Carteira Recomendada de Agosto

Prezados,

A Carteira de Agosto estará disponível até as 10h de amanhã ( 01/08 ), com os comentários desta e do desempenho da Carteira de Julho.

Abraço !

Brasil ainda tem baixo padrão de Governança

Ser mais transparente e ter os interesses mais alinhados entre todos os acionistas -controladores e minoritários – tende a reduzir o custo de captação de recursos para as companhias abertas. Mas se essa poderia ser uma notícia boa, a má é que a média do padrão de governança no mercado local, embora em progressão, ainda fica relativamente baixa. O efeito da governança sobre o desempenho da companhia no custo de captação das empresas abertas, que tem sido cada vez mais estudado no mercado, é tema de pelo menos dois estudos que serão apresentados no 8º Encontro Brasileiro de Finanças, que começa hoje no Rio.

Os dois trabalhos, realizados por pesquisadores da USP e do IAG-PUC, analisam os efeitos das melhores práticas e da transparência sobre riscos e desempenho das companhias abertas. Ambos notaram que uma melhor governança leva as empresas a captar recursos mais barato por meio de de ações. Porém também apontam que os padrões médios de governança das empresas negociadas na Bovespa ainda deixam a desejar.

O pesquisador Valdir Lameira, em conjunto com o orientador Walter Lee Ness Jr., do IAG-PUC, montou um índice de governança baseado na pontuação para 20 questões e o aplicou para uma amostra de cerca de 90 companhias no período entre 2002 e 2006. Num intervalo entre zero e 20, a média fica abaixo de 10. Ou seja, menos da metade das companhias atinge resposta positiva na checagem das boas práticas.

Segundo Lameira, foram selecionadas aquelas empresas que tinham um padrão mínimo de negociação ou seja, que de fato poderiam estar aptas ou interessadas em acessar o mercado. Ele explica que usou modelos diferentes para testar os efeitos da governança sobre diversos indicadores de risco e desempenho e também observou se era verificada uma relação de reciprocidade, ou seja, se a governança afeta o risco e o desempenho, mas se esses dois aspectos também afetam a governança.

Os resultados, diz Lameira, foram de evidências estatísticas fortes para a relação entre maior governança e menor risco e, em medida um pouco menor para melhor governança e melhor desempenho da companhia. Uma das correlações mais altas encontradas no trabalho foi para o quesito de custo de capital próprio. “Os resultados confirmam que quanto mais alta a governança menor o custo para captar por meio de novas ações”, diz Lameira.

Outro trabalho, dos pesquisadores Roberta Alencar e Alexsandro Broedel, da USP, analisa a relação entre a maior transparência e o custo de capital próprio nas empresas brasileiras. Eles também criaram um índice de transparência baseado em 47 questões aplicado para as empresas que faziam parte do Ibovespa em 1998, 2000, 2002, 2004 e 2005. As respostas foram tiradas dos relatórios anuais e a conclusão também apontou que a média geral de transparência medida pelo índice ainda é baixa, explica Broedel, embora exista uma evolução grande, de 24% para 54%, do primeiro para o último ano analisado. Ou seja, ainda é pouco mais da metade.

Em alguns pontos, como as informações empresariais e de novos projetos, o índice de respostas positivas supera 90%; mas em outras questões, como a de projeções e séries de dados financeiros analisados pelo mercado, os percentuais muitas vezes são abaixo de 10%. De acordo com o índice, quase nenhuma companhia fazia, por exemplo, projeções para fluxo de caixa do ano seguinte.

Porém, o estudo aponta também uma forte relação entre a redução de custo de capital próprio e o aumento da transparência. “Um resultado interessante é que essa relação é ainda maior nas empresas que não têm tanta cobertura dos analistas de mercado e também nas que possuem controle disperso”, explica Broedel. O estudo mostra que cada ponto a mais no índice de transparência implicaria numa redução de 0,26 ponto percentual no custo de capital nas empresas de menor cobertura de análise, sendo que para as companhias que têm mais cobertura essa redução seria de 0,14 ponto.

Um trabalho realizado em 2006 pelo professor da FEA-USP Alexandre di Miceli, também estudou o impacto do conjunto de práticas de governança no valor das companhias e verificou que uma empresa que saísse do pior para o melhor estágio de governança, na amostra de 154 companhias pesquisadas, poderia implicar num aumento de de 85% no valor de mercado, o que tornaria uma captação por meio de ações mais barata. Miceli porém alerta para a preocupação com a qualidade efetiva das práticas. “É preciso ver como medir as práticas de governança, esse tem sido o ponto chave”, diz.

A preocupação de especialistas é a de que a governança não se torne um oportunismo superficial que possa acabar prejudicando a credibilidade das boas práticas efetivamente adotadas pelas empresas. Num discurso recente, a presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Maria Helena Santana, destacou esse ponto. Segundo ela, é preciso evitar que se crie um pressuposto de que palavras como governança empresarial ou Novo Mercado tenham “poderes mágicos”.

IPO Medley

A Medley decidiu arrumar sua casa. Líder no segmento de medicamentos genéricos, o laboratório está adequando sua estrutura interna, adotando um modelo de governança que poderá levar a abertura do capital, o que seria o primeiro caso na indústria farmacêutica brasileira depois que a Farmasa, que chegou a fazer o registro na Comissão de Valores Mobiliários e foi adquirida pela companhia de bens de consumo Hypermarcas, ter desistido de ir à Bolsa de Valores.

“Independente da abertura do capital, chegamos ao porte de adotar certos procedimentos, como o software de administração de SAP, auditoria de primeira linha (KPMG) e outras práticas de governança corporativa”, disse o presidente da Medley, Jairo Yamamoto. “Mas se o acionista quiser e o momento no mercado de capitais for adequado, estaremos prontos para fazer um IPO em 2009″, completou.

Não é a primeira vez que a companhia controlada pela família Negrão, do corredor de stock car Xandy Negrão, pensa em abrir o capital da Medley. Há três anos, o laboratório nacional chegou a contratar bancos para encontrar formas para capitalizar a companhia e reduzir a dependência de dinheiro de terceiros para financiar suas vendas. Mas o plano não foi adiante.

Desta vez, a Medley contratou a Singular Assessoria Financeira, que pertence a Armando Sereno, um ex-executivo do Banco Garantia. A consultoria foi a mesma que ajudou a formatar a abertura de capital da Profarma, ocorrida em outubro de 2006, quando a distribuidora de medicamentos captou cerca de R$ 350 milhões no mercado.

A situação para o lançamento de ações da indústria farmacêutica no mercado ainda é uma incerteza, segundo executivos do mercado. “Exageraram muito na dose”, diz o presidente de um grande laboratório com atuação no país. “Os múltiplos sobre a geração de caixa, que chegaram a 12 vezes, estariam mais próximo da realidade em seis vezes”, completa o executivo.

A Medley tem sido alvo de vários rumores de que estaria à venda, fato que é insistentemente negado pela empresa. “Não existe nada em relação a isso”, afirmou Yamamoto, acrescentando que tem realizado esforço para administrar o assunto dentro da companhia.

Com a liderança do mercado de genéricos com 34% e na quarta posição entre os maiores laboratórios do país, com 5,4%, a Medley, que faturou R$ 700 milhões em 2007, tem conseguido manter sua posição no último ano a despeito da forte competição no setor. O grupo EMS, maior laboratório do país, segue próximo os passos da Medley.

“Mas quando se olha para as projeções do mercado brasileiro existe muito potencial, principalmente em genéricos”, afirmou Yamamoto. De acordo com as projeções da companhia, as vendas de genéricos, que atingiram R$ 3,2 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho, poderão mais do que dobrar e chegar a quase R$ 8 bilhões em cinco anos, a persistir o mesmo ritmo de crescimento dos últimos anos. Com isso, a avaliação da companhia indica que os genéricos conseguirão atingir 20% do mercado farmacêutico, que deve movimentar cerca de R$ 40 bilhões em 2013.

A empresa, contudo, não aposta apenas no segmento de medicamentos genéricos. A Medley, que investiu R$ 76 milhões na construção de uma nova fábrica em Campinas e tem planos de erguer uma unidade para produção de hormônios, que exigirá investimentos de R$ 30 milhões, pretende lançar quatro a cinco produtos. “São extensões de parcerias”, disse. A Medley comercializa, por intermédio de licenciamento, produtos dos laboratórios Abbott, Bayer, Novo Nordisk, entre outros.

Preço Alvo SLC SLCE3 a $38,10 pela Brascan

Ao avaliar o desempenho da SLC Agrícola no segundo trimestre de 2008, a Brascan destacou que considerou o balanço positivo, em função da melhora de margens da companhia, em comparação ao mesmo período de 2007, que vieram acima das estimativas da corretora. A SLC Agrícola reverteu o prejuízo de R$ 9,361 milhões registrado no segundo trimestre do ano passado e apurou lucro líquido de R$ 1,598 milhão no mesmo período deste ano. No primeiro semestre, a empresa registrou lucro de R$ 30,846 milhões, revertendo o prejuízo do mesmo período de 2007 (de R$ 2,659 milhões). Em prévia referente ao desempenho da SLC Agrícola no segundo trimestre do ano, a Brascan estimava que o lucro líquido da empresa corresponderia a R$ 5,9 milhões no período e que a receita líquida atingiria R$ 76,1 milhões. Entre abril e junho, a receita líquida da companhia cresceu 44,3%, para R$ 77,559 milhões, ante R$ 53,739 milhões no mesmo período de 2007. De janeiro a junho, a receita somou R$ 153,377 milhões, alta 33,4% na comparação com os R$ 114,971 milhões registrados no primeiro semestre do ano passado. “A receita apresentada pela companhia, apesar de em linha com as nossas projeções, obteve um forte crescimento em comparação com o mesmo trimestre de 2007, confirmando o bom momento do setor de agronegócios, impulsionado pela crescente demanda mundial por alimentos e biocombustíveis”, destacou a corretora, em relatório enviado ao mercado, assinado pela analista Denise Messer. A estimativa da SLC Agrícola para o custo de produção por hectare do ano-safra 2007/08 são aumentos de 15,2%, 5,9% e 17,0% nas culturas de soja, algodão e milho, respectivamente, em comparação ao ano-safra 2006/07. “Os aumentos ainda são estimados porque as alocações de custos às culturas se darão até o término dos beneficiamentos. Estas variações foram influenciadas pelo aumento do custo dos fertilizantes, provocado pelo aumento da demanda mundial por matéria-prima, e parcialmente amenizadas pela redução dos preços dos defensivos verificada neste ano. Para 2008/09, estimamos que o custo total de produção por hectare aumentará aproximadamente 30,2%, 20,6% e 19,3% nas culturas soja, algodão e milho, respectivamente, em comparação ao ano-safra 2007/08. Estas variações deverão ser influenciadas pelo aumento do custo dos fertilizantes, sementes e defensivos”, assinalou a empresa, em seu balanço. “A revisão do Guidance de custos para a companhia nas próximas safras, que levará a um decréscimo de margens nos próximos períodos, pode impactar negativamente as ações da empresa no curto prazo”, observou a Brascan. A corretora reiterou a recomendação “outperform” para as ações da SLC Agrícola, com preço justo de R$ 38,10 para dezembro de 2008, o que corresponde à valorização de 41,84% em relação ao fechamento de ontem (R$ 26,86). “Acreditamos, no entanto, que as ações da SLC podem continuar com um desempenho volátil no curto prazo, em função de oscilações nos preços das commodities agrícolas”, complementou a Brascan.

Medidas do FED para crise

Para contornar os rombos provocados pela crise no mercado imobiliário norte-americano, o Federal Reserve anunciou uma série de medidas voltadas às instituições financeiras que acumulam perdas significativas desde o início da turbulência global. Entre as iniciativas divulgadas, está a ampliação do prazo para que as companhias do setor financeiro façam empréstimos diretos. A autoridade monetária prorrogou até o dia 30 de janeiro do ano que vem o prazo para bancos de investimentos tomarem empréstimos junto ao Fed, com o objetivo de aumentar a liquidez no mercado. O prazo previsto anteriormente pelo programa vencia em meados do mês de setembro deste ano. Além do aumento do prazo para empréstimos, o Fed ampliou a data limite para que as instituições financeiras troquem investimentos considerados mais arriscados por títulos do tesouro norte-americano. A autoridade monetária norte-americana também liberou US$ 25 bilhões para que bancos tomem empréstimos com duração de 84 dias e outros US$ 75 bilhões para empréstimos com prazo de 28 dias.

Bom dia ! 31/07

Enquanto o mercado aguarda importantes indicadores que serão conhecidos hoje nos Estados Unidos, os mercados futuros das principais bolsas internacionais operam em elevação, movimento acompanhado pelo Ibovespa futuro, que há pouco ganhava 0,33%, aos 60.450 pontos. Hoje,o mercado aguarda a divulgação dos primeiros dados a respeito do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre nos Estados Unidos. As estimativas apontam para um crescimento da ordem de 2,3%, após o avanço de 1,0% registrado no primeiro trimestre. Departamento do Comércio norte-americano informa os dados às 9h30. No mesmo horário será conhecido o relatório do Departamento do Trabalho sobre o número de pedidos de seguro-desemprego na semana encerrada em 26 de julho. A expectativa é que o número de novos pedidos caia de 406 mil para 395 mil. Também serão conhecidos os custos trabalhistas no segundo trimestre. Analistas esperam um avanço de 0,7%, depois do crescimento de mesmo valor no trimestre anterior. A Associação dos Gerentes de Compra (antiga NAPM) informa às 10h45 o índice PMI Chicago, que mede o nível da atividade industrial na região, em julho. Economistas acreditam que o indicador caia para 49,0, depois de ter ficado em 49,6 em junho. Uma leitura acima de 50 indica expansão e uma leitura abaixo de 50 representa contração da atividade. No mercado doméstico, o destaque é a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada. Na ocasião, a taxa básica de juros (Selic) foi elevada em 0,75 ponto porcentual, para 13% ao ano.O documento do Copom afirma que a inflação continua “envolta em considerável incerteza” e que a demanda doméstica responde parcialmente por pressões inflacionárias. O comitê afirma que a demanda, cuja expansão robusta é impulsionada pela alta do crédito e massa salarial, pode levar a repasse para preços ao consumidor. Por outro lado, o documento pondera que a acomodação de preço de commodities pode evitar que as pressões inflacionárias aumentem. Segundo o BC, a estabilidade monetária é condição para ajuste nos padrões de consumo e a política monetária deve evitar que reajustes pontuais persistam. Além disso, o documento também pontua que os riscos de pressões localizadas para trajetória da inflação aumentaram e reafirma que a atuação “cautelosa e tempestiva” é fundamental para manter a inflação na meta. A decisão de política monetária terá impacto no final de 2008 e em 2009, segundo a ata, que também destaca que a estratégia do comitê visa trazer inflação para a meta já em 2009. Os resultados financeiros são novamente destaque no noticiário corporativo. No setor de alimentos, o frigorífico JBS-Friboi aumentou o prejuízo já verificado anteriormente para R$ 364,4 milhões no segundo trimestre de 2008. No mesmo período do ano anterior, havia sido de R$ 6,6 milhões. Já receita líquida da companhia aumentou 508,7%, passando de R$ 1,171 bilhões para R$ 7,129 bilhões, na mesma base de comparação. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve um acréscimo de 76% no segundo trimestre, registrando R$ 290,8 milhões ante os R$ 165,2 milhões obtidos no mesmo período do ano passado. Ontem, na Bolsa de Valores de São Paulo, os papéis da JBS (JBSS3) subiram 6,21%, a R$ 8,55. A Sadia S/A registrou lucro líquido de R$ 119,912 milhões no segundo trimestre, alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado (R$ 109,375 milhões). De abril a junho, a receita operacional líquida cresceu 28,1%, para R$ 2,585 bilhões, ante R$ 2,018 bilhões no mesmo período de 2007. E com aumento de 18,4%, o Ebitda registrou R$ 271,450 milhões. No segundo trimestre de 2007 foi de R$ 229,273 milhões. Os executivos da companhia anunciaram ontem que a redução da previsão de margem Ebitda para 2008 de 12% a 13%, anunciada na divulgação dos resultados do primeiro trimestre, foi revisada. Houve redução de 1,0 ponto percentual, passando a um intervalo entre 11% a 12%. Na Bovespa, ontem, os papéis da companhia (SDIA4) aumentaram 4,07%, sob preço de R$ 11,51. Em seu primeiro exercício social, a Cosan Ltd., do grupo Cosan, fechou o quarto trimestre fiscal de 2008 com lucro de US$ 57,3 milhões, queda de 8,46% em relação ao mesmo período anterior (US$ 62,6 milhões). A receita operacional líquida subiu 47,9% no quarto trimestre fiscal, para US$ 485,3 milhões e o Ebitda somou US$ 15 milhões no quarto trimestre (queda de 79,56%). Os papéis da Cosan (CSAN3) ontem avançaram 2,36%, a R$ 31,22. E a SLC Agrícola reverteu o prejuízo de R$ 9,361 milhões registrado no segundo trimestre do ano passado e apurou lucro líquido de R$ 1,598 milhão no mesmo período deste ano. No período, a receita líquida cresceu 44,3%, para R$ 77,559 milhões, ante R$ 53,739 milhões no mesmo período de 2007. O Ebitda ajustado (Ebitda adicionado do resultado líquido das operações de hedge e despesas extraordinárias) aumentou 95,6% no trimestre, para R$ 28,471 milhões, ante R$ 14,558 milhões no mesmo período do ano anterior. Ontem, as ações da SLC (SLCE3) subiram 0,60%, a R$ 26,86. Além dos resultados financeiros, a GOL Linhas Aéreas Inteligentes anunciou ontem que submeteu à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) uma proposta de reorganização societária, visando a transformação das subsidiárias GOL Transportes Aéreos S.A.(GTA) e VRG Linhas Aéreas S.A. (VRG) em uma única companhia aérea, mas mantendo as marcas GOL e Varig. A reorganização visa à otimização da estrutura operacional do grupo, o que, segundo comunicado, “proporcionará maior eficiência na prestação de serviços de transporte aéreo, pois será possível integrar as operações da GTA e da VRG, explorar sinergias e ampliar e melhorar a oferta de serviços aos clientes”. Com isso, a controladora assumirá os direitos e obrigações de titularidade da VRG e GTA. Com recuo de 1,31%, os papéis da Gol (GOLL3) encerraram as negociações de ontem na Bovespa cotados a R$ 16,63. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros operavam, há pouco, em elevação. Enquanto o futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, aumentava 0,73%, aos 1.855,50 pontos, o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, tinha ganhos de 0,34%, aos 1.266,00 pontos. Na Europa, os mercados também subiam. Em Londres, o FTSE-100 tinha alta de 0,55%, aos 5.450,6 pontos, enquanto o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, há pouco, ganhava 1,01%, aos 6.525,92 pontos. O CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava valorização de 0,79 %, aos 4.435,7 pontos. Os principais mercados asiáticos encerraram em alta nesta quinta-feira. Os ganhos foram liderados pela alta da bolsa de Seul, onde o índice Kospi aumentou 1,08%, aos 1.594,67 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,18%, aos 22.731,10 pontos e no Japão, o Nikkei 225 aumentou 0,07% e atingiu 13.376,81 pontos. A bolsa da China, por outro lado, registrou novo dia de perdas. O índice Xangai Composto teve queda 2,15%, somando 2.775,72 pontos. O mercado de petróleo opera em queda. Em Nova York, o WTI com vencimento em agosto há pouco diminuía 0,75%, cotado a US$ 125,81. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês cedia de 1,05%, a US$ 125,76. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial registrava queda de 0,06%, cotado a R$ 1,561. O contrato futuro, com vencimento em agosto, operava estável, a R$ 1,561. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 tinham apreciação, de 13,70% para 13,71%. Os DIs com vencimento em janeiro de 2010 operavam em alta, passando de 14,84% para 14,86%.

Preço Alvo TBLE3 a $34,10 , CESP6 a $33, TRLP4 a $65 ,CMIG4 a $49, ELPL6 a $42,30 , CLSC6 a $51 , TRNA11 a $38 , EQTL3 a $22,50 , GETI4 a $24,40 e COCE5 a $25

A Unibanco Corretora rebaixou a recomendação dos papéis da Cemig, Terna, Cesp e AES Eletropaulo, em relatório assinado pelos analistas Marcos Severine e Mariana Coelho. No caso da estatal mineira e da transmissora, a instituição rebaixou de comprar para manter. Já para a geradora paulista e para a distribuidora, a recomendação passou de manter para Fully Valued (plenamente valorizadas). Além disso, a corretora também revisou o preço-alvo das ações das principais empresas do setor elétrico. De acordo com Severine, a redução da recomendação para Cemig e Terna reflete a ausência de fatores para impulsionar esses papéis no curto prazo. Além disso, o analista observou que há outras opções de investimentos mais interessantes, uma vez que existem ações sendo negociadas no mercado com desconto em relação aos seus múltiplos, casos de Copel, AES Tietê, Tractebel e Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep). Para a AES Eletropaulo, a Unibanco Corretora não observa expressivo potencial de ganho no curto prazo. “Acreditamos que essas ações já estão bem precificadas pelo mercado”, disse. Em relação à Cesp, o analista lembrou que o grande evento seria a privatização, evento que hoje depende da conclusão dos estudos elaborados pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no âmbito do grupo de trabalho sobre a renovação das concessões de geração. “Não temos a previsão de que algum estudo seja publicado dentro de 45 dias”, comentou Severine. Outro ponto é que uma das propostas em avaliação pelo governo é da fixação de um preço-teto da energia para essas usinas que expiram a partir de 2015, em nome da modicidade tarifária, algo que pode surpreender negativamente o mercado. “Aquele preço de R$ 49,75 por ação da privatização está bem distante”, acrescentou o analista. Com a revisão, foram elevados os preços-alvo da ON da Tractebel (de R$ 34 para R$ 34,10), da PNB da Cesp (de R$ 29,70 para R$ 33), da PN da Cteep (de R$ 55,65 para R$ 65), da Unit da Terna (de R$ 37,70 para R$ 38), da PN da Cemig (de R$ 47,80 para R$ 49), da PNB da Copel (de R$ 42,10 para R$ 44), da PNB da AES Eletropaulo (de R$ 37,60 para R$ 42,30) e da PNB da Celesc (de R$ 49,40 para R$ 51). Em contrapartida, a instituição reduziu os preços-alvo da PN da AES Tietê (de R$ 24,45 para R$ 24,40) e da PNA da Coelce (de R$ 27,60 para R$ 25). A corretora também calculou em R$ 22,5 a ON da Equatorial. “A despeito da recente alta das ações do setor elétrico, mantemos nossa recomendação overweight (acima da média do mercado) para geradoras, transmissoras e empresas integradas e neutro para as distribuidoras”, disseram os analistas. De acordo com os analistas, um dos principais fundamentos para a revisão do valor das ações é a recontratação da energia a valores mais elevados do que os atuais, que passou de uma faixa de R$ 100/MWh a R$ 120/MWh para um intervalo de R$ 130/MWh a R$ 150/MWh. Esse cenário foi confirmado por dois contratos de longo prazo firmados pela Cemig com o Grupo Votorantim e com a Arcellor Mittal. “Como conseqüência, decidimos rever nosso cenário de preço da energia de R$ 120/MWh para R$ 130/MWh, alta de 8%”, avaliaram os especialistas.

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Preço Alvo Petrobras PETR4 a $53,50 pela UBS

A despeito dos temores dos investidores quanto ao recuo no preço do petróleo, que levou as ações da Petrobras (PETR4) a fortes derrocadas nos últimos dias, os analistas do UBS previram bons resultados e elevaram sua recomendação aos papéis da estatal brasileira para “compra”. A previsão de robustos resultados é o fator determinante na visão positiva do UBS às ações da brasileira. As estimativas do banco para o lucro por ação da Petrobras em 2008 e 2009 foram elevadas de um teto de R$ 3,70 para um teto de R$ 4,39. O piso do intervalo estimado, por sua vez, passou de R$ 2,79 para R$ 4,01. No longo prazo, o cenário é ainda mais favorável. “A possibilidade de uma expansão da capacidade acima da média do setor nos próximos cinco anos e descobertas de novos campos de petróleo agregam valor à tese de investimento”, afirmam os analistas. Feitas tais considerações, o UBS optou por elevar sua sugestão aos papéis de “manutenção” para “compra”, embora a recomendação relativa ainda seja de “marketperform” – isto é, desempenho em linha com a média do mercado. O intervalo do valor justo estimado é de R$ 43,60 a R$ 53,30. Tomando por base as cotações do pregão da última segunda-feira e o melhor cenário previsto pelos analistas do UBS, isto é, o patamar de R$ 53,50, o potencial de valorização gerado é de expressivos 52,94%.

ECOD3 – Ecodiesel – Socorro à empresa via sócio

Antes de completar dois anos como empresa a aberta, a Brasil Ecodiesel está tendo de recorrer ao bolso de um de seus principais acionistas e fundador do negócio, Nelson José Côrtes da Silveira, para manter seus pagamentos. De junho para cá, ele concedeu dois empréstimos à empresa, num total de R$ 30 milhões — pouco mais de cinco vezes o que a companhia tinha em caixa no final de março.

O primeiro empréstimo, de R$ 25 milhões, por dois meses, foi assinado no fim de junho. E na sexta-feira passada, foi aprovada uma linha de mais R$ 10 milhões à companhia, financiada metade por ele e o restante pelos bancos Fibra, ABN Amro e Fator. Ambas as operações são de curto prazo.

Em novembro de 2006, a empresa obteve R$ 378 milhões na oferta inicial de ações na Bovespa. O plano original era que a operação rendesse, no mínimo, cerca de R$ 540 milhões e, no máximo, R$ 695 milhões.

O objetivo era aplicar 60% dos recursos obtidos em ampliação de capacidade, pesquisa e infraestrutura, e os 40% restantes na melhoria do capital de giro e no pagamento de dívidas.

Entretanto, pouco mais de seis meses depois da captação, os recursos já tinham sido quase integralmente consumidos. A empresa tinha R$ 23 milhões disponíveis. E, de lá para cá, o caixa continuou minguando.

Em março, a companhia contava com R$ 5,8 milhões aplicados. As dívidas totais, por sua vez, somavam R$ 235 milhões, sendo que R$ 205 milhões com vencimento em 12 meses. Do total devido, cerca de 40% são créditos dos bancos que participaram junto com o Nelson da Silveira da linha aprovada na sexta-feira. Em resposta enviada ao Valor por meio de porta-voz, a Brasil Ecodiesel alega ter preferido um empréstimo de seu sócio no lugar de um aporte de capital — que ampliaria a participação dele no negócio — pela agilidade da operação. Um aumento de capital, mesmo que dedicado apenas aos atuais investidores, exige o cumprimento de passos legais, como o período de preferência aos acionistas. Além disso, afirmou que um mútuo — empréstimo entre partes de um mesmo grupo — é considerado uma opção de financiamento, assim como a obtenção de crédito com “bancos parceiros”.

A companhia vem sofrendo com a alta no preço da soja, sua principal matéria-prima para o biodiesel. Além disso, enfrentou problemas pela não retirada do produto, vendido em alguns leilões à Petrobras. A própria empresa também não honrou alguns acordos, alegando inadimplência da estatal. A discussão foi parar na Justiça no começo desde mês, quando a Brasil Ecodiesel decidiu cobrar judicialmente multa da Petrobras — procurada, a empresa não comentou o assunto.

Questionada sobre o cenário adverso, a Brasil Ecodiesel alegou que não fala sobre seu desempenho financeiro sem que os números sejam públicos. O próximo balanço, referente a junho, será divulgado em 14 de agosto.

A companhia é uma das maiores vendedoras nos leilões de biodiesel feitos pela Agência Nacional (ANP) e Petrobras. Entretanto, o baixo preço que vem oferecendo, somado à alta da cotação da soja, está retirando a rentabilidade do negócio.

No balanço dos três primeiros meses deste ano, o valor líquido das vendas não cobriu nem mesmo os custos do produto. Enquanto a receita líquida foi de R$ 167,2 milhões, os custos somaram R$ 180,3 milhões.

O prejuízo líquido da empresa ficou em R$ 14,9 milhões. A perda na última linha só não foi maior porque a companhia teve uma receita extraordinária de R$ 20 milhões referente a multas pagas por distribuidores de combustíveis que compraram mas não retiraram biodiesel da empresa.

No mercado, a percepção sobre a situação da companhia não é das mais animadoras. As ações acumulam perda de 76% frente ao preço da oferta na Bovespa — quando cada papel foi avaliado em R$ 12,00. Ontem, o fechamento na bolsa apontava R$ 2,88 para as ações.

Nem mesmo as movimentações societárias que eliminaram a presença do sócio oculto do bloco de controle aliviaram as pressões sobre a empresa.

Em maio, o fundo estrangeiro Eco Green Solutions deixou o acordo de acionistas e vendeu suas ações ao sócio Nelson Côrtes da Silveira e à empresa Zartman Services, de Evron Zartman Vogt. Silveira ficou com 21% da empresa e a Zartman, com outros 29%.

Desde a oferta inicial de ações, a existência de um sócio oculto pesava sobre o negócio. Especialmente, pelas suspeitas (não confirmadas) de que o sócio por trás do fundo sediado em paraíso fiscal fosse Daniel Birmann, sócio de Silveira no início da empreitada. O tema era delicado porque o empresário, dono do grupo Arbi, foi inabilitado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para exercer cargo de administrador de companhias abertas (cabe recurso).

A discussão prejudicou a colocação de ações e a companhia captou 50% menos do que poderia.

Quando reorganizou sua estrutura societária, em meados de maio, a expectativa de Silveira, que na época conversou com o Valor, era que a Brasil Ecodiesel conseguisse melhorar o acesso a crédito, bem como a atratividade frente investidores de longo prazo, para eventuais novos aportes.

No entanto, os sinais são de que o resultado pretendido ainda não foi alcançado. O sócio, que comprou parte das ações da Eco Green, continuou usando seus recursos na companhia.

ECOD3 – Socorro à empresa via sócio

Antes de completar dois anos como empresa a aberta, a Brasil Ecodiesel está tendo de recorrer ao bolso de um de seus principais acionistas e fundador do negócio, Nelson José Côrtes da Silveira, para manter seus pagamentos. De junho para cá, ele concedeu dois empréstimos à empresa, num total de R$ 30 milhões — pouco mais de cinco vezes o que a companhia tinha em caixa no final de março.

O primeiro empréstimo, de R$ 25 milhões, por dois meses, foi assinado no fim de junho. E na sexta-feira passada, foi aprovada uma linha de mais R$ 10 milhões à companhia, financiada metade por ele e o restante pelos bancos Fibra, ABN Amro e Fator. Ambas as operações são de curto prazo.

Em novembro de 2006, a empresa obteve R$ 378 milhões na oferta inicial de ações na Bovespa. O plano original era que a operação rendesse, no mínimo, cerca de R$ 540 milhões e, no máximo, R$ 695 milhões.

O objetivo era aplicar 60% dos recursos obtidos em ampliação de capacidade, pesquisa e infraestrutura, e os 40% restantes na melhoria do capital de giro e no pagamento de dívidas.

Entretanto, pouco mais de seis meses depois da captação, os recursos já tinham sido quase integralmente consumidos. A empresa tinha R$ 23 milhões disponíveis. E, de lá para cá, o caixa continuou minguando.

Em março, a companhia contava com R$ 5,8 milhões aplicados. As dívidas totais, por sua vez, somavam R$ 235 milhões, sendo que R$ 205 milhões com vencimento em 12 meses. Do total devido, cerca de 40% são créditos dos bancos que participaram junto com o Nelson da Silveira da linha aprovada na sexta-feira. Em resposta enviada ao Valor por meio de porta-voz, a Brasil Ecodiesel alega ter preferido um empréstimo de seu sócio no lugar de um aporte de capital — que ampliaria a participação dele no negócio — pela agilidade da operação. Um aumento de capital, mesmo que dedicado apenas aos atuais investidores, exige o cumprimento de passos legais, como o período de preferência aos acionistas. Além disso, afirmou que um mútuo — empréstimo entre partes de um mesmo grupo — é considerado uma opção de financiamento, assim como a obtenção de crédito com “bancos parceiros”.

A companhia vem sofrendo com a alta no preço da soja, sua principal matéria-prima para o biodiesel. Além disso, enfrentou problemas pela não retirada do produto, vendido em alguns leilões à Petrobras. A própria empresa também não honrou alguns acordos, alegando inadimplência da estatal. A discussão foi parar na Justiça no começo desde mês, quando a Brasil Ecodiesel decidiu cobrar judicialmente multa da Petrobras — procurada, a empresa não comentou o assunto.

Questionada sobre o cenário adverso, a Brasil Ecodiesel alegou que não fala sobre seu desempenho financeiro sem que os números sejam públicos. O próximo balanço, referente a junho, será divulgado em 14 de agosto.

A companhia é uma das maiores vendedoras nos leilões de biodiesel feitos pela Agência Nacional (ANP) e Petrobras. Entretanto, o baixo preço que vem oferecendo, somado à alta da cotação da soja, está retirando a rentabilidade do negócio.

No balanço dos três primeiros meses deste ano, o valor líquido das vendas não cobriu nem mesmo os custos do produto. Enquanto a receita líquida foi de R$ 167,2 milhões, os custos somaram R$ 180,3 milhões.

O prejuízo líquido da empresa ficou em R$ 14,9 milhões. A perda na última linha só não foi maior porque a companhia teve uma receita extraordinária de R$ 20 milhões referente a multas pagas por distribuidores de combustíveis que compraram mas não retiraram biodiesel da empresa.

No mercado, a percepção sobre a situação da companhia não é das mais animadoras. As ações acumulam perda de 76% frente ao preço da oferta na Bovespa — quando cada papel foi avaliado em R$ 12,00. Ontem, o fechamento na bolsa apontava R$ 2,88 para as ações.

Nem mesmo as movimentações societárias que eliminaram a presença do sócio oculto do bloco de controle aliviaram as pressões sobre a empresa.

Em maio, o fundo estrangeiro Eco Green Solutions deixou o acordo de acionistas e vendeu suas ações ao sócio Nelson Côrtes da Silveira e à empresa Zartman Services, de Evron Zartman Vogt. Silveira ficou com 21% da empresa e a Zartman, com outros 29%.

Desde a oferta inicial de ações, a existência de um sócio oculto pesava sobre o negócio. Especialmente, pelas suspeitas (não confirmadas) de que o sócio por trás do fundo sediado em paraíso fiscal fosse Daniel Birmann, sócio de Silveira no início da empreitada. O tema era delicado porque o empresário, dono do grupo Arbi, foi inabilitado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para exercer cargo de administrador de companhias abertas (cabe recurso).

A discussão prejudicou a colocação de ações e a companhia captou 50% menos do que poderia.

Quando reorganizou sua estrutura societária, em meados de maio, a expectativa de Silveira, que na época conversou com o Valor, era que a Brasil Ecodiesel conseguisse melhorar o acesso a crédito, bem como a atratividade frente investidores de longo prazo, para eventuais novos aportes.

No entanto, os sinais são de que o resultado pretendido ainda não foi alcançado. O sócio, que comprou parte das ações da Eco Green, continuou usando seus recursos na companhia.

Bom dia ! 29/07

O desempenho positivo dos índices futuros norte-americanos nesta manhã é acompanhado pelo Ibovespa futuro, o que indica uma abertura positiva para o mercado à vista brasileiro. Segundo especialistas consultados pela Agência Leia, a volatilidade deverá permanecer ao longo do dia de hoje, já que os investidores deverão reagir ao anúncio do prejuízo de US$ 5,7 bilhões do banco de investimentos Merrill Lynch anunciado ontem após o fechamento do mercado. Há pouco, o Ibovespa futuro tinha elevação de 1,04%, para 57.800 pontos. A corretora SLW afirma, em seu relatório matinal, que as incertezas persistem no mercado acionário brasileiro. “Um ajuste técnico na pontuação do Ibovespa seria algo aceitável”, pondera, destacando que os preços das ações atingiram um patamar muito baixo e convidativo para novos posicionamentos. A volatilidade, segundo a instituição, deverá persistir, especialmente por conta da divulgação dos balanços do segundo trimestre no Brasil e no exterior. Nos Estados Unidos, depois do encerramento dos pregões, saem os resultados do estúdio de animação DreamWorks, da fabricante de jogos para computadores Electronic Arts, da seguradora MetLife e da fabricante de aviões Northrop Grumman. Ontem, o banco de investimentos Merrill Lynch reduziu em US$ 11,1 bilhões sua exposição em ABS CDOs (derivativos de crédito), que foram responsáveis por fortes baixas contábeis desde o início da crise de crédito no mercado norte-americano, no ano passado. Também anunciou a emissão de US$ 8,5 bilhões em ações ordinárias para elevar suas reservas financeiras. Da oferta total, a Temasek Holdings vai comprar US$ 3,4 bilhões de ações ordinárias, operação sujeita à aprovação dos órgãos reguladores. Desta forma, é aguardada baixa contábil antes de impostos de US$ 5,7 bilhões no terceiro trimestre deste ano, sendo US$ 4,4 bilhões de perdas com a venda dos CDOs, US$ 500 milhões de prejuízo líquido com o término de contratos de hedge com a XL Capital Assurance e cerca de US$ 800 milhões em perdas máximas relacionadas à liquidação de outros CDOs em poder de contrapartes. O economista-chefe da Liquidez corretora, Marcelo Voss, observa que este prejuízo e o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado na manhã de ontem – que pondera que o mercado financeiro global continua frágil e com risco sistêmico elevado – aumentaram o receio de um desaquecimento maior da economia americana. “Este quadro aumenta o potencial de impacto dos indicadores como a confiança do consumidor que será divulgado hoje às 11h00″, diz o especialista, em relatório. Ele observa que, desde que o indicador começou a ser apurado em 1967, apenas duas vezes ficou abaixo de 50,0: em dezembro de 1974 (44.17) e fevereiro de 1992 (47.3). Analistas calculam que o índice divulgado pelo Conference Board registre uma queda na leitura para 50,0 após o indicador ter ficado em 50,4 em junho. Também é esperada para hoje, às 9h55, o resultado da pesquisa semanal do LJR Redbook sobre as vendas no varejo nos Estados Unidos. Os resultados financeiros do segundo trimestre da Perdigão são destaque no cenário corporativo. A companhia fechou o segundo trimestre com resultado negativo líquido de R$ 881,8 milhões, ante resultado positivo de R$ 70,8 milhões no mesmo período do ano passado. O lucro líquido ajustado cresceu 44,7%, para R$ 102,5 milhões. A receita operacional líquida somou R$ 2,833 bilhões, alta de 85,2% sobre o segundo trimestre de 2007 (R$ 1,530 bilhão). O Ebitda (lucros antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 40,3%, de R$ 166,2 milhões para R$ 233,2 milhões. As exportações cresceram 64,1% em receita, para R$ 1,258 bilhão. Segundo comunicado da empresa, os números do segundo trimestre sofreram o impacto da incorporação da subsidiária integral Eleva Alimentos. Com recuo de 2,12%, os papéis da empresa (PRGA3) encerraram as negociações de ontem sob preço de R$ 41,60. A Profarma, distribuidora no segmento farmacêutico, obteve lucro líquido de R$ 6,6 milhões no segundo trimestre de 2008, uma redução de 20,4% ante mesmo período do ano anterior (R$ 8,3 milhões). Entre abril e junho, a receita líquida aumentou 20,3%, passando de R$ 532,3 milhões em igual período de 2007 para R$ 640,3 milhões este ano. O Ebitda ajustado (avançou 21,6% no trimestre, para R$ 23,9 milhões. Ontem, na Bovespa, as ações da Profarma (PRM3) fecharam estáveis, sob preço de R$ 16,10. E ontem, a Hypermarcas S/A anunciou a aquisição da totalidade das cotas da Ceil Comércio e Distribuidora Ltda.(109.957.803 cotas), controlada da Revlon Consumer Products Corporation no Brasil. O preço total da aquisição é de US$ 104 milhões, “acrescido do valor existente no caixa da Ceil nesta data, pago à vista, integralmente com recursos próprios”. A Revlon é detentora das marcas Bozzano, Juvena, Campos do Jordão e Aquamarine. Caso seja necessário, será convocada assembléia geral de acionistas para deliberar sobre a aquisição. A Hypermarcas adquiriu também as marcas da Brasil Global Cosméticos Ltda. E da NY.Looks Indústria e Comércio Ltda., utilizadas na fabricação e comercialização dos produtos Gel e Hair Spray NYLooks, Radical Gel, Gel Summer Look, Hidratante Corporal Bia Blanc e Cremes de Tratamento Bia Blanc, “dentre outros”. O valor da aquisição foi de R$ 60 milhões. O pagamento será feito de forma parcela, também com recursos próprios. No pregão de ontem, as ações da companhia (HYPE3) aumentaram 3,46%, para R$ 19,45. No setor educacional, o conselho de administração do grupo Estácio Participações autorizou a diretoria da companhia a iniciar os procedimentos para aquisição de participação societária de 99,99% do capital social da Sociedad de Enseñanza Superior S.A. (SESSA) em Assunção, no Paraguai. O valor da operação será equivalente ao valor patrimonial da instituição – aproximadamente R$ 2,4 milhões. As ações ON da Estácio (ESTC3) perderam 0,83%, para R$ 22,60 no pregão de segunda-feira. Mercados internacionais Nos Estados Unidos, os mercados futuros operavam, há pouco, em elevação. Enquanto o futuro da Nasdaq, com vencimento em setembro de 2008, aumentava 0,44%, aos 1.821,75 pontos, o futuro o S&P 500, com vencimento no mesmo mês, tinha ganhos de 0,50%, aos 1.241,30 pontos. Na Europa, os mercados têm sentidos opostos. Em Londres, o FTSE-100 tinha alta de 0,52%%, aos 5.340,30 pontos, enquanto o DAX 30, da Bolsa de Frankfurt, há pouco, cedia 0,50 %, aos 6.319,33 pontos. O CAC 40, da Bolsa de Paris, registrava desvalorização de 0,90%, aos 4.285,35 pontos. Os principais mercados asiáticos fecharam com quedas superiores a 1% nesta terça-feira. As maiores perdas foram verificadas em Seul, onde o índice Kospi perdeu 1,95%, atingindo 1.567,20 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 1,89%, para 22.258 pontos e no Japão, o Nikkei 225 caiu 1,89%, aos 22.258,00 pontos. O índice Xangai Composite, na China diminuiu 1,82%, registrando 2.850,31 pontos. O mercado de petróleo opera em queda. Em Nova York, o WTI com vencimento em agosto, há pouco diminuía 0,44%, cotado a US$ 124,17. Em Londres, o contrato do tipo Brent para o mesmo mês tinha perdas de 0,48%, a US$ 125,23. Câmbio No início das operações do mercado de câmbio, o dólar comercial registrava alta de 0,06%, cotado a R$ 1,5750. O contrato futuro, com vencimento em agosto, operava estável, cotado a R$ 1,575. Juros Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2009 tinham apreciação, de 13,60% para 13,70%. Os DIs com vencimento em janeiro de 2010 operavam em alta, passando de 14,84% para 14,88%.

Resultado Santander – SANB4 2t08

O banco espanhol Santander divulgou o balanço de suas atividades do primeiro semestre, quando registrou lucro líquido de 4,73 bilhões de euros, alta de 6,1% na comparação com os 4,46 bilhões de euros obtidos em igual intervalo do ano passado. A receita avançou 16,1%, indo de 12,980 bilhões de euros para 15,08 bilhões de euros. Os ganhos foram impulsionados pelos mercados do Reino Unido e também pela América Latina, onde o lucro líquido da instituição subiu 4%, para 1,42 bilhões de euros. No entanto, o lucro líquido do segundo trimestre retraiu 5% na comparação com igual intervalo de 2007, indo de 2,66 bilhões de euros para 2,52 bilhões de euros, pressionado por menores ganhos de capital e provisões para cobrir empréstimos inadimplentes. A receita trimestral passou de 6,818 bilhões de euros para 7,733, alta de 13,4%.