Preço Alvo GETI4 AES Tietê a $23,12 pela Ativa

A perspectiva de evolução das tratativas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e a alta da inflação medida pelo Indice Geral de Preços Mercado (IGP-M) devem beneficiar os papéis da AES Tietê (GETI4). A avaliação é da Ativa Corretora, que revisou o preço-alvo dos papéis da companhia para R$ 23,12 (junho de 2009), com a inserção de novas premissas. Trata-se de um potencial de valorização de 27,03% sobre o fechamento de hoje (R$ 18,20, queda de 1,36%). “Vale ressaltar que o cenário de aceleração da inflação é muito benéfico para empresa, pois os contratos de fornecimento de energia são indexados ao IGP-M”, afirma em relatório o analista da Ativa, Ricardo Corrêa. O preço-alvo foi estimado com base no método do fluxo de caixa descontado, com base em um custo médio ponderado de capital (WACC, na sigla em inglês) 11,1% e taxa de crescimento na perpetuidade de 2,9%. A Ativa estima que a AES Tietê obtenha receita operacional líquida de R$ 1,592 bilhão, Ebitda de R$ 1,274 bilhão (margem Ebitda de 77%) e lucro líquido de R$ 675 milhões (margem líquida de 41%). O múltiplo Preço/Lucro (P/L) é estimado em 10,4 (2008) 9,5 (2009) e 9,1 (2010). A projeção é de múltiplo EV/Ebitda de 5 (2008), 4,8 (2009) e 4,6 (2010).

CNFB4 – Confab Resultado 2t08

A Confab, controlada pelo grupo Tenaris, registrou lucro líquido de R$ 79,5 milhões no segundo trimestre, alta de 80,7% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 44 milhões). No trimestre, o lucro por ação subiu 73% na comparação com 2007, de R$ 0,1246 para R$ 0,2154. No primeiro semestre, o lucro subiu 77,2%, de R$ 77,1 milhões para R$ 136,6 milhões. De abril a junho, a receita líquida cresceu 29%, para R$ 562,3 milhões, ante R$ 437,5 milhões no mesmo período de 2007. De janeiro a junho, a receita somou R$ 988,9 milhões, alta de 35% na comparação com os R$ 730,3 milhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O Ebitda aumentou 59% no trimestre, para R$ 135,5 milhões, ante R$ 85,1 milhões no mesmo período do ano anterior – a margem Ebitda avançou de 19% para 24%. No primeiro semestre, o Ebitda cresceu 63%, de R$ 140,9 milhões para R$ 229,3 milhões, com a margem passando de de 19% para 23%. A receita líquida de tubos no segundo trimestre foi de R$ 480,5 milhões, acréscimo de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 384,9 milhões). No semestre, as vendas de tubos somaram 218,9 mil toneladas, volume correspondente a R$ 841,2 milhões.

Preço Alvo TBLE3 Tractebel a $30,42 pela Ativa

A Ativa Corretora revisou o preço-justo da geradora de energia Tractebel (TBLE3) para R$ 30,42, potencial de valorização de 26,59% em relação ao fechamento de ontem (R$ 24,03). O setor de geração de energia, lembra a corretora, tem seus contratos corrigidos com base no Indice Geral de Preços Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A revisão do preço-alvo do papel da Tractebel é conseqüência do valor gerado pelas novas premissas de inflação, que elevam marginalmente a receita futura da empresa. “Apesar do upside atrativo, o episódio referente a aquisição do projeto de Jirau por parte da controladora da empresa (Suez) faz com que recomendemos certa cautela no investimento em suas ações”, afirma o analista da Ativa, Ricardo Corrêa, ressaltando que os riscos associados ao projeto podem prejudicar o valuation da empresa no futuro. O preço-justo da ação da Tractebel foi obtido com base no método do fluxo de caixa descontado, utilizando um custo ponderado médio de capital (WACC, na sigla em inglês) de 11,3% e taxa de crescimento na perpetuidade de 3,9%. A Ativa estima que a Tractebel alcance este ano receita operacional líquida de R$ 2,539 bilhões, Ebitda de R$ 1,471 bilhão (margem Ebitda de 53%) e lucro líquido de R$ 919 milhões (margem líquida de 33%). O múltiplo Preço/Lucro é estimado em 17,1 (2008), 14,8 (2009) e 12,5 (2010). Já o EV/Ebtida é projetado em 10,2 (2008), 9,9 (2009) e 8,4 (2010).

Carteira Recomedada de Agosto e comentários sobre Julho

Prezados,

Julho não apresentou grandes mudanças que indicassem uma reversão da tendência baixista da Bovespa. A aplicação na mesma acumulou perdas de 8,48%, sendo uma das piores aplicações do mês.
Sem melhores perspectivas no cenário internacional e, apesar do arrefecimento da alta da inflação no Brasil, a preocupação existe e é controlado de perto pelo BC, a tendência hoje é de que os juros se mantenham em alta , pressionando o câmbio e direcionando capital para a renda fixa em busca de segurança.
A Carteira de Julho obteve rendimento próximo ao da Bovespa, com perdas de 8,14%, não apresentando destaques.
A Carteira de Agosto vem com uma proposta ainda mais defensiva em relação à Bovespa e também quanto à exposição ao risco.
CPNY3 e JFEN3 , apesar de trem bons múltiplos foram retirados dado que o setor de contrução civil pode ainda sofrer os impactos do aperto monetário.
ITAU4 foi retirado para diminuir a exposição ao índice bovespa.
AGEN11, mesmo com boas expectativas de valorização com a capitalização nos próximos dias ou semanas, foi retirada para diminuir o risco do negócio e das investigações que ainda ocorrem sobre a empresa.

A Carteira do mês será assim composta:

CESP6: papel de maior risco na carteira. Em uma avaliação pessoal, a cotação pode sim sofrer ajustes negativos , pressionada pelos noticiários e pelo desempenho da Bolsa, mas que é questão de tempo a renovação das concessões.
PLAS3: resultados e perspectivas se mantêm atraentes para o semestre, aproveitando-se também do preço de seus papéis.
TPIS3:
grande geração de caixa e circulação de automóveis tende a crescer, dado que não há perspectiva de elevação de combustíveis no curto prazo.

Ao escolher uma Carteira de Ações , estude  gráficos , múltiplos e perspectivas setoriais para cada papel. Não compre sem avaliar. Utilize a Regra de Ouro ( ver em Aprendizado/ Estilo Schwabb ). Determine sua estratégia antes de efetuar uma compra.

Sucesso a todos !

Schwabb

Bom dia !! 01/08

Enquanto aguardam a divulgação da situação do emprego nos Estados Unidos, em julho, os mercados futuros norte-americanos mostram volatilidade e sentidos opostos. As expectativas não são positivas. Analistas calculam que sejam eliminados 75 mil empregos, depois de queda de 62 mil em junho. Para a taxa de desemprego, a projeção é de que suba de 5,5% para 5,6%. Os números divulgados pelo Departamento do Trabalho serão conhecidos em alguns minutos, às 9h30. Na Europa, as bolsas recuam. O Ibovespa futuro, após a abertura, acompanhava a tendência negativa e cedia 0,91%, aos 59,250 pontos pontos. O índice ISM de atividade industrial referente a julho, anunciado às 11h pelo Instituto de Gerência e Oferta também será importante para definir o rumo dos mercados hoje. Economistas acreditam que o indicador caia para 49,2, depois de ter ficado em 50,2 em junho. Uma leitura acima de 50 indica expansão e uma leitura abaixo de 50 representa contração da atividade. No mesmo horário, o Departamento do Comércio norte-americano anuncia os gastos com construção em junho. As expectativas são de que o indicador caia 0,3%, depois de ter retraído 0,4% no mês anterior. No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou há pouco que a produção industrial cresceu 6,6% em junho ante o mesmo período do ano passado. Comparado ao mês anterior, o indicador teve aumento de 2,7% – este avanço é o maior desde outubro de 2007, quando foi de 3,5%. No ano, a produção industrial tem crescimento de 6,3%, enquanto em 12 meses, a alta é de 6,7%. O mercado estimava que a produção industrial brasileira tivesse crescido 6,30% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo a mediana das projeções do Termômetro Leia, pesquisa feita junto a instituições financeiras com as estimativas para os principais indicadores econômicos do País. Pelo conceito de mediana, 50% das previsões estavam acima de 6,30% e 50%, abaixo. As projeções colhidas pela Agência Leia para o Termômetro variaram entre alta de 5,66% e de 7,50%. A média das expectativas do mercado apontava para expansão de 6,35%. O resultado trimestral da Embraer é destaque no cenário corporativo. A companhia informou ontem à noite que obteve lucro líquido de R$ 176,3 milhões no segundo trimestre (R$ 0,24368 por ação), crescimento de 121,2% em relação ao mesmo período de 2007 (R$ 79,7 milhões), com margem líquida de 3,6%. A receita líquida cresceu 23,1%, de R$ 2,190 bilhões para R$ 2,695 bilhões. Segundo a empresa, a alta deve-se principalmente ao maior volume de entregas no período. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou R$ 199,1 milhões no segundo trimestre, crescimento de 153% em relação a 2007 (R$ 78,7 milhões). No último pregão, as ações da empresa (EMBR3) cederam 2,69%, para R$ 11,95. Já a Oi informou registrou lucro líquido de R$ 249 milhões no segundo trimestre, queda de 46,8% em relação ao mesmo período de 2007 (R$ 468 milhões). A receita líquida subiu 7,3% no trimestre, de R$ 4,358 bilhões para R$ 4,677 bilhões. O Ebitda somou R$ 1,311 bilhão no trimestre, recuo de 17,9% em relação a 2007 (R$ 1,596 bilhão) – a margem Ebitda foi de 36,6% para 28,0%. A previsão para investimentos da companhia em 2008 subiu de R$ 4 bilhões para R$ 4,5 bilhões. Deste total, R$ 1 bilhão será destinado para a construção da rede de São Paulo. Ontem, os papéis da Tele Norte Leste (TNLP4) aumentaram 2,68%, cotados a R$ 37,20, enquanto os da Telemar Participações (TMAR5) ganharam 3,08%, a R$ 93,60. Analistas do mercado ponderam que os desdobramentos em relação à aprovação do novo Plano Geral de Outorgas (PGO), que deverá permitir a compra da Brasil Telecom (BrT), são mais importantes para o desempenho dos papéis do setor que o resultado trimestral das companhias. Ontem, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) decidiu não conceder novo adiamento para a consulta pública do Plano Geral de Outorgas (PGO) da telefonia fixa, que será encerrado hoje. O conselho diretor da agência entendeu que houve prazo suficiente, de 45 dias, para a discussão com a sociedade. A expectativa é de que sejam necessários outros 45 a 60 dias para uma decisão final da agência sobre o assunto. E no setor sucroalcooleiro, o grupo paulista São Martinho anunciou novo plano estratégico, com previsão de investimentos de US$ 2 bilhões. A empresa tem como objetivo alcançar a moagem de 30 milhões de toneladas até safra 20/21. “Além da presença nos mercados de açúcar e etanol, a São Martinho focará novos nichos de mercado como alcoolquímica e energia elétrica”, diz o documento. Além disso, o executivo Fábio Venturelli, atual diretor vice-presidente, foi indicado diretor – presidente da companhia (CEO). As ações da companhia (SMTO3) ontem subiram 2,71%, a R$ 26,50. Já a Petrobras anunciou que iniciou no dia 29 de julho a produção de óleo no Campo de Agbami, na Nigéria. A companhia possui 13% de participação no negócio, que conta ainda com outras duas sócias, a StatoilHydro e a operadora Chevron. As concessionárias Nigerian National Petroleum Corporation e Famfa Oil Limited também são parceiras no campo. Segundo comunicado, “o pico de produção deve acontecer no segundo semestre de 2009, sendo cerca de 33 mil barris de petróleo por dia a participação da Petrobras na produção do óleo, leve, com densidade entre 45 e 48 graus API”, o que irá representar 13% do volume produzido pela Petrobras no exterior. Com recuo de 1,64%, as ações da estatal (PETR4) encerraram o pregão de quinta-feira cotados a R$ 35,90. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros operavam, há pouco, em sentidos opostos. Enquanto o futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, cedia 0,06%, aos 1.852,50 pontos, o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, tinha leve ganho de 0,03%, aos 1.267,50 pontos. Na Europa, os mercados tinham baixas. Em Londres, o FTSE-100 recuava de 0,45%, aos 5.387,1 pontos, enquanto o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, há pouco, diminuía 0,71 %, aos 6.433,32 pontos. O CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 0,72 %, aos 4.460,55 pontos. Os mercados asiáticos encerraram o último pregão da semana em rumos contrários. Com recuo de 1,31%, o índice Kospi, em Seul, fechou aos 1.573,77 pontos. No Japão, as perdas do índice Nikkei 225 foram de 2,11%, atingindo 13.094,59 pontos. No sentido oposto, o Xangai Composto, na China subiu 0,94%, para 2.801,82 pontos. E o índice Hang Seng, o principal da bolsa de valores de Hong Kong, encerrou o dia em alta de 0,58%, aos 22.862,60 pontos. O mercado de petróleo opera em queda. Em Nova York, o WTI com vencimento em setembro há pouco diminuía 0,74%, cotado a US$ 123,16. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês cedia de 0,87%, a US$ 122,90. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial registrava alta de 0,19%, cotado a R$ 1,566. O contrato futuro, com vencimento em agosto, operava em queda de 0,12%, a R$ 1,576. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010 operavam em queda, passando de 14,88% para 14,87%. A inflação medida pelo Indice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) desacelerou para 0,53% no fechamento de julho, 0,24 ponto percentual abaixo da taxa apurada em junho (0,77%), informou nesta manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O indicador é o menor desde a quarta quadrissemana de março, quando apresentou 0,45% de alta. Em relação à terceira medição de julho, o indicador também desacelerou, de 0,67%.

Resultado HBOR3 – Helbor 2t08

A incorporadora Helbor apresentou seu resultado operacional para o segundo trimestre deste ano apontando recuo nos lançamentos em relação ao ano passado, mas aumento nas vendas contratadas. A empresa participou de lançamentos imobiliários com valor geral de vendas (VGV) de R$ 196,3 milhões entre abril e junho deste ano, com recuo de 2,2% sobre o resultado do ano passado. Levando em conta apenas a participação própria da Helbor nos empreendimentos, houve uma queda de 20,7% no VGV lançado, para R$ 116,6 milhões.Em termos de vendas contratadas totais, no entanto, houve aumento de 62,4%, para R$ 211,3 milhões entre abril e junho deste ano. Considerando apenas a participação da Helbor, as vendas aumentaram 31,9% na mesma comparação, para R$ 133,1 milhões.No semestre, as vendas contratadas pela Helbor aumentaram 21,23%, para R$ 220 milhões.

Resultado POMO4 – Marcopolo 2t08

A Marcopolo S/A registrou lucro líquido de R$ 25,8 milhões no segundo trimestre, queda de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 29,4 milhões). No primeiro semestre, o lucro subiu 1,1% na comparação com 2007, de R$ 53,6 milhões para R$ 54,2 milhões. De abril a junho, a receita operacional líquida cresceu 13,1%, para R$ 610 milhões, ante R$ 540 milhões no mesmo período de 2007. De janeiro a junho, a receita somou R$ 1,072 bilhão, alta de 11,9% na comparação com os R$ 958,5 milhões registrados no primeiro semestre do ano passado. No primeiro semestre, a companhia vendeu 9.942 unidades – 6.215 unidades supriram o mercado interno, representando 62,5% da receita líquida. No mercado externo, foram 3.727 unidades, equivalentes a 37,5% da receita. O Ebitda ajustado (não considerados ganhos ou perdas por variações cambiais sobre investimentos e sobre adiantamentos de contrato de câmbio) caiu 15,3% no trimestre, para R$ 55,2 milhões, ante R$ 65,2 milhões no mesmo período do ano anterior – a margem Ebitda recuou 3,1 pontos percentuais, para 9%. No primeiro semestre, o Ebitda cresceu 1%, de R$ 108,7 milhões para R$ 109,8 milhões – a margem recuou 1,1 ponto percentual, para 10,2%. Segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), no primeiro semestre foram produzidos 23.373 chassis para ônibus, ante 19.375 no mesmo período de 2007, crescimento de 20,6%, favorecendo o principal setor de atuação da Marcopolo.

Preçó Alvo CSAN3 – COsan a $30 pelo Citibank

O resultado divulgado pela Cosan (CSAN3) na noite de quarta-feira (30) não aliviou o horizonte pessimista sugerido para o setor, segundo apontaram os analistas de Citigroup… A queda de 8,4% no lucro líquido e de 79,5% no Ebitda (geração operacional de caixa), na comparação entre o quarto trimestre fiscal de 2007 e 2008, veio em linha com as expectativas do Citi – que havia revisado suas estimativas para baixo, recentemente. O banco de investimento, que recomenda a venda das ações, reiterou sua estimativa de preço-alvo a R$ 30,00, o que sugere um potencial de valorização negativo de cerca de 4%.

Resultado EMBR3 Embraer 2t08

A Embraer informou há pouco que obteve lucro líquido de R$ 176,3 milhões no segundo trimestre (R$ 0,24368 por ação), crescimento de 121,2% em relação ao mesmo período de 2007 (R$ 79,7 milhões), com margem líquida de 3,6%. A receita líquida cresceu 23,1%, de R$ 2,190 bilhões para R$ 2,695 bilhões. Segundo a empresa, a alta deve-se principalmente ao maior volume de entregas no período. A companhia entregou 52 jatos para os segmentos de aviação comercial e executiva, representando alta de 44,4% na comparação com o segundo trimestre do ano passado (36 aeronaves). O semestre terminou com um recorde de 97 unidades entregues, crescimento de 59% sobre 2007 (61). “A Embraer reafirma sua estimativa de entregar entre 195 e 200 jatos em 2008, com tendência para o limite superior, além de dez a 15 jatos Phenom 100″, diz comunicado. Em 30 de junho, a carteira de pedidos firmes da Embraer alcançou valor recorde de US$ 20,7 bilhões, “incluindo vendas para o mercado de aviação executiva, que possui um backlog atual de cerca de US$ 6 bilhões”, diz a Embraer. “A carteira de pedidos firmes da família Embraer 170/190 acumula um total de 847 ordens firmes e 827 opções.” O Ebitda da companhia somou R$ 199,1 milhões no segundo trimestre, crescimento de 153% em relação a 2007 (R$ 78,7 milhões). A margem Ebitda passou de 3,6% para 7,4%.

Alerta para as Indústrias

A produção industrial continua crescendo e o ritmo de aumento do emprego e da utilização da capacidade instalada tem sido ainda mais intenso, mostra a Sondagem Industrial referente ao segundo trimestre deste ano, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo o estudo, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) passou de 75%, no primeiro trimestre deste ano, para 77% no segundo trimestre.
A CNI destaca que a utilização do parque fabril tem tido crescimento maior nas pequenas empresas. A sondagem mostra ainda que o indicador de produção subiu de 52,2 pontos, no primeiro trimestre, para 56,5 pontos, no segundo. O indicador do emprego subiu de 53,1 pontos para 53,6 pontos.
A mesma sondagem revela, contudo, que os estoques da indústria voltaram a crescer e estão acima do planejado. Para a CNI, embora ainda tímido, o acúmulo de estoque pode significar queda no ritmo da produção, apesar do bom desempenho do segundo trimestre.
“É o primeiro sinal de alerta porque significa que as expectativas de venda das empresas não se concretizaram, o que pode estar traduzindo um arrefecimento do processo de crescimento econômico”, disse o chefe de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca. “Certamente, se esse movimento continuar, as empresas vão reduzir o ritmo de crescimento da produção para que os estoques voltem a se ajustar ao planejado”, acrescentou Fonseca.

CDI na ponta da rentabilidade do mês de julho

Volatilidade no mercado de commodities, constante apreensão no setor financeiro norte-americano, pressões inflacionárias em âmbito global e desdobramentos da temporada de resultados corporativos resumem o instável mês de julho às praças financeiras internacionais.

Algumas bolsas globais, entre elas a Bovespa, se familiarizaram com o termo “bear market“, já que as perdas acumuladas por estas ultrapassaram os 20% desde seus últimos topos.

O resultado deste cenário não poderia ser outro: ‘fly to quality’. A renda fixa ganhou evidência ao ter seus representantes como únicos a apresentar rentabilidade (sem descontar a inflação) positiva no sétimo mês de 2008. No topo do ranking aparece o CDI, melhor investimento de julho.

A chegada do bear market
Há tempos os frutos positivos para a renda variável doméstica das duas notas de investment grade cedidas ao Brasil – pela S&P ao final de abril e pela Fitch um mês depois – ficaram para trás. Desde seu último recorde histórico de fechamento, 73.517 pontos alcançados em 20 de maio, o Ibovespa acumula perdas de 19,06%. A desvalorização chegou a ser maior ao longo do mês, deixando o principal benchmark da Bolsa brasileira no território do “bear market”.

E não faltaram drivers para guiar mais um mês negativo ao índice. Se a expressiva queda do petróleo aliviou – ao menos que parcialmente – os temores inflacionários e a expectativa de impactos negativos sobre os custos das empresas dependentes da matéria-prima energética, para aquelas que comercializam a commodity o efeito é inverso, vide o desempenho das ações da Petrobras no mês.

A contribuição negativa das blue chips brasileiras não parou por aí. Entre queda das commodities metálicas, dúvidas quanto ao crescimento econômico global e uma oferta de ações mal recebida pelo mercado, as ações da Vale (VALE3, VALE5) amargaram forte desvalorização no período. A referência negativa se estendeu também às siderúrgicas: CSN (CSNA), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5, USIM3) tiveram fraco desempenho em julho.

Se o petróleo deu trégua, o mesmo não pode ser dito do setor financeiro. A temporada de resultados não comprometeu, trazendo fracos números, porém superiores às estimativas, de JPMorgan, Bank of America, Wells Fargo e Credit Suisse. Os balanços trimestrais de Citigroup e Wachovia não agradaram, mas os planos de corte de custos que os acompanharam, sim. Já Merrill Lynch e Washington Mutual deixaram acesa a tensão que há tempos envolve o setor. Na lista de empresas que também decepcionaram com seus resultados financeiros estão ainda as gigantes Ford e Apple. Mas quem roubou a cena quando o assunto é “fragilidade do setor financeiro norte-americano” foram as financiadoras de hipotecas. O noticiário corporativo foi tomado por rumores de insolvência de Freddie Mac e Fannie Mae, acarretando na aprovação de um plano de socorro pelo Congresso dos EUA.

Não foi nas referências econômicas dos EUA que o mercado encontrou fôlego para afastar a instabilidade. O PIB (Produto Interno Bruto) da maior economia do globo avançou menos que se esperava. Os dados de inflação surpreenderam negativamente, assim como parte dos números do setor industrial, imobiliário e do mercado de trabalho norte-americano. A ata da última reunião do Federal Reserve pouco mexeu com as expectativas dos investidores, ao sinalizar um colegiado tão preocupado com o rumo da economia dos EUA quanto com a alta dos preços.

No Brasil, a inflação deu indícios de arrefecimento no mês. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), medida oficial do comportamento dos preços no País, registrou em julho patamar inferior ao apurado em junho, contudo, no acumulado do primeiro semestre a variação foi a maior vista desde 2003. A pressão inflacionária interna foi tida como o principal motivo que levou o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) a aumentar o ritmo de aperto monetário. A alta de 75 pontos-base na Selic, que levou a taxa a 13% ao ano, surpreendeu grande parte do mercado, que esperava que a elevação no juro básico doméstico em julho viesse na mesma dose das duas últimas reuniões do comitê, 50 pontos-base.

Petrobras e Natura nas pontas do Ibovespa
Forte queda do petróleo nos mercados externos e preocupação gerada pela promessa de greve dos petroleiros deixaram as ações da Petrobras (PETR4, PETR3) na ponta negativa do Ibovespa. As preferenciais recuaram 22,31% em julho, enquanto as ordinárias cederam 22,16%.

No outro extremo, dentre os 66 papéis que compõem a carteira teórica do Ibovespa, os da Natura (NATU3) tiveram melhor desempenho, com valorização mensal de 14,13%. Em 12 dos 22 pregões de julho – que contou com a publicação do balanço do segundo trimestre da empresa – estes ativos fecharam no azul.

Dólar segue em tendência de queda e perde R$ 1,57
Não foi o fraco desempenho da Bolsa brasileira que impediu o dólar comercial de dar seqüência à sua caminhada de desvalorização frente ao real. Com o maior aperto monetário, o diferencial do juro doméstico e estrangeiro continua a atrair capital para a renda fixa.

Ainda que sujeito à volatilidade generalizada dos mercados domésticos, o 2,19% de desvalorização cravado pela divisa dos EUA a deixaram abaixo do patamar de R$ 1,57 ao final de julho, mais precisamente em R$ 1,5620.

Renda fixa
Os CDBs pré-fixados de 30 dias apresentaram retorno de 0,97% em termos nominais, ou retorno negativo de 0,78% em termos reais.

Já o CDI apresentou ganhos de 1,01% no mês. A evolução, descontando a inflação, foi negativa em 0,74%.

Investimento Julho Real* Junho Real**
Ibovespa -8,48% -10,06% -10,43% -12,17%
CDI*** +1,01% -0,74% +0,90% -1,06%
CDB **** +0,97% -0,78% +0,95% -1,01%
Poupança +0,69% -1,05% +0,62% -1,34%
Ouro -1,06% -2,77% +1,72% -0,26%
Dólar Paralelo -6,08% -7,70% -2,69% -4,58%
Dólar Ptax -1,59% -3,29% -1,99% -3,89%
IGP-M +1,76% +1,98%

* Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em 1,76% em julho
** Deduzida a inflação pelo IGP-M que ficou em 1,98% em junho
*** Taxa Efetiva Andima
**** Taxa pré 30 dias