Mudanças a caminho

Prezados,

Como anunciado, o blog passará por mudanças quanto à sua forma de exposição de conteúdo que é considerada a última fase do projeto.
Ao longo destes mais de 3 anos, o blog procura estimular o investidor, repassando estratégias de mercado e possibilidades de negociação, além de uma série de itens disponibilizados nas mais de 120 páginas criadas.
Passamos pela fase da apresentação, onde se procurou mostrar a proposta deste espaço. A próxima e atual fase é a de formação onde se desenvolve e aprimora técnicas de mercado.

Minha preocupação em passar para a etapa final é a de que os leitores que acompanham este espaço tenham consciência de seus atos. Que não aceitem passivamente o que é apresentado.
Que tenham uma formação mínima que seja suficiente para que ao se deparar com um gráfico e uma recomendação, você possa parar , pesquisar , estudar , argumentar e finalmente , decidir. Dessa forma o investidor não será apenas um fantoche ao bel prazer de analistas e argumentos infundados movidos à euforia ou pânico que se propaga em muitos fóruns.

Acreditando que pela frequência , tempo e discussões apresentadas, boa parte dos leitores tenha entendido a proposta deste blog , e de como funcionam as estratégias propostas, seguimos então para a Fase 3 que é a fase de decisão.

Nos próximos dias continuarei trabalhando e me preparando para atender a esta nova etapa, de acordo também com meus projetos pessoais.

O blog contará com gráficos e poderá ter um outro item que está em desenvolvimento, que acredito será muito bem recebido por todos caso venha a ser implantado. :)

Tenham um ótimo dia !
Schwabb

oopsididitagain

Regras do Pré-Sal adiam proposta de reajuste de aposentadorias e pensões

O governo decidiu priorizar a tramitação dos quatro projetos com as regras do pré-sal na Câmara dos Deputados e, só depois de vê-los aprovados, vai se empenhar para votar a proposta de reajuste das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social. Com isso, a tendência é que o aumento real para os benefícios dos aposentados seja concedido por medida provisória, conforme a Folha noticiou no último sábado.
Em reunião ontem entre o presidente Lula, ministros e líderes da base governista, ficou decidido que o acordo fechado com as centrais sindicais sobre o aumento dos aposentados será mantido. Isso garantirá aos segurados com aposentadorias acima do salário mínimo o reajuste de cerca de 6% a partir de janeiro de 2010.
O governo, no entanto, discutirá internamente o melhor momento e a melhor forma de tornar o acordo viável. “Não há discussão sobre o acordo. Essa é a posição do governo no diálogo que teve com as centrais [sindicais]. O governo chegou ao seu limite. O limite responsável e sustentável”, afirmou ontem, depois da reunião, o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais).
Pelo acordo, os benefícios acima do mínimo serão corrigidos, em 2010 e em 2011, pela variação da inflação e 50% da variação do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Além disso, o governo se comprometeu a criar uma alternativa ao fator previdenciário (atual forma de cálculo que funciona como um redutor no valor das aposentadorias), que é o fator 85/95.
Pela nova regra, a soma da idade da pessoa e do tempo de contribuição precisa alcançar 85/95 (mulheres/homens) para o segurado se aposentar sem redução do benefício.
Na avaliação do líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), em três semanas os projetos do pré-sal deverão ser votados pelos deputados. Seguirão depois para o Senado.
Se a projeção não se concretizar -a oposição ameaça obstruir as votações-, o calendário do governo ficará cada vez mais apertado. Com isso, ficarão reduzidas as chances de votar ainda neste ano o reajuste dos aposentados conforme previsto no acordo.
O governo precisa definir a situação do aumento ainda neste ano porque o novo valor dos benefícios, assim como a correção do mínimo, entra em vigor em 1º de janeiro. A principal opção é a edição de uma medida provisória para assegurar o cumprimento do acordo.
O acordo negociado em agosto conta com o apoio da CUT e da Força Sindical. A UGT, a Nova Central e a CTB questionam a negociação. Elas querem a aprovação do projeto do senador Paulo Paim (PT-RS), já votado no Senado, que concede aos benefícios acima do salário mínimo o mesmo percentual de aumento do piso salarial. Ou seja, o reajuste seria igual à variação da inflação mais 100% do PIB de dois anos antes.
O governo é contra o projeto de Paim e defende o texto substitutivo elaborado pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS), que reúne todos os pontos do acordo com as centrais. (Folha)

PCAR5 Pão de Açucar – Resultado impactado pelo Ponto Frio

A consolidação dos números do Ponto Frio nos resultados derrubou a margem medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (lajida) do Grupo Pão de Açúcar , que viu suas ações caírem mais de 4% ontem na Bovespa. Isso ocorreu mesmo após a empresa apresentar aumento de 37% na receita bruta, que atingiu de R$ 6,9 bilhões, e um salto de 157% no lucro do terceiro trimestre, que somou R$ 171,1 milhões.

A margem lajida, que representa quanto da receita líquida a companhia consegue transformar em geração de caixa, caiu de 8,1% no terceiro trimestre do ano passado para 5,7% em igual período deste ano.

Em teleconferência com jornalistas, os executivos da companhia explicaram a queda na margem lajida primeiro por conta dos números do Ponto Frio, que teve lajida negativo, e que ainda vive uma fase de reestruturação. Sem isso, a margem teria ficado em 7%, nível considerado adequado pela companhia, e acima do registrado no primeiro semestre deste ano. Além disso, o vice-presidente executivo do Pão de Açúcar, Enéas Pestana, disse que o índice de 8,1% atingido um ano antes foi um “ponto fora da curva”. “No ano passado tivemos o lançamento da campanha de aniversário de 60 anos do Pão de Açúcar, que teve um sucesso estrondoso. E nós não tínhamos a expectativa de repetir esse resultado e nem era a expectativa do próprio mercado”, afirmou.

De fato, analistas das corretoras Link e Ativa, por exemplo, fizeram uma leitura de neutra sobre os números, que teriam ficado dentro de suas previsões. Já a ação PNA da companhia caiu 4,4% ontem, para R$ 54,69, enquanto o Ibovespa recuou 2,99%.

Ainda sobre a margem lajida, Pestana sinalizou que a expansão do grupo para áreas como o atacarejo, representada pela bandeira Assai, a compra do Ponto Frio, bem como as incursões nos segmentos de drogarias e postos de combustíveis tendem a reduzir este indicador no longo prazo. O ganho viria, então, de um aumento no lajida em termos absolutos. Neste último trimestre, o lajida do grupo subiu 0,4%, para R$ 356,3 milhões, sem contar o Ponto Frio, mas caiu 1,38%, para R$ 350 milhões, incluindo a nova controlada.

Em relação a este assunto, o presidente do Ponto Frio, Jorge Herzog, disse que as sinergias a serem capturadas com a fusão das empresas serão muito maiores que os R$ 500 milhões projetados inicialmente. Isso garante, segundo ele, que a margem lajida fique no futuro em linha com a referência de mercado para o segmento de eletroeletrônicos, que gira em torno de 5% a 6%.

Ao comentar o que encontrou na empresa adquirida nos primeiros três meses de nova administração, Herzog relatou um cenário de abandono, pelo fato de a empresa estar à venda há muito tempo. Os principais problemas encontrados foram o baixo investimento nas lojas e na capacitação do pessoal de vendas, a falta de concessão de crédito por conta da inadimplência passada, o foco no resultado apenas de curto prazo e a baixa motivação da equipe.

Para tornar a nova controlada rentável, as áreas de compra do Grupo Pão de Açúcar e Ponto Frio foram integradas, assim como a concessão de crédito e suporte. Para o ano que vem, embora não tenha anunciado números, a companhia deve fechar lojas com rentabilidade abaixo da média e abrir outras que deem melhor retorno.

Em relação ao salto do lucro no trimestre, uma das explicações está em um resultado não recorrente positivo de R$ 52,2 milhões. Ele se deve ao aporte de R$ 600 milhões recebido do Itaú Unibanco por conta da reformulação da parceria envolvendo a financeira FIC, mas foi parcialmente contrabalançado pela baixa de créditos tributários e constituição de provisões. Também contribuiu para o lucro o fato de o resultado financeiro ter saído de uma despesa de R$ 103,4 milhões para um gasto líquido de R$ 64,7 milhões no terceiro trimestre deste ano. (Valor)

MMXM3 – MMX mostra aperto financeiro

A venda de participações acionárias da MMX e da MMX Sudeste para o grupo chinês Wuhan Iron & Steel (Wisco) é fundamental para manter a mineradora controlada pelo grupo EBX de Eike Batista em condições de honrar seus compromissos no longo prazo, segundo a avaliação dos analistas que acompanharam ontem a teleconferência de resultados da companhia.

O fechamento do negócio de US$ 400 milhões com a Wuhan, que inclui o compromisso de aquisição da totalidade da produção das minas do sistema Sudeste, possibilitará a execução do plano de investimentos da MMX, que prevê produção de 33,7 milhões de toneladas de minério de ferro em 2013 a um custo estimado de US$ 1 bilhão.

O resultado do terceiro trimestre da MMX, que abriu capital em 2006, mostra uma situação de aperto financeiro. O patrimônio líquido, que estava perto de R$ 2 bilhões no começo de 2008, fechou setembro “descoberto” em R$ 218 milhões, ou seja, os passivos eram maiores que os ativos.

A mineradora registrou um prejuízo líquido de R$ 27,1 milhões no trimestre, apesar de ter ampliado significativamente suas vendas de minério de ferro para 1,8 milhão de toneladas.

Logo depois de abrir o capital, a empresa tinha em caixa cerca de R$ 1 bilhão. No fim do terceiro trimestre eram R$ 62,8 milhões, valor que não cobre nem 10% da dívida financeira de curto prazo de R$ 677 milhões, como avaliam analistas da Brascan Corretora. Rodrigo Ferraz e Pedro Montenegro salientam ainda que, além de redução do caixa, em conjunto com um endividamento bruto de R$ 1,4 bilhão, a dívida líquida da MMX cresceu de R$ 1,2 bilhão para R$ 1,3 bilhão, agravando mais a já frágil situação financeira.

Apesar de uma margem bruta (receita menos custos de produção) de 63,5%, o desempenho das operações (medido pelo lajida) foi negativo no trimestre, um prejuízo de R$ 77 milhões. Desde que começou a operar, a empresa só conseguiu fechar um trimestre com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização.

Para a KPMG, que auditou o balanço trimestral da empresa, a venda de ativos ou a injeção de capital por acionistas pode ser uma saída para sua recuperação financeira. Segundo o auditor, “para que a companhia e suas controladas honrem seus compromissos de curto prazo, depende do sucesso das operações futuras da companhia e suas controladas e do suporte financeiro dos acionistas e/ou recursos de terceiros até que as suas operações se tornem rentáveis”. E advertem: “A falta dos referidos recursos financeiros levantará sérias dúvidas quanto à continuidade dos negócios da companhia e suas controladas”.

A política da EBX, desde a criação da MMX, tem se caracterizado pela venda de ativos . Em janeiro de 2008, a EBX vendeu por US$ 5,5 bilhões as minas de minério de ferro dos sistemas Minas-Rio e Amapá para a sul-africana Anglo American.

Desse total, couberam US$ 3 bilhões a Batista e US$ 2,5 bilhões aos minoritários da MMX. Agora, o movimento se repete: negociações para vender participações acionárias da MMX e da MMX Sudeste para os chineses da Wuhan por US$ 400 milhões. A expectativa é que o negócio feche neste mês. A MMX ainda dispõe de ativos minerais e um porto no Chile que têm tudo para atrair compradores asiáticos, já que fica nas costas do Pacífico. (Valor)

Varejo continua crescendo

As vendas no varejo brasileiro cresceram pelo quinto mês consecutivo em setembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.

As vendas subiram 0,3 por cento em setembro sobre agosto e avançaram 5 por cento sobre igual mês de 2008. Economistas consultados pela Reuters previam um crescimento mês a mês de 0,2 por cento e uma alta de 4,95 por cento ante 2008.

O dado de agosto foi revisto para alta de 0,6 por cento sobre julho, ante divulgação preliminar de 0,7 por cento. (Reuters)

Importações sobem 60%

Com um real forte, o Brasil sofreu uma das maiores altas das importações entre as principais economias nos últimos oito meses. Os cálculos foram compilados pela Organização Mundial do Comércio (OMC), mas são baseados nos dados de cada governo. Em termos porcentuais, a expansão das importações no Brasil superou a da França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Japão.Entre o ponto mais baixo da recessão, que foi o mês de março, e outubro, as importações no Brasil aumentaram de US$ 8,2 bilhões para US$ 13,3 bilhões por mês. Em valores, outros países tiveram aumentos maiores. Mas, em porcentuais, a expansão foi de mais de 60%, uma das mais altas no período.Em porcentuais, apenas China e Índia tiveram aumentos mais expressivos entre as 15 maiores economias que tiveram seus dados compilados pela OMC. Entre março e outubro, as importações da Índia aumentaram 69%. Na China, elas chegaram a 70% de alta.A desvalorização do dólar em relação ao real vem provocando um impacto na decisão de empresas na compra de insumos. O superávit na balança comercial também sofreu encolhimento importante. Entre março e outubro, as exportações do País passaram de US$ 9,6 bilhões para US$ 13,9 bilhões.A alta de importações, principalmente nos países emergentes, demonstra também a recuperação dessas economias e de seus mercados domésticos. Mas os volumes importados ainda estão bem abaixo dos meses pré-crise, em 2008. O Brasil, em agosto do ano passado, importou US$ 18 bilhões.Entre os países ricos, a recuperação das importações já começou. Mas de forma bem mais tímida. No auge de 2008, a UE importou US$ 229 bilhões em agosto. O total caiu para US$ 124 bilhões em março deste ano e agora está em apenas US$ 130 bilhões diante de uma economia que parou de cair, mas está estagnada.Para 2009, a OMC alerta que a queda nos fluxos comerciais será ainda mais profunda do que as previsões iniciais haviam indicado. Cálculos preliminares da entidade apontam que o tombo possa chegar a 11%, em comparação com 2008.No segundo semestre, a queda do comércio está sendo menos intensa que nos primeiros seis meses do ano. Mas o fim da recessão em algumas economias não foi o suficiente para reverter a situação. No início da crise, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, falava em queda de 7% no comércio em 2009. Alguns meses depois, já falava de 9%. Em meados do ano, a OMC chegou a conclusão de que seria de 10%. Agora, os técnicos já falam em 11%. (Estado)

Estrangeiros driblam IOF via ADRs

Os investidores estrangeiros estão driblando a tributação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para continuar a trazer recursos para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Dados apresentados ontem pela BM&FBovespa em relatório sobre seu balanço trimestral atestam o uso da estratégia, que consiste em comprar American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ações) e depois solicitar seu cancelamento.

Quando o investidor faz isso, ele fica com o ativo que lastreia o ADR aqui. Ou seja, se comprou um ADR de Petrobras em Nova York e cancelou, passa a ter esse papel aqui na Bovespa. Ao vender a ação da Petrobras, pode recomprar outros papéis da bolsa local sem ter que pagar os 2% de IOF.

Os dados da BM&FBovespa mostram que, entre os dez ADRs mais líquidos em Nova York, o volume de cancelamentos subiu de R$ 1 bilhão em outubro, até o dia 19, para R$ 1,34 bilhão entre os dias 20 de outubro e 6 de novembro. Já entre os ADRS menos líquidos, o cancelamento saltou de R$ 330 milhões no primeiro intervalo para R$ 1,51 bilhão no segundo.

Isso significa que mais ativos estão no ambiente de custódia local, e que o efeito do IOF até agora sobre o volume de negócios na BM&FBovespa não foi tão negativo quando chegou a parecer em um primeiro momento, dizem analistas. “Certamente não é aquilo que gostaríamos de ver, mas também não tem tido queda dramática dos volumes”, afirmou Carlos Kawall, diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, ao mencionar o crescimento de 25% no giro de ADRs brasileiros logo após a criação do IOF.

No mesmo período, houve elevação de 11% do volume de negócios no mercado local, o que significa uma perda relativa de participação no bolo total.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o governo voltar atrás na tributação de IOF nas ofertas públicas de ações, Kawall se esquivou e disse apenas que a bolsa tem mantido um diálogo com o governo para mostrar que pode ser parte da solução para a questão da apreciação do real. Ele citou como exemplos a permissão para que os investidores estrangeiros depositem margem de garantia no exterior para operar na BM&F. E também o fim de entraves tributários e cambiais que dificultam a aplicação do investidor local em ativos no exterior por meio do sistema de roteamento de ordens que a bolsa brasileira tem com a Chicago Mercantile Exchange (CME).

Do lado operacional, Kawall mencionou o recorde de volume financeiro atingido pela Bovespa em outubro, com média diária de R$ 7,3 bilhões em negócios, e destacou que, no mercado de ações, o giro já voltou ao nível pré-crise. Ele ressaltou ainda a retomada das ofertas de ações, com volume de R$ 41,1 bilhões no ano até agora, e previu que este total se aproxime de R$ 50 bilhões para o ano fechado, considerando oito operações que estão sendo preparadas.

Já na BM&F, os volumes ainda são menores do que o observado em meados do ano passado e Kawall justifica isso pela queda no nível de alavancagem global. Ele diz que movimento semelhante pode ser observado nos números da bolsa de Chicago.

Sobre a expansão internacional da BM&FBovespa, Kawall informou que as negociações mais avançadas na América Latina, que podem ser fechadas ainda em 2010, são com as bolsas do Chile e da Colômbia e adiantou que o acordo envolveria, por exemplo, o roteamento de ordens para que os investidores desses países possam investir em ações de empresas locais e vice-versa. Parceria semelhante está sendo negociada com a americana Nasdaq OMX.

Trabalhadores da Vasp ganham mais uma fazenda

Os ex-empregados da Vasp conseguiram na Justiça do Trabalho de São Paulo a propriedade de mais uma fazenda de Wagner Canhedo, antigo controlador da companhia aérea. Esta é a segunda fazenda do empresário que os trabalhadores conseguem “bloquear” na Justiça com o objetivo de assegurar o pagamento dos créditos que têm a receber. A medida judicial concedida pela 14ª Vara do Trabalho da capital, denominada de adjudicação, dá aos ex-trabalhadores a propriedade da fazenda Santa Luzia, no Estado de Goiás. Com isso, será possível a venda do bem, cujos valores serão destinados a quitar ao menos parte da dívida trabalhista da Vasp, avaliada em R$ 1,6 bilhão.A Fazenda Santa Luzia, segundo advogados dos trabalhadores, está avaliada em R$ 100 milhões. Já a Fazenda Piratininga, também em Goiás, foi adjudicada no ano passado e valeria cerca de R$ 500 milhões. Nas duas situações, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo deverá analisar as decisões de primeira instância. No caso da Piratininga, os advogados da Agropecuária Vale do Araguaia – empresa de Canhedo proprietária das fazendas – contestam no TRT a transferência da propriedade aos trabalhadores. O recurso está previsto para ser julgado no dia 18 de novembro. Para a Fazenda Santa Luzia, o advogado do empresário Everson Ricardo Arraes, do escritório Pires Furtado e Advogados Associados, afirma que também irá recorrer para o tribunal.Se o TRT de São Paulo confirmar que os ex-empregados da Vasp são realmente donos da propriedade rural de Canhedo, um grupo de trabalhadores de uma empresa falida terá, pela primeira vez, a possibilidade de receber parte dos créditos a que tem direito, fora do demorado processo falimentar. Os valores levantados com a venda dos imóveis rurais serão distribuídos aos trabalhadores que já possuem decisões judiciais que reconhecem seus créditos. A Vasp faliu no ano passado. Havia sofrido intervenção judicial em 2005, ano em que foi concedida a sua recuperação Judicial.O que gerou a possibilidade de os trabalhadores receberem seus créditos fora do processo falimentar foi uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Trabalho, Sindicato Nacional dos Aeronautas e pelo Sindicato Estadual dos Aeroviários em 2005. Com o processo, buscava-se assegurar aos trabalhadores o pagamento dos salários atrasados e a solução de uma série de irregularidades trabalhistas cometidas pela Vasp. Na avaliação de advogados, também foi decisivo um acordo assinado por Canhedo perante a Justiça do Trabalho no mesmo ano, pelo qual se comprometia a pagar os salários atrasados dos trabalhadores e cumprir uma série de normas trabalhistas que não vinham sendo observadas. Ao assinar o acordo, o empresário teria reconhecido a responsabilidade solidária do grupo econômico dele pelo pagamento dos débitos trabalhistas existentes, caso a Vasp não os quitasse. Por esse motivo, os trabalhadores conseguiram que as fazendas da Agropecuária Vale do Araguaia, uma das empresas do grupo, fossem adjudicadas.O acordo, na prática, acabou com a blindagem do grupo econômico de Canhedo. O advogado Everson Ricardo Arraes afirma que as empresas do grupo não são devedoras da Vasp. E defende que Canhedo só seria responsável pelas dívidas trabalhistas da companhia aérea contraídas até 2005, quando ele foi afastado da companhia.Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que a adjudicação da Fazenda Piratininga pode ser conduzida pela Justiça do Trabalho, pois a concessão ocorreu antes da Agropecuária Vale do Araguaia entrar em recuperação judicial.

Valor

GPCP3 GPC – Governo poderá sobretaxar em até 100% produtos norte-americanos

O governo brasileiro colocou ontem, em consulta pública no Diário Oficial, uma lista de 222 produtos importados dos Estados Unidos que poderão ser sobretaxados em até 100% a partir de janeiro de 2010. A retaliação foi autorizada em agosto último pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que considerou ilegais os subsídios concedidos pelo governo norte-americano aos produtores de algodão. O valor total estimado pelo Brasil para ser usado contra os EUA é de US$ 800 milhões a US$ 900 milhões, mas as restrições comerciais estão limitadas a US$ 450 milhões. O restante será aplicado em outros tipos de sanções nas áreas de serviços e propriedade intelectual, como a quebra de patentes de medicamentos. “Estamos prontos para retaliar. O ideal seria que os EUA cumprissem as determinações da OMC e eliminassem os subsídios ilegais, mas até agora não houve qualquer movimento nesse sentido”, disse a secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Lytha Spíndola. Se não houver acordo com os EUA, será a primeira vez que o Brasil retaliará um país associado à OMC. Em outras ocasiões, como ocorreu com o Canadá na briga pelo mercado de aeronaves entre Embraer e Bombardier, os países optaram por um entendimento. No caso dos EUA agora, o governo deu preferência a produtos de maior valor agregado e que ou têm produção nacional ou podem ser adquiridos facilmente de outros mercados. Do total de itens apresentados às indústrias nacionais – que terão até 30 de novembro para responderem se serão prejudicadas com o bloqueio das importações – 64% são bens de consumo e 36%, bens intermediários, usados no processo de produção. Entre os produtos incluídos estão trigo, automóveis, lentes de contato, óculos de sol, artigos de higiene e limpeza, óleos, sardinhas, cerejas, misturas de sucos, paracetamol, metanol, tecidos, algodão, pilhas alcalinas e até gomas de mascar. A lista corresponde a US$ 2,7 bilhões, ou 10,6% do total importado dos EUA em 2008 (US$ 25,808 bilhões). Mas, com a consulta pública, o montante terá de ser reduzido para US$ 450 milhões. O governo inflou a relação de propósito, tendo em vista que serão realizados cortes a pedido da indústria nacional. “Vamos receber as sugestões dos empresários, fazer a triagem e formar dados estatísticos e valores. Será feita uma sugestão de retaliação à Camex que, em sua reunião de dezembro, tomará a decisão final. Quanto à questão da propriedade intelectual, os ministros que integram a Camex discutirão o que fazer a respeito, também, na reunião de dezembro”, explicou Lytha Spíndola.

JC

Especial Argentina : As perdas com a instabilidade da economia argentina

É difícil encontrar algum brasileiro que não sorria, mesmo que discretamente, ao assistir algum tropeço argentino – seja no futebol, na política ou na economia. No entanto, uma análise atenta da relação entre os vizinhos mostra que esta rivalidade só é realmente saudável quando dentro das quatro linhas. Fora dos gramados, ambos perdem quando um dos dois vai mal.

A instabilidade política e econômica da Argentina, inaugurada com Fernando de la Rua no poder, em 1999, e realimentada por Cristina Kirchner, afeta diretamente os negócios de empresas brasileiras. Na opinião de especialistas e empresários, os hermanos demonstram cada vez mais aversão ao livre mercado, ao mesmo tempo em que contaminam sua economia com medidas protecionistas.

O resultado é bem mais do que a corrosão de suas riquezas. É também um marco restritivo ao acesso de seus vizinhos a um mercado de 38 milhões de consumidores com um poder de compra relativamente elevado, mas que já foi muito maior.

Números mostram que a bancarrota da economia argentina puxa para baixo também o Brasil e, em especial, o Rio Grande do Sul, que, por sua localização geográfica e perfil de produção, sempre se beneficiou das relações comerciais com os vizinhos. O Estado, que já teve na Argentina o principal comprador de seus produtos, especialmente autopeças, calçados, tecidos e alimentos, agora vê suas vendas ao país despencarem. Dados da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs) mostram que, no acumulado deste ano, as exportações para lá ficaram em US$ 900 milhões, ante US$ 1,38 bilhão nos primeiros meses do ano anterior.

No mesmo período, os embarques para a China, por exemplo, passaram de US$ 1,58 bilhão para US$ 2,5 bilhões. Agora, enquanto os asiáticos compram 17% das mercadorias gaúchas, a Argentina absorve 12,1%. “A relação comercial com a Argentina nunca foi muito fácil, mas hoje está extremamente complicada”, lamenta o presidente da Fiergs, Paulo Tigre.

Quando o Mercosul ganhou força, no final dos anos 1990, o Brasil surgiu como principal parceiro comercial da Argentina, consumindo um terço de suas exportações. Hoje, os brasileiros ainda são seus principais clientes estrangeiros, embora sua participação tenha caído para 24%.

Ainda assim, o bom momento que viveu a economia mundial até o ano passado favoreceu o crescimento do comércio entre ambos. Em 2008, o fluxo comercial chegou a US$ 30 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,03 bilhões para o lado brasileiro, que exportou US$ 17,6 bilhões e importou US$ 13,2 bilhões. Os dados representam uma elevação sobre 2007, quando a corrente comercial somou US$ 24 bilhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil.

No entanto, empresários de ambos países têm motivos de sobra para temer pelos alicerces da relação mútua. Há um ano, o governo argentino decidiu tornar não automáticas várias licenças de importação de produtos brasileiros, sob a alegação de proteção à indústria local. Mais de cem tipos de mercadorias passaram a pagar taxas convencionais e a enfrentar toda a burocracia tradicional para entrar na nação.

Automóveis, linha branca e itens de consumo diversos entraram no rol, e hoje esperam mais de 180 dias para ganharem acesso ao território vizinho. “Ao não dispor de uma agenda econômica clara, o governo argentino acaba adotando medidas que atendem a interesses específicos, mas prejudicam o comércio bilateral como um todo”, observa o advogado Marcino Fernandes Rodrigues Junior, especialista em Direito Internacional e Comércio Exterior, presidente da Câmara do Mercosul e diretor da Comissão de Relações Internacionais e Integração do Mercosul da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado.

Com era previsível, o Brasil contra-atacou. Recentemente, peixes, geleias, doces, uvas passas e ameixas secas juntaram-se à farinha e pré-mistura de trigo, vinhos, alho, azeite, azeitonas e rações para animais na lista de produtos argentinos que perderam a licença automática para entrar no País. “É uma postura rígida do governo brasileiro para forçar a Argentina a voltar à mesa de negociações, e parece ser a principal saída neste momento”, observa Antônio Carlos Fraquelli, economista da Fundação de Economia e Estatística do Estado (FEE). Afora o desmanche econômico da Argentina, a seca que assola seu território também colabora para postergar uma possível retomada.

Potencial de negócios é pouco aproveitado

Paralelamente à imposição de barreiras, o governo da Argentina demonstra imperícia para cultivar sua agricultura e energizar a indústria nacional. Os argentinos dispõem de uma imensidão de riqueza natural não explorada. Suas grandes reservas de petróleo, minerais e carvão são, na opinião de técnicos, mal-exploradas e pesam muito pouco em sua pauta de exportações.

A Argentina embarca 314 mil barris de petróleo ao dia – quase metade do que o Brasil vende para fora. Basicamente, a indústria é concentrada em Buenos Aires, onde há polos calçadista, automobilístico e têxtil. No entanto, os industriários veem seus negócios atrofiarem diante do aumento das políticas protecionistas na região, uma vez que o mercado interno não vive seu período mais áureo.

A restrição de mercados e a falta de uma política clara ao setor produtivo são apontados como fatores que impedem a indústria de crescer ao mesmo ritmo da economia. No ano passado, mesmo com uma elevação de Produto Interno Bruto à beira dos dois dígitos, a produção das fábricas cresceu 4,3%, apenas o 61º melhor resultado mundial no setor, de acordo com dados do relatório The World Factbook, da Central Inteligence Agency (CIA).

Mesmo o agronegócio do país, outrora abundante para saciar os argentinos e exportar, tem sofrido golpes duros. No início deste ano, a presidente Cristina Kirchner sobretaxou o trigo exportado para segurar o preço do alimento no mercado interno e estancar os soluços inflacionários no setor de alimentos.

Houve grandes protestos dos produtores, tendo em vista que os embarques são sua principal fonte de receita. De quebra, a medida desagradou aos vizinhos de Mercosul – inclusive o Brasil, que importa 60% do trigo que consome e tem na Argentina o principal fornecedor. Com a escassez, o país viu o preço do grão disparar e foi obrigado a buscar outros mercados. “As atitudes radicais do governo da Cristina Kirchner tem pesado para o não desenvolvimento da economia do país – e isso não prejudica apenas a própria Argentina, assim como todos os países do Mercosul”, assinala o professor do curso de Economia da Pucrs, Alfredo Meneghetti Neto, que coloca como fundamental uma mudança de postura do país para que haja uma chance de retomada do bloco.

A pecuária argentina, que já foi propulsora de sua economia, ensaia passos de decadência. Os dados mais recentes da Federação Agrária Argentina (FAA) indicam que o rebanho do país deve recuar para apenas 47,9 milhões de cabeças na passagem deste ano para o próximo, 7,4 milhões a menos do que em 2008. Se isso ocorrer, o rebanho voltaria ao patamar da primeira parte da década de 1960.

Os números são atribuídos às secas e políticas equivocadas do governo: com o avanço da safra de grãos na nação, o gado está sendo deslocado para o Norte, área de custo maior e rentabilidade menor. Para piorar a situação, a alteração ameaça a qualidade da célebre carne dos rebanhos argentinos, o que fatalmente fechará mais portas no mercado externo nos próximos anos.

 

Dados da Argentina são imprevisíveis

Os números da Argentina são tão imprevisíveis quanto as trapalhadas de Diego Maradona. Seu PIB cresce desde 2004, quando inflou 8,7% após desabar 14,7% no ano anterior – o que fora a quarta queda seguida. Dados do Fundo Monetário Internacional apontam crescimento real na casa dos 9% no ano na última meia década, e as previsões são de 6,8% de elevação neste ano.

No entanto, a aparente prosperidade da economia vem acompanhada de uma inflação alarmante – dados oficiais do governo apontam para elevação média na casa dos 10% ao ano. Ou seja, boa parte da riqueza gerada é corroída pelos reajustes e impede que os benefícios cheguem mais intensamente aos pobres.

No entanto, fossem estes dados confiáveis, até poderiam ser consideradas normais para um país que busca recuperação – como mostra o caso de China e Índia. O problema é que o governo hermano é acusado por organismos internacionais e iniciativa privada de manipular os dados inflacionários para justificar suas aventuras econômicas.

Enquanto os dados oficiais apontam elevação de 8,6% no ano passado, pesquisas não oficiais colocam este número em 22%. “Esta disparidade atormenta os investidores, que, sem clara noção da situação do país, muitas vezes evitam de colocar por lá seu dinheiro”, observa Antônio Carlos Fraquelli, da FEE.

A falta de transparência poderá inclusive prejudicar a tomada de empréstimos por parte do governo argentino – manobra vista como inevitável para cobrir a dívida pública e promover uma reestruturação financeira. A ida ao FMI pode ocorrer muito em breve, acreditam economistas, mas pode também ser dificultada pelo calote dado no início da década.

Recuperação passa pelo Mercosul

Se há uma saída rápida viável para a reestabilização da economia argentina, esta pode estar no Mercosul, destino de 19% das exportações. A proximidade dos mercados, as tentativas de evolução do bloco econômico – apesar da controversa entrada da Venezuela -, e as propostas de utilizar moedas locais abrem as portas para uma nova frente de negociações entre os países.

“Os empresários de Brasil e Argentina nunca deixaram de estar interessados em fazer negócios, mas as interferências políticas têm atrapalhado cada vez mais esta relação”, comenta o advogado Marcino Fernandes Rodrigues Junior.

Outra boa notícia é que surge um aceno entre Brasil e Argentina para retomarem negociações quanto à derrubada das barreiras comerciais. Recentemente, o governo argentino solicitou uma reunião urgente entre os ministros de Produção, Débora Giorgi, e de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para discutir as barreiras adotadas pelo Brasil contra alguns produtos da Argentina.

“Queremos que essa reunião seja realizada imediatamente, porque havia um encontro bilateral marcado para os dias 11 e 12 de novembro, mas foi cancelado”, reclamou uma fonte argentina à Agência Estado. “Não podemos esperar que o assunto seja discutido na cúpula (entre os presidentes Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva) do dia 18 de novembro”, em Brasília, completou.

Alheias às rivalidades políticas entre os países, algumas empresas brasileiras continuam colocando suas fichas na Argentina. Em agosto, a fabricante de máquinas e equipamentos agrícolas gaúcha Agrale iniciou a produção de caminhões em sua fábrica na cidade de Mercedes, a 90 quilômetros de Buenos Aires.

A unidade inaugurada no ano passado para a montagem de chassis de ônibus passou a produzir agora o modelo Agrale 7.500 RD. O objetivo da empresa é ampliar sua participação naquele mercado – o que mostra confiança na prosperidade do mercado interno. Instalada em uma área de 200 mil metros quadrados, a planta também poderá ser base exportadora para outros países.

RBS

Fundos de ações resgatam

Todos os quatro principais grupos de fundos de ações dos países em desenvolvimento registraram retiradas simultâneas pela primeira vez desde junho. Os resgates se devem ao receio de que o ritmo da recuperação econômica mundial possa não justificar os preços, avaliou a EPFR Global.

As retiradas de recursos dos fundos globais de ações dos emergentes e dos de Ásia, América Latina, Europa, Oriente Médio e África contribuíram para saídas líquidas de US$ 5,42 bilhões de todos os veículos de aplicações em ações na semana encerrada em 4 de novembro. Já os fundos de bônus captaram US$ 3,63 bilhões.

Preocupações relativas às condições mais difíceis de crédito tiveram grande peso, com os bancos centrais mencionando estratégias de reversão das políticas de estímulo de liquidez.





Risco de bolha de ativos

O IIF, espécie de Febraban (Federação Brasileira de Bancos) mundial, afirma que há uma conjunção de fatores preocupantes no Brasil que podem indicar a formação de uma bolha.

A expansão de crédito ficou em 30% no ano passado. Neste ano caiu para 12% e, apesar da queda, ainda está em dois dígitos.

O país está recebendo grandes volumes de fluxos de capital. Em outubro, foi o segundo maior da história. O mercado acionário está em alta e o real foi a moeda que mais se valorizou, cerca de 34% neste ano.

– Todos esses fatores combinados representam um risco de bolha de ativos. Essa excessiva valorização de ativos e moeda terá de ser corrigida mais cedo ou mais tarde, o que não vai ser fácil – diz Hung Tran, diretor da área de mercado de capitais e mercados emergentes do Institute for International Finance (IIF).

A economia brasileira é vítima do próprio sucesso, dizem os economistas. Com um crescimento expressivo e sistema financeiro saudável, o Brasil vem recebendo muitos investimentos. Mas se torna refém do ambiente externo: as economias avançadas ainda estão se recuperando e devem manter as taxas de juros baixas por muito tempo.

Valor