de habeas corpus.

As decisões sobre o aporte de capital por um novo sócio estão nas mãos do trio de conselheiros que restou após a prisão dos executivos. José Guimarães Monforte, Cássio Casseb e James Wright dividem o conselho de administração.

Quando assumiu a tarefa de negociar a venda a Agrenco, o JP Morgan também ficou responsável por administrar a ansiedade dos credores. No final de março, a companhia tinha R$ 50 milhões em caixa, para dívidas que somavam R$ 1 bilhão e venceriam em 12 meses. Mas, enquanto a solução não chega, é difícil conter as preocupações de fornecedores e funcionários. Sem contar os investidores.

Nesta semana, um grupo de pequenos investidores individuais, conduzido por Waldir Corrêa, ex-presidente da extinta Associação Nacional dos Investidores do Mercado de Capitais (Animec), se prepara para enviar uma carta aberta à companhia, seus administradores, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à Bovespa, questionando os acontecimentos. A comunicação também será direcionada ao Credit Suisse, banco que coordenou a abertura de capital em outubro passado, e à KPMG, auditoria independente que assina os balanços da empresa.

As ações da Agrenco acumulam perda de 86,6% desde que estreou na bolsa paulista. Depois do escândalo com os controladores, os papéis, que foram oferecidos a R$ 10,40 na oferta inicial, não chegaram mais à cotação de R$ 2,00.

Na sexta-feira, a Agrenco atualizou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informações sobre sua base de acionistas. O Governo de Cingapura, que teve 5,1% das ações, não aparece mais como investidor. A venda dessa fatia, contudo, teve início antes dos problemas com a PF. A companhia ainda está oficializando decisões tomadas logo após a Operação Influenza. Somente em 11 de agosto, por exemplo, ocorrerá a assembléia da subsidiária Agrenco Brasil que tornará oficial a saída de Francisco Ramos do cargo de diretor de relações institucionais da empresa.

CESP6 – Cesp – Pedido de extinção para 2024

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) enviou comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em que informa que o Governo de São Paulo, seu acionista controlador, encaminhou, no último dia 6, ofício ao Ministério de Minas e Energia em que pedemo reconhecimento de que a extinção das concessões relativas às Usinas Hidrelétricas de Ilha Solteira e Jupiá, pela expiração de prazo, acontecerá em 12 de novembro de 2024. De acordo com o documento, a data corresponde a 20 anos após o contrato de concessão n 03/2004 ANEEL – CESP foi assinado entre a CESP e o Poder Concedente.

Resultado JHSF JHSF3 2t08

O lucro líquido da incorporadora JHSF Participações cresceu 504,8% e atingiu R$ 70,176 milhões no segundo trimestre, na comparação com igual período do ano passado. Segundo balanço da companhia divulgado hoje, o resultado desconsidera as despesas com a oferta pública inicial de ações (IPO), realizada no ano passado. No semestre, o lucro líquido também cresceu 491,6% e totalizou R$ 134,873 milhões. A receita líquida de abril a junho somou R$ 207,582 milhões, incremento de 245,2% sobre o valor obtido em igual período anterior. De janeiro a junho, a receita líquida aumentou 284,8% e totalizou R$ 395,088 milhões. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), que também desconsidera o IPO da companhia, somou R$ 89,183 milhões no segundo trimestre, alta de 305,9% sobre o mesmo período de 2007. Nos primeiros seis meses do ano, o Ebitda cresceu 323,3% e atingiu R$ 172,005 milhões. As vendas contratadas da JHSF no segundo trimestre chegaram a R$ 288,922 milhões, aumento de 322,8%, se comparado a igual período do ano passado. No ano, as vendas contratadas chegam a R$ 497,209 milhões, alta de 218%. Os lançamentos no primeiro semestre totalizaram R$ 757 milhões, dos quais R$ 616,3 milhões no segundo trimestre. Até o fim do ano, a incorporadora pretende atingir R$ 2,240 bilhões em lançamentos. Em 2010, os lançamentos devem atingir R$ 4,400 bilhões.